quinta-feira, junho 11

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO - Lição 11 – CPAD - Autor: Osvarela

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO
Lição 11 – CPAD Autor: Osvarela

Texto áureo:
Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem. I Co. 15.20.

Leitura Bíblica em Classe:
I Co. 15.1.-10
Fundamental:
Texto do contexto:
Leia do versículo 15 até ao versículo 57, do capítulo 15 de I Co. 15 – Texto Bíblico em Classe:
Vs.11 Então, ou seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim crestes. Ora, se prega que Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos? Mas se não há ressurreição de mortos, também Cristo não foi ressuscitado. Nem toda carne é uma mesma carne; mas uma é a carne dos homens, outra a carne dos animais, outra a das aves e outra a dos peixes.....cont...40-27
INTRODUÇÃO:
A - A importância histórico-cultural da vida futura:
Os homens, até mesmo na Bíblia, no início da geração edênica procuravam uma maneira de perpertuarem suas passagens por esta vida de maneira a serem lembrados ou de certa maneira como uma forma de perenização de seus nomes.
Era a busca da perenização, da imortalidade, da glória futura, mesmo ausentes desta vida.
Certo é que, os reis egípcios, e de outras dinastias do mundo e mesmo os menos nobres, plebeus em várias culturas possuíam rituais fúnebres, nos quais, eles levavam par o túmulo suas coisas pessoais preocupados pela possibilidade de não ter bens ou em usa-las na vida posterior a morte.
As biografias como dizia Tácito, permitiria uma sensação ou mesmo que os homens vivessem eternamente: “permitir que vivam eternamente”. Tácito
Isto mostra o quanto o assunto ressurreição ou vida eterna preocupa ou preocupava os homens.
B - A ressurreição dos mortos, sempre foi uma discussão inserida no contexto das religiões.
Os próprios judeus tinham entre suas facções religiosas grupos como dos saduceus [Mt. 22.23. No mesmo dia vieram alguns saduceus, que dizem não haver ressurreição] que não criam na ressurreição dos mortos.
Jesus Cristo em seu ministério proclama com vigor este fato.
O Apóstolo Paulo vem dirimir as dúvidas e sistematizar o entendimento sobre a ressurreição, iniciando a mesma com uma pergunta, que pode ser tratada como uma ironia suave aos que questionavam a ressurreição, inclusive introduzindo na discussão a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Este texto contexto da Lição, não faz parte do texto bíblico da leitura em classe:
I Co. 15.14.16. 14 E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. Porque, se os mortos não são ressuscitados, também Cristo não foi ressuscitado.
Paulo faz uma inflamada defesa desta doutrina e ensina importantes pontos sobre a mesma, com a visão inicial suportada sobre a morte e ressurreição de Cristo, que embasará todo o seu discurso sobre o Tema.
Assim, temos que:
Jesus Cristo morreu.
Que Jesus Cristo desceu as partes mais baixas da terra, ao lugar dos mortos.
Que Jesus Cristo se entregou a morte, ou seja, não foi tomado por ela, mas deu-se a ela – a morte.
Que Jesus Cristo venceu a morte.
Jesus Cristo vencendo a morte ressuscitou.
Se ele ressuscitou tem poder para ressuscitar a todos da morte.
Esta ressurreição não será como as de Lázaro e outras realizadas por Jesus Cristo ou qualquer outro profeta, mas será para a vida eterna!
Paulo revela um dos mistérios que mesmo a ressurreição de Jesus, que foi visto por mais de 500 de seus discípulos, além dos seus Apóstolos e das mulheres que faziam parte de sua multidão de seguidores, ainda era um mistério pouco entendido, a partir, das palavras dos anjos para os discípulos, após a ascensão de Jesus Cristo, o homem de Nazaré.
Lucas, o escritor de Atos dos Apóstolos inicia a sua narrativa pesquisada, com uma descrição detalhada do momento da Ascensão.
At. 1.1,3. Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo quanto Jesus começou a fazer e ensinar, até o dia em que foi levado para cima, depois de haver dado mandamento, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera; aos quais também, depois de haver padecido, se apresentou vivo, com muitas provas infalíveis, aparecendo-lhes por espaço de quarenta dias, e lhes falando das coisas concernentes ao reino de Deus.
1 - Estar vivo e se apresentar em forma corpórea pela qual era conhecido, era uma das muitas questões:
O texto em si nos faz refletir sobre algumas situações que menciona:

- Como um homem poderia ressuscitar e ainda ter forma aparente?
- Em qual densidade ele estaria?
- Como Jesus comeu e entrou nas dependências onde seus discípulos se escondiam após a sua morte e ainda apresentou em seu corpo ressurreto e glorificado as marcas da Cruz e comeu peixe, após passar literalmente pelas paredes do local?

Atos dos Apóstolos 1.9-11.
Tendo ele dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.
Paulo, certamente utiliza-se desta narrativa para endossar as suas palavras e introduzir o seu pensamento doutrinário, acerca da ressurreição.
I Co.15.4-8. que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, e depois aos doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram; depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos; e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo.
Ele mesmo teve um encontro com Jesus ressurreto anos mais tarde, durante a sua conversão e durante o período que estava na Arábia, pela exegese do texto do versículo 8, temos o entendimento que, a forma do aparecimento de Jesus Cristo, ao Apóstolo Paulo, não sabemos em qual momento exato, mas, foi do mesmo modo que apareceu nas reuniões dos apóstolos e discípulos, seja no Caminho de Emaús, seja, na reunião citada por Lucas no capítulo 24 de seu Evangelho.
Lc. 24.13.43. Nesse mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia chamada Emaús...iam comentando...Ele...disse: Por que estais perturbados Olhai as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos...eu tenho...mostrou-lhes as mãos e os pés...Não acreditando eles ainda por causa da alegria...perguntou-lhes Jesus: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então lhe deram um pedaço de peixe assado, o qual ele tomou e comeu diante deles.
Esta passagem mostra mais do que, a presença real e visível de Cristo entre seus discípulos, mostra-nos a realidade de sua ressurreição.
Eles questionavam a ressurreição ou no mínimo esperavam ou tinham dúvidas quanto a esperar a ressurreição de entre os mortos e como ela poderia se dar se quando morremos somos sepultados e nos desfazemos como pó.
Mais uma vez a divisão, entre os crentes de Corinto, era notória: “vs.12. Ora, se prega que Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos?”
2 - Eis o problema ainda atual da Igreja:
Alguns se consideram mais sábios sobre uma questão enquanto outros são dispersos sobre o assunto, tão ignotos, que não sabem discernir alguns aspectos da Doutrina da Bíblia Sagrada sobre a morte, vida e ressurreição e posterior vida eterna ou morte eterna.
Assim estavam os de Corinto, sem saber distinguir qual era a real situação dos cristãos ou crentes em Cristo após a sua morte e ascensão aos Céus.
Você já pensou como será a ressurreição dos mortos de todas as épocas, nações.
Daqueles que morreram queimados nas fogueiras romanas ou daqueles que, tiveram seus corpos dilacerados após serem serrados, partido per rodas de tortura, lançados ao mar...como cita o escritor da Epístola aos Hebreus no capítulo 11?
II - ENSINADO SOBRE A RESSURREIÇÃO:

- O que garante a ressurreição dos mortos em Cristo:
Todos os que nasceram na Terra ressuscitarão um dia.
Porém haverá dois momentos especialmente defendidos na Bíblia sobre a ressurreição dos mortos.
Primeiro:
Ressurreição dos que morreram em Cristo.
Segundo:
Ressurreição geral para o juízo eterno, perante o Grande Trono Branco.
Este é basicamente o Ensino Geral sobre a vida dos seres humanos.
Todos os homens nascem, vivem, morre, e ressuscitarão.
A morte:
Segundo a Bíblia sagrada o último inimigo do homem é a morte.
A Bíblia usa termos da metáfora para se referir a morte;
Dormir
Novo Testamento:
I Ts. 4.13,14. Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele.

A conotação do trecho bíblico é de morte = dormir.

Evangelho segundo São João. 11. ...acrescentou: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, ficará bom. Mas Jesus falara da sua morte; eles, porém, entenderam que falava do repouso do sono. Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu;
No Velho Testamento:
I Rs. 15. 8. Abião dormiu com seus pais, e o sepultaram na cidade de Davi.
Estar no seio de Abraão

Seguir o caminhoJob. 16. 22. Pois quando houver decorrido poucos anos, eu seguirei o caminho por onde não tornarei.
Dormir com seus pais -
O homem não foi criado em estado de eternidade, como os anjos, que embora criados já o foram neste estado.
A MORTE :
A morte é o estado natural do final da vida humana, ela era um dos potenciais riscos à vida do homem criado no Éden.
Ao homem está ordenado morrer uma só vez, em referencia a morte natural e física.
O pensamento escatológico diz:
Os homens nascem, vivem, morrem e ressuscitarão.
Uns ressuscitarão primeiro, outros serão arrebatados e subirão juntos ao encontro de Jesus, nos ares.
Os mortos que não ressuscitarem no arrebatamento aguardarão o, mar, a terra, as águas, o pó, devolverem os seus corpos para serem julgados.
Alguns jamais ressuscitarão.
Eu digo sempre:
Só ressuscitarão primeiro os homens que morrerem duas vezes, morrerem fisicamente, e morrerem para o Mundo. Os que morrerem só uma vez, ficarão para o julgamento do trono Branco.
A extensão da vida humana foi determinada por Deus, logo após o pecado consensual de Adão e Eva e mais restringida ainda, após a decadência moral nos idos do patriarca Noé e posteriormente teve os seus parâmetros de idade re-estabelecidos, conforme o Livro de Salmos.
Gn.6.3. Então disse o Senhor: O meu Espírito não permanecerá para sempre no homem, porquanto ele é carne, mas os seus dias serão cento e vinte anos.
Gn.2.15-17. Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e guardar. Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás;
porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
III - JESUS CRISTO E A GARANTIA DA VIDA ETERNA E RESSURREIÇÃO:
Durante o seu ministério, o Senhor Jesus, declara palavras, sobre a possibilidade do homem ter uma vida eterna após a morte aqui na Terra.
Bastante para isto seria o homem participar da sua própria morte na cruz do Calvário, através da sua própria carne e sangue, um dos maiores mistérios místicos, dos Evangelhos.
A busca, pelo homem, pela vida eterna é emblemática e procurada pelos homens de todas as eras, inclusive sendo utilizada em contos, lendas e estórias dos homens, e história da humanidade.
A - Vida eterna:
Na própria Palavra de Deus encontramos expressões de pessoas preocupadas com ela:
Mt.19.16. E eis que se aproximou dele um jovem, e lhe disse: Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?
Jesus ensina o que se deve fazer para obtê-la:
Mt.19.29.
E todo o que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.
Quem pode obter a vida eterna?
Mt.25.46.
E irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.
João 3. 15,16ss,36. Para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida...
Desta forma a Palavra de Deus nos garante a vida eterna.
E também não a garante àqueles que não aceitam ou professam o Nome de Jesus como Salvador.
B - Ressurreição:
A garantia de Jesus é exarada, sob um contexto da vida futura dos homens, segundo a pergunta inicial dos saduceus, em um encontro com Jesus para experimenta-lo, colocando-o a prova quanto aquilo que eles descriam, ou seja, a ressurreição dos mortos.
Jesus então, responde sob o prisma, da visão de que Deus quer ser adorado eternamente pelos homens e que Ele só recebe adoração de seres vivos, sejam anjos, arcanjos, querubins e homens. “Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que foi dito por Deus...
Lc.20.34-38. Respondeu-lhes Jesus: Os filhos deste mundo casaram-se e dão-se em casamento; mas os que são julgados dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos, nem se casam nem se dão em casamento; porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. Mas que os mortos hão de ressurgir, o próprio Moisés o mostrou, na passagem a respeito da sarça, quando chama ao Senhor; Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó. Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele todos vivem.
Mt. 22.32. Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos.
Lc. 14.14.Serás bem-aventurado; porque eles não têm com que te retribuir; pois retribuído te será na ressurreição dos justos.
C - Quem garante a ressurreição dos mortos:

A nossa morte espiritual para o Mundo nos garante uma nova vida futura, pois morremos, ou fomos sepultados no batismo da sua morte para recebermos D’Ele a garantia da ressurreição.

Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?
Rm.6.3ss. Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai...Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição...Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, sabendo que, tendo Cristo ressurgido dentre os mortos, já não morre mais; a morte não mais tem domínio sobre ele.
O mesmo Jesus nos garante que, Ele é a Ressurreição e se estamos N’Ele temos garantia da Vida que, Ele também afirmou sê-la, como diz João.
João. 5. 25. Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; Disse-lhe Marta: Sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia. Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá;
Compare com o texto de Paulo:
I Co. 15..3.20-24;55-57. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; Mas na realidade Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos.Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graça a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.
IV - QUAL A DENSIDADE DO CORPO RESSURRETO:
1-Um texto fundamental:

I Co. 15.35. Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E com que qualidade de corpo vêm?
Esta é uma questão fundamental a qual muitos de nós não estamos familiarizados.
Muitos de nós temos dúvidas quanto a natureza do corpo que teremos após a ressurreição.
I Co. 15.42-50. Assim também é a ressurreição, é ressuscitado em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, é ressuscitado em glória. Semeia-se em fraqueza, é ressuscitado em poder. Semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual. Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o animal; depois o espiritual. O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Qual o terreno, tais também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial. Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados,
2-A Bíblia nos garante que, haverá uma transformação dos corpos humanos, sendo transformados de:
Corruptíveis para incorruptíveis.
Mortais para imortais.
Paulo ensina que há duas naturezas de corpos:
Corpos celestes
Corpos terrenos
Que há duas naturezas, humana:

Espiritual e a animal.

I Co. 15.50. Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção.
3-Duas imagens do homem:
A terrena e a celestial.
O cerne desta questão está fundamentado em dois pontos:
- Primeiro:
A ressurreição em um novo corpo, nova semente, nova natureza orgânica, nova imagem, só foi possível através da ressurreição de Jesus Cristo:
I Co. 15.45. Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante.
Jesus Cristo é o último Adão, e Ele vencendo a morte se tornou a primícias dos que dormem, isto é dos que morrem ou morreram, sendo ressurreto e tomando seu corpo mortal, com a mesma forma, mas com nova densidade, não mais a densidade material, mas a densidade espiritual, a densidade celestial, a densidade da incorrupção, a densidade divina.
I Ts. 4.14. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele.
Esta é a garantia que Ele nos dá, pois todos os morreram em Cristo tem uma nova imagem e semelhança: “I CO.15.49. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial”.
Assim, quer dizer Paulo, como temos a mesma forma que nosso pai adão, que nos legou a morte, teremos a mesma forma de Jesus Cristo, o novo Adão perfeito, que nos legou a Vida e esta agora é vida eterna, nunca mais percível.
- Segundo:
O processo da transformação da matéria mortal e perecível.
I Co. 15.52. num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados.
I Co. 15.53,54.Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória.
A glória de Cristo é um dos atributos do mesmo que nos é comunicado pela sua Obra vicária.
Sendo assim, é necessária uma transformação do corpo que dispomos neste presente século para que possamos adentrar nos portais da eternidade num novo corpo com os elementos da eternidade, onde a carne e o sangue não podem adentrar.
V - JESUS E O SEU CORPO:
I Co. 15.5,6.
que foi visto por Cefas, e depois pelos doze; depois, foi visto, por mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também;
O verbo utilizado, aqui é ophthe, isto é Jesus era visível àqueles que serviram de testemunha de sua aparição após a sua ressurreição.
Além do testemunho dos anjos ás mulheres [Lc.24], Jesus apareceu para comprovar a sua vida “post mortem”, isto é, Ele estava vivo.
João 21. 14. Foi esta a terceira vez que Jesus se manifestou aos seus discípulos, depois de ter ressurgido dentre os mortos.
Somente precisamos entender, que em determinada passagem bíblica ele refuta o contato comas mulheres [João 20.17.], Pois ainda não havia subido ao Pai, depois disto, é bom descrever este fato, Ele se apresenta de forma que os discípulos pudessem toca-lo, falar com ele e verificar até os ferimentos recebidos na Cruz.
Jesus Cristo ao ser ressurreto adquiriu-nos este direito ao entrar nos portões celestes, como o no Adam, ou seja, o novo homem ou novo Adão, com a mesma forma que possuía aqui na Terra ao andar nas ruas de Jerusalém.
Podemos descrever que era o mesmo corpo, por:
Identificação dos seus discípulos, após a sua ressurreição.
Lucas 24.
Olhai as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como percebeis que eu tenho. E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés.
Cristo, embora, ressurreto e sendo portador da matéria celeste pôde comer, um pedaço de peixe e andar se podemos usar este verbo, durante o período, no qual apresentou-se aos discípulos em variadas ocasiões, como o texto inicial afirma.
Isto é manifestação e comprovação de uma nova densidade que Ele adquirira e agora era portador, com o corpo humano transformado, esta será também a nossa nova densidade corporal.
Lucas 24.15,16;30-31. Enquanto assim comentavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou, e ia com eles; mas os olhos deles estavam como que fechados, de sorte que não o reconheceram. Estando com eles à mesa, tomou o pão e o abençoou; e, partindo-o, lho dava. Abriram-se-lhes então os olhos, e o reconheceram; nisto ele desapareceu de diante deles.
Ao desaparecer instantaneamente Cristo comprova que, a Densidade, de Seu corpo era, agora, diferente, pois os discípulos sequer tiveram tempo de voltar a falar com Ele, tal a velocidade do desaparecimento, embora como o texto nos garante, o tenham reconhecido durante o partir do pão, enquanto lhes dava o pão para comer, demonstrando que houve tempo para o reconhecimento de que, aquele era realmente Jesus.
Por ele ter comido, após adentrar nos locais, onde os discípulos estavam, e desaparecer, sem utilizar-se das portas ou entradas daqueles lugares.
Lc. 24.34.ss. Não acreditando eles ainda por causa da alegria, e estando admirados, perguntou-lhes Jesus: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então lhe deram um pedaço de peixe assado, o qual ele tomou e comeu diante deles.
Jesus queria provar que era Ele mesmo, num novo corpo e que poderia fazer coisas desta vida, como comer, tanto quanto as que o seu corpo ressurreto poderia realizar igualmente. Como a dizer: “O meu corpo ressurreto é superior ao anterior, mas eu continuo sendo o mesmo filho de Maria, o homem chamado Jesus!
Não! Não era um espírito ou uma visão era realidade, Ele ressuscitara e estava vivo e com Poder do Pai no corpo ressurreto!Aleluia.
A posição de Tomé em somente crer se visse e tocasse no corpo ressurreto do Cristo era uma realidade também entre os irmãos da Igreja de Corinto.
João 20.24.ss. Ora, Tomé, um dos doze...não estava com eles quando veio Jesus. Diziam-lhe...: Vimos o Senhor. Ele...respondeu: Se eu não vir o sinal dos cravos nas mãos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei. Oito dias depois...outra vez ali reunidos, e Tomé com eles. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles...Depois disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; chega a tua mão, e mete-a no meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente.
Este texto nos aclara sobre a Densidade do corpo de Jesus:
Coloquei o nome terreno do Cristo, para situar-nos no mesmo contexto terreno no qual, ocorreu o evento, sem desconsiderar a imagem imaculada do Divino Salvador, pois Ele, mesmo tomou por seu querer, a forma de homem.
Sendo assim, o que temos, aqui:
Primeiro
– Jesus adentrou no local estando as portas fechadas, isto significa dizer que, Ele não mais estava submetido às leis da física terrena, sobre o seu corpo imaterial.
Segundo - Que Ele, mesmo assim podia comer, matéria terrena sem nenhuma contaminação da matéria celestial.
Ele mesmo nos garantiu que, beberá conosco, do fruto da vide. Mt.26. 29. Mas digo-vos que desde agora não mais beberei deste fruto da videira até aquele dia em que convosco o beba novo, no reino de meu Pai.
No espetáculo memorável de sua ascensão, em Betânia.
Atos dos Apóstolos 1.9-11. Tendo ele dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.
Mc.16.19. Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus.
Não há transformação visível de Jesus relatada na Bíblia, após a sua morte na cruz, esta passagem de Marcos mostra Jesus falando aos seus discípulos e sendo em seguida, ascendido aos céus.
VI - NOSSO NOVO CORPO:
* “Pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição”.
Nós que fomos criados um pouco menor, do que os anjos, seremos semelhantes em qualidade aos anjos celestes.
E isto só será possível por sermos feitos por Cristo filhos da ressurreição.
Eu transliteraria o trecho para:
Somos filhos da ressurreição de Cristo, que por ela, nos fez filhos de Deus.
No livro Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento – CPAD – pg. 365, no comentário sobre a qualidade ou limitações do novo corpo, em relação as questão matérias é questionada, mas na minha forma de entendimento, salvo melhor juízo, creio que o versículo citado do início deste *tópico, juntamente com os demais destacados ao longo do Capítulo 15, demonstram cabalmente que estas limitações serão superadas sem nenhuma dúvida.
Além disto, podemos utilizar, o texto “I Epístola de João 3.2. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos”.
Dois pontos importantes:
- Seremos como Ele é;
- O veremos como Ele é;

Significando que, poderemos entender e reconhecer Jesus pelas suas marcas, era o que o “velho” João queria falar para a Igreja que não vira Jesus, mas ele mesmo o conhecera e transmitia, agora, a sua esperança de re-encontrar o seu Mestre amado.
Conclusão:
A Ressurreição de Jesus Cristo, na forma que ocorreu, através de seu ímpar sacrifício, e a sua ressurreição, nos deu direito de nos tornar-nos:
Filhos de Deus;
Filhos da ressurreição;
A Vida Eterna com Ele;
Possuirmos, após a morte um corpo incorruptível;
Um corpo imarcescível;
Um novo corpo;

Um corpo transformado pela Glória do Espírito Santo;
Um corpo com uma nova densidade imaterial.

Informações gerais:
Tácito- Públio (Caio) Cornélio Tácito - Publius (Gaius) Cornelius Tacitus) – 55 a 120 d.C - ou simplesmente Tácito Considerado um dos maiores historiadores da Antiguidade.. Escreveu por volta do ano 102 um Diálogo dos oradores. Tácito tem as características usuais do historiador antigo: o gosto pela moralização - ele é um severo juiz de caráter
Fonte:
Apontamentos do autor
Dicionário Aurélio
Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento – CPAD
Bíblia digital – cortesia Tio Sam
Bíblia Plenitude
Wikipédia

2 comentários:

Daladier Lima disse...

Parabéns pelo esclarecedor post sobre um dos maiores fenômenos bíblicos. Aguardo sua visita no meu blog. Abraços!

osiel varela disse...

Abraços e obrigado
Caro Deladier
Tenho visitado esporádicamente o seu blog e lido muita coisa boa.
Em Cristo e por Cristo
Osvarela

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