quinta-feira, julho 23

JESUS, O REDENTOR E PERDOADOR - Lição 02 – CPAD - 3º Trimestre -

LIÇÃO 04 – Jesus, o Redentor e Perdoador. Autor: Osvarela

Texto áureo: I João 1.9. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça”.
Leitura Bíblica em Classe:
I Jo 2.1,2. MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.
Efésios 1.6,7. Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça.
Ap. 5.8-10. E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.
EXÓRDIO:

A Idéia Do Resgate E Da Redenção.

Nesta Lição estudaremos sobre a Soteriologia, ou seja, a Doutrina da Salvação.

Um Plano Eterno e divinal para resgatar o homem da condenação eterna, causada pelo pecado. Este Plano divino celestial incluía as etapas da Redenção-Salvítica: Chamarei de Redenção-Salvítica para diferenciar dos tipos, que encontramos na Bíblia, nos quais muitos são ações redentivas físicas e/ou pessoais, que remetem ao antítipo que é perfeito e Sobrenatural em Jesus – O Cristo.
-Primeiro: livrar da escravidão; João 8.36:Se, pois o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres.”.
-Segundo: tornar o homem filho de Deus; I João 5.1. “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus...”
-Terceiro: tornar dar ao homem a Semelhança com Deus, perdida, e corrompida pelo pecado. -Quarto: dar ao homem o direito à Vida Eterna. João 8.51: “...se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte”.
-Quinto: O valor do resgate e da nossa salvação realizados por Jesus é maior do que tudo, que nenhum dinheiro pode comprar: O Sangue de Jesus. Ap. 5.9: “...Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos;porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens...
-Sexto: a Nossa Redenção é maior por ter sido um ato voluntário e desprendido pelo autor do mesmo: Jesus!
-Sétimo: a nossa Redenção foi feita pelo próprio Deus encarnado, homem, que se fez servo.
Para tanto é preciso entender alguns pontos desta Lição, sob a ótica desta Doutrina e do próprio autor da Epístola.
Podemos utilizar uma palavra: reconcilie – “katalasso” [Strong] – restabelecer, restaurar relacionamentos, tornar as coisas que estavam erradas em coisas certas;
A palavra encontrada, refere-se a Deus reconciliando-nos com Ele através da vida de Seu Filho Jesus [Rm. 5.10;II Co. 5.18].
Katalasso descreve o restabelecimento de um relacionamento adequado, amoroso e interpessoal [duas pessoas], que foi quebrado ou rompido.
A idéia da necessidade de um Redentor é proveniente do próprio Deus. Ao ver o ser humano caído pelo engodo da serpente, Deus que transforma o erro em benção, propôs uma forma de Redenção do Homem.
Através da semente da mulher Ele iria providenciar um Meio de Redenção de todos os homens [todos pecaram, e destituídos estão da Glória de Deus].

Gn.3.15. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

A expectativa vigente era tal que Eva cantou o primeiro hino de adoração a Deus, quando concebeu o seu primeiro filho:Caim.
Gn.4.1:“Alcancei do Senhor um varão”.
Job proclama em alto e bom som: eu sei que o meu Redentor vive.
Esta declaração mostra que a crença em um Redentor estava viva e mais este Redentor, não era um qualquer, mas alguém que já vivia num Estado Superior aos dos homens, veja a profundidade da declaração:
O Redentor era transcendente ao homem mortal: Ele era Eterno!
Todos esperavam o Redentor, mas, ao longo do tempo Deus foi revelando as características do Redentor.
Mas, vindo a plenitude dos tempos, podemos complementar com o texto do próprio Apóstolo São João: I João 4.14. “...o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.
Além deste entendimento necessitamos entender, que:

Redenção inclui tudo aquilo que chamamos Salvação:

-Livramento do pecado,

-perdão dos pecados,

-justificação,

-santificação,

-vida eterna.

É o ato pelo qual o crente passa a ser de Deus. Longe de Deus, o homem é escravo, nas palavras do próprio Apóstolo (Jo 8.34-35), e é libertado em Cristo (Jo. 8.36). É libertado para não mais ser escravo de ninguém (Gl 5.1).

Perdoador:
A dupla função e efeito do ato do Calvário permitiram ao Nosso Redentor ou Remidor, nos imputar, também, salvação com o Perdão de Nossos Pecados.
Foi por isto, que acima eu justifiquei a questão dos tipos de remidores humanos.
Ninguém tem poder de perdoar pecados, se não Deus, esta foi uma das acusações a Jesus como, réu de cruz e blasfemo.
I Jo 2.2. que diz de Cristo, “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.”.

Nossos pecados foram vicariamente cobertos pelo sangue de Jesus derramado no propiciatório da Cruz.

I - Vicários:

Vicário é o que fica no lugar de outro, o que substitui um verbo para não se o repetir. Assim, vicário usado na Teologia cristã demonstra, por inferência, que o sacrifício de Jesus não precisa ser mais repetido por quem quer que seja.

Isto é possível porque, em determinado contexto, o verbo vicário é sinônimo daquele do qual faz as vezes.

A repetição vocabular é defeito de estilo e revela falta de recursos ou descuido na produção do texto. Um dos meios de evitá-la é o emprego dos verbos vicários.

Usei esta explicação gramatical para ilustrar a questão da vicariedade do sacrifício de Jesus no lugar do sacrifício tipológico da Lei.

Ou seja, como a repetição vocabular, o sacrifício de Cristo é utilizado, pois, não precisamos mais de utilizar de outra ação no lugar da morte de Jesus, ela foi bastante em si mesma para toda a Eternidade.

Pelo seu próprio significado, cancelar, satisfazer, limpar, o sangue de Jesus é o propiciatório, eficaz, verdadeiro e eterno.

II - Propiciação de nossos pecados:

A palavra para "Propiciação" é a mesma palavra da raiz "expiação".

Significa cobrir, cancelar, satisfazer, ou limpar.

A palavra grega para Propiciatório é 'hilasterion'.

Significa [o radical da palavra] apaziguar e satisfazer uma ofensa a Deus [no caso grego deuses ou um deus]. Não se preocupe com a origem pagã do termo, pois muitos termos foram incluídos na escrita religiosa cristã foram retirados de termos do grego comum, como eklésia e outros, a importância está na capacidade de definir um ato no mundo teológico cristão.

Aplicada ao Sacrifício de Cristo, a palavra representa que a morte de Jesus foi propiciatória, desviando a ira de Deus do pecador.

- Propiciação: “hilasmos”, relacionado a “hileos” – misericordioso.

A palavra descreve Cristo, através de sua morte em sacrifício vicário, apaziguando a ira de Deus por causa do pecado.

Através da morte de seu Filho Deus pode ser misericordioso com o pecador que N’Ele crê e assim a reconciliação é efetuada.

I Jo 4.10. ... e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados...

E ainda na Lição: I João 2.2: E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.

É usado em Romanos 3:25, onde Paulo diz (literalmente) " Deus propôs para propiciação (Propiciatório). Isto significa que Jesus Cristo é o Propiciatório, ou seja o que satisfez a ofensa do homem perante Deus, além D’ele mesmo ser a propiciação.

A palavra "propiciatório" fala de um lugar de descanso, assim o Propiciatório era o "lugar de misericórdia ou propiciação".

Quem passava por fora, ou ao longe, do tabernáculo erguido, durante a peregrinação dos hebreus, não poderia compreender que ali estava indo a Glória de Deus, e dali Ele falava com seu povo e recebia o Resgate dos seus pecados, um resgate ainda falível, por ser de sangue de bodes e ovelhas.

Da mesma forma os que viam um homem chamado Jesus com suas sandálias sujas, seu corpo cansado, realizando o seu Ministério, ou até mesmo pregado na Cruz, não podiam ver a Glória de Deus N’Ele, só aqueles, como Israel no deserto, sabiam que no Tabernáculo Jesus estava o perdão de seus pecados.

Cristo é esse Propiciatório De Ouro Fino sobre o qual Deus habita, e por Ele fala conosco – Hb.1.1 - a ser descoberto pelos olhos da fé, na forma humana do Homem de Nazaré – Jesus.

Ainda, há muitos, dizendo como Natanael: “pode vir alguma coisa boa de Nazaré”.

Estes precisam entender que o véu se rasgou....

Ou ainda em I Jo 4.10 que diz, “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.”

A – Tipos da Arca de Deus:

Os querubins estavam no propiciatório com as asas estendidas.

Ex 25:18-20. " Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim na extremidade de uma parte, e o outro querubim na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório, fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; as faces deles uma defronte da outra; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório."

- Eles representavam o juízo de Deus.

- A posição deles indica que o juízo de Deus em Israel foi evitado por causa do sangue aspergido no Propiciatório.

Trazendo esta mensagem para todos os homens, que estavam condenados pelo pecado, o juízo de Deus só não se consuma na vida do homem com sua destruição, quando há aspersão do Sangue Remidor do Cordeiro de Deus – Jesus Cristo!

1 - O que era o propiciatório:

A palavra, propiciatório significa coberto.

O Propiciatório era a tampa ou cobertura de ouro maciço da arca.
O Propiciatório é o lugar onde o sangue era aspergido.
Num 7:89. “E, quando Moisés entrava na tenda da congregação para falar com ele, então ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que estava sobre a arca do testemunho entre os dois querubins; assim com ele falava."
Hoje este propiciatório nos é revelado e nos fala à partir da Cruz vazia, pela Voz do Seu Filho, por meio do Espírito Santo, que fala á Igreja.
A Arca da Aliança era um pequeno baú feito de madeira de acácia revestida de ouro e com uma tampa.
O Propiciatório era a tampa ou a cobertura de ouro sólido, com o mesmo tamanho da tampa Arca (2,5 côvados de comprimento x 1,5 côvados de largura). Acima do Propiciatório, havia dois querubins de ouro batido um em frente do outro. As suas asas estendidas obscureciam a tampa de ouro e as suas faces estavam constantemente olhando para baixo. Eles representavam à presença e santidade do Senhor e são seus instrumentos escolhidos de juízo, para qualquer que se presença pecadora diante do Senhor, e quando olhavam para o sangue, a ira de Deus é aplacada, e eles permanecem em paz.
Jesus com seu sangue aplacou a ira de Deus contra o pecado que nos manchava diante D’Ele, o Pai, agora quando Ele, o Pai, nos olha nos vê cobertos pelo Sangue de Seu Filho.
Como propiciatório Jesus cobriu uma multidão de pecados.

2 - A Utilidade do Propiciatório.

A Presença de Deus – Ex 25.22, “E ali virei a ti”; Lv 16.2..

A utilidade do propiciatório de ouro puro era que sobre ele a presença de Deus se manifestava (Lv 16.2).

A presença visível do Deus que é Espírito (Jo 4.24) é Cristo (Cl 1.15, “O qual é imagem do Deus invisível”)! A “expressa imagem da Sua pessoa” é Cristo (Hb 1.3)!

Deus aparecia na nuvem sobre o propiciatório e a revelação do Novo Testamento aponta claramente que a presença de Deus hoje está em Cristo. Por essa razão temos que verificar que Cristo tem o lugar propício na nossa fé se qualquer pecador quiser ser salvo.

O Novo Testamento revela claramente que Cristo é essa comunicação de Deus.
Cristo é o Verbo eterno! Cristo é o Verbo divino! Jo 1.1 diz “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.
Um ‘verbo’ é o que é parte de um código usado para transmitir algo entre pessoas. É comunicação.
Portanto, a comunicação de Deus para o homem é Cristo!
Por isso Cristo é chamado “Palavra” em I Jo 5.7, Cristo é a - “Palavra da vida” - tocado, visto e ouvido pelos Apóstolos do Qual eles testificaram (I Jo 1.1).
A Palavra da Vida comunica com Deus que pelo Seu sacrifício estamos redimidos, comprados e perdoados!
O Apóstolo João revela a vitória final de Deus sobre Satanás, o pecado e de tudo que insta contra Deus.
Essa vitória é somente por Aquele chamado “Fiel e Verdadeiro”; o nome desse que traz a vitória de Deus é a “Palavra de Deus” (Ap 19.12, 13).
Verdadeiramente não ouvimos nada de Deus, não temos nenhuma parte da vitória de Deus, não tocamos nada de Deus se perdemos a Sua comunicação: o Jesus Cristo. Nesta maneira se vê a extraordinária importância do significado do propiciatório de ouro puro.
O propiciatório era o local em que havia a aceitação comunicável do Sumo-Sacerdote representando todo o Povo, com Deus, sobre ele estava o sangue que tornava aceitável o perdão pelos erros dos homens.

O Propiciatório não tinha o seu valor da pureza de seu ouro, mas pelo fato de que era o lugar onde era aspergido o sangue do sacrifício na presença de Yhwh.

O patíbulo de madeira da Cruz foi o propiciatório de Jesus que permitiu a Consumação da obra vicária salvítica e perdoadora por intermédio do Filho de Deus – Jesus Cristo.

Dele Isaías disse: Is. 53.2,3. “Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum”.

Era como algo escondido até o véu do templo rasgar-se e podermos ver a sua Glória [como a Glória do Unigênito de Deus], era o pavão [um dos símbolos usado pela Igreja primitiva para Jesus] com os pés no chão, sem abrir as suas belas asas.

Assim, percebemos que o Propiciatório aponta à obra vicária de Cristo.

B – Jesus tem Poder de Perdoar pecados:

Resumindo essas passagens aprendemos:

-Cristo é o propiciador para o pecador ser feito “propício” (fazer favorável) a Deus, e, pelo sangue de Cristo Deus é feito “propício” (fazer favorável) para com o pecador. Cristo, sendo o nosso substituto, assumindo os nossos pecados. É vital e fundamental este entendimento que Jesus tem toda a autoridade como Propiciador de ser perdoador de todos os homens perante o Pai, através da Sua Obediência, indo até a morte de Cruz.

- Expiando-se por nossa culpa “cobriu” todos aqueles que se arrependam e crêem N’Ele pela fé. Por Cristo ser a propiciação dos nossos pecados, a ira de Deus é apagada; ou aplacada.

Se você tem o sangue de Cristo cobrindo os seus pecados, você obteve o perdão de Deus.

Basta ter o ‘propiciatório’ – Cristo - e terá a presença de Deus contigo, ouvirá a Sua Palavra, será a habitação de Deus e a habitação de Deus será sua pela eternidade.

III - REMIDOR :

A palavra que melhor explica o que é o remidor é: Remiu – ga’al [strong] – resgatar, remir, comprar de volta; libertar através da vingança ou retribuição. Ga’al refere-se ao costume de comprar de volta algo perdido por uma pessoa, por um ato violento, ou por pobreza. O que pratica o ato da remissão é [geralmente] um parente que está em melhor situação, ou que se interessa por amor pela vida do resgatando [caso emblemático de Rute], o verdadeiro resgatador, ou remidor, não está interessado naquilo que o resgatado pode oferecer, e compra de volta a propriedade perdida em favor do mais fraco.

O Salmo 72.14. “Libertará [ga’al] a sua alma do engano e da violência”.

Em Is. 52.9:Porque Deus consolou o seu povo, remiu a Jerusalém”. Deus redime Jerusalém comprando-a de volta de seus opressores em favor de seu povo.

A Bíblia ressalta o compromisso de deus de forma ampla, pois Ele se comprometeu em redimir toda a criação, a que atualmente geme em escravidão.

O aspecto histórico-redenditvo da Ação salvítica de Nosso Senhor Jesus Cristo, torna esta lição um marco para o entendimento do poder de Jesus Cristo em perdoar, remir e ser o Redentor [remidor], muito mais além da figura histórica judaica do remidor.
Seja ele, Boaz, de quem, Jesus é parte da sua linhagem, aquele que resgatou Rute e por Graça de Deus e seu Plano divino permitiu que as Profecias do Messias se cumprissem em Jesus de Nazaré.
Rute 4. 4-17.
- HA GO’EL (hebraico): “O Redentor”. Redentor: pessoa esperada ansiosamente; aquele que veio para reformar.

Para o povo judeu, o “redentor” (no hebraico: go'el [ga’al]: redentor, resgatador, libertador, o vingador de sangue em nome da justiça) era um membro da família

IV - Que é Redenção?

NO ORIGINAL – “apolutrosis” - [Strong]; libertação garantida pelo pagamento de um resgate, entrega e libertação.

A palavra no grego secular descrevia um conquistador libertando um prisioneiro, um mestre resgatando um escravo, e ainda a redenção de um domínio. No NT designa libertação do mal e do castigo do pecado através de Cristo. O preço pago para obtenção desta liberdade foi o sangue de Cristo derramado na cruz do Calvário.

Redenção está intimamente ligada à questão da libertação de alguém que antes era escravo e precisa de um redentor, que possua capacidade de comprá-lo pelo preço que está sendo solicitado por quem detém o seu direito de libertá-lo ou faze-lo alguém livre.

É por isto que a questão redentorista é uma questão etimológica, advinda da situação do mundo físico e que se amplia para o Mundo espiritual.

Nós antes éramos Escravos do pecado.

Simplificadamente podemos dizer que “redenção significa livrar alguém através do pagamento de um preço”. A idéia está associada com a de “resgate”.

O termo grego para ambos é lytron, que era usado para o ato de pagar o resgate de escravos de guerra.

No grego clássico, na 14a. rapsódia da Ilíada, o termo lytron é empregado para a recuperação do cadáver de Heitor das mãos dos gregos.

Um léxico grego define assim: “É aquilo que se oferece para libertar e resgatar um homem de uma escravidão bárbara”.

Redenção é, pois, resgate, compra do poder da escravidão.

Assim sendo o pecado demandava um resgate, um preço pago devido à penalidade de morte que era imputada a todos nós.

A dádiva para este resgate foi o próprio Jesus, um resgate universal [para muitos, ampliado] de natureza vicária.

Lytron ou lutron define o preço pago que cancelou a nossa dívida. Glória a Jesus!

Há que haver algo propiciatório para que a nossa libertação fosse alcançada. I João 1.9.

A grande verdade a ser extraída desta Lição 04 é que Jesus tem todo o poder para nos Resgatar e ser o nosso Redentor, qualificado pela sua morte na Cruz e por ser perfeitamente Justo e capaz de pagar um preço, que homem algum jamais poderia pagar.

E isto, ele o fez como homem encarnado, sem pecados, ele foi o cordeiro morto que reviveu para pagar o preço de nossa Redenção.

Agora passamos da morte para a vida. I João 1.14.

V - A situação da Escravidão:

1- escravidão da tribulação, permitida por Deus:

Job o grande patriarca da Bíblia estava numa situação à disposição do adversário de sua alma, mas jamais deixou acreditar que o preço de sua libertação estava nas mãos de seu Redentor.

Job. 19.25. Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.

Para alguém poder recuperar outra pessoa necessitava ser mais poderoso do que o que detinha os direitos daquela escravidão.

Precisaria de um acordo ou que o escravizador liberasse por livre e espontânea vontade o ser redimido.

Pv. 23.11. Porque o seu Redentor é poderoso; e pleiteará a causa deles contra ti.

Vejamos sob esta ótica a situação do homem.

Nós éramos pecadores vendidos ao Pecado.

Satanás possuía uma cédula que de algum modo, ou de outro, atingia a todos os homens.

Cl.2.14. Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.

Ele tentou negociar com Jesus para não perder o domínio desta cédula, mas foi refutado pelo Verbo de Deus – A Palavra.

Mt. 4.9,10. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então lhe disse Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.

Todas estas mensagens nos falam do poder redentivo de Jesus, na visão apologética de João em Sua Epístola Católica.

A visão de que por um homem o pecado entrou no mundo e que um homem – Jesus de Nazaré – pode realizar a nossa Eterna redenção.

VI - Poder de Vencedor para Resgatar:

Usaremos a palavra base: resgate – “padah” – [Strong] – libertar, preservar, resgatar, soltar, liberar, largar, cortar; tornar livre; pagar resgate.

Resgate é a idéia de pagamento que resulta em liberdade é expressa e só pode ser compreendida através da Paixão e Morte de Cristo.

A idéia de resgate com preço era fundamental no entendimento do Apóstolo João, que compreendeu e doutrina as Igrejas sobre o valor e poder de Resgate e Perdoador do Filho de Deus.

Ap. 5.9. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;

Este verbo descreve, muito bem, como Deus libertou a Israel da escravidão egípcia [Dt.7.8] e retrata o resgate de Israel de todo o pecado [Sl.130.8].

Is. 35.10;51.11 – obedece a etimologia desta palavra, o verbo “padah”. Seja o resgate feito por meio de um pagamento, seja por meio de uma libertação milagrosa, “padah” expressa o desejo de Deus libertar.

Apenas dois ímpios puderam entender o que acontecia na Cruz do meio do Calvário:

O Ladrão [pela tradição chamado Dimas] e o Centurião romano, que exclamou: “verdadeiramente este homem era o Filho de Deus”, e o ladrão: “Senhor!Lembra-te de mim quando entrares no teu Reino!

Ap. 5.5. E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos.

Jesus obteve de Deus autoridade no Mundo Espiritual que o deu direitos eterno sobre todos os homens, ao rasgar na Cruz a Cédula que nos atingia. Cl.2.14: Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.

Ele que já era poderoso, invadiu a casa do valente e o subjugou de tal maneira que pode cumprir a Palavra do Pai “pisar na cabeça da serpente”. Gn.3.15. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

João 16.33. Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

Quando Jesus disse estas palavras ele estava declarando que vencera o sistema do mundo, eivado e formado por: pecado, concupiscência e mais, incluía a Sua vitória sobre o príncipe deste mundo; satanás.

Rm. 7.23,24. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.

Rm. 5.12. - Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.

Rm. 5. 13-15. Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei. No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.

I Co.15.21. Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.

Portanto, Jesus tem autoridade eterna de resgatar a todo o homem.

- Só Jesus tem poder de arrebatar os homens e mulheres perdidos, do Reino das Trevas para o Reino do Seu amor.

Leia o texto:

Cl.1.13. O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor;

João usa muito a questão: Trevas versus Luz.

Mesmo na questão redentiva, Ele situa o seu discurso sobre esta base.

A própria comunhão descrita no capítulo 1.vs. 7, infere em resgate para que possamos fazer parte de um arraial de comunhão, por qual preço?

1 - O sangue de Jesus Cristo Seu Filho.

Pedro fala sobre compra ou resgate das trevas para uma Luz que é Maravilhosa que é a Luz que alumia toda a Glória de Deus. Ap. 21.23 E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.

1 Pd. 2.9. Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;

Para que tenhamos possibilidade do Pai vir fazer morada nós, como Ele é Luz, e não há N’Ele trevas alguma é necessário a libação do sangue de Jesus que infere pagamento ou redenção de pecados.

VI - O Jubileu de Deus:

Lev 27:24 -No ano do jubileu o campo tornará àquele de quem o comprou, àquele de quem era a possessão do campo.

A palavra a ser usada neste trecho do comentário deve ser: remissão.

É no ano do Jubileu que se remiam as pessoas, de suas dívidas, que se remiam os pobres, que se remiam as terras, dadas em pagamento e principalmente se remiam vidas que foram dadas para pagar débitos, assim estes deixavam de ser escravos para serem livres e tinham as suas dívidas perdoadas.

1 - Remissão: aphesis [Strong] – derivada de aphiemi; “mandar embora”.

A palavra significa uma libertação do cativeiro ou prisão, perdão, ou mandar embora, mas com a condição e qualidade adicional da remissão: de cancelar todo julgamento, punição, obrigação ou dívida.

Ano de Jubileu Eterno foi o ano da morte de Jesus Cristo e nós ainda podemos nos aproveitar da extensão deste Jubileu até o dia da Sua volta, como Juiz.

Ele fez a propiciação eterna pelos pecados de todos, de tal forma que não resta mais nenhum preço a ser pago, prova disto é que:

O véu que separava o Lugar Santíssimo foi rasgado, permitindo que a presença de Deus pudesse espalhar-se por toda a humanidade.

Não havia mais nada impedindo a relação dos homens com Deus.

O resgate foi pago!

CONCLUSÃO:

Leia esta explicação comparativa importante:

Publicada na revista teológica SAL T – 1999; texto de Carlos Henrique Seabra:

Expiação: A reconciliação (no grego = katallagê) tem seu aspecto negativo na expiação, que enfatiza a morte de Cristo para o perdão dos pecados em relação ao homem. (A justificação possui aspectos semelhantes a reconciliação: É negativa e positivamente considerada: (a) Perdão e (b) Adoção).

A expiação é a remoção da causa da inimizade do homem (Rm.5:10). Na expiação a fraqueza, a impiedade e o pecado (mencionados em Rm.5:6-8), fatores causadores da inimizade são removidos.

Portanto expiação é o cancelamento da fraqueza (Rm.5:6), da impiedade (Rm.5:6) e especialmente do pecado (Rm.5:8; Ijo.1:29; At.3:19). Na expiação a ação se dirige para aquilo que provocou o rompimento no relacionamento, e se ocupa com a anulação do ato ofensivo.

(b) Propiciação: É a reconciliação em seu aspecto positivo, e por isso vai além da expiação, pois enfatiza a morte de Cristo em relação a Deus.

Na propiciação a ação se dirige para Deus, a pessoa ofendida. O propósito da propiciação é alterar a atitude de Deus, da ira para a boa vontade e favor. Na propiciação é a ira que é removida (Rm.5:9,10) e a amizade de Deus é restaurada. Não é o caso de Deus mudar, mas sim de que sua ira é desviada (Sl.78:38; 79:8;

Em Ex.32:14 o termo arrepender é wayyinnahem, no hebraico, e hilaskomai, no grego, que significa "ser propício".

O Redentorismo de Jesus e seu poder Perdoador, nos confere:

Redenção. De todos os nossos pecados: não estamos, mais em débito, mas em crédito, pois o seu sangue nos imputa liberdade.

Deixamos a vida de servos do pecado

Deixamos de ser escravos do pecado

A nossa submissão a Deus, agora ela é voluntária em amor, antes a nossa submissão ao pecado era escravizante, pelo horror da morte.

Pelo preço do sangue de Jesus tomamos a Sua natureza e somos Filhos de Deus.

SÓ Ele tem poder real de Ser Redentor e Perdoador, pois ninguém mais pode ou poderá realizar a sua Obra salvítica redentiva.

Ela foi e será eternamente Única.

Deixamos a natureza espiritual adâmica para termos a natureza divina de Jesus. Assim como Ele é nós também seremos.

A nossa redenção nos faz participantes, também, da ressurreição, da ascensão e da glorificação de Cristo, só nos resta esperar a incorruptibilidade ao toque da trombeta e ela certamente soará. I Co.15.52,53. Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.

Uso um texto de um companheiro, que achei muito importante para concluir:

"Redenção é, portanto, a essência da salvação. Significa que fomos comprados para Deus, como o texto de Apocalipse 5.9-10 já nos mostrou. Como conseqüência ética da nossa redenção, devemos reconhecer que somos o santuário do Espírito Santo e não mais escravos de alguém nem mesmos donos de nossa vida (1Co 6.19-20). Neste texto, “corpos” é o grego sôma, que designa mais que a estrutura física. É o âmago do ser, da pessoa, seu centro volitivo e afetivo. Cristo fez a redenção de todo o nosso ser, para sermos do Senhor. Pensemos em 1João 4.4 e 5.19. Somos do Senhor”. Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho.

Observação final:

Quanto à ação advocatícia de Jesus como nosso Advogado diante do Pai, infere diretamente em tudo o que seu ato redentor proporciona ao homem ou mulher que aceita o seu sacrifício.

Só ele pode nos representar como homem imaculado diante de Deus, como o homem que morreu, mas ressuscitou, e mais ainda pela sua “kenosis”, isto é, pelo seu esvaziamento voluntário da Sua Glória, com tudo o que não conseguimos humanamente expressar o que vem ser esta Glória, pois é inefável, a qual retomou após se fazer homem e ressurgir dentre os mortos como Primícia dos que dormem.

Por tudo isto ele venceu o pecado e tem poder ímpar para ser nosso representante diante do Pai. A Ele A Glória!!!

Recomendamos ler nosso comentário da Primeira lição sobre a I Epístola Universal do Apóstolo São João.

Fonte:

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Igreja Batista Cambuí

Prof. Paulo Cristiano

Academia de teólogo

FATECBA - FACULDADE TEOLÓGICA E CULTURAL DA BAHIA

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