(latim concupiscentia, -ae) - s. f.1. Desejo imoderado de satisfazer a sensualidade.2. Apetite sensual.
Finalidade: Estudo da Palavra de Deus. Editor: Osiel varela. Meu Lema: Estudar a Bíblia é uma necessidade, Ensinar é um Mandamento.
quarta-feira, julho 13
A VIDA DO NOVO CONVERTIDO LIÇÃO 03 – CPAD - 07-2011.1ªParte
(latim concupiscentia, -ae) - s. f.1. Desejo imoderado de satisfazer a sensualidade.2. Apetite sensual.
quinta-feira, julho 23
JESUS, O REDENTOR E PERDOADOR - Lição 02 – CPAD - 3º Trimestre -

I Jo 2.1,2. MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.
Efésios 1.6,7. Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça.
Ap. 5.8-10. E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.
EXÓRDIO:
A Idéia Do Resgate E Da Redenção.
Nesta Lição estudaremos sobre a Soteriologia, ou seja, a Doutrina da Salvação.
-Primeiro: livrar da escravidão; João 8.36: “Se, pois o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres.”.
-Segundo: tornar o homem filho de Deus; I João 5.1. “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus...”
-Terceiro: tornar dar ao homem a Semelhança com Deus, perdida, e corrompida pelo pecado. -Quarto: dar ao homem o direito à Vida Eterna. João 8.51: “...se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte”.
-Quinto: O valor do resgate e da nossa salvação realizados por Jesus é maior do que tudo, que nenhum dinheiro pode comprar: O Sangue de Jesus. Ap. 5.9: “...Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos;porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens...”
-Sexto: a Nossa Redenção é maior por ter sido um ato voluntário e desprendido pelo autor do mesmo: Jesus!
-Sétimo: a nossa Redenção foi feita pelo próprio Deus encarnado, homem, que se fez servo.
Para tanto é preciso entender alguns pontos desta Lição, sob a ótica desta Doutrina e do próprio autor da Epístola.
Podemos utilizar uma palavra: reconcilie – “katalasso” [Strong] – restabelecer, restaurar relacionamentos, tornar as coisas que estavam erradas em coisas certas;
A palavra encontrada, refere-se a Deus reconciliando-nos com Ele através da vida de Seu Filho Jesus [Rm. 5.10;II Co. 5.18].
Katalasso descreve o restabelecimento de um relacionamento adequado, amoroso e interpessoal [duas pessoas], que foi quebrado ou rompido.
A idéia da necessidade de um Redentor é proveniente do próprio Deus. Ao ver o ser humano caído pelo engodo da serpente, Deus que transforma o erro em benção, propôs uma forma de Redenção do Homem.
Através da semente da mulher Ele iria providenciar um Meio de Redenção de todos os homens [todos pecaram, e destituídos estão da Glória de Deus].
Gn.3.15. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
Gn.4.1:“Alcancei do Senhor um varão”.
Job proclama em alto e bom som: “eu sei que o meu Redentor vive”.
Esta declaração mostra que a crença
O Redentor era transcendente ao homem mortal: Ele era Eterno!
Todos esperavam o Redentor, mas, ao longo do tempo Deus foi revelando as características do Redentor.
Mas, vindo a plenitude dos tempos, podemos complementar com o texto do próprio Apóstolo São João: I João 4.14. “...o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.”
Além deste entendimento necessitamos entender, que:
Redenção inclui tudo aquilo que chamamos Salvação:
-Livramento do pecado,
-perdão dos pecados,
-justificação,
-santificação,
-vida eterna.
É o ato pelo qual o crente passa a ser de Deus. Longe de Deus, o homem é escravo, nas palavras do próprio Apóstolo (Jo 8.34-35), e é libertado em Cristo (Jo. 8.36). É libertado para não mais ser escravo de ninguém (Gl 5.1).
A dupla função e efeito do ato do Calvário permitiram ao Nosso Redentor ou Remidor, nos imputar, também, salvação com o Perdão de Nossos Pecados.
Foi por isto, que acima eu justifiquei a questão dos tipos de remidores humanos.
Ninguém tem poder de perdoar pecados, se não Deus, esta foi uma das acusações a Jesus como, réu de cruz e blasfemo.
I Jo 2.2. que diz de Cristo, “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.”.
Nossos pecados foram vicariamente cobertos pelo sangue de Jesus derramado no propiciatório da Cruz.
I - Vicários:
Vicário é o que fica no lugar de outro, o que substitui um verbo para não se o repetir. Assim, vicário usado na Teologia cristã demonstra, por inferência, que o sacrifício de Jesus não precisa ser mais repetido por quem quer que seja.
Isto é possível porque, em determinado contexto, o verbo vicário é sinônimo daquele do qual faz as vezes.
A repetição vocabular é defeito de estilo e revela falta de recursos ou descuido na produção do texto. Um dos meios de evitá-la é o emprego dos verbos vicários.
Usei esta explicação gramatical para ilustrar a questão da vicariedade do sacrifício de Jesus no lugar do sacrifício tipológico da Lei.
Ou seja, como a repetição vocabular, o sacrifício de Cristo é utilizado, pois, não precisamos mais de utilizar de outra ação no lugar da morte de Jesus, ela foi bastante em si mesma para toda a Eternidade.
Pelo seu próprio significado, cancelar, satisfazer, limpar, o sangue de Jesus é o propiciatório, eficaz, verdadeiro e eterno.
A palavra para "Propiciação" é a mesma palavra da raiz "expiação".
Significa cobrir, cancelar, satisfazer, ou limpar.
A palavra grega para Propiciatório é 'hilasterion'.
Significa [o radical da palavra] apaziguar e satisfazer uma ofensa a Deus [no caso grego deuses ou um deus]. Não se preocupe com a origem pagã do termo, pois muitos termos foram incluídos na escrita religiosa cristã foram retirados de termos do grego comum, como eklésia e outros, a importância está na capacidade de definir um ato no mundo teológico cristão.
Aplicada ao Sacrifício de Cristo, a palavra representa que a morte de Jesus foi propiciatória, desviando a ira de Deus do pecador.
- Propiciação: “hilasmos”, relacionado a “hileos” – misericordioso.
A palavra descreve Cristo, através de sua morte em sacrifício vicário, apaziguando a ira de Deus por causa do pecado.
Através da morte de seu Filho Deus pode ser misericordioso com o pecador que N’Ele crê e assim a reconciliação é efetuada.
I Jo 4.10. ... e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados...
É usado em Romanos 3:25, onde Paulo diz (literalmente) " Deus propôs para propiciação (Propiciatório). Isto significa que Jesus Cristo é o Propiciatório, ou seja o que satisfez a ofensa do homem perante Deus, além D’ele mesmo ser a propiciação.
A palavra "propiciatório" fala de um lugar de descanso, assim o Propiciatório era o "lugar de misericórdia ou propiciação".
Quem passava por fora, ou ao longe, do tabernáculo erguido, durante a peregrinação dos hebreus, não poderia compreender que ali estava indo a Glória de Deus, e dali Ele falava com seu povo e recebia o Resgate dos seus pecados, um resgate ainda falível, por ser de sangue de bodes e ovelhas.
Da mesma forma os que viam um homem chamado Jesus com suas sandálias sujas, seu corpo cansado, realizando o seu Ministério, ou até mesmo pregado na Cruz, não podiam ver a Glória de Deus N’Ele, só aqueles, como Israel no deserto, sabiam que no Tabernáculo Jesus estava o perdão de seus pecados.
Cristo é esse Propiciatório De Ouro Fino sobre o qual Deus habita, e por Ele fala conosco – Hb.1.1 - a ser descoberto pelos olhos da fé, na forma humana do Homem de Nazaré – Jesus.
Ainda, há muitos, dizendo como Natanael: “pode vir alguma coisa boa de Nazaré”.
Estes precisam entender que o véu se rasgou....
Ou ainda
A – Tipos da Arca de Deus:
Os querubins estavam no propiciatório com as asas estendidas.
Ex 25:18-20. " Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim na extremidade de uma parte, e o outro querubim na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório, fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; as faces deles uma defronte da outra; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório."
- Eles representavam o juízo de Deus.
- A posição deles indica que o juízo de Deus em Israel foi evitado por causa do sangue aspergido no Propiciatório.
Trazendo esta mensagem para todos os homens, que estavam condenados pelo pecado, o juízo de Deus só não se consuma na vida do homem com sua destruição, quando há aspersão do Sangue Remidor do Cordeiro de Deus – Jesus Cristo!
A palavra, propiciatório significa coberto.
O Propiciatório é o lugar onde o sangue era aspergido.
Num 7:89. “E, quando Moisés entrava na tenda da congregação para falar com ele, então ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que estava sobre a arca do testemunho entre os dois querubins; assim com ele falava."
Hoje este propiciatório nos é revelado e nos fala à partir da Cruz vazia, pela Voz do Seu Filho, por meio do Espírito Santo, que fala á Igreja.
A Arca da Aliança era um pequeno baú feito de madeira de acácia revestida de ouro e com uma tampa.
O Propiciatório era a tampa ou a cobertura de ouro sólido, com o mesmo tamanho da tampa Arca (2,5 côvados de comprimento x 1,5 côvados de largura). Acima do Propiciatório, havia dois querubins de ouro batido um em frente do outro. As suas asas estendidas obscureciam a tampa de ouro e as suas faces estavam constantemente olhando para baixo. Eles representavam à presença e santidade do Senhor e são seus instrumentos escolhidos de juízo, para qualquer que se presença pecadora diante do Senhor, e quando olhavam para o sangue, a ira de Deus é aplacada, e eles permanecem em paz.
Jesus com seu sangue aplacou a ira de Deus contra o pecado que nos manchava diante D’Ele, o Pai, agora quando Ele, o Pai, nos olha nos vê cobertos pelo Sangue de Seu Filho.
Como propiciatório Jesus cobriu uma multidão de pecados.
2 - A Utilidade do Propiciatório.
– A Presença de Deus – Ex 25.22, “E ali virei a ti”; Lv 16.2..
A utilidade do propiciatório de ouro puro era que sobre ele a presença de Deus se manifestava (Lv 16.2).
A presença visível do Deus que é Espírito (Jo 4.24) é Cristo (Cl 1.15, “O qual é imagem do Deus invisível”)! A “expressa imagem da Sua pessoa” é Cristo (Hb 1.3)!
Deus aparecia na nuvem sobre o propiciatório e a revelação do Novo Testamento aponta claramente que a presença de Deus hoje está
Cristo é o Verbo eterno! Cristo é o Verbo divino! Jo 1.1 diz “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.
Um ‘verbo’ é o que é parte de um código usado para transmitir algo entre pessoas. É comunicação.
Portanto, a comunicação de Deus para o homem é Cristo!
Por isso Cristo é chamado “Palavra”
Essa vitória é somente por Aquele chamado “Fiel e Verdadeiro”; o nome desse que traz a vitória de Deus é a “Palavra de Deus” (Ap 19.12, 13).
O Propiciatório não tinha o seu valor da pureza de seu ouro, mas pelo fato de que era o lugar onde era aspergido o sangue do sacrifício na presença de Yhwh.
O patíbulo de madeira da Cruz foi o propiciatório de Jesus que permitiu a Consumação da obra vicária salvítica e perdoadora por intermédio do Filho de Deus – Jesus Cristo.
Dele Isaías disse: Is. 53.2,3. “Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum”.
Era como algo escondido até o véu do templo rasgar-se e podermos ver a sua Glória [como a Glória do Unigênito de Deus], era o pavão [um dos símbolos usado pela Igreja primitiva para Jesus] com os pés no chão, sem abrir as suas belas asas.
B – Jesus tem Poder de Perdoar pecados:
Resumindo essas passagens aprendemos:
-Cristo é o propiciador para o pecador ser feito “propício” (fazer favorável) a Deus, e, pelo sangue de Cristo Deus é feito “propício” (fazer favorável) para com o pecador. Cristo, sendo o nosso substituto, assumindo os nossos pecados. É vital e fundamental este entendimento que Jesus tem toda a autoridade como Propiciador de ser perdoador de todos os homens perante o Pai, através da Sua Obediência, indo até a morte de Cruz.
- Expiando-se por nossa culpa “cobriu” todos aqueles que se arrependam e crêem N’Ele pela fé. Por Cristo ser a propiciação dos nossos pecados, a ira de Deus é apagada; ou aplacada.
Se você tem o sangue de Cristo cobrindo os seus pecados, você obteve o perdão de Deus.
Basta ter o ‘propiciatório’ – Cristo - e terá a presença de Deus contigo, ouvirá a Sua Palavra, será a habitação de Deus e a habitação de Deus será sua pela eternidade.
III - REMIDOR :
A palavra que melhor explica o que é o remidor é: Remiu – ga’al [strong] – resgatar, remir, comprar de volta; libertar através da vingança ou retribuição. Ga’al refere-se ao costume de comprar de volta algo perdido por uma pessoa, por um ato violento, ou por pobreza. O que pratica o ato da remissão é [geralmente] um parente que está em melhor situação, ou que se interessa por amor pela vida do resgatando [caso emblemático de Rute], o verdadeiro resgatador, ou remidor, não está interessado naquilo que o resgatado pode oferecer, e compra de volta a propriedade perdida em favor do mais fraco.
O Salmo 72.14. “Libertará [ga’al] a sua alma do engano e da violência”.
Em Is. 52.9: “Porque Deus consolou o seu povo, remiu a Jerusalém”. Deus redime Jerusalém comprando-a de volta de seus opressores em favor de seu povo.
A Bíblia ressalta o compromisso de deus de forma ampla, pois Ele se comprometeu em redimir toda a criação, a que atualmente geme em escravidão.
Seja ele, Boaz, de quem, Jesus é parte da sua linhagem, aquele que resgatou Rute e por Graça de Deus e seu Plano divino permitiu que as Profecias do Messias se cumprissem em Jesus de Nazaré.
Rute 4. 4-17.
- HA GO’EL (hebraico): “O Redentor”. Redentor: pessoa esperada ansiosamente; aquele que veio para reformar.
Para o povo judeu, o “redentor” (no hebraico: go'el [ga’al]: redentor, resgatador, libertador, o vingador de sangue em nome da justiça) era um membro da família
IV - Que é Redenção?
NO ORIGINAL – “apolutrosis” - [Strong]; libertação garantida pelo pagamento de um resgate, entrega e libertação.
A palavra no grego secular descrevia um conquistador libertando um prisioneiro, um mestre resgatando um escravo, e ainda a redenção de um domínio. No NT designa libertação do mal e do castigo do pecado através de Cristo. O preço pago para obtenção desta liberdade foi o sangue de Cristo derramado na cruz do Calvário.
Redenção está intimamente ligada à questão da libertação de alguém que antes era escravo e precisa de um redentor, que possua capacidade de comprá-lo pelo preço que está sendo solicitado por quem detém o seu direito de libertá-lo ou faze-lo alguém livre.
É por isto que a questão redentorista é uma questão etimológica, advinda da situação do mundo físico e que se amplia para o Mundo espiritual.
Nós antes éramos Escravos do pecado.
Simplificadamente podemos dizer que “redenção significa livrar alguém através do pagamento de um preço”. A idéia está associada com a de “resgate”.
O termo grego para ambos é lytron, que era usado para o ato de pagar o resgate de escravos de guerra.
No grego clássico, na 14a. rapsódia da Ilíada, o termo lytron é empregado para a recuperação do cadáver de Heitor das mãos dos gregos.
Um léxico grego define assim: “É aquilo que se oferece para libertar e resgatar um homem de uma escravidão bárbara”.
Redenção é, pois, resgate, compra do poder da escravidão.
Assim sendo o pecado demandava um resgate, um preço pago devido à penalidade de morte que era imputada a todos nós.
A dádiva para este resgate foi o próprio Jesus, um resgate universal [para muitos, ampliado] de natureza vicária.
Lytron ou lutron define o preço pago que cancelou a nossa dívida. Glória a Jesus!
Há que haver algo propiciatório para que a nossa libertação fosse alcançada. I João 1.9.
A grande verdade a ser extraída desta Lição 04 é que Jesus tem todo o poder para nos Resgatar e ser o nosso Redentor, qualificado pela sua morte na Cruz e por ser perfeitamente Justo e capaz de pagar um preço, que homem algum jamais poderia pagar.
E isto, ele o fez como homem encarnado, sem pecados, ele foi o cordeiro morto que reviveu para pagar o preço de nossa Redenção.
Agora passamos da morte para a vida. I João 1.14.
V - A situação da Escravidão:
1- escravidão da tribulação, permitida por Deus:
Job o grande patriarca da Bíblia estava numa situação à disposição do adversário de sua alma, mas jamais deixou acreditar que o preço de sua libertação estava nas mãos de seu Redentor.
Job. 19.25. Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.
Para alguém poder recuperar outra pessoa necessitava ser mais poderoso do que o que detinha os direitos daquela escravidão.
Precisaria de um acordo ou que o escravizador liberasse por livre e espontânea vontade o ser redimido.
Pv. 23.11. Porque o seu Redentor é poderoso; e pleiteará a causa deles contra ti.
Vejamos sob esta ótica a situação do homem.
Nós éramos pecadores vendidos ao Pecado.
Satanás possuía uma cédula que de algum modo, ou de outro, atingia a todos os homens.
Cl.2.14. Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.
Ele tentou negociar com Jesus para não perder o domínio desta cédula, mas foi refutado pelo Verbo de Deus – A Palavra.
Mt. 4.9,10. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então lhe disse Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.
Todas estas mensagens nos falam do poder redentivo de Jesus, na visão apologética de João
A visão de que por um homem o pecado entrou no mundo e que um homem – Jesus de Nazaré – pode realizar a nossa Eterna redenção.
VI - Poder de Vencedor para Resgatar:
Usaremos a palavra base: resgate – “padah” – [Strong] – libertar, preservar, resgatar, soltar, liberar, largar, cortar; tornar livre; pagar resgate.
Resgate é a idéia de pagamento que resulta em liberdade é expressa e só pode ser compreendida através da Paixão e Morte de Cristo.
A idéia de resgate com preço era fundamental no entendimento do Apóstolo João, que compreendeu e doutrina as Igrejas sobre o valor e poder de Resgate e Perdoador do Filho de Deus.
Ap. 5.9. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;
Este verbo descreve, muito bem, como Deus libertou a Israel da escravidão egípcia [Dt.7.8] e retrata o resgate de Israel de todo o pecado [Sl.130.8].
Is. 35.10;51.11 – obedece a etimologia desta palavra, o verbo “padah”. Seja o resgate feito por meio de um pagamento, seja por meio de uma libertação milagrosa, “padah” expressa o desejo de Deus libertar.
Apenas dois ímpios puderam entender o que acontecia na Cruz do meio do Calvário:
O Ladrão [pela tradição chamado Dimas] e o Centurião romano, que exclamou: “verdadeiramente este homem era o Filho de Deus”, e o ladrão: “Senhor!Lembra-te de mim quando entrares no teu Reino!”
Ap. 5.5. E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos.
Jesus obteve de Deus autoridade no Mundo Espiritual que o deu direitos eterno sobre todos os homens, ao rasgar na Cruz a Cédula que nos atingia. Cl.2.14: Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.
Ele que já era poderoso, invadiu a casa do valente e o subjugou de tal maneira que pode cumprir a Palavra do Pai “pisar na cabeça da serpente”. Gn.3.15. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
João 16.33. Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.
Quando Jesus disse estas palavras ele estava declarando que vencera o sistema do mundo, eivado e formado por: pecado, concupiscência e mais, incluía a Sua vitória sobre o príncipe deste mundo; satanás.
Rm. 7.23,24. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.
Rm. 5.12. - Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.
Rm. 5. 13-15. Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei. No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.
I Co.15.21. Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.
Portanto, Jesus tem autoridade eterna de resgatar a todo o homem.
- Só Jesus tem poder de arrebatar os homens e mulheres perdidos, do Reino das Trevas para o Reino do Seu amor.
Leia o texto:
Cl.1.13. O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor;
João usa muito a questão: Trevas versus Luz.
Mesmo na questão redentiva, Ele situa o seu discurso sobre esta base.
A própria comunhão descrita no capítulo 1.vs. 7, infere em resgate para que possamos fazer parte de um arraial de comunhão, por qual preço?
1 - O sangue de Jesus Cristo Seu Filho.
Pedro fala sobre compra ou resgate das trevas para uma Luz que é Maravilhosa que é a Luz que alumia toda a Glória de Deus. Ap. 21.23 E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.
1 Pd. 2.9. Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
Para que tenhamos possibilidade do Pai vir fazer morada nós, como Ele é Luz, e não há N’Ele trevas alguma é necessário a libação do sangue de Jesus que infere pagamento ou redenção de pecados.
VI - O Jubileu de Deus:
Lev 27:24 -No ano do jubileu o campo tornará àquele de quem o comprou, àquele de quem era a possessão do campo.
A palavra a ser usada neste trecho do comentário deve ser: remissão.
É no ano do Jubileu que se remiam as pessoas, de suas dívidas, que se remiam os pobres, que se remiam as terras, dadas em pagamento e principalmente se remiam vidas que foram dadas para pagar débitos, assim estes deixavam de ser escravos para serem livres e tinham as suas dívidas perdoadas.
1 - Remissão: aphesis [Strong] – derivada de aphiemi; “mandar embora”.
A palavra significa uma libertação do cativeiro ou prisão, perdão, ou mandar embora, mas com a condição e qualidade adicional da remissão: de cancelar todo julgamento, punição, obrigação ou dívida.
Ano de Jubileu Eterno foi o ano da morte de Jesus Cristo e nós ainda podemos nos aproveitar da extensão deste Jubileu até o dia da Sua volta, como Juiz.
Ele fez a propiciação eterna pelos pecados de todos, de tal forma que não resta mais nenhum preço a ser pago, prova disto é que:
O véu que separava o Lugar Santíssimo foi rasgado, permitindo que a presença de Deus pudesse espalhar-se por toda a humanidade.
Não havia mais nada impedindo a relação dos homens com Deus.
O resgate foi pago!
CONCLUSÃO:
Leia esta explicação comparativa importante:
Publicada na revista teológica SAL T – 1999; texto de Carlos Henrique Seabra:
“Expiação: A reconciliação (no grego = katallagê) tem seu aspecto negativo na expiação, que enfatiza a morte de Cristo para o perdão dos pecados em relação ao homem. (A justificação possui aspectos semelhantes a reconciliação: É negativa e positivamente considerada: (a) Perdão e (b) Adoção).
A expiação é a remoção da causa da inimizade do homem (Rm.5:10). Na expiação a fraqueza, a impiedade e o pecado (mencionados em Rm.5:6-8), fatores causadores da inimizade são removidos.
Portanto expiação é o cancelamento da fraqueza (Rm.5:6), da impiedade (Rm.5:6) e especialmente do pecado (Rm.5:8; Ijo.1:29; At.3:19). Na expiação a ação se dirige para aquilo que provocou o rompimento no relacionamento, e se ocupa com a anulação do ato ofensivo.
(b) Propiciação: É a reconciliação em seu aspecto positivo, e por isso vai além da expiação, pois enfatiza a morte de Cristo em relação a Deus.
Na propiciação a ação se dirige para Deus, a pessoa ofendida. O propósito da propiciação é alterar a atitude de Deus, da ira para a boa vontade e favor. Na propiciação é a ira que é removida (Rm.5:9,10) e a amizade de Deus é restaurada. Não é o caso de Deus mudar, mas sim de que sua ira é desviada (Sl.78:38; 79:8;
Em Ex.32:14 o termo arrepender é wayyinnahem, no hebraico, e hilaskomai, no grego, que significa "ser propício".
O Redentorismo de Jesus e seu poder Perdoador, nos confere:
Redenção. De todos os nossos pecados: não estamos, mais em débito, mas em crédito, pois o seu sangue nos imputa liberdade.
Deixamos a vida de servos do pecado
Deixamos de ser escravos do pecado
A nossa submissão a Deus, agora ela é voluntária em amor, antes a nossa submissão ao pecado era escravizante, pelo horror da morte.
Pelo preço do sangue de Jesus tomamos a Sua natureza e somos Filhos de Deus.
SÓ Ele tem poder real de Ser Redentor e Perdoador, pois ninguém mais pode ou poderá realizar a sua Obra salvítica redentiva.
Ela foi e será eternamente Única.
Deixamos a natureza espiritual adâmica para termos a natureza divina de Jesus. Assim como Ele é nós também seremos.
A nossa redenção nos faz participantes, também, da ressurreição, da ascensão e da glorificação de Cristo, só nos resta esperar a incorruptibilidade ao toque da trombeta e ela certamente soará. I Co.15.52,53. Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.
Uso um texto de um companheiro, que achei muito importante para concluir:
"Redenção é, portanto, a essência da salvação. Significa que fomos comprados para Deus, como o texto de Apocalipse 5.9-10 já nos mostrou. Como conseqüência ética da nossa redenção, devemos reconhecer que somos o santuário do Espírito Santo e não mais escravos de alguém nem mesmos donos de nossa vida (1Co 6.19-20). Neste texto, “corpos” é o grego sôma, que designa mais que a estrutura física. É o âmago do ser, da pessoa, seu centro volitivo e afetivo. Cristo fez a redenção de todo o nosso ser, para sermos do Senhor. Pensemos em 1João 4.4 e 5.19. Somos do Senhor”. Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho.
Observação final:
Quanto à ação advocatícia de Jesus como nosso Advogado diante do Pai, infere diretamente em tudo o que seu ato redentor proporciona ao homem ou mulher que aceita o seu sacrifício.
Só ele pode nos representar como homem imaculado diante de Deus, como o homem que morreu, mas ressuscitou, e mais ainda pela sua “kenosis”, isto é, pelo seu esvaziamento voluntário da Sua Glória, com tudo o que não conseguimos humanamente expressar o que vem ser esta Glória, pois é inefável, a qual retomou após se fazer homem e ressurgir dentre os mortos como Primícia dos que dormem.
Por tudo isto ele venceu o pecado e tem poder ímpar para ser nosso representante diante do Pai. A Ele A Glória!!!
Recomendamos ler nosso comentário da Primeira lição sobre a I Epístola Universal do Apóstolo São João.
Fonte:
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
Igreja Batista Cambuí
Prof. Paulo Cristiano
Academia de teólogo
FATECBA - FACULDADE TEOLÓGICA E CULTURAL DA BAHIA
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segunda-feira, julho 20
O Imperativo da Ética Divina e do Crer, Na Santificação do Crente.
Esta pequena reflexão é um estudo acadêmico sobre o processo de santificação e a obediência aos Imperativos de Deus, para que possamos alcançar A Santificação!Se o crente conseguir obter a compreensão, sobre a necessidade de obedecer com fidelidade aquilo que Deus determina através da sua palavra, cumprindo os imperativos éticos (demandas) que seguem ou são correspondidos por algo que Deus fez pelo crente (indicativo redentor), ou aquilo que Deus indica como modelo de vida, para um comportamento compatível com a vida cristã, levará sem dúvida ao mesmo ter uma relação com Deus, com o mundo e com o pecado com compreensão da vontade de Deus e do seu relacionamento com Ele, no processo de santificação, sem ver esta vida de santificação, como uma carga diária à ser levada em seus ombros.
Isto pode ser entendido na totalidade da vida do crente, seja, na sua união com Cristo (compreendendo a obra da redenção de Cristo), de maneira que em seu corpo cumpra a demanda ética contra o pecado, seja na sua vida no Espírito (relação de vida cristã), levando o crente a ter uma vida cristã plena, pois, quando o mesmo obedece, sem reservas, a Palavra de Deus, com plena crença, fé e consciência de que Deus quer o melhor para ele, como citado na lição Cl. 3,1-6, o crente passa a viver o indicativo redentor da palavra de Deus, atendendo a base imperativa. Isto o faz viver, não por seu próprio querer, mas porque já fomos ressuscitados com Cristo (“dom de Deus, em Jesus Cristo”) e se estamos nele (Ef.1,11-13) o imperativo se torna algo natural à ser seguido, levando o crente a um processo natural de santificação.
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PEQUENOS DADOS, DO PROCESSO, SEM ORDEM ESTABELECIDA.
Crer no que a palavra indica para receber de Deus a graça inerente a uma vida dominada pelo que a palavra promete como final desta obediência.
2. A fé inerente ao obedecer deve ser a mesma que espera em Deus a concretização daquilo que a palavra ensina advindo daí uma vida de fé plena em Cristo.
3. Não se pode viver o indicativo redentor ou remidor ou salvífico, obedecendo-se apenas ao imperativo divino, vive-se o indicativo remidor porque cremos nele e se cremos nele, este mesmo indicativo nos faz viver por fé o imperativo.
4. Já não vivo uma vida de pecado porque Cristo me libertou e pagou meus pecados, estou vivendo agora uma vida nova, combato o pecado que habita em mim.
5. Não existe para o crente o “ver para crer”, mas o “crer para ver”.Cri, por isso vivo
6. Portanto o crente em seu processo de santificação deve ter uma verdadeira fé naquilo que crê, com esperança e fé suficientes para receber de Deus as suas promessas, isto faz com que tenha uma vida de completa entrega à vontade de Deus em todo o seu viver, por tudo o que o Deus, no Senhor Jesus Cristo já fez por nós.
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1)Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).



