domingo, maio 2

Repercutindo:Legionários de Cristo-Novos casos na ICAR.

Papa nomeia delegado para controlar congregação Legionários de Cristo

Fundador da congregação foi acusado de diversos abusos sexuais.

Após investigações internas, Vaticano reconhece e condena os fatos.

01/05/2010 15h55 - Atualizado em 01/05/2010 17h47

Do G1, com agências internacionais

Padre Marcial Maciel Degollado, mexicano fundador da congregação Legionários de Cristo.

(Foto: legionnariesofchrist.org/AFP)

O Papa Bento XVI decidiu nomear um delegado para controlar diretamente a congregação Legionários de Cristo, fundadada pelo mexicano Marcial Maciel Degollado, já falecido, anunciou o Vaticano neste sábado (1º). Maciel foi acusado por diversos abusos sexuais.

A Igreja tem "a firme vontade de acompanhar e ajudar" a congregação "no caminho da purificação que a espera", e Bento XVI "indicará em breve as modalidades desse acompanhamento, começando pela nomeação de um delegado", informou o Vaticano em comunicado. (A primeira versão da nota informava incorretamente que Marcial Maciel Degollado havia sido bispo e que dirigira a congregação até a data de sua morte)

O anúncio segue-se a reuniões mantidas pelo papa na sexta-feira e neste sábado no Vaticano com os cinco bispos que realizaram uma inspeção na congregação.

Marcial Maciel teve um "comportamento objetivamente imoral", diz o comunicado do Vaticano. "Testemunhas incontestáveis" confirmam fatos muitas vezes "criminosos" que "demonstram uma vida sem escrúpulos e sem um autêntico sentimento religioso", diz a nota.

Maciel, que dirigiu com mão de ferro os Legionários de Cristo, congregação fundada em 1941 no México, era pai de uma menina, filha de uma relação secreta, cuja existência foi reconhecida em 2009.

Em maio de 2006, Bento XVI havia obrigado a Marcial Maciel a "renunciar a qualquer ministério público" e a "a retirar-se na oração e na penitência". A congregação está presente em 22 países, particularmente no México e na Espanha, possuindo 800 sacerdotes, 2.500 seminaristas e 70.000 membros leigos. além de administrar 12 universidades.

A congregação Legionários de Cristo recebeu "com profunda fé e obediência" as indicações do papa Bento XVI sobre o "comportamento imoral" do fundador da ordem.

"Os Legionários de Cristo agradecem a solicitude paterna do Santo Padre e acolhem suas disposições com fé e obediência", informou uma nota divulgada neste sábado.

Duas vidas
Marcial Maciel Degollado (1920-2008) levava uma vida dupla, com pelo menos duas mulheres e três filhos, criando em torno de si um mecanismo de defesa que o tornou por longo tempo inatacável, sendo, por conseguinte, difícil, o conhecimento de sua verdadeira vida.

É por isto que "a descoberta e o conhecimento da verdade sobre o fundador provocou, nos membros da Legião, surpresa, desconforto e profunda dor, o que ficou evidenciado pelos inspetores visitantes" diz nota do Vaticano.

Bento XVI garantiu seus pensamentos e orações aos que foram "vítimas desses abusos e do sistema de poder" exercito por Degollado. O Santo Padre - explica o Vaticano - "quer tranquilizar todos os legionários e membros do movimento Regnum Christi que não serão deixados sozinhos: a Igreja tem a vontade firme de acompanhá-los e ajudá-los no caminho da purificação que os espera. Isso diz respeito, também a uma confrontação sincera com os que, dentro e fora da Legião, foram vítimas de abusos e do sistema de poder criado".

"Desta forma" - prossegue a nota - "o Santo Padre dedica seus pensamentos, orações e agradecimentos aos que, apesar de grandes dificuldades, tiveram a coragem e a perseverança de exigir a verdade".

Cinco visitadores apostólicos realizaram de 15 de julho de 2009 até a metade de março passado, uma investigação sobre a Congregação nos cinco continentes.

Foram eles:

Ricardo Watty Urquidi, bispo de Tepic (México);

Charles Joseph Chaput, arcebispo de Denver (Estados Unidos);

Giuseppe Versaldi, bispo de Alessandria;

Ricardo Ezzati Andrello, arcebispo de Concepción (Cjile);

Ricardo Blazquez Perez, bispo de Bilbao (Espanha).

Polêmico cardeal colombiano é substituído em missa

Da AFP

O cardeal colombiano Darío Castrillón, recente objeto de polêmica por elogiar um bispo francês que não denunciou um padre pedófilo, foi substituído como oficiante de uma missa em Washington para preservar a "solenidade" da cerimônia.
Castrillón presidiria uma missa em latim no sábado para celebrar o quinto aniversário do pontificado de Bento XVI, mas os diretores do Paulus Institute afirmaram que ele foi substituído para "manter a solenidade, a reverência e a beleza da missa".
Em uma carta enviada em 2001, Castrillón tratou o bispo de Bayeux-Lisieux, norte da França, como modelo para todos os bispos por não ter denunciado os abusos sobre menores cometidos pelo padre Rene Bissey.
Na época, o cardeal colombiano de 81 anos estava à frente do departamento do Vaticano responsável por todos os padres no mundo.
Os organizadores da missa afirmaram que não pretendem julgar as ações passadas do religiosos colombiano, mas o Paulus Institute destacou que apoia as diretrizes da Igreja Católica e do Papa de que todos os bispos devem denunciar crimes de abusos sexuais à polícia.

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