segunda-feira, agosto 9

Irã - O Caso Ashtiani e Paquistão...Prisão - Perseguição a cristãos, minorias e prisão irregular por décadas




Violência e discriminação no Paquistão.
A situação no Paquistão é difícil para etnias e crentes cristãos.
A violência se volta até mesmo contra islamitas xiitas.
Conheça a dimensão da pedra.
Pequena não pose ser usada, pois  não provoca a dor, muito grande também não se deve usar, pois provoca morte rápida.
A divisão de linhas de pensamento muçulmano cria entre eles violência trágica e qualquer tipo de acusação contra alguém sob o título de ofensa ao Livro sagrado do Islã,ou até mesmo, a algum objeto ou nome considerado sagrado, será prova irrefutável, ainda que mesmas inexistam.
Tal acusação trará ao infeliz acusado, duras penas e prisão imediata.
O caso abaixo é uma mostra do que pode ocorrer, até mesmo com um deficiente mental, acusado, no caso, acusada de profanação.
Foram 14 anos de prisão, e como ocorre nestes fatos, desprezada pela família.
O desprezo é acentuado por alguns fatores, medo de represália, crença radical e outras conseqüências religiosas ou materiais, além de impelido pelo medo da vizinhança ou autoridades religiosas ou políticas da região em que moram.
Discriminação contra mulher.
Leia mais abaixo um trecho da entrevista, ao jornal Estadão, do advogado da iraniana condenada ao apedrejamento.
O mesmo teve que fugir do Irã e foi preso na Turquia, como tendo irregularidades no seu passaporte.
Foi liberado e conseguiu asilo político na Noruega.
Leia sobre a sua posição analítica sobre o apoio do Presidente lula a sua cliente e a Política externa e a situação interna do Irã.
Paquistanesa é libertada após 14 anos de prisão por falta de prova
DA FRANCE PRESSE, EM LAHORE
Um tribunal paquistanês decidiu libertar nesta quinta-feira uma mulher portadora de deficiência mental detida durante 14 anos, que foi acusada sem provas de ter profanado o Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, anunciaram seu advogado e magistrados.
Detida em 1996, Zaibul Nisa, 60, foi mantida confinada, enquanto aguardava julgamento, num asilo penitenciário, segundo as fontes.
Khawaja Mohammad Sharif, o presidente do Tribunal Supremo de Lahore, a grande cidade do leste do Paquistão, "ordenou a libertação de Zaibul Nisa, uma vez que não foi encontrada nenhuma evidência contra ela", anunciou um funcionário da Corte. "O presidente do Tribunal se disse consternado com o fato de a mulher ter ficado tanto tempo em detenção, sem processo", explicou.
Zaibul Nisa havia sido detida na cidade de Rawat, próxima da capital, Islamabad, devido a uma queixa apresentada por um morador, a de que "alguém havia profanado o Alcorão". O
advogado da mulher, Aftab Ahmad Bajwa, lembrou que o nome de sua cliente não havia sequer sido mencionado pelo denunciante.
"Ninguém, nem mesmo seus familiares, contestaram a prisão. Foi esquecida por todos", contou Bajwa, que disse ter decidido defendê-la por motivos humanitários.
No tribunal, o homem que entrou com a queixa, Qari Mohammad Hafeez, confirmou não ter fornecido nenhum nome e que a polícia havia detido Zaibul Nisa seguindo suas próprias informações.
No Paquistão, país de maioria muçulmana, pune-se a profanação do Alcorão com a pena de morte.
Os cristãos, que representam menos de 3% da população, afirmam que as leis de repressão à blasfêmia são utilizadas contra sua comunidade. 

Na segunda-feira, dois irmãos cristãos acusados de escrever um panfleto considerado blasfematório em relação ao Islã, foram mortos no leste do país.
No entanto, a minoria religiosa mais visada por situações de violência no Paquistão, é a comunidade muçulmana xiita (20% da população).
''Lula trai os iranianos ao não falar das violações''.


Mohammad Mostafaei, advogado de Sakineh Ashtiani


07 de agosto de 2010 | 0h 00 - Jamil Chade - O Estado de S.Paulo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva "desrespeita" o povo iraniano ao tratar o líder Mahmoud Ahmadinejad como um amigo e não cobrar de forma concreta mudanças na situação dos direitos humanos no país. 
O alerta é do advogado Mohammad Mostafaei, que defendia a iraniana Sakineh Ashtiani condenada por adultério em Teerã. 
Na semana passada, o advogado de 36 anos fugiu do Irã para a Turquia depois de ter sido interrogado. Ontem, Mostafaei falou ao Estado por telefone. 
Ele havia sido levado para um centro de detenção nas proximidades de Istambul. Ontem foi liberado e deve seguir viagem na próxima semana para a Noruega. Abaixo, os principais trechos da entrevista:


O que o sr. acha da maior aproximação entre o presidente Lula e Ahmadinejad?


(Risos). Isso é mesmo curioso. Claro que agradecemos o gesto de Lula de oferecer asilo a Sakineh. Mas o que posso dizer é que Lula tem o dever de falar de direitos humanos com Ahmadinejad. O problema não é apenas das famílias iranianas. É da humanidade.
Lula trai os iranianos ao não falar das violações. 
É ainda um desrespeito ao povo iraniano tratar Ahmadinejad como um amigo e não cobrar mudanças na situação dos direitos humanos no país.
Mas o governo brasileiro diz que tratou do caso de Sakineh com as autoridades iranianas.
Não sei. Não posso dizer até que ponto isso foi tratado de forma séria.


O sr. conseguiu fugir do Irã. Qual será seu futuro?
Já fui autorizado a deixar o centro de refugiados e agora estou sob proteção diplomática. Tudo indica que devo ir para a Noruega. 
Quando sai, me senti muito aliviado. Mas quando estava a caminho do hotel, funcionários de uma missão diplomática europeia me pararam e disseram que seria muito arriscado me deixar num hotel. Agora, sob proteção diplomática, estou bem. 
Temo por minha família que ficou no Irã e minha mulher, que continua detida para me forçar a retornar ou me silenciar.
Como está a situação dos direitos humanos hoje no Irã?
O Irã tornou-se uma grande prisão. A situação é desesperadora e o mundo precisa saber disso. Os problemas e violações são profundos. A economia vai mal e os problemas sociais são cada vez mais evidentes. A tortura contra quem ousa falar contra o governo é imediata. Muitos estão deixando o Irã. 
Só na Turquia são 4 mil refugiados iranianos. Há centenas de pessoas inocentes nas prisões, sem ter quem as defenda. Essa repressão intensificou-se nos últimos meses. É um cenário desesperador.
O que o sr. sugere para mudar a situação do Irã?
Precisamos de liberdade. O governo precisa se abrir e não manter apenas relações com o Brasil e a Turquia. 
Precisamos construir e aceitar um novo diálogo com a Europa e outros parceiros. Internamente, precisamos dar liberdade aos jornalistas. Muitos estão presos por escrever a verdade. Sem a liberdade de expressão, nunca saberemos o que de fato ocorreu.
Teerã insiste em dizer que as sanções da ONU não estão surtindo efeito e apenas a população sofre. 
Qual sua avaliação?
É certo que é a população que sofre. Mas, entre aqueles que tem consciência, sabemos que sofremos por culpa do governo, e não por culpa das sanções.
O que o sr. sabe sobre o futuro de Sakineh?
Não sei muito. A Corte Suprema não aceitou reabrir o caso, o que é um sinal péssimo. Agora, só a pressão internacional pode salvá-la. 
Só a pressão de outros líderes poderá impedir que a executem. Por isso, apelo a todos que continuem a protestar.

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Martin Niemöller, 1933

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