sábado, março 25

UMA VIDA DE FRUTICAÇÃO - LIÇÃO 13 CPAD - 1º TRIMESTRE 2017

UMA VIDA DE FRUTICAÇÃO
LIÇÃO 13 CPAD 1º TRIMESTRE 2017
SUBSÍDIO Estudo Pastor Osvarela
TEXTO ÁUREO
JOÃO 15.2 “Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.”
TEXTO DE LEITURA
João 15:1-6
Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.
Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.
Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.
Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.
Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
Observação: estivemos alguns dias sem postar devido a acúmulo de atividades na área acadêmica e por alguns problemas de saúde, já vencidos. Mas, continuamos nosso Ministério atuando no Ensino e na Ministração do Evangelho. Obrigado aos nossos leitores!
ETIMOLOGIA:
αμπελων - ampelon; n.m. vinhedo, vinha
αμπελος - ampelos; n. f. videira
αμπελουργος - ampelourgos; n. m. vinhateiro
γεωργος - georgos; n. m. uma agricultor, lavrador do solo, dono de vinha
καθαρος - katharos; adj. limpo, puro - purificado pelo fogo, numa comparação, como uma vinha limpa pela poda e bem preparado para carregar de frutas
שלחה - shilluchah; n. f. broto, sarmento 
Sarmento: Rebento da videira
DISCURSO
Frutificação só é compreensível espiritualmente
“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” 1 Coríntios 2:14
A vida cristã é um desafio para a produção de fruto do Espírito. Em contraposição as Obras da Carne, a sarx, o cristão desafia o senso comum do homem natural, pelo qual ele pode realizar o que quiser. Porém o homem natural nada entende o espiritual e é por isto, que os regenerados pela Palavra vivem uma vida de frutificação, em busca continuada de formar um completo fruto do Espírito com a ajuda do Espírito Santo, tendo por certeza, que a Obra redentiva de Jesus Cristo nos permite viver na esperança da vida eterna, pois, o próprio Espírito nos ajuda em todas as nossas dificuldades.
E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.” Romanos 8:26
A dupla intercessão nos faz vencer a carne e frutificarmos espiritualmente, mesmo antes da redenção da Criação, que aguarda, através de gemidos, a redenção final dos frutificandos no Espírito.
Assim, nós temos forças divinas que dominam com soberania o atual Reino de Deus, a nosso favor contribuindo para o nosso bem:
“...mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos. E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus ...” Romanos 8:26-28
Ela mesma, a Criação, teve sua frutificação conspurcada, pelo mesmo Mal, o qual, atingiu ao homem, e que nos tenta tentando impedir que tenhamos uma vida de Frutificação.
“...a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.” Romanos 8:20,21
Quem dá seiva as varas é a videira.
Esta interessante parábola nos ensina que sem a frutificação ramos são retirados, e outros pela Graça podem ser enxertados, numa alusão ente Israel e nós os gentios.
“... se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são. E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, Não te glories contra os ramos; ... não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.... Então não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também.” Romanos 11:16-21
Um Aviso à frutificação
Em concordância, com a Revelação Geral das Escrituras, e utilizando o suporte do texto paulino, acima, somos lembrados da prevalência do aviso, antes da morte é uma forma utilizada por Jesus para aviso aos que não dão valor a estarem enxertados, através da Graça, N’Ele no sentido de terem sido resgatados da condenação e por endurecimento dos originalmente eleitos como ramos da Vide.
“Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.” Romanos 3:22-24
Sem a seiva, que não chega às varas, estas murcham, secam e são obrigatoriamente cortadas pelo vinhateiro.
Cristo é a Videira verdadeira e nós os crentes somos ramos. Somente Ele pode arrancar os ramos ou permitir o enxerto redentivo dos gentios e remover e tornar a repor os antigos ramos – Israel.
A vinha [Vitis vinífera] ou videira divina já passou pelo processo ou estágio de sua plenitude, na Obra da Cruz, e pode frutificar, mesmo tendo enxertos em si.
            “Antes de alcançar o amadurecimento e o sabor pleno, a videira passa por vários estágios.
Temos que entender, que este discurso de Jesus é uma exposição didático-doutrinária, sobre o crente que não produz em sua Vinha, aquele que não frutifica, causa danos a toda a vide, pois se ele não produz apenas recebe seiva e impede da Vide Santa crescer, além de prejudicar a todos os amos, ou varas produtivas, pois, se este infrutífero ramo não for cortado diminuiu a frutificação de todas as varas.
Assim, acontece, com nós, os crentes ao sermos infrutíferos é sinal que há muito das Obras da carne em nós de tal forma que as não há comunhão, com a essência da Vide que é frutificar!
Jesus vai ensinar, mais uma vez, com um exemplo conhecido naquela região de boas vides.
Precisamos entender que a poda é uma das técnicas mais importantes, que ajuda a planta a produzir maior quantidade de frutos com melhor qualidade
Dizem os técnicos em Botânica sobre o processo de cuidados com uma vinha:
O princípio que a cultura da videira e do vinho restringe-se a latitudes, por um lado compatíveis com o crescimento e desenvolvimento harmonioso da Vitis vinífera, e por outro lado coincidentes com o clima 'mediterrâneo' (e respectivas variantes), o 'ciclo da vinha' reparte-se, mais ou menos, ao longo de oito meses do ano. Pode variar desde 130 dias nas regiões quentes para as variedades mais precoces, até mais de 200 dias para regiões de clima frio ou de feição mais continental.
Aprendemos que a seiva é fundamental para que haja frutificação ou aparecimento dos brotos, um fenômeno chamado de abrolhamento: “Se os cortes da poda invernal não cicatrizaram, a seiva escorre através da ferida até ao aparecimento dos gomos ou início do abrolhamento. A quantidade de líquido por dia, por videira, pode atingir 1 litro, é seiva desperdiçada.
Podemos entender, pois porque a passagem do Texto de Leitura.
A videira, em seu meio natural, pode atingir grande desenvolvimento. Nessas condições, a produtividade não é constante e os cachos são pequenos e de baixa qualidade. Ao limitar o número e o comprimento dos sarmentos, a poda seca proporciona um balanço racional entre o vigor e a produção, regularizando a quantidade de uva produzida e sua qualidade. A poda verde constitui-se num importante complemento da poda seca para melhorar as condições do dossel vegetativo do vinhedo.
Poda seca  
     Os principais objetivos da poda seca são: a) propiciar que as videiras frutifiquem desde os primeiros anos de plantio; b) limitar o número de gemas para regularizar e harmonizar a produção e o vigor, de modo a um ponto que podem levá-las a períodos de baixa frutificação; c) melhorar a qualidade da uva, que pode ser comprometida por uma elevada produção; d) uniformizar a distribuição da seiva elaborada para os diferentes órgãos; e) proporcionar à planta uma forma determinada que se mantenha por muito tempo e que facilite a execução dos tratos culturais. As partes da videira com umidade persistente e pouco arejadas propiciam o desenvolvimento de doenças fúngicas. Para evitar a proliferação de doenças nas videiras, deve-se eleger o sistema de poda que assegure o máximo de circulação de ar e penetração de luz. Ou seja, varas que se afastam do tronco são expostas a ataques de doenças e não frutificam.
O sarmento da videira e suas partes (Segundo Chauvet & Raynier, 1979).
Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.
Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
Há princípios que norteiam a poda da Vide, e alguns deles podem nos ajudar a entender, porque Jesus usou este exemplo para demonstrar que muitas varas, devem ser tiradas se não dão frutos e precisam ser retiradas, pois impediriam a Frutificação anual da Vide.
Princípios fundamentais da poda
Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.    
     Mesmo que os sistemas de poda sejam transmitidos durante gerações, de forma empírica ou intuitiva, é importante que o podador conheça as bases racionais nas quais se sustenta a difícil técnica de podar.
A  melhor época para podar é antes do nascimento de novas folhas, o que geralmente coincide com o final do inverno. “Deve ser feita depois que cai a folha, antes da brotação”
Veja alguns dos princípios da poda, os quais selecionamos, afim de podemos usar como figura aliada ao texto bíblico deste estudo, são os seguintes [lembrando que não estamos estudando sobre botânica, mas utilizando alguns princípios para entendimento do texto]:
Há três tipos de poda da videira: formação, frutificação e renovação, realizadas em função da idade da videira.
Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
Poda de formação: tem por finalidade dar a forma adequada à planta.
Poda de frutificação: A poda de frutificação, também chamada de poda de produção, tem por objetivo preparar a videira para a produção da próxima safra. Deve ser feita através da eliminação de sarmentos mal localizados ou fracos e de ladrões, a fim de que permaneçam na planta somente as varas e/ou esporões desejados.
Poda de renovação: a poda de renovação consiste em eliminar as partes da planta, principalmente braços e cordões, que se encontram com pouca vitalidade.
A Poda de “Produção” consiste na eliminação do excesso de ramos, retirando aqueles fracos, imaturos, doentes, com entrenós curtos ou achatados ou ainda mal posicionados.
A poda rasa, consiste em podar rente à madeira.
A videira normalmente frutifica em ramos do ano que se desenvolvem de sarmentos do ano anterior.
Os ramos ladrões com crescimento normal podem ser utilizados como elementos da poda. Quando o desenvolvimento é rápido, com excessivo vigor, apresentam gemas pouco férteis ou geralmente estéreis.
O podador deve selecionar as varas e os esporões pela sua condição (vigor e sanidade) e, após, pela sua posição na planta.
O sistema de poda seca recomendado para as cultivares americanas e híbridas depende principalmente do hábito vegetativo de cada variedade.
     Algumas espécies de vide devem ser podadas deixando-se esporões com uma gema, ou seja, frutificaram e podem ser mantidas. As gemas, também chamadas de olhos, que fazem a planta crescer. Elas se localizam nos nós dos ramos, que são protuberâncias onde se formam as folhas e brotos.
A preocupação deve ser o presente (próxima safra), mas não se pode esquecer o futuro (safras subseqüentes).
O vigor individual dos ramos de uma videira é inversamente proporcional ao seu número.
Quanto mais o ramo se aproximar da posição vertical, maior será o seu vigor.
A brotação se inicia pelas gemas das pontas das varas ou esporões (brotação mais precoce e mais vigorosa); as gemas da parte mediana e da base das varas brotam posteriormente. A curvatura da vara, as amarrações e o uso de reguladores de crescimento alteram essa dominância.
Uma videira só tem condições de nutrir e maturar de forma eficaz uma determinada quantidade de frutos.
O tamanho e o peso dos cachos, nas mesmas condições de cultivar, solo, clima e poda, aumentam quando se faz desbaste de cachos após o pegamento do fruto.
Qualquer que seja o sistema de poda aplicado, o viticultor deverá vigiar para que a futura área foliar e a produção tenham as melhores condições de aeração, calor e luminosidade.
Para continuar um braço se elegerá o sarmento situado mais baixo e mais próximo da base.
Chamou a minha atenção um manejo da videira chamado de Desponta.
Desponta: A desponta consiste na eliminação de uma parte da extremidade do ramo em crescimento.
A desponta deve ser feita manualmente a partir da floração, repassando duas ou três vezes se necessário.
CONTINUA
Fonte:
Uvas Americanas e Híbridas para Processamento em Clima Temperado – EMBRAPA
8 dicas para podar videiras da maneira certa - Carolina Barros, estudante de jornalismo, com supervisão de Darlene Santiago
Revista de Vinhos (Portugal) - texto e fotos.

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