Elias e os profetas de Aserá e Baal
Lição 4 CPAD 3º Trimestre 2021
Pastor e Professor Universitário Osvarela
Texto
Áureo
Prática
O
Senhor sustenta com sua forte mão todos os questão dispostos a proclamar a
verdade deque Ele é o único Deus digno de adoração.
LEITURA
BÍBLICA
1
Reis 18 .2 2 -24,26, 29,30,38, 3 9;
1
Reis 19. 8· 14
1
Reis 18
22
- Então,
disse Elias ao povo: Só eu fiquei por profeta do Senhor, e os profetas de Baal
são quatrocentos e cinquenta homens.
2
3 - Deem-se
nos, pois, dois bezerros, e eles escolham para si um dos bezerros, e o dividam
em pedaços, e o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo, e eu prepararei
o outro bezerro, e o porei sobre a lenha, e não lhe me terei fogo.
24
- Então,
invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que
o deus que responder por fogo esse será Deus. E todo o povo respondeu e disse:
É boa esta palavra.
26
- E
tomaram o bezerro que lhes dera e o prepararam; e invocaram o nome de Baal,
desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: Ah! Baal, responde-nos! Porém nem havia
voz, nem quem respondesse; e saltavam sobre o altar que se tinha feito.
27 E sucedeu que, passado o meio-dia, profetizaram eles, até que
a oferta de manjares se oferecesse; porém não houve voz, nem resposta, nem
atenção alguma.
28 - Então, Elias disse a
todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; e reparou
o altar do SENHOR, que estava quebrado.
38
- Então,
caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu
a água que estava no rego.
39
- O
que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse: Só o SENHOR é Deus!
Só o SENHOR é Deus!
1
Reis 19
8 - Levantou-se, pois, e
comeu, e bebeu, e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e
quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.
9 - E ali entrou numa caverna e passou ali a noite; e eis que a palavra do SENHOR veio a ele e lhe disse: Que fazes aqui, Elias?
1O
- E
ele disse: Tenho sido muito zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os
filhos de Israel deixaram o teu concerto, derribaram os teus altares e mataram
os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e buscam a minha vida para ma
tirarem.
11
- E
ele lhe disse: Sai para fora e põe-te neste monte perante a face do SENHOR. E
eis que passava o SENHOR, como também um grande e forte vento, que fendia os
montes e quebrava as penhas diante da face do SENHOR; porém o SENHOR não estava
no vento; e, depois do vento, um terremoto; também o SENHOR não estava no
terremoto;
12 - e, depois do
terremoto, um fogo; porém também o SENHOR não estava no fogo; e, depois do
fogo, uma voz mansa e delicada.
1
3 - E
sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para
fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia:
Que fazes aqui, Elias?
14
- E
ele disse: Eu tenho sido em extremo zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos,
porque os filhos de Israel deixaram o teu concerto, derribaram os teus altares
e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e buscam a minha vida para
ma tirarem.
Texto
Apoio:
"Até
quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e,se
Baal, segui-o." 1 Rs 18 .21.
Coxear
significa mancar como um coxo, capengar, claudicar, pender de um lado para o
outro. Quem coxeia dá um passo e se inclina para a direita e no próximo passo
se inclina para a esquerda, por isso que "coxear entre dois pensamentos"
tem o sentido figurado de hesitar, vacilar. Isso era o que Elias quis dizer
sobre a situação espiritual do povo de Israel.
Estudando
um pouco mais sobre este termo encontramos no Comentário Beacon:
“Até quando coxeareis entre dois pensamentos? ou
“fendas” (21, hebraico) era o seu desafio. O significado exato das palavras não
está muito claro para nós atualmente. Mas, a expressão pode ser traduzida como:
- “Quanto tempo ireis coxear por causa de duas
tendências diferentes?” Essa é uma tradução em sentido figurado sugerida
pelo contexto.
Foi uma tentativa de Israel servir a dois senhores
sem abrir mão de Javé, era uma tentativa, contextualizada aos nossos dias, na
forma de aceitarmos doutrinas facilitadores de servirmos a Deus e pensarmos que
conseguimos conciliar o Nosso Evangelho, com outro “evangelho”.
“Maravilho-me de que tão depressa passásseis
daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho;
O qual não é outro, mas há alguns que vos
inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.
Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos
anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.
Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo
também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já
recebestes, seja anátema.” Gálatas 1:6-9
A
busca de novidades ou de liturgias que não são o nosso culto trem mostrado que
é fácil desviramos do que aprendemos.
Hinos
Sugeridos:
45,377, 459 da Harpa Cristã
Objetivo
Geral
Revelar
que Deus opera milagres através de seus
filhos.
Objetivos
Específicos
Abaixo,
os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico.
Por
exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
I.
Salientar que é necessário e urgente enfrentar o pecado;
II.
Relatar que Deus responde às nossas súplicas;
III.
Expor as fragilidades do ser humano.
Etimologia:
אשרה -
’asherah
ou אשירה - ’asheyrah; n. pr. f. Aserá =
“bosque” (para adoração de ídolos); uma deusa babilônica (Astarte) e cananéia
(da fortuna e felicidade), a suposta esposa de Baal, representações desta deusa
(a deusa, deusas; representações desta deusa; árvores sagradas ou postes
erigidos próximos a um altar.
Baal
e os significados.
Aparentemente
usado pelos fenícios e cananeus como para expressar a palavra “senhor”, nos
parece que esta divindade seria uma forma de ídolo com várias expressões era usual
o uso do nome das divindades, conforme as suas “atividades” sobrenaturais, ou
cridas como sobrenaturais “milagres”; desta forma, eles denominavam eventos e
locais com o nome de Baal.
Um
deus venerado por muitas comunidades, também conhecido como Bol, Bel, Bal entre
os povos da Antiguidade (vd. Mitologia da Mesopotâmia e da Pérsia), Belas para
os latinos e Belus (Hércules ou Zeus) para os gregos, as suas características
variavam mais ou menos segundo as tribos que o adoravam.
A
Crença Em Baal-
Estudando
a aplicação dos nomes das divindades o povo de Israel cria, por entender, antes
do cativeiro, que houvesse deuses com poderes similares a Javé.
Assim
aceitaram que este deus pagão pudesse realizar “milagres” e ser “senhor” de
áreas da Criação, como o Deus de Israel.
Contudo,
Israel tinha uma Aliança com Jeová firmada no Monte Sinai – Êxodo 19;
Entre
as nomias do Decálogo estava, em primeiro lugar: isto já os colocava como
adúlteros espirituais e condenáveis perante o verdadeiro e único Deus.
Êxodo
20:3-5
Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti imagem
de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na
terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não te encurvarás a elas
nem as servirás;
porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais
nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
בעל -
Ba‘al; no
Grego - Βααλ; Baal = “senhor”; Baalá = “senhora” n. pr. m. divindade
masculina suprema dos cananeus ou fenícios.
Baal-Hamom
= “senhor (possuidor) de abundância”; lugar da vinha de Salomão.
Baal-Berite
= “senhor da aliança”
Baal-Gade
= “senhor da fortuna”. Gade centro de idolatria a Baal
Baal-Zebube
= “senhor do inseto”
Baal-Tamar
= “senhor das palmeiras”
Baal-Hanã
= “Baal é misericordioso”
Baal-Hazor
= “senhor da vila”; uma cidade na fronteira entre Efraim e Benjamim,
aparentemente o local de uma fazenda de carneiros de Absalão e o local do
assassinato de Amnom.
Baal-Hermom
= “senhor da destruição”; uma cidade próxima ou sobre o monte Hermom, assim
nomeada por ser um centro de adoração a Baal.
Baale-Bamote
= “senhores dos lugares altos”
Baal-Meom
= “senhor da habitação”
Baal-Peor
= “senhor da lacuna”; a divindade adorada em Peor provavelmente com ritos
lascivos.
Baal-Perazim
= “senhor das quebras”
Baal-Zefom
= “senhor do norte”
Baal-Salisa
= “senhor três vezes grande”
A
Queda Advinda Do Pensamento Dúbio.
Não
confiar no Seu Deus.
צלע -
tsala -
provavelmente significa curvar; v. coxear, ser manco ou coxo; (Qal) Coxear
- ser manco, coxo
צלע -
tsela; n.
m. manquejante, cambaleante
Compreendendo
Elias Porque Elias foi usado Por Deus:
O
nome Elias, (o grande profeta do reino de Acabe) mostra como Deus estava
preparando a tempos um homem segundo o seu coração para lutar e contra a
idolatria entre Seu povo.
אליה -
’Eliyah ou אליהו - ’Eliyahuw no grego – Ηλιας - Helias;
n. pr. m. Elias = “meu Deus é Javé” ou “Yah(u) é Deus”;
Assim
foi Elias = “meu Deus é Jeová” um profeta nascido em Tisbe, herói inabalável da
teocracia nos reinados dos reis idólatras Acabe e Acazias. Ele foi arrebatado
ao céu sem morrer, por isso os judeus esperavam o seu retorno imediatamente
antes da vinda do Messias, para quem prepararia as mentes dos israelitas para
recebê-lo.
Para a maioria das pessoas
que lêem a Bíblia, a idéia de um único Deus de Israel, Yahweh, parece ser
clara. No entanto, descobertas arqueológicas das últimas décadas vem
demonstrando que nem sempre foi assim. Nem sempre Yahweh esteve solitário.
Antes da ascensão do monoteísmo em Israel, o Deus.
Yahweh fazia parte de um
contexto politeísta onde havia um panteão de Deuses e Deusas, sendo que
provavelmente foi adorado ao lado de sua consorte, Asherah. Dossiê Religião, N.4
– abril 2007/julho 2007, Organização: Karina K. Bellotti e Mairon Escorsi
Valério
O
povo de Israel foi ensinado e alertado por uma segunda vez, por Moisés, no
livro de Deuteronômio 6:4 “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único
Senhor.”
A
esposa de Baal, Asherah ser aceita como um deus é de difícil entendimento, pois
a narrativa bíblica nunca citou a questão de um deus hebreu feminino (descarto,
aqui qualquer informação contra a questão das mulheres), então Asherah ser
aceita como uma deusa, mostra que a contaminação do povo era desprovida de
qualquer entendimento daquilo que receberam na Aliança sinaítica.
Obs.: estamos diante de textos sagrados marcados pelo sistema
patriarcal, onde há o domínio do pai e quiriarcal, onde há o domínio do senhor
(Gossmann, 1997: 371-374). Sistemas que projetaram historicamente um Deus
masculino, legitimando práticas e funções masculinas.
O
povo de Israel já conhecera nos idos do cativeiro egípcio algumas deusas e animais
(boi Apis) em forma de deuses e já consagrara um boi, por Jeroboão e
Arão, anteriormente como um deus, agora eles assume a adoração a Asherah, sob a
orgulhosa Jezabel, que com sua força junto a Acabe impusera este culto a uma
deusa.
Assim, ter dois deuses nos leva a inquirir porque
o povo de Israel aceita deixar o Monoteísmo e passar a adorar a dois deuses,
sendo um deles uma figura feminina.
Como,
dissemos acima, Israel, embora Monoteísta, só passou e acreditar que apenas
Javé era o único Deus, mesmo no monoteísmo eles aceitavam que outros deuses
tinham poder. Em Is 45,5 “Eu sou Yahweh e fora de mim não
existe outro Deus”.
Em
Gênesis 1 seria a afirmação do poder criacional de Yahweh diante do domínio
babilônico ancorado na fidelidade à divindade Marduc. No entanto, o pós-exílio,
época do domínio Persa e do retorno das elites sacerdotais exiladas na
Babilônia, seria o momento de maior afirmação do monoteísmo absoluto em Yahweh.
É
interessante que a proclamação do Deus de Israel se deu por parte de um decreto
de um imperador medo, Dario:
“Da minha parte é feito
um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e
temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e que permanece
para sempre, e o seu reino não se pode destruir, e o seu domínio durará até
o fim.” “Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído
rei sobre o reino dos caldeus,” Daniel 6:26; Daniel 9:1
E
por Ciro, o persa:
“Ciro, rei da Pérsia: O
Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de
lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá.
Quem há entre vós, de todo
o seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém, que está em Judá, e
edifique a casa do Senhor Deus de Israel (ele é o Deus) que está em
Jerusalém.” Esdras 1:2,3
Citação:
“Há uma grande problemática
em torno do início do monoteísmo, são vários os apontamentos e as pesquisas.
Frank Crüsemann (2001: 780) aponta a época do profeta Elias (cf. 1Rs
18,19-40) como o momento histórico em que se começa a falar da exclusividade do
Deus de Israel, principalmente no embate com o Deus Baal e no processo de
sincretismo onde Yahweh incorpora as características de Baal. Os escritos
bíblicos do Primeiro Testamento teriam em si a tendência de mostrar, do início
ao fim, a realidade do monoteísmo, “ proibição de se adorar outras
divindades já é pressuposta em Gênesis e formulada claramente no Sinai (Ex 19,
20,2)” (Crüsemann, 2001: 781). Texto compilado e editado por este autor de ASHERAH:
A Deusa Proibida, ASHERAH: THE FORBIDDEN GODDESS, Ana Luisa Alves Cordeiro, Graduanda
do Bacharelado em Teologia pela Universidade Católica de Goiás. Assessora do
Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI).
Haroldo Reimer (2006: 115) aponta,
sobretudo o século V a.E.C como o momento histórico marcante, em que
Yahweh vai se constituindo como Deus único de Israel. Texto Compilado
39
- O
que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!
24
- Então,
invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que
o deus que responder por fogo esse será Deus. E todo o povo respondeu e disse:
É boa esta palavra.
“..., a fé monoteísta
javista é afirmada em um contexto nacionalista, na medida em que se pode
retrojetar a ideia de nação para aqueles tempos. A diversidade religiosa passa
a ser objeto de ações perseguidoras oficiais, buscando-se sempre a cumplicidade
dos homens de Israel que devem denunciar quem se desvia do credo oficial
afirmado desde Jerusalém” Monoteísmo e diversidade religiosa no antigo Israel. REIMER,
H. Bacharelado em Teologia pela Escola Superior de Teologia de São Leopoldo,
RS (1980 a 1984), 2006: 117. Pastora ordenada da Igreja Evangélica de Confissão
Luterana no Brasil (IECLB). Líder de grupo de pesquisa no CNPq; Pesquisador nos
temas: Hermenêutica, Teologia, História cultural, Religião e Direito.
É
neste quadro político religioso, que surge o ígneo profeta Elias. Através da
influência da rainha Jezabel, e dos esforços de seus sacerdotes, o baalismo
ameaçava extinguir a adoração a Deus em ambos os reinos. Era uma época que
exigia almas corajosas para que a causa do Senhor permanecesse viva, e Deus tinha
à sua disposição essa coragem através do profeta Elias.
Como
um tufão mandado por Deus.
Com
autoridade, para falar, determinar a natureza divinamente criada, tempo de
chover, tempo de seca.
É
neste contexto de dubiedade religiosa que aparecem, em lados opostos, Elias e
os profetas de Baal e Aserá, no contexto nacional de Israel.
Uma
nação cujo monoteísmo era fundamental para sua própria formação e continuidade,
agora ameaçada pela inclusão de um deus-poste e seu culto lascivo e o que colocava
Javé como um Deus que podia ser derrotado por deuses canaanitas.
“Porque sucedeu que, no
tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para
seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o Senhor seu
Deus, como o coração de Davi, seu pai, Porque Salomão seguiu a Astarote,
deusa dos sidônios, e Milcom, a abominação dos amonitas. Assim fez Salomão
o que parecia mal aos olhos do Senhor; e não perseverou em seguir ao Senhor,
como Davi, seu pai. Então edificou Salomão um alto a Quemós, a abominação
dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, a
abominação dos filhos de Amom.” 1 Reis 11:4-7
Precisamos
destacar a lembrança que foi Salomão quem iniciou, com seus acordos nupciais e
para aumento do próprio território e domínios esta iniciática de deuses e seus altares
em “lugares altos”, onde estes tinham suas “casinhas (altares)”
“Responde-me, Senhor,
responde-me, para que este povo conheça que tu és o Senhor Deus, e que tu
fizeste voltar o seu coração.” 1 Reis 18:37
“..., o culto da Deusa
Árvore Asherah realizava-se, principalmente, em torno de uma árvore natural
ou estilizada, ou seja, de um poste sagrado que podia estar ao lado de um altar
seu ou de uma outra divindade, inclusive YHWH.
Porém, seu culto foi
realizado, de preferência, debaixo de uma árvore natural, nos chamados 'lugares
altos', santuários ao ar vivo no topo das
colinas e montanhas. Na
maioria do tempo, uma imagem ou símbolo de Asherah estava também presente
dentro do próprio templo de Jerusalém” (Ottermann, 2005:.49).
Neste
pano de fundo um caldo de idolatria, surge Elias (o profeta ígneo) e desafia a
principal sacerdotisa cultual Jezabel, e toda a própria constituição de um novo
culto, e põe a prova o povo sobre a
ideia central da religião e adoração a um único Deus – Jeová, que levara o povo
a idolatria de tal forma, que mesmo clamando:
Só o SENHOR é Deus! Não deu imediata forma de
retorno a adoração a Jeová.
O
Erro Persiste:
Na
época do rei Joacaz (813-797 a.E.C) o culto a Asherah esteve presente “todavia,
não se apartaram do pecado ao qual a casa de Jeroboão havia arrastado Israel;
obstinaram-se nele e até mesmo o poste sagrado permaneceu de pé em Samaria” (2Rs
13,6).
A
ruína da Samaria é então explicada em 2Rs 17,16 porque “rejeitaram
os mandamentos de Yahweh seu Deus, fabricaram para si estátuas de metal fundido,
os dois bezerros de ouro, fizeram um poste sagrado, adoraram todo o exército do
céu e prestaram culto a Baal”.
Manassés
desfaz a reforma de seu pai Ezequias “reconstruiu os lugares altos que
Ezequias, seu pai, havia destruído, ergueu altares a Baal, fabricou um poste
sagrado, como havia feito Acabe, rei de Israel...” 2Rs 21,3.
Em
2Rs 23,6 o rei Josias tira Asherah de dentro do Templo de Jerusalém,
O
sucessor de Acabe continuou a servir a Baal, mesmo tendo seu pai por um curto
período se arrependido a marca do pecado e de Baal estava impregnada em Israel:
“E fez o que era mau aos olhos do Senhor;
porque andou no caminho de seu pai, como também no caminho de sua mãe, e
no caminho de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel.
E serviu a Baal, e adorou-o, e provocou a ira do
Senhor Deus de Israel, conforme a tudo quanto fizera seu pai.” 1 Reis
22:53,54
A
Disputa Em Campo Aberto Entre Elias E Os Profetas De Baal E Aserá:
Esta
disputa se deu por períodos prolongados no reino dividido, “os conflitos
religiosos começam a acontecer, sobretudo no Reino do Norte, no período que vai
dos séculos IX a VIII a. E.C, com o deus Baal, ocorrendo a
transferência dos atributos da fertilidade de Baal para Yahweh, o que Crüsemann
também aponta. Já no Reino do Sul, do final do século VIII até o final
do século VII a. E.C.”
“Agora, pois, manda
reunir-se a mim todo o Israel no monte Carmelo; como também os quatrocentos e
cinqüenta profetas de Baal, e os quatrocentos profetas de Aserá, que comem da
mesa de Jezabel.
Então Acabe convocou todos
os filhos de Israel; e reuniu os profetas no monte Carmelo.” 1 Reis 18:19,20
Carmelo
- O Local Da Disputa:
Onde
Deus se impõe sobre os ídolos.
O
local da disputa entre Elias e os profetas de Baal era perto da encosta sudeste
do Carmelo, junto ao seu ponto mais elevado que está a aproximadamente 600
metros acima do nível do mar. Esse lugar é geralmente identificado com el-Muhraka
ou “lugar queimado”, e ajusta-se muito bem aos detalhes fornecidos pela
Bíblia Sagrada. Próximo a ele há uma fonte que abastece o local com água. O rio
Quisom está logo abaixo, e o monte Tell el-Qassis ou “monte do sacerdote”
não é muito distante dali.
“E
Elias lhes disse: Lançai mão dos profetas de Baal, que nenhum deles escape. E
lançaram mão deles,... “1 Reis 18:40
Estranhamente, talvez por estratégia de Jezabel (não está escrito na Bíblia) os profetas que compareceram foram só os de Baal. Talvez por ser o significado maior do culto como o Deus fértil e Aserá sua deusa-poste, em nenhum tipo de feminismo, apenas uma constatação sobre o culto a estes deuses postes
O
monte Carmelo está situado a cerca de 64 quilômetros de Samaria.
Acabe,
após seu casamento tornara-se um adorador de Baal, construindo um templo para
seu culto em Samaria, que foi ocupado pelas centenas de sacerdotes de Jezabel
(18.19).
Acabe
construiu uma espécie de símbolo de Aserá, uma indicação de que o degradante
culto à fertilidade estava instalado em Samaria.
Ainda
que, de certo modo, ele aparentemente tentou permanecer fiel a Deus (21.27-29),
mas a adoração a Baal era a sua verdadeira religião.
Daí
a pergunta de Elias:
Até quando coxeareis entre
dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo
nada lhe respondeu. 1 Reis 18:21
A Bíblia, não afirma, se essa cidade (El-Muhraka) foi o lugar onde Elias e Acabe se encontraram (17-19), mas, presumivelmente, isso não foge à verdade. Diferentes sugestões foram apresentadas, para justificar a razão pela qual o monte Carmelo foi escolhido.
Situada
numa cadeia de montanhas, com várias cavernas e poucos habitantes, também pode
ter sido o local do esconderijo de Elias e seus seguidores ou discípulos (“os
filhos dos profetas”, veja 2 Reis 2).
Também
pode ter sido o local onde havia um ponto elevado e preferido para o culto a
Baal, com sua vista imponente do mar do lado oriental e do vale de Aco ao
norte.
O
Ribeiro de Quisom
local da morte dos profetas de Baal (1 Reis 18.40), também mencionado na
batalha de Débora e Baraque contra Sísera (Jz 4.13; 5.21), e que corre a cerca
de 300 metros abaixo de el-Muhraka, pode ser alcançado quando se desce
uma ravina cheia de pedras.
Eu
e minha esposa estivemos neste local (Carmelo) em Israel é quase um
centro geográfico (hoje um centro comercial vigoroso, na subida, já urbana),
no alto de um mirante próximo a estátua de Elias de onde se o vale e lá
no piso do mirante tem-se as distancias de todas cidades e direção das cidades na
Palestina.
A
possibilidade desse local deve ter sido o local da disputa deve ser considerada,
pois era o muito apropriado para o culto a Baal que, como o controlador da
tempestade e da chuva, terminava com a seca do verão e trazia as vivificantes
chuvas do inverno. Se essa última sugestão estiver correta, então Elias levou o
conflito ao núcleo da própria fortaleza dos seguidores de Baal.
Fogo
No Altar:
Interessante
notar que a disputa, iniciada no encontro de Elias com Acabe levou a uma
decisão: vamos levantar altares e diferente do que se faz, vamos clamar e quem
responder com fogo, ao seus profetas será o Deus a ser seguido.
Ao
iniciar o serviço a Deus, Elias convoca o povo a afirmar se estava com ele ou
com os profetas de Baal, ou Aserá.
Mas,
não encontrou resposta alguma, ao que ele afirmou:
“Então Elias se chegou
a todo o povo, e disse (perguntou): Até quando coxeareis entre dois
pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo
nada lhe respondeu.
Então disse Elias ao povo: Só eu fiquei por
profeta do Senhor,...” 1 Reis 18:21,22
Será
que estamos seguindo ainda ao Senhor ou estamos coxeando entre as riquezas
facilitadas pelos ganhos do altar, e da mesa farta?
יצת - yatsath; v. acender, queimar, colocar fogo - (Qal)
acender fogo; (Nifal) ser aceso; ser deixado desolado; colocar fogo, acender
26 - E tomaram o bezerro
que lhes dera e o prepararam; e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao
meio-dia, dizendo: Ah! Baal, responde-nos! Porém nem havia voz, nem quem
respondesse; e saltavam sobre o altar que se tinha feito.
27 E sucedeu que, passado o meio-dia, profetizaram eles, até
que a oferta de manjares se oferecesse; porém não houve voz, nem resposta, nem
atenção alguma.
28 - Então, Elias disse a
todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; e reparou o altar
do SENHOR, que estava quebrado.
38 - Então, caiu fogo do
SENHOR, e consumiu o holocausto, e a
lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.
Numa
oração rápida e concisa, mas confiante, Elias invocou ao Senhor e obteve uma
resposta imediata, sem antes colocar o altar em ordem, não adianta clamar, a
Deus se o altar não estiver ordenado.
"Então, caiu fogo
do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda
lambeu a água que estava no rego." 1 Reis 1 8 . 38
Na
hora em que o sacrifício vespertino, início da noite era habitualmente
oferecido, Elias orou ao Deus dos patriarcas de Israel, que também era o seu
Senhor.
“E sucedeu que, passado o
meio-dia, profetizaram eles, até a hora de se oferecer o sacrifício da
tarde; porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma.” 1 Reis
18:29
Elias
orou, e rogou, para que Deus pudesse responder e afastar o seu povo (37) de
Baal e Aserá, e trazê-lo de volta para Si.
E
o fogo sagrado consumiu a lenha, o sacrifício encharcado de água e o próprio altar(38).
O
povo, cheio de admiração e espanto, confessou: - quanto mais cedo na vida, e
manter esta confissão é ainda melhor: “Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus!”
(39).
Essa
confissão deixava bem claro que eles haviam decidido em favor de Deus e contra
Baal, mas Jezabel ainda tinha 400 profetas de Azerá.
No
sacrifício e na oração de Elias podemos ver:
1
- Uma fé que ousa submeter Deus a um teste, 1 Reis 18. 30-35;
2
- Um homem que está preocupado com a glória de Deus e a salvação
de seu povo,
36,37;
3 - A espécie
de resposta dada por Deus a essa fé e a esses homens, 38;
4
- A resposta do povo diante do poder de Deus assim manifestado, 39.
Também
os deuses desta terra (Mamom e outros) não podem nos socorrer em alguns
momentos de nossa vida, pois apenas representam coisas da criação, enquanto
nosso Deus é o Autor de toda Criação.
Sobre
Elias indico, a leitura de um dos meus estudos, mais buscados na minha página
no link (no qual há algumas pequenas incorreções gramaticais por falha de
edição, da época que escrevi):
http://estudandopalavra.blogspot.com/2013/01/elias-o-tisbita-licao-2-cpad-2013-em.html
Do
qual transcrevo parte:
“Elias foi chamado por
DEUS para ministrar ao reino do Norte no tempo em que Acabe era o rei de
Israel. Por isso, é importante montar o cenário da história dessa nação para
compreendermos o ministério de Elias e o seu profundo significado espiritual.
Profunda promiscuidade
espiritual [iniciada sob o reinado salomônico. Por questões geopolíticas]
havia se estabelecido entre o Povo Hebreu, envolvia a Nação Escolhida.
Jeroboão - I Rs 13.33: Jeroboão
promoveu abertamente a idolatria em Israel.
Reinou por 22 anos como um
homem enganador e assassino. O reino do norte teve um mau começo com Jeroboão.
Então, veio Nadabe, seu filho e sucessor, o qual reinou em seu lugar (I Rs
14.20; 15.25)
22 anos.
Nadabe – I Rs 15.26: Foi um
péssimo rei, tanto no aspecto moral como no espiritual.. Foi assassinado por
seu sucessor – I Rs 15.27-28
Baasa – I Rs 15.29-30: Baasa
foi um rei ímpio, assassino e governou Israel por 24 anos. E então? I Rs
16.7,8. A história de Israel nesse tempo foi marcada por derramamento de sangue
e assassinatos, conspirações e maldade, intriga, imoralidade, traição, engano,
ódio e idolatria. Tudo isso prevaleceu por seis escuras e ininterruptas décadas
em Israel.
24 anos.
Elá e Onri – I Rs 16.6-10:
Precisamos ver que tipo de rei foi Elá? Um rei cujo coração não havia o temor
de DEUS. Descrito como um rei idólatra que irritou a DEUS (I Reis 1.13). Zinri,
servo de Elá conspirou contra ele e o matou (I Rs 16.9.10).
Parece que estamos diante
de uma história monótona, mas não!
Aqui podemos ver DEUS
permitir todas essas situações para constituir o cenário para o ministério do
profeta Elias.”
1
Reis 19
8 - Levantou-se, pois, e
comeu, e bebeu, e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e
quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.
9
- E ali
entrou numa caverna e passou ali a noite; e eis que a palavra do SENHOR veio a
ele e lhe disse: Que fazes aqui, Elias?
1
3 - E
sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para
fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia:
Que fazes aqui, Elias?
14
- E
ele disse: Eu tenho sido em extremo zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos,
porque os filhos de Israel deixaram o teu concerto, derribaram os teus altares
e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e buscam a minha vida para
ma tirarem.
A
Humanidade Do Profeta Elias:
“E Acabe fez saber a
Jezabel tudo quanto Elias havia feito, e como totalmente matara todos os
profetas à espada.
Então Jezabel mandou um
mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim me façam os deuses, e outro tanto, se
de certo amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles.
O que vendo ele, se
levantou e, para escapar com vida, se foi, e chegando a Berseba, que é de Judá,
deixou ali o seu servo.” 1 Reis 19:1-3
Mesmo
após grande vitória o profeta que fez cair fogo dos céu pela sua oração, surge
num ambiente sombrio depressivo e de solidão.
Algumas
afirmações de Elias o levaram, ainda que sendo considerado um grande profeta, a
ser alvo de declarações sobre seu caráter.
Como
tivesse uma síndrome egocêntrica, do:
“Só
eu”;
Fiquei
sozinho;
Tudo
eu;
Estou
decepcionado –
após realizar o incrível e divino holocausto e ver cair fogo do céu, foi caçado
pela incrédula Jezabel, que vira seus ídolos serem desmascarados, embora, como
dissemos, acima, o culto aos deuses postes em Israel não foram totalmente extintos,
mesmo após Elias matar os 450 profetas destes deuses.
Não
parecia o profeta decidido e confiante que estivera zombando dos 450 profetas
de Baal.
Mas,
ainda restaram 400 profetas de Aserá, para Jezabel continuar o culto, lembrando
que o Aserá era a deusa companheira de Baal.
Assim,
Jezabel continuava com apoio destes promovedores do culto idólatra. E também,
ela poderia dizer que foi uma derrota, mas não a final de seus deuses, como era
possível no entendimento das guerras entre deuses, naquela região oriental.
“E sucedeu que ao
meio-dia Elias zombava deles e dizia: Clamai em altas vozes, porque ele é
um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer,
ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e despertará.
E eles clamavam em altas
vozes, e se retalhavam com facas e com lancetas, conforme ao seu costume, até
derramarem sangue sobre si.
E sucedeu que, passado o
meio-dia, profetizaram eles, até a hora de se oferecer o sacrifício da tarde;
porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma.
Então Elias disse a
todo o povo: Chegai-vos a mim,...” 1 Reis 18:27-30
Deus
gosta de um culto solene e organizado.
E
ouve uma oração confiante:
Sucedeu que, no momento de
ser oferecido o sacrifício da tarde, o profeta Elias se aproximou, e disse: Ó
Senhor Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus
em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme à tua palavra fiz todas estas
coisas.
Responde-me, Senhor,
responde-me, para que este povo conheça que tu és o Senhor Deus, e que tu
fizeste voltar o seu coração. 1 Reis 18:36,37
וַיְהִי בַּעֲלוֹת הַמִּנְחָה וַיִּגַּשׁ
אֵלִיָּהוּ הַנָּבִיא וַיֹּאמַר יְהוָה אֱלֹהֵי אַבְרָהָם יִצְחָק וְיִשְׂרָאֵל
הַיּוֹם יִוָּדַע כִּי־אַתָּה אֱלֹהִים בְּיִשְׂרָאֵל וַאֲנִי עַבְדֶּךָ
וּבְדִבְרֵיךָ עָשִׂיתִי אֵת כָּל־הַדְּבָרִים הָאֵלֶּה ׃
עֲנֵנִי יְהוָה עֲנֵנִי וְיֵדְעוּ הָעָם הַזֶּה
כִּי־אַתָּה יְהוָה הָאֱלֹהִים וְאַתָּה הֲסִבֹּתָ אֶת־לִבָּם אֲחֹרַנִּית ׃
1 Reis 18:36,37
Elias
conhecera a vitória, porque, organizou o altar que estava abandonado em Israel.
Consertemos
nossos altares para que o fogo de Deus continue descendo sobre nós.
Mas,
a índole humana pode nos trazer desgostos e abatimento por maio de perseguições.
Elias
tinha sido escondido por Deus, mas agora ele se esconde por sua vida pela própria
humanidade que lhe trouxera medo de morrer pelas mãos de Jezabel.
Mostrando
a humanidade de todo homem, mesmo o mais usado por Deus pode ter momentos de
medo.
Elias
é usado para aprendermos confrontar o medo, a razão e o Pode de Deus em nossas
vidas.
Razão
e medo são humanos, mas o Poder de Deus é divino em nossas vidas, para nos
livrar como os três amigos de Daniel ou o próprio Daniel.
9
- E ali
entrou numa caverna e passou ali a noite; e eis que a palavra do SENHOR veio a
ele e lhe disse: Que fazes aqui, Elias?
1O
- E
ele disse: Tenho sido muito zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os
filhos de Israel deixaram o teu concerto, derribaram os teus altares e mataram
os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e buscam a minha vida para ma
tirarem.
12 - e, depois do
terremoto, um fogo; porém também o SENHOR não estava no fogo; e, depois do
fogo, uma voz mansa e delicada.
1
3 - E
sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para
fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia:
Que fazes aqui, Elias?
Ora,
o Deus que providenciou formas inusitadas e impossíveis de livrar Elias por três
anos não poderia livrá-lo das mãos de Jezabel e o exilio interno de Elias não
fora determinado por Deus.
Quando
Elias foi escondido Deus determinara o lugar.
“Depois veio a ele a
palavra do Senhor, dizendo:
Retira-te daqui, e vai
para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do
Jordão.
E há de ser que beberás do
ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem.
Foi, pois, e fez conforme
a palavra do Senhor; porque foi, e habitou junto ao ribeiro de Querite, que
está diante do Jordão.
E os corvos lhe traziam
pão e carne pela manhã; como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro.” 1
Reis 17:2-6
Conclusão:
Com
Elias aprendemos, neste trecho rápido de sua atividade:
Um
homem de um lugar distante e sem nome pode ser usado por Deus para livrar o seu
povo e trazer a presença de Deus para ser restaurada;
Um
homem pode ser usado por Deus para executar prodígio e maravilhas no meio de
uma multidão
Um
homem, mesmo após bons resultados de sua pregação pode se tornar um homem medroso
Um
homem após seu ministério pode ser avisado que há a necessidade de levantar um
sucessor, ainda que ainda continue realizando a obra de Deus.
Uma
oração, pode ser curta desde que o orante esteja confiante que será atendido
por um Deus verdadeiro.
Citação:
Deixar
de ouvir Deus é o completo sepultamento de nosso ânimo, de nossa força de vida!
O Senhor falou para Elias: "Vai, volta ao teu caminho para o deserto de
Damasco e, em chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria" (1 Reis
19:15).
Por alguns momentos, Elias deixou-se levar
pelas situações difíceis, escondeu-se em uma caverna, porém, após ouvir a voz
de Deus, que o fez refletir sobre tudo aquilo, ordenando que ele saísse dali e
voltasse para a missão, obedeceu! 1 Reis 19:19 diz "partiu, pois,
Elias...".
Elias recuperou sua ousadia! Mais tarde,
conseguiu confrontar Acabe e também a mesma Jezabel que o ameaçou de morte,
dando uma pesada profecia sobre a morte dela (1 Reis 21:23).
Por isso, não deixe de ouvir, mas também
não deixe de obedecer a voz de Deus. Essa é a receita precisa para que seu
ânimo espiritual e de vida não seja destruído pelas circunstâncias! Portal News
- André Sanchez - presbítero.
A
vida de Elias é um exemplo do cuidado e da fidelidade de Deus quando o crente
fiel decide seguir o que a Palavra de Deus ensina e não o que a maioria acha
que está certo.
Um
profeta confiante em Seu Deus não tem medo de enfrentar um verdadeiro exército
de Acabe e Jezabel.
Elias
foi o agente movimentador e multiplicador, guardado por Deus vindo de uma
região da qual, se sabia, onde havia óleo de cura – Gileade.
Devemos
confrontar o povo, quando virmos “deuses” (liturgias, costumes etc.) estranhos
em nosso meio.
Um
homem como nós:
“Elias era homem sujeito
às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três anos e seis
meses, não choveu sobre a terra.
E orou outra vez, e o céu
deu chuva, e a terra produziu o seu fruto.” Tiago 5:17,18
Lembremo-nos
deste Elias.
Bibliografia
- Fonte:
Dicionário
Strong
Comentário
Bíblico Beacon – Os Livros de REIS, Harvey E. Finley
Apontamentos
do autor
Citações
no corpo do estudo
Lições
CPAD
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