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quarta-feira, fevereiro 24

O Princípio Bíblico da Generosidade. Lição 09 – CPAD- 1º Trim. 2010


O Princípio Bíblico da Generosidade.

Lição 09 – CPAD

Autor: Osvarela

LIÇÃO 09 - DIA 28/02/2010

TEXTO ÁUREO - II Cor 9:7. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

II Cor 8:1-5. TAMBÉM, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedônia; Como em muita prova de tribulação houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade. Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente. Pedindo-nos com muitos rogos que aceitássemos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos. E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus.

II Cor. 9:10-11. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça; Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus.

II Cor 9:6-7. E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.

Texto para Reflexão da Generosidade na Vida de Paulo:

Gl.2.1,2. DEPOIS, passados catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo Tito. E subi por uma revelação, e lhes expus o evangelho, que prego entre os gentios, e particularmente aos que estavam em estima; para que de maneira alguma não corresse ou não tivesse corrido em vão.

9,10. E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que me havia sido dada, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão; Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também procurei fazer com diligência.

Documento de Doutrina utilizado:

Pacto de Lausanne – Suíça;

Primeiro Congresso Internacional sobre Evangelização Mundial (Lausanne I)-1974, Lausanne, Suíça.

Convocada sob a liderança do Rev. Billy Graham reuniu 2.700 líderes evangélicos de 150 países.

O Pacto inclui quinze artigos, assuntos: a autoridade das Escrituras, a natureza do evangelismo, responsabilidade social cristã, a urgência da evangelização mundial, fé e cultura, e a natureza do conflito espiritual.

Pequeno Glossário do Texto:

Tsedacá ou Zedacá -caridade.

Chessed - Generosidade, Amor

Tzedek – justiça;ato de justiça ou de misericórdia.

Com alegria – hilaros [vide hilariante] – alegremente pronto. Dar algo a alguém com alegria no espírito.

Por necessidade – sob coação; contra a vontade de alguém.

Extorsão - Crime consistente em constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa.

Exórdio:

Paulo relata nestes dois capítulos sobre acontecimentos da sua 3ª Viagem Missionária.

As Igrejas da Macedônia – Filipos, Tessalônica e da Beréia, vivenciando a pobreza, com muito esforço pediram ao Apóstolo Paulo, para participarem da coleta a favor dos irmãos necessitados em Jerusalém, centro Ministerial da Igreja Primitiva.

Eles demonstraram:

Compromisso

Disposição

Liberalidade - haplotes

Largueza de coração

Beneficientes

Preferindo servir a Igreja

E para surpresa e alegria de Paulo doaram muito mais do que pela sua pobreza poderia se esperar

Generosidade é a virtude em que a pessoa tem quando acrescenta algo ao próximo.

Generosidade se aplica também quando a pessoa que dá algo a alguém tem o suficiente para dividir ou não.

Não se limita apenas em bens materiais.

Generosos são tanto as pessoas que se sentem bem em dividir um tesouro com mais pessoas porque isso as fará bem, tanto quanto aquela pessoa que dividirá um tempo agradável para outros sem a necessidade de receber algo em troca.

Ser generoso é ser grande no proceder.

Ser generoso é dividir o que é seu por direito, com quem não tem direito. Wikipédia.Texto compilado e adaptado.

A idéia de generosidade tão escassa nos dias de hoje. Justamente ao contrário do consumo exacerbado e supérfluo, o comportamento generoso se aplica quando a pessoa que da algo a alguém tem o suficiente para dividir ou não. Não se está falando especificamente de algo material, mas os generosos se caracterizam por dividirem o que tem com outras pessoas. Desta forma, sentem-se bem e ganham com isto. Pode-se dizer que a generosidade é o oposto da ganância. Faz parte da ética cristã.

I – Introdução:

O princípio ou o rudimento da doutrina da generosidade e cuidado com a Igreja é um princípio secular iniciado pela Igreja primitiva.

Paulo foi o doutrinador escritor destes termos, embora tenha sido apresentado a esta doutrina pelos Apóstolos de Jerusalém.

Paulo escreveu à Igreja em Corinto e disse a eles que realizassem aquilo que eles tinham prometido, ou seja, dar aos santos pobres em Jerusalém.

“Agora, porém, completai também o já começado, para que, assim como houve a prontidão de vontade, haja também o cumprimento”.

Paulo ensina que prometer não traz nenhum benefício à Obra de Deus, mas uma vez prometido, a generosidade deve ser aplicada, como convém.

II Coríntios 8:1-15: Portanto, assim como em tudo sois abundantes na fé, e na palavra, e na ciência, e em toda diligência, e em vossa caridade para conosco, assim também abundeis nessa graça. Não digo isso como quem manda, mas para provar, pela diligência [cuidado dos macedônios] dos outros, a sinceridade da vossa caridade; [...]

E nisso dou o meu parecer; pois isso vos convém a vós, que desde o ano passado começastes [se você não começou a exercer a generosidade, assustado, com os que enganam, te faço um apelo para iniciar com alegria, assim como Paulo, o fez, logo ao ser admoestado pelos Apóstolos de Jerusalém]; e não foi só praticar, mas também querer. Agora, porém, completai também o já começado [se você parou, por qualquer motivo, retome o caminho], para que, assim como houve a prontidão de vontade, haja também o cumprimento, segundo o que tendes. Porque, se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem e não segundo o que não tem. Mas não digo isso para que os outros tenham alívio, e vós, opressão; mas para igualdade; neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta dos outros, para que também a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade, como está escrito: O que muito colheu não teve de mais; e o que pouco, não teve de menos.”

Paulo ensina neste trecho de 2Co. 8 que na abundancia ou na extrema carência temos que ser generosos, pois não sabemos quando podemos passar pela mesma aflição.

Dar em abundância significa dar com bênçãos.

Quando você da como os macedônios deram em abundância, por causa da sua pobreza, você é na realidade um abençoador literal.

a-O exemplo dos Macedônios nos deixa uma Lição:

Eles deram, a primeira semente, portanto eles serão os primeiros a colher o que semearam.

Semente se multiplica em multidão de sementes.

Uma semente de milho produzirá um pé com muitas espigas e cada espiga terá muitas sementes!

“A vontade liberal é agradável a Deus tanto do pobre quanto do rico... verdade é que é bem certo que devemos a Deus não apenas uma parte, mas, afinal, tudo o que somos e tudo o que temos. Entretanto, segundo Sua benevolência, até esse ponto nos poupa, que Se contenta desta comunicação que o Apóstolo aqui ordena. O que, pois, ensina ele aqui, é um relaxamento, por assim dizer, daquilo a que somos obrigados no rigor do direito. Contudo nosso dever é estimular-nos a nós mesmos a darmos com freqüência. Não há temer que sejamos exageradamente descomedidos neste aspecto, pelo contrário, há é o perigo de sermos demasiado sovinas”.Calvino

II- Aprender é sempre uma necessidade;

Generosidade é realização.

A aplicação deste texto na vida de Paulo se torna uma base para que nós possamos entender, que ninguém pode se considerar totalmente pronto na sua vida ministerial ou cristã, sempre haverá algo a aprender, com outros santos do Senhor.

Algo que parece simples é lembrado a Paulo e ele com humildade, age sob esta ótica da caridade da Igreja primitiva.

Assume este fato de forma tão forte que passa a escrever a todas as igrejas sobre a obra da caridade, como um viés espiritual importante, que sem dúvida se torna um editor de normas administrativo-litúrgicas, para a Igreja de Cristo, através dos séculos.

Os da Macedônia deram prova de como realizar a Generosidade, não só dizendo, mas realizando:

II Co.8.4. pedindo-nos, com muito encarecimento, o privilégio de participarem deste serviço a favor dos santos;

III - Normas de administração da caridade e generosidade:

Os capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios são peças administrativas de grande valor para a Igreja.

Paulo disciplina, e exorta a Igreja com uma visão, que nasceu após o Pentecostes, no cenáculo em Jerusalém e que manteve o povo unido.

Atos 2.42 -47. E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E, todos os dias acrescentava, o Senhor à igreja, aqueles que se haviam de salvar.

Por que disciplinar tal ato?

Os apóstolos tinham a experiência dos dias iniciais da Igreja, quando a mulheres viúvas gregas, se sentiam desprezadas no chamado ministério cotidiano.

Assim, foi necessário disciplinar com a ação dos diáconos a distribuição caridosa do alimento e necessidades diárias no seio da Igreja, esta experiência Paulo não possuía.

Atos 6.1. ORA, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.

A generosidade pode ser impedida de agir, tal qual, em Jerusalém, por aqueles que têm a obrigação de repartir.

Assim, os doadores generosos de Jerusalém sofriam com a forma nada liberal, de destinar, o que generosamente haviam entregue aos pés dos apóstolos, muito embora, isto fosse um aprendizado para a Igreja primitiva.

Esta lição nos mostra que mesmo os mais desafortunados têm algo para dar.[vide item XIV deste texto.]

Mesmo os mais sofridos podem ser exemplo no seio da Igreja.

IV - A Ação da Generosidade:

A ação da generosidade se torna fundamento de fé: Tg. 1.22. Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada.

-A ação da generosidade é abençoadora para os que a realizam.

-A ação da generosidade é uma forma de culto diante de Deus.

-A ação da generosidade se torna uma sementeira inesgotável para os que dela fazem uso.

Creia querido, que isto só fará bem á sua vida.

-A ação da generosidade não é imposta:

-Nem em valor ou quantidade

-Nem em prazo ou tempo de dação

-Nem em requisito para salvação

Sou salvo por isto sou generoso, não sou generoso para ser salvo!

Pela generosidade de Deus fui salvo!

Caridade e generosidade andam de mãos dadas.

Chessed ressalta a generosidade daquele que dá.

Porém, aquele que recebe pode não ser necessariamente merecedor, nem o doador obrigado a dar, praticando o ato de bondade devido a sua generosidade.

Porque Cristo morreu por nós, quando nós ainda éramos pecadores.

V- A Visão das Igrejas signatárias do Pacto de Lausanne:

Em Lausanne as igrejas cristãs firmaram um documento, pelo qual a questão da caridade/generosidade social, tema de nossa lição é para ser desenvolvida, com caráter doutrinário.

A base do capítulo 5 deste documento diz:

Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político, são ambos, parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo.

1-Expressar a generosidade como amor e obediência a Cristo e ao próximo;

2- A mensagem da salvação infere na fala de Tiago – Tg.1.27. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. Não devemos viver de palavras confortadoras ou as promessas!

3- O salvo em Cristo, o nascido de novo é responsável em divulgar a mensagem social da falta de generosidade, que oprime ao pobre e necessitado, e injustiçado, dentro ou fora da Igreja.

5. A Responsabilidade Social Cristã

Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens.

Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão.

Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social, mutuamente exclusiva.

Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão.

Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo.

A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam.

Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar, mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto.

A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais.

VI- A Generosidade/Caridade É uma Responsabilidade como Princípio Bíblico Evangelizador e de Comunhão:

No entanto, o assunto refere-se aos domésticos da fé e se expande a todos os necessitados.

Tg.2.14-16.Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano,E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?

A fé sem obras é morta. Tg. 2.26.Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.

Paulo vive em meio aos coríntios e os vê em acepção de pessoas, até no momento da festa do Agapê.

No momento de comunhão e do partir do Pão em memória de Cristo.

Uns comem muito e outros passam fome!

VII- A Semeadura da Generosidade:

Este fundamento do mundo espiritual bíblico é usado em várias partes da Bíblia e é uma verdade irretorquível, quanto ao viver do homem, seja no sentido da generosidade, seja no sentido do viver sem generosidade, seja no sentido de ter uma vida livre de pecado ou em pecado, a colheita é certa.

Muito embora, a generosidade, no sentido etimológico, não busque fruto posterior ele virá por Justiça de Deus.

Paulo está neste trecho da Epístola ensinando e usando o exemplo dos macedônios, que generosidade independe de:

Ter ou não;

Estar em situação difícil – tribulação;

Capacidade – na Epístola, descrito como poder – disponibilidade em ter;

De ser rico ou pobre – a Igreja da Macedônia estava mais em situação de receber do que dar – “sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade”;

Sem posses – “Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu pode”;

Com alegria – “houve abundância do seu gozo”;

Há a necessidade de – voluntariado – “deram voluntariamente”.

Mas, não há obrigatoriedade: “não com tristeza, ou por necessidade”; a palavra tristeza neste texto toma o significado de “relutância”. A palavra necessidade toma o sentido de obrigação.

A relutância em ser generoso pode levar a morte, como Ananias e safira, os quais relutaram em entregar a Igreja, o que deveriam e pela relutância veio a condenação fatal, pela mentira arquitetada e urdida entre o casal..

Cada um deve decidir o que pode dar e fazê-lo com alegria.

A obrigatoriedade retira a alegria da ação generosa, mas a voluntariedade faz fluir a alegria, pois recebemos o AMOR de Deus em nossas vidas: “porque Deus ama ao que dá com alegria”.

a- Generosidade É se Dar-

Primeiro ao Senhor. “...mas, a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós”.

Atender a vontade de Deus.

A metáfora dos grãos lançados demonstra o exemplo do semeador.

II Cor 9:6-7. E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.

Se nós semeamos um campo com poucas sementes, obviamente colheremos a quantidade relativa ao número de sementes lançadas: pouco.

Deus não exige na generosidade o impossível ou o “seu tudo”, como apregoado por alguns.

Deus é cuidadoso e sabe das nossas limitações e capacidade, competência, de realizar o que devemos e podemos, dentro de limites aceitáveis, determinados pela voluntariedade, como na Macedônia.

Assim, quando se estabelece generosidade com valor estipulado, não vem de Deus.

Pv. 25.14.Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba falsamente de dádivas.

Bem.

Generosidade em busca de benefícios próprios deve ser condenada.

Tal como, como generosidade para abater em Imposto de Renda, Incentivo fiscal. II Pedro 2:14-19:- “...não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza”.

É uma forma avara de “generosidade”.

A generosidade da parte de Deus não é difícil de realizar, como demonstraram os macedônios.

A generosidade falsa é uma oferta sem valor e pode levar à morte.

Além disto, precisamos aprender que se nos propomos a ser generosos, não podemos nos esquecer de realizar. Vide abaixo – generosidade é realização.

Falsos benfeitores são como Ananias e Safira.

Esta talvez seja a melhor comparação bíblica, pois mostra que ela é uma dádiva sem compromisso com a generosidade é alguém se tornando pomposo fingindo ser um benfeitor.

c-“Cada um contribua segundo propôs no seu coração”;

Se o nosso coração sofreu a regeneração pela palavra de Deus, como a Igreja da Macedônia, é natural que este coração ouça a voz do Espírito Santo.

VII- Reciprocidade divina:

É lógico que Deus está atento a cada batida e expressão de nosso coração, assim ele conhece e reconhece o que age de maneira a ser abençoado, não pelo que deu, mas pelo que brotou no coração, na hora da generosidade.

A questão posta pelo texto, quando fala por necessidade, infere obrigação, é tudo que Deus não quer:

Que sejamos prisioneiros da obrigação, por causa de uma eventual forma d’Ele agir conosco, ou seja, numa troca constante para que possamos atender certos objetivos em nossas vidas, o que Paulo quer dizer ao citar o exemplo da Macedônia.

Muitos são instados a entender a semeadura como uma troca, outros querem usar a semeadura com objetivo de algo maior no futuro, mas na realidade espiritual Paulo quer que usemos o exemplo macedônio como paradigma em nossas vidas.

O uso da lei da semeadura trata-se de uma forma de Paulo incentivar a generosidade no seio da Igreja dos Coríntios e na Igreja de hoje.

Quem semeia pouco, colhe pouco. “Você tem semeado na obra de Deus?”

Paulo estimula aos coríntios a aprenderem o valor da generosidade, como forma de comunhão entre o povo de Deus e os exalta por isto, mas da um exemplo prático: Macedônia.

Há um espasmo de pensamento entre caridade e generosidade.

Paulo está querendo enfatizar a generosidade para com a Obra de Deus.

II Cor 9:7. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.

VIII - Princípios da Contribuição:

Artigo publicado na CPAD:

I. Princípios Gerais Acerca da Contribuição:

A coleta (16.1-4). Este é um parágrafo-chave no Novo Testamento sobre a contribuição:

1) A coleta é para o povo de Deus. A doação tinha como finalidade aliviar os crentes que estavam sofrendo fome ou alguma calamidade natural, em determinados locais do império;

2) A coleta era levantada no primeiro dia da semana (domingo) quando os cristãos se reuniam. Justino Mártir, no século segundo, relata que essa prática era habitual nas igrejas;

3) A contribuição derivava conforme a prosperidade. Os que tinham mais, contribuíam com mais, mas todos deveriam partilhar da graça e doar;

4) A exortação reflete antiga importância mencionada sobre a contribuição organizada e regular.

CPAD – 2º TRI. 2009

IX- A Generosidade e a Impunidade dos que Querem Abusar da Generosidade:

Promessa:

Pv.11.25. A alma generosa prosperará...

Quando Paulo escreveu aos Tessalônicos sobre a vinda de Jesus, como iminente, alguns irmãos daquela parte da Europa, interpretando de maneira avessa, a verdade, se recusaram a trabalhar e quiseram abusar da generosidade daqueles que ofertavam, mesmo com dificuldades, embora aguardando a Iminência.

Paulo os contradiz com dureza apostolar dizendo:

II Ts. 3.10. Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.

Estejamos atentos a estes que querem abusar da generosidade da Igreja. Não sejamos avaros, mas sejamos prudentes, temos que ter temperança.

a-Para incentivar a generosidade, Paulo lembra aos Coríntios um princípio que todo agricultor sabe:

Quem semeia pouco, colhe pouco. “Você tem semeado na obra de Deus?”

A igreja em Corinto precisava aprender que Deus nos recompensa com a mesma medida da nossa generosidade.

Gl 6.7-9,10. Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Então, enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé....).

Pv 11.17. O homem bondoso faz bem à sua, própria alma; mas o cruel faz mal a si mesmo. O ímpio recebe um salário ilusório; mas o que semeia justiça recebe galardão seguro. Um dá liberalmente, e se torna mais rico; outro retém mais do que é justo, e se empobrece. A alma generosa prosperará, e o que regar também será regado.

Todavia, Deus não se agrada que o ato de dar seja feito “com tristeza (relutância) ou por necessidade (obrigação)”. Cada um deve decidir o que pode dar e fazê-lo com alegria.

Assim, damos não por legalismo nem com relutância, mas só com a compulsão que vem do coração. Esta também pode ser uma generosidade motivada pelo Espírito Santo (Rm 12.8).

Não precisamos temer que a nossa generosidade nos venha causar dano, pois Deus conhece as nossas necessidades e continuará nos suprindo. Ele quer nos dar mais do que precisamos para que, como o próprio Deus: transbordemos em todos os tipos de boas obras, até ajudar outros crentes que não conhecemos, da mesma maneira que os coríntios e os macedônios principalmente, não conheciam pessoalmente os crentes de Jerusalém.

X- Generosidade dentro da cultura hebraica:

Tsedacá é normalmente interpretada como caridade.

Mas, a palavra exata para caridade em hebraico é Chessed.

Não se usa o termo Chessed e sim Tsedacá porque, os conceitos etimológicos são antagônicos.

Chessed ressalta a generosidade daquele que dá.

Porém, aquele que recebe pode não ser necessariamente merecedor, nem o doador obrigado a dar, praticando o ato de bondade devido a sua generosidade.

Guemilut chassadim” é definido por qualquer ato realizado com o objetivo de beneficiar o outro.

Um ato de bondade ocorre quando uma pessoa doa algo de si para outro. [seja dinheiro, trabalho, tempo ou afeição.]

Em hebraico, o termo “Guemilut chassadim” é sempre utilizado no plural, pois cada ato de bondade é recíproco, beneficiando o receptor e o doador também.

Assim todo que age com generosidade na casa de Deus é alvo da sementeira de Deus, que atinge as nossas vidas.

XI - A generosidade vem do coração e age pela mente:

O coração e a mente de um homem de chessed estão sempre atentos, percebendo as necessidades dos que estão a sua volta e agindo para atendê-las.

Segundo o Rabino Maimônides, o maior dos filósofos judeus e codificador da Lei Judaica, há uma diferença entre duas palavras referentes a generosidade e o ato em si de dar algo a alguém.

Tem origem na palavra tzedek (justiça) sendo uma tradução mais precisa justiça social.

É a obrigação que todo judeu tem de doar algo de si, quantificado em no mínimo 10% dos ganhos, ao necessitado judeu.

Na cultura judaica aprendemos que podemos ajudar aos crentes mais necessitados, até mesmo as crianças, que eles também podem ser abençoados com generosidade:

Podem faze-lo como os judeus - doando trabalho ou conhecimento, tanto os ricos quanto os miseráveis e as crianças.

Tzedaká - Tsedaca ou mesmo Zedacá.

Justiça, por definição, quer dizer dar a alguém algo que é seu por direito, na cultura na qual Paulo foi ensinado, aos pés de Gamaliel, a generosidade/caridade é considerada uma forma de justiça e não bondade gratuita.

Ou seja, dar ao que necessita é um ato de justiça ou obrigação de todos que são daquela cultura, a própria escritura ensina ser benevolente, até com o estrangeiro “porque foste estrangeiro”.

Chessed, por sua vez, é uma atitude em relação àqueles que não necessariamente precisam de gestos de bondade;ou na proporção na qual são receptores.

Embora haja discordância sobre a realização do ato da generosidade em relação a questão espiritual.

Somos generosos para que Cristo transpareça em nossas vidas e demonstremos que somos transformados e não o fazemos como algo que muitos entendem:

Realizar generosidade como prática com objetivo de salvação, nossa Salvação não vem das Obras para que ninguém se glorie, mas realizamos as Obras para mostrar a glória de Deus em nós.

XII- A Generosidade e Alegria no Dízimo:

Uma das formas para manutenção da casa do Senhor é o dizimar.

Dízimo significa a décima parte.

Assim, todo crente deve em atendimento a Palavra de deus, devolver com promessa a décima parte do que ganha.

“Contribuir com o dízimo é cumprir o preceito bíblico de viver o amor, a generosidade com os irmãos.”

XIII- Dizimar Para Crescer.

O Texto Clássico:

Ml 3.8-10. Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós,a nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.

Este é o texto clássico usado para ensinar aos membros da igreja a prática do dízimo, isto é, a entrega à igreja de 10% do salário bruto mensal.

a-Contribuição – Dízimo - Um pouco de História:

Uma das discussões sobre o dízimo é que ele é um uso da lei, no entanto em Gênesis 14.20 – E de tudo lhe deu Abrão o dízimo, vemos que antes da lei ele continuou.

Jesus da o seu aval sobre o dízimo em forma de resposta aos fariseus:

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei:a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas cousas, sem omitir aquelas!

Note-se: obedecer os preceitos mais importantes da lei, sem omitir o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, é o que Jesus afirma.

Embora este seja um ponto usado com inferência diferente, por aqueles que querem excluir o dízimo da discussão neotestamentária.

É concordância generalizada entre os evangélicos que o dízimo não é dado, mas sim “devolvido” a Deus.

Nos séculos 5 e 6, encontramos a prática do dízimo bem estabelecida nas áreas antigas da cristandade do ocidente.

Já no século 12, os monges que antes tinham sido proibidos de receber dízimos, sendo obrigados a pagá-los, obtiveram certa medida de liberdade ao obterem permissão para receber dízimos e, ao mesmo tempo, tendo isenção do pagamento deles.

Controvérsias sobre dízimos sempre surgiram quando pessoas procuravam evitar o pagamento, ao passo que outras tentavam apropriar para si as rendas dos dízimos.

Os dízimos medievais eram divididos em prediais, cobrados sobre os frutos da terra; pessoais, cobrados dos salários da mão-de-obra; e mistos, cobrados da produção dos animais.

Esses dízimos eram subdivididos, ainda, em:

Grandes, derivados de trigo, feno e lenha, pagáveis ao reitor ou sacerdote responsável pela paróquia;

Pequenos, dentre todos os demais dízimos prediais, mais os dízimos mistos e pessoais, pagáveis ao vigário.

Na Inglaterra, especialmente por volta dos séculos 16 e 17, a questão dos dízimos foi uma fonte de conflito intenso, visto que a Igreja Estatal dependia dos dízimos para sua sobrevivência.

Implicações sociais, políticas e econômicas eram consideráveis nas tentativas do Arcebispo Laud de aumentar o pagamento dos dízimos, antes de 1640.

Os puritanos ingleses e outros queriam a abolição dos dízimos, substituindo-os por contribuições voluntárias para sustentar os clérigos. Mas a questão dos dízimos sempre despertou paixão.

Depois da 2.ª Guerra, o dízimo obrigatório sobreviveu na Inglaterra até o século 20.[Extraído da “Enciclopédia Histórico-Teológica da Bíblia”. Ed. Vida Nova. Verbete “dízimo”.]

Dizimar, para quem tem salário e vida com um nível melhor é fácil, mas a Igreja da Macedônia nos ensina a generosidade na falta.

XVI- Os Pobres ou necessitados e a Contribuição:

Seguindo o exemplo de Jesus Cristo.

II Co.8.7-9. Ora, assim como abundais em tudo: em fé, em palavra, em ciência, em todo o zelo, no vosso amor para conosco, vede que também nesta graça abundeis. Não digo isto como quem manda, mas para provar, mediante o zelo de outros, a sinceridade de vosso amor; pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos.

E Quando estamos ministrando em comunidades com alto nível de pobreza, devemos incentivá-los a dizimar?

Por quê?

Porque eles precisam ser abençoados pela promessa para aquele que dizima.

Em nosso ministério pastoral já foi possível ver o quanto Deus é fiel nesta promessa.

Como experiências, tenho o Ministério pastoral e missionário de papai – Pr. José Bezerra Varella, o qual foi por longos anos pastor na IEAD Bonsucesso [sendo o 1º empossado por Pr. Alcebíades P. Vasconcelosin memorian], onde hoje está o meu amigo “in pectore” Pr. Jaime Soares.

Além das experiências urbanas em vilas habitacionais consideradas pobres, como eram as comunidades evangélicas daqueles tempos, assisti com meus próprios olhos o nascimento e florescer de vilas distantes, no Estado do Espírito Santo, em Minas Gerais, na Bahia, como o dizimar fez bem aquela gente, que quando o Evangelho chegou até elas, sofriam da miséria profunda e aos poucos com o Evangelho atuando em suas vidas, começaram a ser dizimistas, primeiro com animais pequenos, depois com sacas de café e por fim com moeda nacional.

Vi ano a ano, Vilas inteiras serem transformadas em Municípios pela ação do Evangelho, através do crescimento dos crentes, que de criador de um boi, passaram a ser sitiantes prósperos, e pela chegada de outras pessoas que antes desprezavam aquelas localidades, se aproximavam delas ao ver o crescimento local.

Contribuindo a partir de sua pobreza, oferecendo com generosidade o pouco que pode dar.

A oferta destes, é como as ofertas dos macedônios, contribuem com renúncia e é fruto de um amor legítimo pela Obra de Deus.

Mc 12,41-44. E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos deitavam muito.Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo.E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro;Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento.

XV- A Administração do que é dado:

a-A Realização Administrativa das Ofertas da Generosidade:

Os discípulos em Jerusalém, no capítulo 6 de Atos, demonstram muito bem a necessidade de termos administradores para a causa da generosidade.

É necessário que estejamos prontos no momento certo para dar aquilo que a Igreja necessita – Igreja como corpo.

Devemos delegar um grupo para tal tarefa:

b-Preparar o povo:

O Apóstolo Paulo mandou uma comissão para preparar a Macedônia.

Ele cita uma comissão por duas vezes:2Co.8.16-24. Mas, graças a Deus, que pôs no coração de Tito a mesma solicitude por vós;...sobremodo zeloso, foi por sua própria vontade que partiu para vós...com ele enviamos o irmão...evitando que alguém nos censure com referência a esta abundância, que por nós é ministrada;zelamos o que é honesto...mas também diante dos homens...Com eles enviamos também outro nosso irmão... já experimentamos ser zeloso...Tito, ele é meu companheiro e cooperador para convosco...são mensageiros das igrejas, glória de Cristo...mostrai para com eles,...a prova do vosso amor...

Predicados dos que administram a generosidade da Igreja:

Zeloso;

Honesto;

Experimentado [provado];

Ter esta obra no coração;

Ser mais de um, para não ser censurado;

Ser solícito como Tito.

2Co.9. 3,5. Mas enviei estes irmãos, a fim de que neste particular não se torne vão o nosso louvor a vosso respeito; para que, como eu dizia, estejais preparados. Portanto, julguei necessário exortar estes irmãos que fossem adiante ter convosco, e preparassem de antemão a vossa beneficência, já há tempos prometida, para que a mesma esteja pronta como beneficência e não como por extorsão.

Paulo declara que não haja extorsão no meio do Povo de Deus.

Coisa horrorosa vem acontecendo neste campo, em muitas ditas igrejas, tiram o pelo da ovelha, antes do período da tosquia, a ovelha sofre com o frio pois o tempo da tosquia é o esperado pelo seu corpo.

A Administração se reproduz em benção para a generosidade da Igreja:

2Co.9. 12,13. Porque a Administração deste serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também transborda em muitas ações de graças a Deus; visto como, na prova desta Administração, eles glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade da vossa contribuição para eles, e para todos;

Conclusão:

A generosidade sob a ótica da Bíblia é um sentimento com qualidades de dom, adquirido através da fé em Cristo, o qual nos visita pela presença do Espírito Santo.

Alimenta nossa alma em graça – charis – de tal forma que o crente se torna um legítimo cristão, sob a ação do Amor derramado em nossos corações.

Sejamos Generosos, para que o Amor de Deus seja cada vez mais abundante em nós. “Porque Deus ama ao que dá com alegria”.

E assim cumpriremos a Lei de Cristo.

E atingiremos o fundamento do extrato da Lei:

“Amar a Deus sobre todas e ao Próximo como a ti mesmo”.

O princípio bíblico da Generosidade é a expressão do Amor na vida do cristão.

É a expressão da Regeneração da alma, que deixa de ser o homem natural egocêntrico e se transforma no homem espiritual compromissado com os que necessitam de sua ajuda.

Fonte:

Retaliação - Vicent Cheung.

Provérbios 25.14. “Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba falsamente de dádivas.” Publicado em 2 de abril de 2009-por Jonathan Crosby - Tradução: Peter Daniel Rees.

O Dízimo - Túlio Cesar Costa Leite – presbítero da Igreja Reformada Presbiteriana em Maricá – RJ - Brasil.

Bíblia Plenitude.

Bíblia Digital – cortesia Tio Sam.

O renascimento da generosidade - Patrícia Spindler.

CPAD - I. Princípios Gerais Acerca da Contribuição:

JusBrasil

Apontamentos do autor

Misericórdia do Espírito Santo

quinta-feira, janeiro 14

A GLÓRIA DO MINISTÉRIO CRISTÃO.LIÇÃO 03 – 01/2010 -CPAD

A GLÓRIA DO MINISTÉRIO CRISTÃO.

LIÇÃO 03 – CPAD

1.º TRIMESTRE - 01/2010.

TEXTO ÁUREOII Cor 2:14. “E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

II Cor 1:12-14, 21-22; 2:4, 14-17.

12 Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e de modo particular convosco.

II Cor. 2.4. Porque em muita tribulação e angústia do coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho.

Glossário:

Glória - celebridade, fama, brilho, prestígio, felicidade, resplendor.

Gloriar – honrar, glorificar.

Gloriar-se – ufanar-se, jactar-se, gabar-se, vangloriar-se, envaidecer-se, comprazer-se; alegrar-se, orgulhar-se, rejubilar-se.

Glorificação – exaltação.

Glorificar – honrar, gloriar, dignificar, engrandecer, enobrecer.

Glorioso – vitorioso; triunfante. Honroso, dignificante, heróico; notável: um feito glorioso. Ufanoso, orgulhoso; Glorioso do seu feito.

Penhor – garantia. Penhor é direito real de garantia.

No conceito jurídico: Penhor vem do latim “pignus”, por isso se diz credor “pignoratício” o credor que tem uma coisa empenhada como garantia.

Entristecimento significa: sm (entristecer+mento) Ação ou efeito de entristecer.

Reflexão devocional:


I Cor. 10:31. "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus".

Uma palavra sobre:

Glória.

Glória é uma palavra que é utilizada com vários sentidos.

Assim:

Glória no AT representa poder, possessão de bens, como algo de valor ou de peso em posses.

Riqueza, influência, posição e poder são também indicados por esta palavra.

Gênesis 45:13. “Anunciai a meu pai toda a minha glória no Egito e tudo o que tendes visto; apressai-vos e fazei descer meu pai para aqui”.

A palavra "gloria", seja no Antigo ou no Novo Testamento, refere-se à excelência da pessoa de Deus, Seus atos grandiosos e Sua misericórdia infinita.

A palavra também é utilizada para reconhecer a grandeza de Deus e o louvor, honra e ações de graça que devem brotar do reconhecimento de Seus grandes atos e dos muitos aspectos da Sua bondade misericordiosa para com Seu povo.

A visível Glória de Deus em Jesus Cristo é uma das possibilidades humanas de ver e entender o que é a Glória de Deus.

João 1:14. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

1 Crônicas 16:10,24,27 e 35. Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o SENHOR.Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas.Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário.

E dizei:Salva-nos, ó Deus da nossa salvação, ajunta-nos e livra-nos das nações, para que rendamos graças ao teu santo nome e nos gloriemos no teu louvor.

Assim como a manifestação da glória de Deus no rosto de Moisés, e no corpo de Jesus diante de seus discípulos, no Monte da Transfiguração.

Mas, a Glória de Deus pode ser vista a olhos nus na própria criação divina terrestre e universal, a ‘Eretz, assim como o cosmos são manifestações desta glória.

Sal 19:1 - OS céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

Podemos nos referir a Glória que acompanha o povo de Deus, representada nas páginas Vetero Testamentária, como Nuvem ou Glória. 1 Samuel 4:21. Foi-se a glória de Israel. Isto ela disse, porque a arca de Deus fora tomada e por causa de seu sogro e de seu marido.

Temos também Glória, como palavra expressa em adoração ao Criador, por anjos, arcanjos, anciãos, querubins, serafins e seres humanos, em louvor a Deus.

Glória de Deus como a presença de Deus entre seus anjos, arcanjos, querubins e serafins e anciãos.

Ez. 11:22 - Então os querubins elevaram as suas asas, e as rodas os acompanhavam; e a glória do Deus de Israel estava em cima sobre eles.

Glória, como o Local Divino Celestial, onde está o séqüito de Deus.

Glória de Deus como o local do Trono, onde está Deus e seu Filho Jesus Cristo e o local onde a Igreja há de Morar, com Ele.

Glória, como expressão audível e visível da Criação, como relâmpagos, raios, vulcões e outros exércitos da natureza, criados por Deus.

J. B. Payne - Enciclopédia Histórico - Teológica da Igreja Cristã - Editor Walter A. Elwell - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova:

"SHEKINAH - A manifestação visível da glória de Deus. Embora as Escrituras neguem a existência de qualquer localidade permanente para Deus, descrevem, simultaneamente com a Sua transcendência, a Sua "glória", ou presença apreensível.

A glória pode ser expressa no "rosto" de Deus, no Seu "nome" (Ex 33.18-20), no "Anjo" - os aparecimentos pré-encarnados de Cristo - ou na "nuvem" (Ex 14.19).

A “Shekinah diz respeito à nuvem que cercava a glória (Ex 40.34), parecia uma nuvem pesada através da qual chispam os relâmpagos (Êx 19.9,16).

Embora esta referência, temos restrição ao uso da palavra “Shekinah”, como apenas Glória, mas como a referencia está ligada a local ou localidade, a incluímos no presente texto.

Assim é necessário expandir o significado:

Deus "habitava" (sakan, 25.8) no meio de Israel no tabernáculo (miskan, "lugar de habitação", v.9; cf. 1 Rs 8.13), que tipificava a Sua morada no céu (1 Rs 8.30; Hb 9.24). A nuvem encheu o tabernáculo (Êx 40.34-35; cf. Rm 9.4); e o uso pós-bíblico, portanto, designou essa manifestação permanente e visível como "shekinah", "habitação" [da presença de Deus]".

Glória de Deus como seu estado natural de Existência Eterna.

Glória como atributo divino e inerente a Pessoa do Deus Triúno, pré-existente as eras eternais, imanente e possível de ser compartilhada, como atributo divino comunicável, na medida da capacidade do corpo humano, dos crentes por Deus, através do próprio Cristo.

Glória como exaltação possível dos crentes em Cristo, sem caracterização de poder, mas como uma forma de exaltação consciente, daquilo que realizamos, reconhecendo o que nos é dada por Deus.

Glória como forma de expressar uma posição humana em relação a algo realizado, com uma etimologia, parente, a satisfação ou honra pelo que fizemos, ou do que algo que realizamos se torna nossa glória ou motivo de nos gloriarmos naquele feito, porém sem a conotação de imodéstia ou vaidade, mas como contentamento ou felicidade do realizado.

Glória como dação da parte de Deus aos homens, que aceitam a Jesus e passam a ter direito desta glória em suas vidas.

É a ação da Glória presencial e ativa na vida dos crentes e que realizam operação divina no Ministério Cristão, pela “charis” divina.

Assim Pedro fala desta glória no ministério dos crentes - 1 Pedro 4:10 – 11. Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém.

Nesta Lição estamos aprendendo sobre A Glória do Ministério Cristão, o que seria esta Glória?

Cremos que o Apóstolo Paulo, está dizendo em suas palavras que o seu prazer, honra e manifestação do peso de seu ministério entre os Corintíos, não lhe traz maior exaltação a não ser a alegria do testemunho de sua própria consciência, lhe comunicando que há uma ação além de qualquer sabedoria carnal, da qual ele era portador, mas, a ação da Graça – charis – divina, atuando, lhe proporcionava razão de satisfação, pela virtude desta operação em seu ministério e Apostolado, como confirmação do que Deus lhe havia dito:

2Co 12:9 - E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.

Da mesma forma o Apóstolo vê em sua ação junto a comunidade de Corinto uma forma de satisfação, que ele chama de glória ou algo precioso para ele, independente das agruras do seu apostolado, junto a alguns daquela cidade lhe haviam trazido, a situação daquelas almas salvas, remidas e vivendo o Evangelho que ele, Paulo pregara lhe traziam uma imensa satisfação.

O que podemos entender pela sua declaração nos versos 14. Como também já em parte reconhecestes em nós, que somos a vossa glória, como também vós sereis a nossa, no dia do Senhor Jesus. 21 Mas os que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus...

Ele seria diante de Deus aprovado no dia da apresentação, como deveras, apresentará e será glorificado por Deus, daquele grupo de salvos, junto a Jesus Cristo e ao Pai de nosso Senhor, assim, como eles seriam motivo de alegria e satisfação diante de Deus do próprio Apóstolo, que assim poderá apresentar os frutos do seu trabalho: os Corintíos salvos.

Mas, também podemos entender que será glorioso e alegre, e satisfação para o Apóstolo e para os Corintíos, ver no dia do Senhor que foi bom ter passado todas as aflições, pois ali, todos verão que valeu a pena, Paulo pregar e sofrer junto daquela Igreja e a Igreja ver que valeu a pena, Deus ter usado Paulo para lhes proclamar o Evangelho.

Nestes versículos a palavra glória tem as duas conotações essenciais a vida do Apóstolo:


Primeiro, como satisfação, do trabalho realizado. Comprazer-se; alegrar-se

Segundo, pela própria obtenção de galardão pelo trabalho junto aos corintíos, como fruto desta atividade evangelizadora, bem como, pelo entendimento daquela Igreja, de que Paulo foi algo de que eles podiam se gloriar ou louvar a deus pela sua vida e introdução entre eles, da palavra do Evangelho e seu apascentar. Felicidade ou honra.


A partir desta constatação de que há uma mútua satisfação Paulo dá ao seu discurso uma posição de que isto não seria possível se não houvesse uma ação superior mística e divina.


A sensação que ele demonstra em palavras é que sem a presença e unção de cristo, agindo sobrenaturalmente em sua vida e na mente dos corintíos não seria possível, mesmo com todo o conhecimento da sabedoria humana, pois quem age para condicionar os crentes ao pleno conhecimento e a mantença desta posição da salvação em meio a tantas tribulações e pesarosas guerras internas é a ação de Deus em duas frentes, que cooperam para o bem comum da Igreja:

Primeiro:

A unção recebida por Paulo o faz gloriar-se em seu ministério, pois que confirma esta ação no meio da Igreja dos Corintíos é o próprio Deus.

21 Mas os que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus...

Segunda:

A marca estampada em sua vida e na Igreja pelo valor e garantia dados pelo Espírito Santo nos corações do Apóstolo e dos crentes.

22 O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.

“A GLÓRIA DO MINISTÉRIO CRISTÃO”.


II Cor 2:14. “E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento.

O texto áureo é um versículo exponencial nesta lição CPAD.

Contém a verdade sobre a necessidade do Apóstolo em continuar trabalhando sem cessar, pois há um propósito especial que o move:

Conseguir estender o Reino de Deus, e Seu Filho Jesus Cristo a todos quanto o ouvirem.

A ação deste Ministério, o qual atinge a todos, que ouvem a voz de Paulo, é comparada ao espalhar o bom cheiro de Cristo.

1- pela misericórdia e Graçaentendendo e agradecendo a Deus.

2- O triunfo que Paulo e a Igreja alcançaram revela o profundo mistério da Glória vívida que atinge o Ministério Cristão, fazendo-o triunfar em meio a todas as dificuldades e perseguições – Cristo Vencedor da Morte e do Inferno.

3- Deus usa “...Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus [...] igreja de Deus que está na cidade de Corinto e também a todo o povo de Deus espalhado por toda a província da Acaia,” para que possa manifestar o verdadeiro Conhecimento, que traz a cada alcançado, como aos corintíos, uma fragrância especial, que é a demonstração da Glória do Ministério salvífico do próprio Cristo Salvador.

Este entendimento é fundamental para que possamos continuar servindo a Igreja do senhor, á despeito de quaisquer tribulações ou forças contrárias, dificuldades.

A glória em nosso ministério é demonstrada pela ação do próprio Cristo, Senhor da Igreja!

12 Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus...

Na realidade da expressão está o místico viver em Cristo, que é o mistério da atuação da Glória em toda a nossa maneira de viver e assim por extensão ao agir da Glória de Deus em nossas vidas.

Considerando-se que toda a teologia paulina baseia-se na fé em Deus e Pai de Nosso senhor Jesus Cristo, ou seja, em Cristo Filho de Deus Pai.

Ele está demonstrando uma Revelação do mistério que há no Cristo de Deus identificável nesta sabedoria divina, que age por graça e pela glória deste Cristo.

Quando Paulo cita a questão da sabedoria ele está revendo seu conceito de toda a sua vida anterior e descoberto para si, pela Revelação de Jesus Cristo e transmitido em Sua Epístola.


A sabedoria carnal é apontada pelo Apóstolo Paulo, como falha, fruto da deturpação ou degradação de todo homem, sem Cristo.

II Co.4.4. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.

A citação de Paulo sobre o homem natural terrestre, o homem espiritual, desenvolve um pensamento teológico, pelo qual a sabedoria humana, foi marcada pela consciência da existência de Deus e por inferência, como um despertar do conhecimento, que encaminhava o homem para Deus, no possível ao homem, para a verdadeira Sabedoria – sophia – de Deus, o que seria naturalmente o encaminhamento, ao viver, de todo homem adamicamente perfeito. Rm.1.18.

Paulo desenvolve, um pensamento sobre este momento de separação entre o homem perfeitamente criado e o homem atingido em todos os seus sentidos pelas garras do pecado, tal qual um veneno que dissipou a sua conexão com o pensamento divino, e a partir, deste momento a sabedoria humana não tem, mas condições de por si mesma.

A Sabedoria de Deus se manifesta qual fragrância que pode atingir a todos os homens, produzindo conhecimento e operando a manifestação da graça de Deus, que age a favor do Ministério de Paulo e de todos que servem a Deus e é a responsável pela ação mística e misteriosa do convencimento, do reconhecimento do estado do homem, da produção da semente, que morre em fruto de vida, da condução da Igreja individual e Universal, na produção da resistência desta Igreja no meio das trevas do Mundo [o mundo jaz no maligno e em trevas].

Todo este sentimento é explicitado por Paulo como a ação da Glória de Cristo.

Pois, o seu pensamento inicial e teológico é conhecer a Cristo de forma espiritual e não mais natural:

II Co.5.16. Por isso daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne; e, ainda que tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos desse modo.

Fp. 3.8. sim, na verdade, tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo,

A pregação cristã manifesta a sabedoria de Deus, na qual o plano divino se revela ao mundo. A sabedoria humana é loucura, mas a Obra de Deus é sabedoria de Deus e força [Glória] de Deus...” L.Cerfaux em Cristo na Teologia Paulina.

Assim Paulo está falando do Príncipe e Senhor de toda a Glória, na expansão espiritual e total deste termo:

I Co. 2.4-10. A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de Poder; para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.

Na verdade, entre os perfeitos falamos sabedoria, não porém a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que estão sendo reduzidos a nada;mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, que esteve oculta, a qual Deus preordenou antes dos séculos para nossa glória;a qual nenhum dos príncipes deste mundo compreendeu; porque se a tivessem compreendido, não teriam crucificado o Senhor da glória.

Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.Porque Deus no-las revelou pelo seu Espírito; pois o Espírito esquadrinha todas as coisas, mesmos as profundezas de Deus.

O Apostolado Sofredor:

A Ação da Glória no Ministério de Paulo.

O Sofrimento transformado em Alegria.

Paulo declara no texto de II Corintíos a sua profunda consciência de ter alcançado alguma vantagem espiritual em peso de glória, ao passar toda a fase de maior turbulência na Igreja de Corinto, com as acusações e sofrimentos psicológicos da distância e o sofrimento espiritual de apreensão e tribulação que agora fora consolado, pelo desmascaramento dos grupos e a falta de apoio daqueles que eram nominados como sendo líderes de partidos internos.

Ex.:Apolo não aceitou, por inferência, ser confrontado ou ir a Corinto para dar explicações àqueles que citaram o seu nome como um partido interno: I Co.16.12.Quanto ao irmão Apolo, roguei-lhe muito que fosse com os irmãos ter convosco; mas de modo algum quis ir agora; irá, porém, quando se lhe ofereça boa ocasião.

II Co.2.5-9. Ora, se alguém tem causado tristeza, não me tem contristado a mim, mas em parte (para não ser por demais severo) a todos vós. Basta a esse tal esta repreensão feita pela maioria.De maneira que, pelo contrário, deveis antes perdoar-lhe e consolá-lo, para que ele não seja devorado por excessiva tristeza.Pelo que vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor. É pois para isso também que escrevi, para, por esta prova, saber se sois obedientes em tudo.

Paulo também já conseguira resolver a situação do que pecara e foi citado na I Epístola, ao qual Paulo pedira que fosse tirado do meio da Igreja. Agora Paulo apela para a obediência, sabendo que a maioria agiria conforme sua explanação, sobre o assunto.Ele não queria entristecer ninguém, mas consolar, para que ‘não fosse devorado” pela amargura da tristeza interior.

Às vezes uma repreensão é mais frutífera.

Fica um alerta, muitos de nós esquecemos, que mesmo com medidas de caráter espiritual podemos criar na mente de muitos a evasão, o amortecimento e até a raiz de amargura, Paulo nos ensina a sermos consoladores e perdoadores, dentro dos limites do que a Bíblia nos ensina.

Há situações que envolvem de tal modo a Igreja, que nós quando lidarmos com ela, veja que devemos mitigar punições, em nome da alegria, comunhão e em função da mudança de atitude do que peca, aliado a ligação intrínseca e de laços familiares, que levaram a uma situação difícil ou pior do que a anterior.

Com isto, não estamos dizendo, que devemos não disciplinar, mas agir na orientação de Deus, e mitigarrmos a punição: para que Satanás não leve vantagem sobre nós; porque não ignoramos as suas maquinações.“.

II Co.2.10,11. E a quem perdoardes alguma coisa, também eu; pois, o que eu também perdoei, se é que alguma coisa tenho perdoado, por causa de vós o fiz na presença de Cristo, para que Satanás não leve vantagem sobre nós; porque não ignoramos as suas maquinações[ardis].

Uma vez consolidada a situação em Corinto, Paulo pode escrever sobre os fatos, como no texto:

II Cor. 2.4. Porque em muita tribulação e angústia do coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho.

Agora ele já encerra a I Epístola, e escreve esta II epístola inserida no Cânon, demonstrando segurança e nenhuma maior preocupação, pelo contrário, até adiando a sua ida e orientando a Igreja: I Co.16.5. Irei, porém, ter convosco depois de ter passado pela Macedônia, pois tenho de passar pela Macedônia;

Paulo demonstra que tem boa consciência de que tudo quanto realizara em Corinto era em:

Simplicidade.

Sinceridade da parte de Deus.

Por conhecer a Igreja local, como seu fundador.

Pelo próprio reconhecimento, havido após as suas cartas, de que realmente Paulo era um Apóstolo de Cristo.

Mesmo que houvesse tido:

Entristecimento

Lágrimas

Tribulações

Angústia no coração

Em ambos os lados.

E de que ele era reconhecido pela Igreja que a esperança no dia do Senhor Jesus, fora fruto das pregações de Paulo e, como ele dizia, do seu Evangelho. Aliás, Evangelho aprovado.

Será que nós temos sido pregadores de um Evangelho aprovado.

Qual será o Evangelho que pregamos?

Segundo as EscriturasQue Jesus Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”?

Todas as coisas concorriam para este pronunciamento:

Consciência

Graça

Reconhecimento

Triunfo. 14 E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo.

Confirmava entre os Corintíos a posição de Paulo e o tranquilizava ao escrever novamente a eles, que eram especiais em sua vida.

Assim devemos ser.

Não nos preocuparmos [angústia do coração], por muitas vezes sermos mal-entendidos por parte ou por toda a Igreja ou Congregação, na realidade se realizamos o nosso exercício pastoral em sinceridade e pureza e boa consciência, podemos ter embates temporais, mas finalmente receberemos glória pelo nosso exercício entre a Igreja de Deus.

E ainda havia algo místico superior e divino, que Paulo podia utilizar-se como forma de empenhar a sua posição sobre o seu ministério e Apostolado e confirmação da Igreja.

Ele havia sido e nós devemos ser algo que ultrapasse o nosso próprio corpo mortal, na operação dos negócios do Pai dos Espíritos.

15 Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem.

16 Para estes certamente cheiro de morte para morte; mas para aqueles cheiro de vida para vida. E para estas coisas quem é idôneo?

Se tivermos boa consciência e pregarmos a Palavra de Deus com verdade, como ela é a verdade seremos cônscios de que exalará naturalmente, de nós, para os que nos cercam a Igreja de Cristo, o bom perfume.

Para aqueles que não aceitarem a verdadeira palavra, para os dissensores, para os divisores, para os que andam em porfia ou pelejas e querem nos envolver, esta fragrância certamente será “inalada” ou aspirada espiritualmente, como cheiro de morte para morte, mas para os símplices, os sinceros, os da graça, os ungidos, os idôneos, será cheiro de vida para produzir vida.

Paulo indica que só há idoneidade na vida dos que andam sob a graça e a glória de cristo permanece operando, mesmo depois de afastado, por distância, na vida da Igreja para exalar este bom cheiro.

Só há idoneidade quando se está estabelecido sobre os parâmetros que Paulo escreve sob a Revelação de Cristo.

Conclusão:

Paulo indica que para tudo isto ocorrer é necessária a certeza de algo, que confirmará a autenticidade do Evangelho, que pregamos, seja para morte ou vida, para tristeza ou alegria, para reconhecimento ou desprezo, para exortar ou consolar:

21,22. O que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.

Qual o resultado:

Reconhecimento;

Vitória sobre a angústia;

Retorno da alegria;

O perdão ao que errou;

Sobre a palavra de desonra;

Comunhão e União da Igreja com seus pastores e líderes.

Fonte:

Cristo na Teologia de Paulo – L. Cerfaux

Bíblia Plenitude

Bíblia Chamada – on-ine

Bíblia digital – cortesia Tio Sam

Pr. Edemar Vitorino

Alexandros Meimaridis

Adendo:

Nosso pesar a todas as famílias atingidas pelo Terremoto no Haiti.

Não só os brasileiros, mas a todos os haitienses e de todas as nações.

Que Deus console os corações.

God bless you.

Dra. Zilda Arns médica - Fundadora e presidente da Pastoral da Criança

Bruno Ribeiro Mário 1º tenente

Davi Ramos de Lima 2º sargento

Leonardo de Castro Carvalho 2º sargento

Rodrigo de Souza Lima 3º sargento

Douglas Pedrotti Neckel cabo

Washington Luis de Souza Seraphin cabo

Tiago Anaya Detimermani soldado

Antonio José Anacleto soldado

Felipe Gonçalves Júlio soldado

Rodrigo Augusto da Silva soldado

Arí Dirceu Fernandes Júnior cabo

Kléber da Silva Santos soldado

Raniel Batista de Camargos subtenente

Emílio Carlos Torres dos Santos coronel

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"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

Doutrina


O Credo da Assembléia de Deus
A declaração de fé da Igreja Evangélica Assembléia de Deus não se fundamenta na teologia liberal, mas no conservadorismo protestante que afirma entre outras verdades principais, a crença em:
1)Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
Pacto de Lausanne – Suíça
Teses de Martinho Lutero
95 Teses de Lutero
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União de Blogueiros Evangélicos
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