Mostrando postagens com marcador Acaia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Acaia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, fevereiro 24

O Princípio Bíblico da Generosidade. Lição 09 – CPAD- 1º Trim. 2010


O Princípio Bíblico da Generosidade.

Lição 09 – CPAD

Autor: Osvarela

LIÇÃO 09 - DIA 28/02/2010

TEXTO ÁUREO - II Cor 9:7. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

II Cor 8:1-5. TAMBÉM, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedônia; Como em muita prova de tribulação houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade. Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente. Pedindo-nos com muitos rogos que aceitássemos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos. E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus.

II Cor. 9:10-11. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça; Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus.

II Cor 9:6-7. E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.

Texto para Reflexão da Generosidade na Vida de Paulo:

Gl.2.1,2. DEPOIS, passados catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo Tito. E subi por uma revelação, e lhes expus o evangelho, que prego entre os gentios, e particularmente aos que estavam em estima; para que de maneira alguma não corresse ou não tivesse corrido em vão.

9,10. E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que me havia sido dada, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão; Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também procurei fazer com diligência.

Documento de Doutrina utilizado:

Pacto de Lausanne – Suíça;

Primeiro Congresso Internacional sobre Evangelização Mundial (Lausanne I)-1974, Lausanne, Suíça.

Convocada sob a liderança do Rev. Billy Graham reuniu 2.700 líderes evangélicos de 150 países.

O Pacto inclui quinze artigos, assuntos: a autoridade das Escrituras, a natureza do evangelismo, responsabilidade social cristã, a urgência da evangelização mundial, fé e cultura, e a natureza do conflito espiritual.

Pequeno Glossário do Texto:

Tsedacá ou Zedacá -caridade.

Chessed - Generosidade, Amor

Tzedek – justiça;ato de justiça ou de misericórdia.

Com alegria – hilaros [vide hilariante] – alegremente pronto. Dar algo a alguém com alegria no espírito.

Por necessidade – sob coação; contra a vontade de alguém.

Extorsão - Crime consistente em constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa.

Exórdio:

Paulo relata nestes dois capítulos sobre acontecimentos da sua 3ª Viagem Missionária.

As Igrejas da Macedônia – Filipos, Tessalônica e da Beréia, vivenciando a pobreza, com muito esforço pediram ao Apóstolo Paulo, para participarem da coleta a favor dos irmãos necessitados em Jerusalém, centro Ministerial da Igreja Primitiva.

Eles demonstraram:

Compromisso

Disposição

Liberalidade - haplotes

Largueza de coração

Beneficientes

Preferindo servir a Igreja

E para surpresa e alegria de Paulo doaram muito mais do que pela sua pobreza poderia se esperar

Generosidade é a virtude em que a pessoa tem quando acrescenta algo ao próximo.

Generosidade se aplica também quando a pessoa que dá algo a alguém tem o suficiente para dividir ou não.

Não se limita apenas em bens materiais.

Generosos são tanto as pessoas que se sentem bem em dividir um tesouro com mais pessoas porque isso as fará bem, tanto quanto aquela pessoa que dividirá um tempo agradável para outros sem a necessidade de receber algo em troca.

Ser generoso é ser grande no proceder.

Ser generoso é dividir o que é seu por direito, com quem não tem direito. Wikipédia.Texto compilado e adaptado.

A idéia de generosidade tão escassa nos dias de hoje. Justamente ao contrário do consumo exacerbado e supérfluo, o comportamento generoso se aplica quando a pessoa que da algo a alguém tem o suficiente para dividir ou não. Não se está falando especificamente de algo material, mas os generosos se caracterizam por dividirem o que tem com outras pessoas. Desta forma, sentem-se bem e ganham com isto. Pode-se dizer que a generosidade é o oposto da ganância. Faz parte da ética cristã.

I – Introdução:

O princípio ou o rudimento da doutrina da generosidade e cuidado com a Igreja é um princípio secular iniciado pela Igreja primitiva.

Paulo foi o doutrinador escritor destes termos, embora tenha sido apresentado a esta doutrina pelos Apóstolos de Jerusalém.

Paulo escreveu à Igreja em Corinto e disse a eles que realizassem aquilo que eles tinham prometido, ou seja, dar aos santos pobres em Jerusalém.

“Agora, porém, completai também o já começado, para que, assim como houve a prontidão de vontade, haja também o cumprimento”.

Paulo ensina que prometer não traz nenhum benefício à Obra de Deus, mas uma vez prometido, a generosidade deve ser aplicada, como convém.

II Coríntios 8:1-15: Portanto, assim como em tudo sois abundantes na fé, e na palavra, e na ciência, e em toda diligência, e em vossa caridade para conosco, assim também abundeis nessa graça. Não digo isso como quem manda, mas para provar, pela diligência [cuidado dos macedônios] dos outros, a sinceridade da vossa caridade; [...]

E nisso dou o meu parecer; pois isso vos convém a vós, que desde o ano passado começastes [se você não começou a exercer a generosidade, assustado, com os que enganam, te faço um apelo para iniciar com alegria, assim como Paulo, o fez, logo ao ser admoestado pelos Apóstolos de Jerusalém]; e não foi só praticar, mas também querer. Agora, porém, completai também o já começado [se você parou, por qualquer motivo, retome o caminho], para que, assim como houve a prontidão de vontade, haja também o cumprimento, segundo o que tendes. Porque, se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem e não segundo o que não tem. Mas não digo isso para que os outros tenham alívio, e vós, opressão; mas para igualdade; neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta dos outros, para que também a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade, como está escrito: O que muito colheu não teve de mais; e o que pouco, não teve de menos.”

Paulo ensina neste trecho de 2Co. 8 que na abundancia ou na extrema carência temos que ser generosos, pois não sabemos quando podemos passar pela mesma aflição.

Dar em abundância significa dar com bênçãos.

Quando você da como os macedônios deram em abundância, por causa da sua pobreza, você é na realidade um abençoador literal.

a-O exemplo dos Macedônios nos deixa uma Lição:

Eles deram, a primeira semente, portanto eles serão os primeiros a colher o que semearam.

Semente se multiplica em multidão de sementes.

Uma semente de milho produzirá um pé com muitas espigas e cada espiga terá muitas sementes!

“A vontade liberal é agradável a Deus tanto do pobre quanto do rico... verdade é que é bem certo que devemos a Deus não apenas uma parte, mas, afinal, tudo o que somos e tudo o que temos. Entretanto, segundo Sua benevolência, até esse ponto nos poupa, que Se contenta desta comunicação que o Apóstolo aqui ordena. O que, pois, ensina ele aqui, é um relaxamento, por assim dizer, daquilo a que somos obrigados no rigor do direito. Contudo nosso dever é estimular-nos a nós mesmos a darmos com freqüência. Não há temer que sejamos exageradamente descomedidos neste aspecto, pelo contrário, há é o perigo de sermos demasiado sovinas”.Calvino

II- Aprender é sempre uma necessidade;

Generosidade é realização.

A aplicação deste texto na vida de Paulo se torna uma base para que nós possamos entender, que ninguém pode se considerar totalmente pronto na sua vida ministerial ou cristã, sempre haverá algo a aprender, com outros santos do Senhor.

Algo que parece simples é lembrado a Paulo e ele com humildade, age sob esta ótica da caridade da Igreja primitiva.

Assume este fato de forma tão forte que passa a escrever a todas as igrejas sobre a obra da caridade, como um viés espiritual importante, que sem dúvida se torna um editor de normas administrativo-litúrgicas, para a Igreja de Cristo, através dos séculos.

Os da Macedônia deram prova de como realizar a Generosidade, não só dizendo, mas realizando:

II Co.8.4. pedindo-nos, com muito encarecimento, o privilégio de participarem deste serviço a favor dos santos;

III - Normas de administração da caridade e generosidade:

Os capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios são peças administrativas de grande valor para a Igreja.

Paulo disciplina, e exorta a Igreja com uma visão, que nasceu após o Pentecostes, no cenáculo em Jerusalém e que manteve o povo unido.

Atos 2.42 -47. E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E, todos os dias acrescentava, o Senhor à igreja, aqueles que se haviam de salvar.

Por que disciplinar tal ato?

Os apóstolos tinham a experiência dos dias iniciais da Igreja, quando a mulheres viúvas gregas, se sentiam desprezadas no chamado ministério cotidiano.

Assim, foi necessário disciplinar com a ação dos diáconos a distribuição caridosa do alimento e necessidades diárias no seio da Igreja, esta experiência Paulo não possuía.

Atos 6.1. ORA, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.

A generosidade pode ser impedida de agir, tal qual, em Jerusalém, por aqueles que têm a obrigação de repartir.

Assim, os doadores generosos de Jerusalém sofriam com a forma nada liberal, de destinar, o que generosamente haviam entregue aos pés dos apóstolos, muito embora, isto fosse um aprendizado para a Igreja primitiva.

Esta lição nos mostra que mesmo os mais desafortunados têm algo para dar.[vide item XIV deste texto.]

Mesmo os mais sofridos podem ser exemplo no seio da Igreja.

IV - A Ação da Generosidade:

A ação da generosidade se torna fundamento de fé: Tg. 1.22. Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada.

-A ação da generosidade é abençoadora para os que a realizam.

-A ação da generosidade é uma forma de culto diante de Deus.

-A ação da generosidade se torna uma sementeira inesgotável para os que dela fazem uso.

Creia querido, que isto só fará bem á sua vida.

-A ação da generosidade não é imposta:

-Nem em valor ou quantidade

-Nem em prazo ou tempo de dação

-Nem em requisito para salvação

Sou salvo por isto sou generoso, não sou generoso para ser salvo!

Pela generosidade de Deus fui salvo!

Caridade e generosidade andam de mãos dadas.

Chessed ressalta a generosidade daquele que dá.

Porém, aquele que recebe pode não ser necessariamente merecedor, nem o doador obrigado a dar, praticando o ato de bondade devido a sua generosidade.

Porque Cristo morreu por nós, quando nós ainda éramos pecadores.

V- A Visão das Igrejas signatárias do Pacto de Lausanne:

Em Lausanne as igrejas cristãs firmaram um documento, pelo qual a questão da caridade/generosidade social, tema de nossa lição é para ser desenvolvida, com caráter doutrinário.

A base do capítulo 5 deste documento diz:

Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político, são ambos, parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo.

1-Expressar a generosidade como amor e obediência a Cristo e ao próximo;

2- A mensagem da salvação infere na fala de Tiago – Tg.1.27. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. Não devemos viver de palavras confortadoras ou as promessas!

3- O salvo em Cristo, o nascido de novo é responsável em divulgar a mensagem social da falta de generosidade, que oprime ao pobre e necessitado, e injustiçado, dentro ou fora da Igreja.

5. A Responsabilidade Social Cristã

Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens.

Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão.

Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social, mutuamente exclusiva.

Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão.

Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo.

A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam.

Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar, mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto.

A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais.

VI- A Generosidade/Caridade É uma Responsabilidade como Princípio Bíblico Evangelizador e de Comunhão:

No entanto, o assunto refere-se aos domésticos da fé e se expande a todos os necessitados.

Tg.2.14-16.Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano,E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?

A fé sem obras é morta. Tg. 2.26.Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.

Paulo vive em meio aos coríntios e os vê em acepção de pessoas, até no momento da festa do Agapê.

No momento de comunhão e do partir do Pão em memória de Cristo.

Uns comem muito e outros passam fome!

VII- A Semeadura da Generosidade:

Este fundamento do mundo espiritual bíblico é usado em várias partes da Bíblia e é uma verdade irretorquível, quanto ao viver do homem, seja no sentido da generosidade, seja no sentido do viver sem generosidade, seja no sentido de ter uma vida livre de pecado ou em pecado, a colheita é certa.

Muito embora, a generosidade, no sentido etimológico, não busque fruto posterior ele virá por Justiça de Deus.

Paulo está neste trecho da Epístola ensinando e usando o exemplo dos macedônios, que generosidade independe de:

Ter ou não;

Estar em situação difícil – tribulação;

Capacidade – na Epístola, descrito como poder – disponibilidade em ter;

De ser rico ou pobre – a Igreja da Macedônia estava mais em situação de receber do que dar – “sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade”;

Sem posses – “Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu pode”;

Com alegria – “houve abundância do seu gozo”;

Há a necessidade de – voluntariado – “deram voluntariamente”.

Mas, não há obrigatoriedade: “não com tristeza, ou por necessidade”; a palavra tristeza neste texto toma o significado de “relutância”. A palavra necessidade toma o sentido de obrigação.

A relutância em ser generoso pode levar a morte, como Ananias e safira, os quais relutaram em entregar a Igreja, o que deveriam e pela relutância veio a condenação fatal, pela mentira arquitetada e urdida entre o casal..

Cada um deve decidir o que pode dar e fazê-lo com alegria.

A obrigatoriedade retira a alegria da ação generosa, mas a voluntariedade faz fluir a alegria, pois recebemos o AMOR de Deus em nossas vidas: “porque Deus ama ao que dá com alegria”.

a- Generosidade É se Dar-

Primeiro ao Senhor. “...mas, a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós”.

Atender a vontade de Deus.

A metáfora dos grãos lançados demonstra o exemplo do semeador.

II Cor 9:6-7. E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.

Se nós semeamos um campo com poucas sementes, obviamente colheremos a quantidade relativa ao número de sementes lançadas: pouco.

Deus não exige na generosidade o impossível ou o “seu tudo”, como apregoado por alguns.

Deus é cuidadoso e sabe das nossas limitações e capacidade, competência, de realizar o que devemos e podemos, dentro de limites aceitáveis, determinados pela voluntariedade, como na Macedônia.

Assim, quando se estabelece generosidade com valor estipulado, não vem de Deus.

Pv. 25.14.Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba falsamente de dádivas.

Bem.

Generosidade em busca de benefícios próprios deve ser condenada.

Tal como, como generosidade para abater em Imposto de Renda, Incentivo fiscal. II Pedro 2:14-19:- “...não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza”.

É uma forma avara de “generosidade”.

A generosidade da parte de Deus não é difícil de realizar, como demonstraram os macedônios.

A generosidade falsa é uma oferta sem valor e pode levar à morte.

Além disto, precisamos aprender que se nos propomos a ser generosos, não podemos nos esquecer de realizar. Vide abaixo – generosidade é realização.

Falsos benfeitores são como Ananias e Safira.

Esta talvez seja a melhor comparação bíblica, pois mostra que ela é uma dádiva sem compromisso com a generosidade é alguém se tornando pomposo fingindo ser um benfeitor.

c-“Cada um contribua segundo propôs no seu coração”;

Se o nosso coração sofreu a regeneração pela palavra de Deus, como a Igreja da Macedônia, é natural que este coração ouça a voz do Espírito Santo.

VII- Reciprocidade divina:

É lógico que Deus está atento a cada batida e expressão de nosso coração, assim ele conhece e reconhece o que age de maneira a ser abençoado, não pelo que deu, mas pelo que brotou no coração, na hora da generosidade.

A questão posta pelo texto, quando fala por necessidade, infere obrigação, é tudo que Deus não quer:

Que sejamos prisioneiros da obrigação, por causa de uma eventual forma d’Ele agir conosco, ou seja, numa troca constante para que possamos atender certos objetivos em nossas vidas, o que Paulo quer dizer ao citar o exemplo da Macedônia.

Muitos são instados a entender a semeadura como uma troca, outros querem usar a semeadura com objetivo de algo maior no futuro, mas na realidade espiritual Paulo quer que usemos o exemplo macedônio como paradigma em nossas vidas.

O uso da lei da semeadura trata-se de uma forma de Paulo incentivar a generosidade no seio da Igreja dos Coríntios e na Igreja de hoje.

Quem semeia pouco, colhe pouco. “Você tem semeado na obra de Deus?”

Paulo estimula aos coríntios a aprenderem o valor da generosidade, como forma de comunhão entre o povo de Deus e os exalta por isto, mas da um exemplo prático: Macedônia.

Há um espasmo de pensamento entre caridade e generosidade.

Paulo está querendo enfatizar a generosidade para com a Obra de Deus.

II Cor 9:7. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.

VIII - Princípios da Contribuição:

Artigo publicado na CPAD:

I. Princípios Gerais Acerca da Contribuição:

A coleta (16.1-4). Este é um parágrafo-chave no Novo Testamento sobre a contribuição:

1) A coleta é para o povo de Deus. A doação tinha como finalidade aliviar os crentes que estavam sofrendo fome ou alguma calamidade natural, em determinados locais do império;

2) A coleta era levantada no primeiro dia da semana (domingo) quando os cristãos se reuniam. Justino Mártir, no século segundo, relata que essa prática era habitual nas igrejas;

3) A contribuição derivava conforme a prosperidade. Os que tinham mais, contribuíam com mais, mas todos deveriam partilhar da graça e doar;

4) A exortação reflete antiga importância mencionada sobre a contribuição organizada e regular.

CPAD – 2º TRI. 2009

IX- A Generosidade e a Impunidade dos que Querem Abusar da Generosidade:

Promessa:

Pv.11.25. A alma generosa prosperará...

Quando Paulo escreveu aos Tessalônicos sobre a vinda de Jesus, como iminente, alguns irmãos daquela parte da Europa, interpretando de maneira avessa, a verdade, se recusaram a trabalhar e quiseram abusar da generosidade daqueles que ofertavam, mesmo com dificuldades, embora aguardando a Iminência.

Paulo os contradiz com dureza apostolar dizendo:

II Ts. 3.10. Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.

Estejamos atentos a estes que querem abusar da generosidade da Igreja. Não sejamos avaros, mas sejamos prudentes, temos que ter temperança.

a-Para incentivar a generosidade, Paulo lembra aos Coríntios um princípio que todo agricultor sabe:

Quem semeia pouco, colhe pouco. “Você tem semeado na obra de Deus?”

A igreja em Corinto precisava aprender que Deus nos recompensa com a mesma medida da nossa generosidade.

Gl 6.7-9,10. Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Então, enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé....).

Pv 11.17. O homem bondoso faz bem à sua, própria alma; mas o cruel faz mal a si mesmo. O ímpio recebe um salário ilusório; mas o que semeia justiça recebe galardão seguro. Um dá liberalmente, e se torna mais rico; outro retém mais do que é justo, e se empobrece. A alma generosa prosperará, e o que regar também será regado.

Todavia, Deus não se agrada que o ato de dar seja feito “com tristeza (relutância) ou por necessidade (obrigação)”. Cada um deve decidir o que pode dar e fazê-lo com alegria.

Assim, damos não por legalismo nem com relutância, mas só com a compulsão que vem do coração. Esta também pode ser uma generosidade motivada pelo Espírito Santo (Rm 12.8).

Não precisamos temer que a nossa generosidade nos venha causar dano, pois Deus conhece as nossas necessidades e continuará nos suprindo. Ele quer nos dar mais do que precisamos para que, como o próprio Deus: transbordemos em todos os tipos de boas obras, até ajudar outros crentes que não conhecemos, da mesma maneira que os coríntios e os macedônios principalmente, não conheciam pessoalmente os crentes de Jerusalém.

X- Generosidade dentro da cultura hebraica:

Tsedacá é normalmente interpretada como caridade.

Mas, a palavra exata para caridade em hebraico é Chessed.

Não se usa o termo Chessed e sim Tsedacá porque, os conceitos etimológicos são antagônicos.

Chessed ressalta a generosidade daquele que dá.

Porém, aquele que recebe pode não ser necessariamente merecedor, nem o doador obrigado a dar, praticando o ato de bondade devido a sua generosidade.

Guemilut chassadim” é definido por qualquer ato realizado com o objetivo de beneficiar o outro.

Um ato de bondade ocorre quando uma pessoa doa algo de si para outro. [seja dinheiro, trabalho, tempo ou afeição.]

Em hebraico, o termo “Guemilut chassadim” é sempre utilizado no plural, pois cada ato de bondade é recíproco, beneficiando o receptor e o doador também.

Assim todo que age com generosidade na casa de Deus é alvo da sementeira de Deus, que atinge as nossas vidas.

XI - A generosidade vem do coração e age pela mente:

O coração e a mente de um homem de chessed estão sempre atentos, percebendo as necessidades dos que estão a sua volta e agindo para atendê-las.

Segundo o Rabino Maimônides, o maior dos filósofos judeus e codificador da Lei Judaica, há uma diferença entre duas palavras referentes a generosidade e o ato em si de dar algo a alguém.

Tem origem na palavra tzedek (justiça) sendo uma tradução mais precisa justiça social.

É a obrigação que todo judeu tem de doar algo de si, quantificado em no mínimo 10% dos ganhos, ao necessitado judeu.

Na cultura judaica aprendemos que podemos ajudar aos crentes mais necessitados, até mesmo as crianças, que eles também podem ser abençoados com generosidade:

Podem faze-lo como os judeus - doando trabalho ou conhecimento, tanto os ricos quanto os miseráveis e as crianças.

Tzedaká - Tsedaca ou mesmo Zedacá.

Justiça, por definição, quer dizer dar a alguém algo que é seu por direito, na cultura na qual Paulo foi ensinado, aos pés de Gamaliel, a generosidade/caridade é considerada uma forma de justiça e não bondade gratuita.

Ou seja, dar ao que necessita é um ato de justiça ou obrigação de todos que são daquela cultura, a própria escritura ensina ser benevolente, até com o estrangeiro “porque foste estrangeiro”.

Chessed, por sua vez, é uma atitude em relação àqueles que não necessariamente precisam de gestos de bondade;ou na proporção na qual são receptores.

Embora haja discordância sobre a realização do ato da generosidade em relação a questão espiritual.

Somos generosos para que Cristo transpareça em nossas vidas e demonstremos que somos transformados e não o fazemos como algo que muitos entendem:

Realizar generosidade como prática com objetivo de salvação, nossa Salvação não vem das Obras para que ninguém se glorie, mas realizamos as Obras para mostrar a glória de Deus em nós.

XII- A Generosidade e Alegria no Dízimo:

Uma das formas para manutenção da casa do Senhor é o dizimar.

Dízimo significa a décima parte.

Assim, todo crente deve em atendimento a Palavra de deus, devolver com promessa a décima parte do que ganha.

“Contribuir com o dízimo é cumprir o preceito bíblico de viver o amor, a generosidade com os irmãos.”

XIII- Dizimar Para Crescer.

O Texto Clássico:

Ml 3.8-10. Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós,a nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.

Este é o texto clássico usado para ensinar aos membros da igreja a prática do dízimo, isto é, a entrega à igreja de 10% do salário bruto mensal.

a-Contribuição – Dízimo - Um pouco de História:

Uma das discussões sobre o dízimo é que ele é um uso da lei, no entanto em Gênesis 14.20 – E de tudo lhe deu Abrão o dízimo, vemos que antes da lei ele continuou.

Jesus da o seu aval sobre o dízimo em forma de resposta aos fariseus:

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei:a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas cousas, sem omitir aquelas!

Note-se: obedecer os preceitos mais importantes da lei, sem omitir o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, é o que Jesus afirma.

Embora este seja um ponto usado com inferência diferente, por aqueles que querem excluir o dízimo da discussão neotestamentária.

É concordância generalizada entre os evangélicos que o dízimo não é dado, mas sim “devolvido” a Deus.

Nos séculos 5 e 6, encontramos a prática do dízimo bem estabelecida nas áreas antigas da cristandade do ocidente.

Já no século 12, os monges que antes tinham sido proibidos de receber dízimos, sendo obrigados a pagá-los, obtiveram certa medida de liberdade ao obterem permissão para receber dízimos e, ao mesmo tempo, tendo isenção do pagamento deles.

Controvérsias sobre dízimos sempre surgiram quando pessoas procuravam evitar o pagamento, ao passo que outras tentavam apropriar para si as rendas dos dízimos.

Os dízimos medievais eram divididos em prediais, cobrados sobre os frutos da terra; pessoais, cobrados dos salários da mão-de-obra; e mistos, cobrados da produção dos animais.

Esses dízimos eram subdivididos, ainda, em:

Grandes, derivados de trigo, feno e lenha, pagáveis ao reitor ou sacerdote responsável pela paróquia;

Pequenos, dentre todos os demais dízimos prediais, mais os dízimos mistos e pessoais, pagáveis ao vigário.

Na Inglaterra, especialmente por volta dos séculos 16 e 17, a questão dos dízimos foi uma fonte de conflito intenso, visto que a Igreja Estatal dependia dos dízimos para sua sobrevivência.

Implicações sociais, políticas e econômicas eram consideráveis nas tentativas do Arcebispo Laud de aumentar o pagamento dos dízimos, antes de 1640.

Os puritanos ingleses e outros queriam a abolição dos dízimos, substituindo-os por contribuições voluntárias para sustentar os clérigos. Mas a questão dos dízimos sempre despertou paixão.

Depois da 2.ª Guerra, o dízimo obrigatório sobreviveu na Inglaterra até o século 20.[Extraído da “Enciclopédia Histórico-Teológica da Bíblia”. Ed. Vida Nova. Verbete “dízimo”.]

Dizimar, para quem tem salário e vida com um nível melhor é fácil, mas a Igreja da Macedônia nos ensina a generosidade na falta.

XVI- Os Pobres ou necessitados e a Contribuição:

Seguindo o exemplo de Jesus Cristo.

II Co.8.7-9. Ora, assim como abundais em tudo: em fé, em palavra, em ciência, em todo o zelo, no vosso amor para conosco, vede que também nesta graça abundeis. Não digo isto como quem manda, mas para provar, mediante o zelo de outros, a sinceridade de vosso amor; pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos.

E Quando estamos ministrando em comunidades com alto nível de pobreza, devemos incentivá-los a dizimar?

Por quê?

Porque eles precisam ser abençoados pela promessa para aquele que dizima.

Em nosso ministério pastoral já foi possível ver o quanto Deus é fiel nesta promessa.

Como experiências, tenho o Ministério pastoral e missionário de papai – Pr. José Bezerra Varella, o qual foi por longos anos pastor na IEAD Bonsucesso [sendo o 1º empossado por Pr. Alcebíades P. Vasconcelosin memorian], onde hoje está o meu amigo “in pectore” Pr. Jaime Soares.

Além das experiências urbanas em vilas habitacionais consideradas pobres, como eram as comunidades evangélicas daqueles tempos, assisti com meus próprios olhos o nascimento e florescer de vilas distantes, no Estado do Espírito Santo, em Minas Gerais, na Bahia, como o dizimar fez bem aquela gente, que quando o Evangelho chegou até elas, sofriam da miséria profunda e aos poucos com o Evangelho atuando em suas vidas, começaram a ser dizimistas, primeiro com animais pequenos, depois com sacas de café e por fim com moeda nacional.

Vi ano a ano, Vilas inteiras serem transformadas em Municípios pela ação do Evangelho, através do crescimento dos crentes, que de criador de um boi, passaram a ser sitiantes prósperos, e pela chegada de outras pessoas que antes desprezavam aquelas localidades, se aproximavam delas ao ver o crescimento local.

Contribuindo a partir de sua pobreza, oferecendo com generosidade o pouco que pode dar.

A oferta destes, é como as ofertas dos macedônios, contribuem com renúncia e é fruto de um amor legítimo pela Obra de Deus.

Mc 12,41-44. E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos deitavam muito.Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo.E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro;Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento.

XV- A Administração do que é dado:

a-A Realização Administrativa das Ofertas da Generosidade:

Os discípulos em Jerusalém, no capítulo 6 de Atos, demonstram muito bem a necessidade de termos administradores para a causa da generosidade.

É necessário que estejamos prontos no momento certo para dar aquilo que a Igreja necessita – Igreja como corpo.

Devemos delegar um grupo para tal tarefa:

b-Preparar o povo:

O Apóstolo Paulo mandou uma comissão para preparar a Macedônia.

Ele cita uma comissão por duas vezes:2Co.8.16-24. Mas, graças a Deus, que pôs no coração de Tito a mesma solicitude por vós;...sobremodo zeloso, foi por sua própria vontade que partiu para vós...com ele enviamos o irmão...evitando que alguém nos censure com referência a esta abundância, que por nós é ministrada;zelamos o que é honesto...mas também diante dos homens...Com eles enviamos também outro nosso irmão... já experimentamos ser zeloso...Tito, ele é meu companheiro e cooperador para convosco...são mensageiros das igrejas, glória de Cristo...mostrai para com eles,...a prova do vosso amor...

Predicados dos que administram a generosidade da Igreja:

Zeloso;

Honesto;

Experimentado [provado];

Ter esta obra no coração;

Ser mais de um, para não ser censurado;

Ser solícito como Tito.

2Co.9. 3,5. Mas enviei estes irmãos, a fim de que neste particular não se torne vão o nosso louvor a vosso respeito; para que, como eu dizia, estejais preparados. Portanto, julguei necessário exortar estes irmãos que fossem adiante ter convosco, e preparassem de antemão a vossa beneficência, já há tempos prometida, para que a mesma esteja pronta como beneficência e não como por extorsão.

Paulo declara que não haja extorsão no meio do Povo de Deus.

Coisa horrorosa vem acontecendo neste campo, em muitas ditas igrejas, tiram o pelo da ovelha, antes do período da tosquia, a ovelha sofre com o frio pois o tempo da tosquia é o esperado pelo seu corpo.

A Administração se reproduz em benção para a generosidade da Igreja:

2Co.9. 12,13. Porque a Administração deste serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também transborda em muitas ações de graças a Deus; visto como, na prova desta Administração, eles glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade da vossa contribuição para eles, e para todos;

Conclusão:

A generosidade sob a ótica da Bíblia é um sentimento com qualidades de dom, adquirido através da fé em Cristo, o qual nos visita pela presença do Espírito Santo.

Alimenta nossa alma em graça – charis – de tal forma que o crente se torna um legítimo cristão, sob a ação do Amor derramado em nossos corações.

Sejamos Generosos, para que o Amor de Deus seja cada vez mais abundante em nós. “Porque Deus ama ao que dá com alegria”.

E assim cumpriremos a Lei de Cristo.

E atingiremos o fundamento do extrato da Lei:

“Amar a Deus sobre todas e ao Próximo como a ti mesmo”.

O princípio bíblico da Generosidade é a expressão do Amor na vida do cristão.

É a expressão da Regeneração da alma, que deixa de ser o homem natural egocêntrico e se transforma no homem espiritual compromissado com os que necessitam de sua ajuda.

Fonte:

Retaliação - Vicent Cheung.

Provérbios 25.14. “Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba falsamente de dádivas.” Publicado em 2 de abril de 2009-por Jonathan Crosby - Tradução: Peter Daniel Rees.

O Dízimo - Túlio Cesar Costa Leite – presbítero da Igreja Reformada Presbiteriana em Maricá – RJ - Brasil.

Bíblia Plenitude.

Bíblia Digital – cortesia Tio Sam.

O renascimento da generosidade - Patrícia Spindler.

CPAD - I. Princípios Gerais Acerca da Contribuição:

JusBrasil

Apontamentos do autor

Misericórdia do Espírito Santo

segunda-feira, março 30

I EPÍSTOLA DO APÓSTOLO SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS

I EPÍSTOLA DO APÓSTOLO SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS

Como temos procedido nos últimos trimestres, estamos apresentando uma visão multifacetada da I Epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios, com alguns pontos em destaque.

Um pouco, do aqui apresentado é fruto de conhecimento obtido nos nossos cursos de aperfeiçoamento.

A maioria dos pontos selecionados, no entanto, são compilações de trechos que, considerei importantes de outros autores, mas que servirão ao Professor e ao aluno como base para o Estudo da Lição CPAD, deste trimestre, que é assinada pelo eminente Prof. Pr. Antonio Gilberto, decano da Teologia Assembleiana, a quem tive a honra de conhecer desde a minha juventude e com ele estudar algumas matérias teológicas, no antigo IBP-RJ, sob a direção do Missº. Lawrence Olsen “in memorian”.

A idéia não é apresentar um trabalho parametral, mas dar condições do aluno ou Mestre, realizar uma busca mais profundidade sobre a Epístola assunto do trimestre:
I Coríntios – Os problemas da Igreja e suas soluções.



OS CAMINHOS DE CORINTO:

DETALHANDO I EPÍSTOLA DO APÓSTOLO SÃO PAULO AOS
CORÍNTIOS:

Foco:

Conduta cristã

Alvo:

Igreja de Corinto

Origem inicial da Epístola:

Informações sobre contendas, dadas pela família de Cloé.

Um pedido de esclarecimento com respeito ao matrimônio; 7.1

Comida oferecida aos ídolos; 8.1-12

Origem do problema:

Carnalidade dos membros da Igreja de Corinto

Fruto:

Facções provenientes da escolha das idéias dos líderes

Sabedoria grega ou helênica

Eloqüência

Incesto

Partidarismo à:

Paulo

Apolo

Cefas

Jesus

Outros problemas:

Desordens variadas:

Vaidade

Desprezo aos outros membros

Preferências

Desordens espirituais:

Uso de forma desregulada dos Dons espirituais:

Uso sem objetividade dos dons espirituais.

Línguas estranhas

Profecias

Dons de milagres

Liturgia desvirtuada:

A questão do Véu

Santa Ceia.

Maus costumes que alteraram a liturgia Memorial do Corpo de Cristo - forma do Partir do Pão.

Ponto de vista do escritor:

Apóstolo Paulo.

Defesa de seu Apostolado.

Divisões da Epístola:

Assuntos ouvidos:

Desordens na Igreja – 1.10 a 4.21

Irregularidades sociais – 5 a 6.8

Assuntos escritos:

Irregularidades sociais – 6.9 a 10

Desordens na Igreja – 11 a 16

Doutrinas:

Sabedoria – 1

Fundamentos das Obras: edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira,feno, palha. -3

Ministros de Cristo - 4

Amor – 13

Ressurreição – 15

Ensino sólido:

14.1-28.

Conclusão:

16.5-24.

Observação:

Podemos inferir, de 5.9, que Paulo tinha enviado uma carta anterior à igreja (que não sobreviveu ao passar do tempo) exortando os crentes Coríntios para que se separassem dos cristãos imorais.

Esta carta também deve ter contido um pedido de oferta (16.1-4), e provavelmente outras instruções relacionadas a problemas na congregação.

Esta Epístola de Paulo aos Coríntios demonstra a acuidade de Paulo, mesmo à distância no cuidado com as Igrejas que Ele cuidava.

Ao receber as informações sérias sobre a vida espiritual de Corinto, Paulo envia-lhes esta Epístola com as características necessárias àquele momento da Igreja:

I – enunciando os problemas

II – afirmando a sua autoridade Apostólica

II – corrigindo, pontualmente, sobre o erro os desvios de comportamento moral e espiritual da Igreja.

Divisão

Mal da divisão

Causa da divisão

Disciplinando:

III – ensinando a agir na liturgia

IV – ensinando o uso dos dons

Ordenando os dons

Valorando os dons

Ordenando o culto

V – Corrigindo os erros na vida interna da Igreja:

Matrimônio

Coabitar

Vida social inter-eclesiana.

Casar ou não

VI – Modelo de uso da sabedoria:

Paulo chegou a Corinto depois de sua visita a Atenas (At 17.16-34), uma experiência que havia renovado em sua mente sua convicção da tolice da sabedoria humana.

Evidentemente, este incidente com os filósofos atenienses havia aumentado a determinação de Paulo para com a pregação da mensagem simples da cruz, não importando quão ofensiva fosse considerada por alguns (2.1-5).

De Deus

Da humilhação em detrimento a soberba.

Revelação sobre a Ressurreição

Paulo esclarece no versículo 16.8 que escreveu esta carta quando estava em Éfeso, durante a terceira viagem missionária (53-57 d.C.).

A IGREJA DE CORINTO:

Corinto era uma das maiores cidades do mundo romano e uma das mais corruptas (At 18.1).

Sendo um centro estratégico de comércio, a cidade buscava proporcionar prazeres internacionais. Nesse cenário os cristãos se polarizaram, alguns insistindo que a sua associação com os pecadores era permissível e necessária, e outros argumentando que um certo isolamento era essencial para preservar a santidade.

Essas tendências opostas se descontrolaram em Corinto e ameaçaram o futuro daquela congregação.

Fundação da igreja, em Corinto:

Durante a segunda viagem missionária de Paulo (50-52 d.C.; At 18.1-11).

Como devemos estudar a Epístola.

Observada a distancia “cronos”, devemos estudar esta Epístola de Paulo, com um olhar singular, sob o entendimento de que somos Corpo de Cristo, e isto deve prevalecer em todas as relações sob a ótica do Amor.

Não basta apontarmos o dedo para os erros dos queridos de Corinto, sem procurar entender o mundo que viviam.

Sem conhecer as suas origens culturais e cultuais, helenizadas ou judaizantes, o que veio a formar, um embate interno, levando à discriminação, acepção e diferenças de comportamentos.

Também, não basta sermos acusadores da concupiscência que, ocorreu, se não entendermos a ótica cultural helênica da qual vieram e eram ainda envolvidos [lembre-se de Paulo, no Areópago], em que o ventre foi feito para comida,ou seja, o corpo foi feito – para determinadas funções essenciais, sendo predominantemente carnal, não causando nenhum tipo de implicação ao espírito, este sim, feito para as coisas espirituais e totalmente para o bem.

A igreja de Corinto estava em franco retrocesso, por ter feito das línguas uma maneira de medir a espiritualidade cristã.

Alguns entendem, contudo, que I Epístola de Paulo aos Coríntios, não é uma epístola de tratamento sistemático, mas de caráter eventual, dado as condições em que foi elaborada, ou seja, em cima de fatos e acontecimentos vivenciados pela Igreja local e ao longo da mesma Paulo apresente doutrinas extraordinárias, que podem fugir do conteúdo dos questionamentos inicias,mas se Paulo assim o fez,o fez, sob a égide do Espírito Santo.

Mas, pela canonicidade da escrita, temos para nós que ela tem valor como Ensino Geral e sistemático para Igreja Universal, mesmo não sendo uma epístola universal, pelo poder inerente das Verdades eternas da Palavra de Deus.

Esta epístola é um modelo de ensino teológico e doutrinário, através do qual, o maior ensinador e modelador das doutrinas da Igreja.

É composta de multiplicidade de fatos, ensinos, problemas, tudo numa só comunidade eclesial, a Igreja de Corinto, capital da Acaia.

Procure estudar a história da cidade de CORINTO.

Onde nasceu,

Para onde migrou,

Sua localização à época de Paulo,

Sua localização geográfica em relação ao Mar,

Sua reputação,

Seus costumes cultuais helênicos,

Sua localização e importância comercial.

Procure estudar sobre a Igreja de Corinto:

A sua formação

Fundação

Líderes

Pastores

Religiosa

Espiritual

Cultual

Social

Racial

Financeira

Comunitária

Procure estudar sobre as manifestações religiosas que, predominavam na Região.

Breve relato:

A congregação cristã em Corinto, composta de judeus e gentios, floresceu dramaticamente (At. 18.8-10).

Finalmente o ministério de Paulo em Corinto foi razoavelmente longo (durou mais do que dezoito meses conforme At. 18.11, 18), para um Missionário semeador de Igrejas, ávido em proclamar a Plenitude de Deus, seu único assunto: Jesus Cristo foi um tempo demasiadamente amplo.

Paulo tinha razões para esperar que os cristãos Coríntios tivessem um pouco de maturidade espiritual.

Eventualmente, o apóstolo recebeu relatos de que a igreja em Corinto estava sendo despedaçada pelas divisões internas, especialmente como resultado da ação de alguns na congregação que viam a si mesmos como sendo mais espirituais ou inteligentes do que os outros irmãos (1.11, 12; 3.1-4; 8.1-3).

Paulo também soube de outras coisas:

Críticas feitas a ele,

Imoralidade desenfreada,

E processos judiciais entre cristãos (4.1-4; 5.1; 6.1-6).

Além disso, a própria igreja havia escrito a Paulo pedindo instruções sobre tais questões como:

Casamentos e divórcios,

Comida oferecida aos ídolos,

Dons espirituais,

E o método que Paulo estava utilizando para a sua coleta (7.1, 25; 8.1; 12.1; 16.1).

Eles também pediram uma visita de Apolo (16.12).

O apóstolo havia sido confrontado com uma tarefa enorme, e esta longa carta aos Coríntios foi uma tentativa de tratar o problema.

A igreja de Corinto, em vez de amadurecer nesse período intermediário, desenvolveu uma quantidade espantosa de problemas sérios, tais como:

Divisão,

Desvio da liturgia dos sacramentos,

Desordem durante os cultos,

Problemas teológicos,

E os extremos da falta de escrúpulos

E um ascetismo doentio.

Nesse cenário os cristãos se polarizaram, alguns insistindo que a sua associação com os pecadores era permissível e necessária, e outros argumentando que certo isolamento era essencial para preservar a santidade.

Mas, é na I Epístola aos Coríntios que podemos encontrar a solução de todos os problemas, solução divina só encontrada na manifestação de Deus para com os homens, através do Dom mais excelente:

O Amor.

Preste atenção no quadro, nas questões sobre o Amor; sem amor; Amor é maior que...

Para que você não fique confundido sobre estas posições, que na realidade saltam mais aos olhos ao serem colocadas em disposição lado a lado.





Veja o esboço proposto pelo prof. João Alves dos Santos do Instituto Andrew Jumper - UPM.

Esboço de 1 Coríntios

I. Introdução (1.1-9).

II. O relato da casa de Cloé (1.10—6.20)

A. Divisões na igreja (1.10-4.21).

1. O relato (1.10-17)

2. O evangelho e a sabedoria verdadeira (1.18-3.4)

3. Ministério e apostolado (3.5-4.21)

B. Problemas morais e éticos (capítulos 5 e 6)

1. Um caso de incesto (capítulo 5)

2. Processos de lei (6.1-11)

3. Imoralidade sexual (6.12-20)

III. Resposta à carta dos Coríntios (7.1-16.12)

A. Casamento e divórcio (capítulo 7)

1. O relacionamento conjugal (7.1-9)

2. A questão do divórcio (7.10-24)

3. O problema especial das "virgens" (7.25-40)

B. Comida oferecida aos ídolos (8.1-11.1)

1. O problema e sua solução básica (capítulo 8)

2. A autoridade de Paulo para lidar com o problema (capítulo 9)

3. Os israelitas como exemplo (10.1-22)

4. Conclusões (10.23-11.1)

C. O Culto (11.2-34)

1. O véu (11.2-16)

2. A Santa Ceia (11.17-34)

D. Dons espirituais (capítulos 12-14)

1. Unidade e diversidade (capítulo 12)

2. A grandiosidade do amor (capítulo 13)

3. Profecia e línguas (14.1-25)

4. O princípio da ordem (14.26-40)

E. A ressurreição (capítulo 15)

1. A ressurreição de Cristo é essencial (15.1-11)

2. A certeza da ressurreição (15.12-34)

3. O corpo ressurreto (15.35-49)

4. Conclusão (15.50-58)

F. Sobre a coleta e outros assuntos (16.1-12)

G. Conclusão (16.13-24)

Considerações sobre os Dons espirituais:

Um dos pontos, ainda hoje controversos, é a respeito da operação e uso dos dons do Espírito Santo, entre a membresia das Igrejas, seja numa por falta de conhecimento ou por entender que foi apenas para o Igreja do passado,seja pelo descrédito, ou seja pela posição de entender como os dons atuam no Corpo da Igreja, ou até mesmo sobre a questão de crer ou não no dom da Glossolália, o que, tem sido o canal divisor entre as muitas Igrejas.

1. A natureza dos dons espirituais – v. 4-6

Os dons têm um tríplice aspecto:

São “charismata” = dons

“diakonia” = ministérios

“energémata” = obras.

Com isso, Paulo fala sobre:

Origem dos dons;

O modo como atuam;

A finalidade dos dons.

Quanto à origem dos dons =

Os dons são “chamarismata”, manifestação concreta de “charis” graça divina.

A graça de Deus é a origem de todo dom.

A origem dos dons nunca está no homem, mas na graça de Deus.

Quanto ao seu modo de atuar:

Os dons são “diaconia”, prontidão para servir.

É concentrar não em mim mesmo, mas no outro.

É buscar não minha auto-edificação, mas a edificação do meu próximo.

Quanto à sua finalidade =

Os dons são “energémata”, isto é, obras exteriores.

A igreja é a continuação histórica da encarnação de Cristo.

Somos o corpo de Cristo na terra.

A finalidade do dom é a realização de alguma obra concreta, uma ajuda a alguém, a edificação da comunidade.

2. O propósito divino para os dons – v. 7

Os dons são dados a cada membro do corpo – “a manifestação do Espírito é concedida a cada um”.

Os dons são dados visando um fim proveitoso, ou seja, a edificação da igreja.

3. A variedade dos dons – v. 8-10

Paulo oferece cinco listas de dons espirituais:

Romanos 6:6-8;

1 Coríntios 12:8-10;

1 Coríntios 12:28;

1 Coríntios 14;

Efésios 4:11-13.

Não há crentes sem dom nem crente com todos os dons (12:29-31).

Assim como não há membro auto-suficiente no corpo nem membro sem função.

Alguns estudiosos classificaram os dons registrados em 1 Coríntios 12 como dons de pregação, dons de sinais e dons de serviço.

4. A soberania do Espírito na distribuição dos dons – v. 11

O Espírito Santo distribui os dons a cada um, ou seja, não existe membro do corpo de Cristo sem pelo menos um dom espiritual.

O Espírito Santo é: livre e soberano na distribuição dos dons.

No texto temos quatro verbos chaves que ilustram essa soberania:

No verso 11, Deus distribui;

No verso 18, Deus dispõe;

No verso 24, Deus coordena e

No verso 28 Deus estabelece.

Do começo ao fim Deus está no controle.

A igreja precisa conhecer os seus dons e usá-los corretamente.

O dom é para a edificação e crescimento da igreja e não para orgulho pessoal ou divisão na igreja.

Notas de Rodapé da Bíblia de Genebra

Conheçam alguns destaques das Notas de Rodapé da Bíblia de Genebra sobre, alguns pontos encontrados na Epístola de I Coríntios:

Os destaques apresentados, quase todos, se encontram no capítulo 12:

12.2,3

Como introdução aos dons espirituais praticados em Corinto, Paulo lembra seus leitores acerca do contraste em sua experiência pagã e sua experiência cristã.

Não é claro que alguém estava realmente proferindo maldições contra Jesus (essa declaração pode ter sido apenas uma ilustração), mas o enfoque do terceiro versículo recai sobre o conteúdo da fala religiosa.

14.6-19, mas em conexão com o Cap. 12:

Em vista de 14.6-19, podemos inferir que o apóstolo estava antecipando seu argumento em prol de uma linguagem compreensível. Os pagãos, por igual modo, podem ter experimentado fala miraculosa, mas o que realmente importa é o que é dito nessas ocasiões.

12.4 os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo.

Ao que parece, os crentes coríntios exageravam a importância do dom de línguas, pelo que Paulo lhes lembrou que um e o mesmo Espírito distribui uma variedade de dons entre o seu povo.

As referências adicionadas ao "Senhor", que é o mesmo (v.5), e ao "mesmo Deus" (v. 6), refletem a importância da doutrina da Trindade para Paulo; e essa doutrina também presta apoio à unidade dentro da diversidade.

12.7 visando a um fim proveitoso.

Teremos entendido completamente mal o propósito dos dons do Espírito (aqui chamados de "manifestação") se usarmos esses dons por razões egoístas. Visto que há diferentes necessidades na comunidade cristã, diferentes dons são requeridos em cada comunidade.

Listando os Dons Espirituais:

A Bíblia de Genebra nos lembra que esta lista não é completa, mas somente partes dos dons são listados, de acordo, com a necessidade da Igreja foco:

12.8-10

Esta lista de dons espirituais não pretende ser um catálogo completo (outros dons são incluídos no v. 28); talvez reflita dons que eram especialmente evidentes na igreja de Corinto.

Não precisamos supor que todos os dons eram manifestados em cada igreja.

A lista que vemos em Rm 12.6-8, por exemplo, inclui somente dois dos dons aqui mencionados (profecia e fé), e omite aqueles dons que poderiam ser considerados miraculosos, como as curas e as línguas.

Ao tentarmos determinar o caráter de alguns dos dons aqui mencionados, somos impedidos pela ausência de descrições sobre os mesmos no Novo Testamento.

"A palavra de sabedoria" pode ser a capacidade de resolver problemas espirituais difíceis, e "a palavra de conhecimento" pode ser uma revelação especial de alguma espécie, embora não possamos ter certeza disso.

Também não é claro por que Paulo alistou, em separado, os dons da "fé", das "curas" e das "operações de milagres".

A referência ao "discernimento de espíritos" talvez deva ser entendida à luz de 14.29.

Nossa incapacidade de determinar a função exata de alguns desses dons não é obstáculo para entendermos o impacto desta passagem, cujo alvo não é fornecer instruções detalhadas sobre eles, mas antes, é enfatizar a variedade das graças de Deus à sua Igreja (v. 11).

12.10 a um, variedade de línguas.

A descrição apropriada deste dom tem gerado intensos debates.

De acordo com certo ponto de vista, refere-se a alguma espécie de fala extática, possivelmente relacionadas às "línguas dos anjos", mencionadas em 13.1.

Por outro lado, o Novo Testamento dá evidência explícita e inequívoca de que o Espírito Santo deu aos crentes primitivos a capacidade de falar em línguas humanas estrangeiras (At 2.4-11).

Embora objeções também possam ser levantadas contra essa opinião (14.2, nota), pelo menos ela pode ser apoiada por um precedente bíblico.

12.11 como lhe apraz.

Nota do Editor:

Esta é uma nota que pode causar diferentes entendimentos, tendo em vista o modo como compreendemos o dom da glossolalia, ou seja, falar em línguas estranhas seja as conhecidas entre os homens, bem como, aquelas que são descritas acima no capítulo 13.1, línguas dos anjos.

É sobre isto que a Nota fala que a evidência inicial foi compreendida pelos povos que estavam em Jerusalém, ao ouviremos discípulos falando em línguas e entendendo, cada qual, em seu próprio idioma.

No entanto, aos estudarmos este Dom, veremos que ambas as posições podem ser explicadas e tem base bíblica, seja a da primeira evidencia, tanto quanto a da segunda forma de demonstração do dom de línguas.

Além disto, poderíamos nos aprofundar sobre o “entendiam”, como mais uma manifestação sobrenatural divina em dar entendimento aos que ouviam o barulho, inicialmente sem nexo.

Continuação da nota de rodapé original:

Essa breve cláusula estabelece em sua própria perspectiva a lista anterior de dons espirituais.

Se um indivíduo ou uma igreja possui um dom em particular, não cabe a nós decidirmos.

É o Espírito quem provê soberanamente os dons para o povo de Deus.

Esse fator talvez explique por que nenhuma passagem do Novo Testamento oferece um catálogo completo de dons espirituais, e nem uma definição precisa dos mesmos, visto que podem variar de modo significativo, de acordo com os planos de Deus, em situações mutáveis.

Uma igreja local pode, mui apropriadamente, orar para que Deus conceda dons para satisfazer às suas necessidades, mas essas orações devem ser oferecidas em submissão à sua soberana vontade e em sua perfeita sabedoria.

12.12 o corpo é um.

Ver "A Igreja", em Ef 2.19.

A descrição da Igreja de Cristo como um corpo é um dos ensinos mais distintivos e significativos de Paulo (1.13, nota). De fato, o apóstolo dos gentios diz-nos que lhe foi dada uma revelação especial sobre esse "mistério", que esteve oculto por muitos séculos, a saber, que o povo de Deus, formado tanto por judeus como por gentios convertidos, constitui agora um único corpo, em virtude da exaltação de Cristo (Ef 1.22,23; 3.2-6).

Tanto a existência quanto o crescimento da Igreja derivam-se dessa unidade estabelecida por Cristo, por meio do Espírito (Ef 4.3-6,11-16; Cl 2.19; 3.14,15).

12.13 em um só Espírito, todos nós fomos batizados.

A ênfase que recai sobre a palavra "todos" e a alusão aos sacramentos relembram a descrição similar sobre os israelitas, em 10.2-4 (notas).

Nota do Editor:

Posição da Bíblia de Genebra:

Uma das verdades significada e selada pelo batismo com água é o batismo do Espírito Santo que incorpora os crentes no corpo de Cristo.

Posição do Editor:

O nosso entendimento, com base nos nossos estudos e crença na Palavra de Deus, sob os dogmas da Assembléia de Deus, nos leva a discorrer um pouco mais, sobre esta posição.

Entendemos que o batismo incorpora os crentes no Corpo de Cristo, mas não é no ato do batismo por imersão em águas que, o crente é batizado com Espírito Santo.

No entanto, isto pode, e já vimos ocorrer, ao mesmo tempo.

Ao ser batizado em águas o crente pode receber o batismo com o Espírito Santo.

Logicamente teríamos que discorrer sobre o selo, ou penhor do Espírito Santo, mas que fique claro que, todos que crêem ao receber a Cristo, passam a possuir, dentro de si o Espírito Santo!

Proposta, do editor, para esta nota de rodapé:

“Uma das verdades significada e selada pelo batismo com água é que o batismo incorpora os crentes no corpo de Cristo”.

Continuação da Nota de Rodapé:

O batismo substitui a circuncisão como o sinal de admissão na aliança de Deus (Cl 2.11-14).

De maneira semelhante, tomar parte da mesa do Senhor significa nossa contínua comunhão com Cristo e sua Igreja (10.17; 11.29, nota).

12.14-20:

Tendo afirmado a unidade da Igreja de Cristo, Paulo passa a falar sobre a sua diversidade.

Alguns estudiosos têm comentado que o problema mais fundamental dos crentes de Corinto não era sua rejeição da unidade da Igreja, mas antes, seu fracasso em reconhecer a sua diversidade.

Paulo corrige esse erro através de uma comparação com o corpo humano.

Ele apela para a vontade soberana de Deus, que "dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve" (v. 18; v. 11).

Se os crentes coríntios negassem a validade de certos dons, na realidade eles estariam questionando a autoridade de Deus na distribuição dos dons espirituais.

Paulo tinha salientado a unidade da Igreja, mas não uma uniformidade que fizesse calar formas válidas de diversidade.

12.22,23: mais fracos... menos dignos.

Essa comparação manifesta o problema que vinha ocupando a mente de Paulo pela maior parte desta epístola, a saber, um senso de superioridade espiritual entre alguns dos crentes de Corinto, e seu conseqüente desdém por alguns que pareciam mais "fracos" e menos "dignos".

A desvalorização, por parte deles, de certos dons espirituais (talvez em favor do dom de línguas), é a preocupação de Paulo aqui.

Nota do editor:

Em verdade existia um entendimento pairando na mente dos irmãos de Corinto: quanto mais se falasse em línguas, mais demonstração de poder demonstraria.

Continuação da nota de rodapé:

Este é um fato ainda real em muitas Igrejas de nossos dias.

A manifestação de línguas estranhas, até mesmo para “valorar” uma pregação, é muito utilizada por pregadores, trazendo um estado de comoção entre os ouvintes, não é regra, mas existe.

12.28

Os itens existentes neste versículo são diferentes daqueles nos vs. 8-10 — confirmação do fato de que Paulo não estava interessado em fornecer uma lista completa.

Aqui Paulo começa com os "apóstolos" e os "profetas", aos quais ele considera o alicerce (Ef 2.20), e adiciona uma terceira categoria, a dos "mestres", pelo que essa lista tornou-se similar à de Ef 4.11.

Embora as palavras gregas para "auxílios" e "administrações" não ocorram em qualquer outro lugar do Novo Testamento, provavelmente Paulo tinha em mente os dons daquele que "mostra misericórdia" ou que "preside" (Rm 12.8).

12.29,30

Essas perguntas retóricas levam a um clímax o Argumento Paulino de que não deveríamos esperar que todos tivessem os mesmos dons, visto que Deus os distribui conforme a sua boa vontade (vs. 11 e 18).

12.31 procurai, com zelo, os melhores dons.

O sentido desta sentença tem sido indagado.

Alguns acreditam que estão em pauta dons mais importantes no v. 28 (especialmente a profecia, 14.1); outros argumentam que ela introduz a discussão sobre o amor, no cap. 13.

Mais provavelmente ainda, Paulo está antecipando aquilo que diria mais adiante sobre os dons "para a edificação da igreja" (14.12), isto é, "falar palavras com o meu entendimento, para instruir outros" (14.19).

Um caminho sobremodo excelente.

Antes de explicar quais são esses "melhores dons", conforme ele faria no cap. 14, Paulo precisa indicar qual a condição essencial para o exercício apropriado de qualquer dom — O Amor.

Finalidade:

Espero que este estudo compacto, da I Epístola de São Paulo aos Coríntios, lhe sirva de ajuda no início deste 2º Trimestre das Lições da Escola Bíblica Dominical da CPAD.

Poderíamos concluir que, a Igreja de Corinto, com sua indesejada fraqueza e desordem se tornou um olo de ensinamento através da qual Paulo exercitou toda a Revelação recebida diretamente de Jesus Cristo, e a condensou em sistematização doutrinária através dos erros da Igreja de Corinto.

Há um legado espiritual de Corinto:

A questão essencial não é simplesmente discutir se os dons existem hoje ou não, mais qual deve ser a nossa atitude em relação aos dons. A igreja de Corinto tinha todos os dons (1:7).

Nem por isso era uma igreja perfeita.

Os coríntios permitiram que certos dons se tornassem símbolos de “status” espiritual, principalmente o dom de línguas.

O exemplo de Corinto nos mostra:

Como cultuar com ordem

Como tratar o próximo sem acepção

Saber que somos Corpo de Cristo

Usar a verdadeira Sabedoria

Como conduzir-nos no casamento

Como a concupiscência deve ser evitada

Retirar de nosso meio toda a sensualidade, a fornicação.

Respeitarmos a autoridade dos Pastores, sem tomar posição política, ou preferência por A ou B.

Aprendemos a viver numa nova sociedade, a Igreja, inclusive resolvendo os atos legais, internamente, por mais que isto possa parecer difícil.

Como devemos proceder, deixando a Excelência do Amor permear a Igreja, sem faccionismo, partidarismo, sem modificar os sacramentos memoriais de Cristo, sem imoralidades, sem uso desordenado dos dons espirituais.

Consolida-nos na Esperança da Ressurreição Eterna, com Cristo.

A igreja de Corinto tinha sérios problemas relacionados ao culto cristão.

Um deles era sobre o uso e o abuso dos dons espirituais. Esse é um problema que a igreja contemporânea enfrenta, especialmente em face da crescente influência do pentecostalismo clássico e do movimento carismático.

A dinâmica dos dons espirituais é um dos recursos mais poderosos que Deus providenciou para que a igreja tivesse um crescimento saudável.

Bons estudos.

EDITOR:

Osvarela

30/03/2009

Fonte:

Prof. João Alves dos Santos - Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano Conservador; mestre em Divindade (M.Div.) e em Teologia do AT (Th.M.) pelo Faith Theological Seminary (Filadélfia - EUA) e mestre em Teologia do NT (Th.M.) pelo Seminário Presbiteriano "Rev. José Manoel da Conceição". Bacharel em Direito e em Letras. Professor da área de Novo Testamento do CPAJ (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper), ex-professsor de Grego e Exegese do NT no Seminário "Rev. José Manoel da Conceição”.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Apontamentos do autor

Dicionário Buckland

Bíblia de Estudo - Aplicação Pessoal -CPAD

Bíblia Explicada

Bíblia de Estudo Plenitude -SBB - ERC

Seguidores

Geografia Bíblica-Texto-Local!

Para quem estuda a Arqueologia - Mapas do Antigo Testamento e do Novo Testamento.
Viaje à Terra Santa pelo seu PC, ou qualquer lugar citado na Bíblia! Com ela você pode através do texto que está lendo ter acesso ao local onde ocorreu o fato bíblico! Forma gratuita, é só clicar e acessar:

Ser Solidário

Seja solidário
"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

Doutrina


O Credo da Assembléia de Deus
A declaração de fé da Igreja Evangélica Assembléia de Deus não se fundamenta na teologia liberal, mas no conservadorismo protestante que afirma entre outras verdades principais, a crença em:
1)Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
Pacto de Lausanne – Suíça
Teses de Martinho Lutero
95 Teses de Lutero
Clique e acesse todo texto.

Ensino Dominical

União de Blogueiros Evangélicos
Powered By Blogger