segunda-feira, março 30

I EPÍSTOLA DO APÓSTOLO SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS

I EPÍSTOLA DO APÓSTOLO SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS

Como temos procedido nos últimos trimestres, estamos apresentando uma visão multifacetada da I Epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios, com alguns pontos em destaque.

Um pouco, do aqui apresentado é fruto de conhecimento obtido nos nossos cursos de aperfeiçoamento.

A maioria dos pontos selecionados, no entanto, são compilações de trechos que, considerei importantes de outros autores, mas que servirão ao Professor e ao aluno como base para o Estudo da Lição CPAD, deste trimestre, que é assinada pelo eminente Prof. Pr. Antonio Gilberto, decano da Teologia Assembleiana, a quem tive a honra de conhecer desde a minha juventude e com ele estudar algumas matérias teológicas, no antigo IBP-RJ, sob a direção do Missº. Lawrence Olsen “in memorian”.

A idéia não é apresentar um trabalho parametral, mas dar condições do aluno ou Mestre, realizar uma busca mais profundidade sobre a Epístola assunto do trimestre:
I Coríntios – Os problemas da Igreja e suas soluções.



OS CAMINHOS DE CORINTO:

DETALHANDO I EPÍSTOLA DO APÓSTOLO SÃO PAULO AOS
CORÍNTIOS:

Foco:

Conduta cristã

Alvo:

Igreja de Corinto

Origem inicial da Epístola:

Informações sobre contendas, dadas pela família de Cloé.

Um pedido de esclarecimento com respeito ao matrimônio; 7.1

Comida oferecida aos ídolos; 8.1-12

Origem do problema:

Carnalidade dos membros da Igreja de Corinto

Fruto:

Facções provenientes da escolha das idéias dos líderes

Sabedoria grega ou helênica

Eloqüência

Incesto

Partidarismo à:

Paulo

Apolo

Cefas

Jesus

Outros problemas:

Desordens variadas:

Vaidade

Desprezo aos outros membros

Preferências

Desordens espirituais:

Uso de forma desregulada dos Dons espirituais:

Uso sem objetividade dos dons espirituais.

Línguas estranhas

Profecias

Dons de milagres

Liturgia desvirtuada:

A questão do Véu

Santa Ceia.

Maus costumes que alteraram a liturgia Memorial do Corpo de Cristo - forma do Partir do Pão.

Ponto de vista do escritor:

Apóstolo Paulo.

Defesa de seu Apostolado.

Divisões da Epístola:

Assuntos ouvidos:

Desordens na Igreja – 1.10 a 4.21

Irregularidades sociais – 5 a 6.8

Assuntos escritos:

Irregularidades sociais – 6.9 a 10

Desordens na Igreja – 11 a 16

Doutrinas:

Sabedoria – 1

Fundamentos das Obras: edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira,feno, palha. -3

Ministros de Cristo - 4

Amor – 13

Ressurreição – 15

Ensino sólido:

14.1-28.

Conclusão:

16.5-24.

Observação:

Podemos inferir, de 5.9, que Paulo tinha enviado uma carta anterior à igreja (que não sobreviveu ao passar do tempo) exortando os crentes Coríntios para que se separassem dos cristãos imorais.

Esta carta também deve ter contido um pedido de oferta (16.1-4), e provavelmente outras instruções relacionadas a problemas na congregação.

Esta Epístola de Paulo aos Coríntios demonstra a acuidade de Paulo, mesmo à distância no cuidado com as Igrejas que Ele cuidava.

Ao receber as informações sérias sobre a vida espiritual de Corinto, Paulo envia-lhes esta Epístola com as características necessárias àquele momento da Igreja:

I – enunciando os problemas

II – afirmando a sua autoridade Apostólica

II – corrigindo, pontualmente, sobre o erro os desvios de comportamento moral e espiritual da Igreja.

Divisão

Mal da divisão

Causa da divisão

Disciplinando:

III – ensinando a agir na liturgia

IV – ensinando o uso dos dons

Ordenando os dons

Valorando os dons

Ordenando o culto

V – Corrigindo os erros na vida interna da Igreja:

Matrimônio

Coabitar

Vida social inter-eclesiana.

Casar ou não

VI – Modelo de uso da sabedoria:

Paulo chegou a Corinto depois de sua visita a Atenas (At 17.16-34), uma experiência que havia renovado em sua mente sua convicção da tolice da sabedoria humana.

Evidentemente, este incidente com os filósofos atenienses havia aumentado a determinação de Paulo para com a pregação da mensagem simples da cruz, não importando quão ofensiva fosse considerada por alguns (2.1-5).

De Deus

Da humilhação em detrimento a soberba.

Revelação sobre a Ressurreição

Paulo esclarece no versículo 16.8 que escreveu esta carta quando estava em Éfeso, durante a terceira viagem missionária (53-57 d.C.).

A IGREJA DE CORINTO:

Corinto era uma das maiores cidades do mundo romano e uma das mais corruptas (At 18.1).

Sendo um centro estratégico de comércio, a cidade buscava proporcionar prazeres internacionais. Nesse cenário os cristãos se polarizaram, alguns insistindo que a sua associação com os pecadores era permissível e necessária, e outros argumentando que um certo isolamento era essencial para preservar a santidade.

Essas tendências opostas se descontrolaram em Corinto e ameaçaram o futuro daquela congregação.

Fundação da igreja, em Corinto:

Durante a segunda viagem missionária de Paulo (50-52 d.C.; At 18.1-11).

Como devemos estudar a Epístola.

Observada a distancia “cronos”, devemos estudar esta Epístola de Paulo, com um olhar singular, sob o entendimento de que somos Corpo de Cristo, e isto deve prevalecer em todas as relações sob a ótica do Amor.

Não basta apontarmos o dedo para os erros dos queridos de Corinto, sem procurar entender o mundo que viviam.

Sem conhecer as suas origens culturais e cultuais, helenizadas ou judaizantes, o que veio a formar, um embate interno, levando à discriminação, acepção e diferenças de comportamentos.

Também, não basta sermos acusadores da concupiscência que, ocorreu, se não entendermos a ótica cultural helênica da qual vieram e eram ainda envolvidos [lembre-se de Paulo, no Areópago], em que o ventre foi feito para comida,ou seja, o corpo foi feito – para determinadas funções essenciais, sendo predominantemente carnal, não causando nenhum tipo de implicação ao espírito, este sim, feito para as coisas espirituais e totalmente para o bem.

A igreja de Corinto estava em franco retrocesso, por ter feito das línguas uma maneira de medir a espiritualidade cristã.

Alguns entendem, contudo, que I Epístola de Paulo aos Coríntios, não é uma epístola de tratamento sistemático, mas de caráter eventual, dado as condições em que foi elaborada, ou seja, em cima de fatos e acontecimentos vivenciados pela Igreja local e ao longo da mesma Paulo apresente doutrinas extraordinárias, que podem fugir do conteúdo dos questionamentos inicias,mas se Paulo assim o fez,o fez, sob a égide do Espírito Santo.

Mas, pela canonicidade da escrita, temos para nós que ela tem valor como Ensino Geral e sistemático para Igreja Universal, mesmo não sendo uma epístola universal, pelo poder inerente das Verdades eternas da Palavra de Deus.

Esta epístola é um modelo de ensino teológico e doutrinário, através do qual, o maior ensinador e modelador das doutrinas da Igreja.

É composta de multiplicidade de fatos, ensinos, problemas, tudo numa só comunidade eclesial, a Igreja de Corinto, capital da Acaia.

Procure estudar a história da cidade de CORINTO.

Onde nasceu,

Para onde migrou,

Sua localização à época de Paulo,

Sua localização geográfica em relação ao Mar,

Sua reputação,

Seus costumes cultuais helênicos,

Sua localização e importância comercial.

Procure estudar sobre a Igreja de Corinto:

A sua formação

Fundação

Líderes

Pastores

Religiosa

Espiritual

Cultual

Social

Racial

Financeira

Comunitária

Procure estudar sobre as manifestações religiosas que, predominavam na Região.

Breve relato:

A congregação cristã em Corinto, composta de judeus e gentios, floresceu dramaticamente (At. 18.8-10).

Finalmente o ministério de Paulo em Corinto foi razoavelmente longo (durou mais do que dezoito meses conforme At. 18.11, 18), para um Missionário semeador de Igrejas, ávido em proclamar a Plenitude de Deus, seu único assunto: Jesus Cristo foi um tempo demasiadamente amplo.

Paulo tinha razões para esperar que os cristãos Coríntios tivessem um pouco de maturidade espiritual.

Eventualmente, o apóstolo recebeu relatos de que a igreja em Corinto estava sendo despedaçada pelas divisões internas, especialmente como resultado da ação de alguns na congregação que viam a si mesmos como sendo mais espirituais ou inteligentes do que os outros irmãos (1.11, 12; 3.1-4; 8.1-3).

Paulo também soube de outras coisas:

Críticas feitas a ele,

Imoralidade desenfreada,

E processos judiciais entre cristãos (4.1-4; 5.1; 6.1-6).

Além disso, a própria igreja havia escrito a Paulo pedindo instruções sobre tais questões como:

Casamentos e divórcios,

Comida oferecida aos ídolos,

Dons espirituais,

E o método que Paulo estava utilizando para a sua coleta (7.1, 25; 8.1; 12.1; 16.1).

Eles também pediram uma visita de Apolo (16.12).

O apóstolo havia sido confrontado com uma tarefa enorme, e esta longa carta aos Coríntios foi uma tentativa de tratar o problema.

A igreja de Corinto, em vez de amadurecer nesse período intermediário, desenvolveu uma quantidade espantosa de problemas sérios, tais como:

Divisão,

Desvio da liturgia dos sacramentos,

Desordem durante os cultos,

Problemas teológicos,

E os extremos da falta de escrúpulos

E um ascetismo doentio.

Nesse cenário os cristãos se polarizaram, alguns insistindo que a sua associação com os pecadores era permissível e necessária, e outros argumentando que certo isolamento era essencial para preservar a santidade.

Mas, é na I Epístola aos Coríntios que podemos encontrar a solução de todos os problemas, solução divina só encontrada na manifestação de Deus para com os homens, através do Dom mais excelente:

O Amor.

Preste atenção no quadro, nas questões sobre o Amor; sem amor; Amor é maior que...

Para que você não fique confundido sobre estas posições, que na realidade saltam mais aos olhos ao serem colocadas em disposição lado a lado.





Veja o esboço proposto pelo prof. João Alves dos Santos do Instituto Andrew Jumper - UPM.

Esboço de 1 Coríntios

I. Introdução (1.1-9).

II. O relato da casa de Cloé (1.10—6.20)

A. Divisões na igreja (1.10-4.21).

1. O relato (1.10-17)

2. O evangelho e a sabedoria verdadeira (1.18-3.4)

3. Ministério e apostolado (3.5-4.21)

B. Problemas morais e éticos (capítulos 5 e 6)

1. Um caso de incesto (capítulo 5)

2. Processos de lei (6.1-11)

3. Imoralidade sexual (6.12-20)

III. Resposta à carta dos Coríntios (7.1-16.12)

A. Casamento e divórcio (capítulo 7)

1. O relacionamento conjugal (7.1-9)

2. A questão do divórcio (7.10-24)

3. O problema especial das "virgens" (7.25-40)

B. Comida oferecida aos ídolos (8.1-11.1)

1. O problema e sua solução básica (capítulo 8)

2. A autoridade de Paulo para lidar com o problema (capítulo 9)

3. Os israelitas como exemplo (10.1-22)

4. Conclusões (10.23-11.1)

C. O Culto (11.2-34)

1. O véu (11.2-16)

2. A Santa Ceia (11.17-34)

D. Dons espirituais (capítulos 12-14)

1. Unidade e diversidade (capítulo 12)

2. A grandiosidade do amor (capítulo 13)

3. Profecia e línguas (14.1-25)

4. O princípio da ordem (14.26-40)

E. A ressurreição (capítulo 15)

1. A ressurreição de Cristo é essencial (15.1-11)

2. A certeza da ressurreição (15.12-34)

3. O corpo ressurreto (15.35-49)

4. Conclusão (15.50-58)

F. Sobre a coleta e outros assuntos (16.1-12)

G. Conclusão (16.13-24)

Considerações sobre os Dons espirituais:

Um dos pontos, ainda hoje controversos, é a respeito da operação e uso dos dons do Espírito Santo, entre a membresia das Igrejas, seja numa por falta de conhecimento ou por entender que foi apenas para o Igreja do passado,seja pelo descrédito, ou seja pela posição de entender como os dons atuam no Corpo da Igreja, ou até mesmo sobre a questão de crer ou não no dom da Glossolália, o que, tem sido o canal divisor entre as muitas Igrejas.

1. A natureza dos dons espirituais – v. 4-6

Os dons têm um tríplice aspecto:

São “charismata” = dons

“diakonia” = ministérios

“energémata” = obras.

Com isso, Paulo fala sobre:

Origem dos dons;

O modo como atuam;

A finalidade dos dons.

Quanto à origem dos dons =

Os dons são “chamarismata”, manifestação concreta de “charis” graça divina.

A graça de Deus é a origem de todo dom.

A origem dos dons nunca está no homem, mas na graça de Deus.

Quanto ao seu modo de atuar:

Os dons são “diaconia”, prontidão para servir.

É concentrar não em mim mesmo, mas no outro.

É buscar não minha auto-edificação, mas a edificação do meu próximo.

Quanto à sua finalidade =

Os dons são “energémata”, isto é, obras exteriores.

A igreja é a continuação histórica da encarnação de Cristo.

Somos o corpo de Cristo na terra.

A finalidade do dom é a realização de alguma obra concreta, uma ajuda a alguém, a edificação da comunidade.

2. O propósito divino para os dons – v. 7

Os dons são dados a cada membro do corpo – “a manifestação do Espírito é concedida a cada um”.

Os dons são dados visando um fim proveitoso, ou seja, a edificação da igreja.

3. A variedade dos dons – v. 8-10

Paulo oferece cinco listas de dons espirituais:

Romanos 6:6-8;

1 Coríntios 12:8-10;

1 Coríntios 12:28;

1 Coríntios 14;

Efésios 4:11-13.

Não há crentes sem dom nem crente com todos os dons (12:29-31).

Assim como não há membro auto-suficiente no corpo nem membro sem função.

Alguns estudiosos classificaram os dons registrados em 1 Coríntios 12 como dons de pregação, dons de sinais e dons de serviço.

4. A soberania do Espírito na distribuição dos dons – v. 11

O Espírito Santo distribui os dons a cada um, ou seja, não existe membro do corpo de Cristo sem pelo menos um dom espiritual.

O Espírito Santo é: livre e soberano na distribuição dos dons.

No texto temos quatro verbos chaves que ilustram essa soberania:

No verso 11, Deus distribui;

No verso 18, Deus dispõe;

No verso 24, Deus coordena e

No verso 28 Deus estabelece.

Do começo ao fim Deus está no controle.

A igreja precisa conhecer os seus dons e usá-los corretamente.

O dom é para a edificação e crescimento da igreja e não para orgulho pessoal ou divisão na igreja.

Notas de Rodapé da Bíblia de Genebra

Conheçam alguns destaques das Notas de Rodapé da Bíblia de Genebra sobre, alguns pontos encontrados na Epístola de I Coríntios:

Os destaques apresentados, quase todos, se encontram no capítulo 12:

12.2,3

Como introdução aos dons espirituais praticados em Corinto, Paulo lembra seus leitores acerca do contraste em sua experiência pagã e sua experiência cristã.

Não é claro que alguém estava realmente proferindo maldições contra Jesus (essa declaração pode ter sido apenas uma ilustração), mas o enfoque do terceiro versículo recai sobre o conteúdo da fala religiosa.

14.6-19, mas em conexão com o Cap. 12:

Em vista de 14.6-19, podemos inferir que o apóstolo estava antecipando seu argumento em prol de uma linguagem compreensível. Os pagãos, por igual modo, podem ter experimentado fala miraculosa, mas o que realmente importa é o que é dito nessas ocasiões.

12.4 os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo.

Ao que parece, os crentes coríntios exageravam a importância do dom de línguas, pelo que Paulo lhes lembrou que um e o mesmo Espírito distribui uma variedade de dons entre o seu povo.

As referências adicionadas ao "Senhor", que é o mesmo (v.5), e ao "mesmo Deus" (v. 6), refletem a importância da doutrina da Trindade para Paulo; e essa doutrina também presta apoio à unidade dentro da diversidade.

12.7 visando a um fim proveitoso.

Teremos entendido completamente mal o propósito dos dons do Espírito (aqui chamados de "manifestação") se usarmos esses dons por razões egoístas. Visto que há diferentes necessidades na comunidade cristã, diferentes dons são requeridos em cada comunidade.

Listando os Dons Espirituais:

A Bíblia de Genebra nos lembra que esta lista não é completa, mas somente partes dos dons são listados, de acordo, com a necessidade da Igreja foco:

12.8-10

Esta lista de dons espirituais não pretende ser um catálogo completo (outros dons são incluídos no v. 28); talvez reflita dons que eram especialmente evidentes na igreja de Corinto.

Não precisamos supor que todos os dons eram manifestados em cada igreja.

A lista que vemos em Rm 12.6-8, por exemplo, inclui somente dois dos dons aqui mencionados (profecia e fé), e omite aqueles dons que poderiam ser considerados miraculosos, como as curas e as línguas.

Ao tentarmos determinar o caráter de alguns dos dons aqui mencionados, somos impedidos pela ausência de descrições sobre os mesmos no Novo Testamento.

"A palavra de sabedoria" pode ser a capacidade de resolver problemas espirituais difíceis, e "a palavra de conhecimento" pode ser uma revelação especial de alguma espécie, embora não possamos ter certeza disso.

Também não é claro por que Paulo alistou, em separado, os dons da "fé", das "curas" e das "operações de milagres".

A referência ao "discernimento de espíritos" talvez deva ser entendida à luz de 14.29.

Nossa incapacidade de determinar a função exata de alguns desses dons não é obstáculo para entendermos o impacto desta passagem, cujo alvo não é fornecer instruções detalhadas sobre eles, mas antes, é enfatizar a variedade das graças de Deus à sua Igreja (v. 11).

12.10 a um, variedade de línguas.

A descrição apropriada deste dom tem gerado intensos debates.

De acordo com certo ponto de vista, refere-se a alguma espécie de fala extática, possivelmente relacionadas às "línguas dos anjos", mencionadas em 13.1.

Por outro lado, o Novo Testamento dá evidência explícita e inequívoca de que o Espírito Santo deu aos crentes primitivos a capacidade de falar em línguas humanas estrangeiras (At 2.4-11).

Embora objeções também possam ser levantadas contra essa opinião (14.2, nota), pelo menos ela pode ser apoiada por um precedente bíblico.

12.11 como lhe apraz.

Nota do Editor:

Esta é uma nota que pode causar diferentes entendimentos, tendo em vista o modo como compreendemos o dom da glossolalia, ou seja, falar em línguas estranhas seja as conhecidas entre os homens, bem como, aquelas que são descritas acima no capítulo 13.1, línguas dos anjos.

É sobre isto que a Nota fala que a evidência inicial foi compreendida pelos povos que estavam em Jerusalém, ao ouviremos discípulos falando em línguas e entendendo, cada qual, em seu próprio idioma.

No entanto, aos estudarmos este Dom, veremos que ambas as posições podem ser explicadas e tem base bíblica, seja a da primeira evidencia, tanto quanto a da segunda forma de demonstração do dom de línguas.

Além disto, poderíamos nos aprofundar sobre o “entendiam”, como mais uma manifestação sobrenatural divina em dar entendimento aos que ouviam o barulho, inicialmente sem nexo.

Continuação da nota de rodapé original:

Essa breve cláusula estabelece em sua própria perspectiva a lista anterior de dons espirituais.

Se um indivíduo ou uma igreja possui um dom em particular, não cabe a nós decidirmos.

É o Espírito quem provê soberanamente os dons para o povo de Deus.

Esse fator talvez explique por que nenhuma passagem do Novo Testamento oferece um catálogo completo de dons espirituais, e nem uma definição precisa dos mesmos, visto que podem variar de modo significativo, de acordo com os planos de Deus, em situações mutáveis.

Uma igreja local pode, mui apropriadamente, orar para que Deus conceda dons para satisfazer às suas necessidades, mas essas orações devem ser oferecidas em submissão à sua soberana vontade e em sua perfeita sabedoria.

12.12 o corpo é um.

Ver "A Igreja", em Ef 2.19.

A descrição da Igreja de Cristo como um corpo é um dos ensinos mais distintivos e significativos de Paulo (1.13, nota). De fato, o apóstolo dos gentios diz-nos que lhe foi dada uma revelação especial sobre esse "mistério", que esteve oculto por muitos séculos, a saber, que o povo de Deus, formado tanto por judeus como por gentios convertidos, constitui agora um único corpo, em virtude da exaltação de Cristo (Ef 1.22,23; 3.2-6).

Tanto a existência quanto o crescimento da Igreja derivam-se dessa unidade estabelecida por Cristo, por meio do Espírito (Ef 4.3-6,11-16; Cl 2.19; 3.14,15).

12.13 em um só Espírito, todos nós fomos batizados.

A ênfase que recai sobre a palavra "todos" e a alusão aos sacramentos relembram a descrição similar sobre os israelitas, em 10.2-4 (notas).

Nota do Editor:

Posição da Bíblia de Genebra:

Uma das verdades significada e selada pelo batismo com água é o batismo do Espírito Santo que incorpora os crentes no corpo de Cristo.

Posição do Editor:

O nosso entendimento, com base nos nossos estudos e crença na Palavra de Deus, sob os dogmas da Assembléia de Deus, nos leva a discorrer um pouco mais, sobre esta posição.

Entendemos que o batismo incorpora os crentes no Corpo de Cristo, mas não é no ato do batismo por imersão em águas que, o crente é batizado com Espírito Santo.

No entanto, isto pode, e já vimos ocorrer, ao mesmo tempo.

Ao ser batizado em águas o crente pode receber o batismo com o Espírito Santo.

Logicamente teríamos que discorrer sobre o selo, ou penhor do Espírito Santo, mas que fique claro que, todos que crêem ao receber a Cristo, passam a possuir, dentro de si o Espírito Santo!

Proposta, do editor, para esta nota de rodapé:

“Uma das verdades significada e selada pelo batismo com água é que o batismo incorpora os crentes no corpo de Cristo”.

Continuação da Nota de Rodapé:

O batismo substitui a circuncisão como o sinal de admissão na aliança de Deus (Cl 2.11-14).

De maneira semelhante, tomar parte da mesa do Senhor significa nossa contínua comunhão com Cristo e sua Igreja (10.17; 11.29, nota).

12.14-20:

Tendo afirmado a unidade da Igreja de Cristo, Paulo passa a falar sobre a sua diversidade.

Alguns estudiosos têm comentado que o problema mais fundamental dos crentes de Corinto não era sua rejeição da unidade da Igreja, mas antes, seu fracasso em reconhecer a sua diversidade.

Paulo corrige esse erro através de uma comparação com o corpo humano.

Ele apela para a vontade soberana de Deus, que "dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve" (v. 18; v. 11).

Se os crentes coríntios negassem a validade de certos dons, na realidade eles estariam questionando a autoridade de Deus na distribuição dos dons espirituais.

Paulo tinha salientado a unidade da Igreja, mas não uma uniformidade que fizesse calar formas válidas de diversidade.

12.22,23: mais fracos... menos dignos.

Essa comparação manifesta o problema que vinha ocupando a mente de Paulo pela maior parte desta epístola, a saber, um senso de superioridade espiritual entre alguns dos crentes de Corinto, e seu conseqüente desdém por alguns que pareciam mais "fracos" e menos "dignos".

A desvalorização, por parte deles, de certos dons espirituais (talvez em favor do dom de línguas), é a preocupação de Paulo aqui.

Nota do editor:

Em verdade existia um entendimento pairando na mente dos irmãos de Corinto: quanto mais se falasse em línguas, mais demonstração de poder demonstraria.

Continuação da nota de rodapé:

Este é um fato ainda real em muitas Igrejas de nossos dias.

A manifestação de línguas estranhas, até mesmo para “valorar” uma pregação, é muito utilizada por pregadores, trazendo um estado de comoção entre os ouvintes, não é regra, mas existe.

12.28

Os itens existentes neste versículo são diferentes daqueles nos vs. 8-10 — confirmação do fato de que Paulo não estava interessado em fornecer uma lista completa.

Aqui Paulo começa com os "apóstolos" e os "profetas", aos quais ele considera o alicerce (Ef 2.20), e adiciona uma terceira categoria, a dos "mestres", pelo que essa lista tornou-se similar à de Ef 4.11.

Embora as palavras gregas para "auxílios" e "administrações" não ocorram em qualquer outro lugar do Novo Testamento, provavelmente Paulo tinha em mente os dons daquele que "mostra misericórdia" ou que "preside" (Rm 12.8).

12.29,30

Essas perguntas retóricas levam a um clímax o Argumento Paulino de que não deveríamos esperar que todos tivessem os mesmos dons, visto que Deus os distribui conforme a sua boa vontade (vs. 11 e 18).

12.31 procurai, com zelo, os melhores dons.

O sentido desta sentença tem sido indagado.

Alguns acreditam que estão em pauta dons mais importantes no v. 28 (especialmente a profecia, 14.1); outros argumentam que ela introduz a discussão sobre o amor, no cap. 13.

Mais provavelmente ainda, Paulo está antecipando aquilo que diria mais adiante sobre os dons "para a edificação da igreja" (14.12), isto é, "falar palavras com o meu entendimento, para instruir outros" (14.19).

Um caminho sobremodo excelente.

Antes de explicar quais são esses "melhores dons", conforme ele faria no cap. 14, Paulo precisa indicar qual a condição essencial para o exercício apropriado de qualquer dom — O Amor.

Finalidade:

Espero que este estudo compacto, da I Epístola de São Paulo aos Coríntios, lhe sirva de ajuda no início deste 2º Trimestre das Lições da Escola Bíblica Dominical da CPAD.

Poderíamos concluir que, a Igreja de Corinto, com sua indesejada fraqueza e desordem se tornou um olo de ensinamento através da qual Paulo exercitou toda a Revelação recebida diretamente de Jesus Cristo, e a condensou em sistematização doutrinária através dos erros da Igreja de Corinto.

Há um legado espiritual de Corinto:

A questão essencial não é simplesmente discutir se os dons existem hoje ou não, mais qual deve ser a nossa atitude em relação aos dons. A igreja de Corinto tinha todos os dons (1:7).

Nem por isso era uma igreja perfeita.

Os coríntios permitiram que certos dons se tornassem símbolos de “status” espiritual, principalmente o dom de línguas.

O exemplo de Corinto nos mostra:

Como cultuar com ordem

Como tratar o próximo sem acepção

Saber que somos Corpo de Cristo

Usar a verdadeira Sabedoria

Como conduzir-nos no casamento

Como a concupiscência deve ser evitada

Retirar de nosso meio toda a sensualidade, a fornicação.

Respeitarmos a autoridade dos Pastores, sem tomar posição política, ou preferência por A ou B.

Aprendemos a viver numa nova sociedade, a Igreja, inclusive resolvendo os atos legais, internamente, por mais que isto possa parecer difícil.

Como devemos proceder, deixando a Excelência do Amor permear a Igreja, sem faccionismo, partidarismo, sem modificar os sacramentos memoriais de Cristo, sem imoralidades, sem uso desordenado dos dons espirituais.

Consolida-nos na Esperança da Ressurreição Eterna, com Cristo.

A igreja de Corinto tinha sérios problemas relacionados ao culto cristão.

Um deles era sobre o uso e o abuso dos dons espirituais. Esse é um problema que a igreja contemporânea enfrenta, especialmente em face da crescente influência do pentecostalismo clássico e do movimento carismático.

A dinâmica dos dons espirituais é um dos recursos mais poderosos que Deus providenciou para que a igreja tivesse um crescimento saudável.

Bons estudos.

EDITOR:

Osvarela

30/03/2009

Fonte:

Prof. João Alves dos Santos - Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano Conservador; mestre em Divindade (M.Div.) e em Teologia do AT (Th.M.) pelo Faith Theological Seminary (Filadélfia - EUA) e mestre em Teologia do NT (Th.M.) pelo Seminário Presbiteriano "Rev. José Manoel da Conceição". Bacharel em Direito e em Letras. Professor da área de Novo Testamento do CPAJ (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper), ex-professsor de Grego e Exegese do NT no Seminário "Rev. José Manoel da Conceição”.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Apontamentos do autor

Dicionário Buckland

Bíblia de Estudo - Aplicação Pessoal -CPAD

Bíblia Explicada

Bíblia de Estudo Plenitude -SBB - ERC

3 comentários:

Danilo Sergio Pallar Lemos disse...

Excelente comentário, que certamente tornar-se- a um excelente subsídio para os professores de Escola Dominical neste Trimestre.

Pr. Danilo Lemos.

Samuel disse...

Muito bom, tenho certeza que essa será uma ótima base, não só para professores mas para todos que desejam como em Oséias 6:3, conhecer e proseguir em conhecer à D-s.

Samuel Neres

Samuel disse...

Muito bom, tenho certeza que essa será uma ótima base, não só para professores mas para todos que desejam como em Oséias 6:3, conhecer e proseguir em conhecer à D-s.

Samuel Neres

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"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

Doutrina


O Credo da Assembléia de Deus
A declaração de fé da Igreja Evangélica Assembléia de Deus não se fundamenta na teologia liberal, mas no conservadorismo protestante que afirma entre outras verdades principais, a crença em:
1)Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
Pacto de Lausanne – Suíça
Teses de Martinho Lutero
95 Teses de Lutero
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