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quinta-feira, junho 18

AJUDA AOS NECESSITADOS - LIÇÃO 12 - CPAD

AJUDA AOS NECESSITADOS
Lição 12 – CPAD – Autor: Osvarela



TEXTO ÁUREO:
II Co. 9.7. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.
Leitura bíblica em Classe:
II Co. 9.6-12.

Leia também os versículos 1-5 e 13-15
II Co. 9.1 Pois quanto à ministração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos; porque bem sei a vossa prontidão, pela qual me glorio de vós perante os macedônios, dizendo que a Acaia está pronta desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos. Mas enviei estes irmãos, a fim de que neste particular não se torne vão o nosso louvor a vosso respeito; para que, como eu dizia, estejais preparados, a fim de, se acaso alguns macedônios forem comigo, e vos acharem desaparecidos, não sermos nós envergonhados (para não dizermos vós) nesta confiança. Portanto, julguei necessário exortar estes irmãos que fossem adiante ter convosco, e preparassem de antemão a vossa beneficência, já há tempos prometida, para que a mesma esteja pronta como beneficência e não como por extorsão.
II Co. 9.12. Porque a ministração deste serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também transborda em muitas ações de graças a Deus; visto como, na prova desta ministração...e pela liberalidade da vossa contribuição para eles, e para todos;...por causa da superabundante graça de Deus que há em vós. Graças a Deus pelo seu dom inefável.
Palavras-Chave:
Graça da caridadeten charis – honra ou previlégio de participar do serviço.
A “charis” era a própria oferta oferecida pelos de Corinto.
Diligênciaspoudazo = pensar e agir + planejar e produzir. Ser zeloso, esforçar cada músculo ou nervo para conseguir.
Koinonia – compartilhamento; participação; uniformidade; fraternidade; uma comunhão; ajuda contribuinte.
Necessário – indispensável; imprescindível;
Necessitar – sentir necessidade; sofrer necessidade.
Necessitado – o que padece de necessidade.

Alegriahilaros – disposto; de boa natureza; alegremente pronto; espírito alegre produzindo alegria no ato de dar, ns faz ser menos comedidos neste ato.
DEVOCIONAL:
Dt.15.11.Pois nunca deixará de haver pobre na terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra.
TEXTO PENSAMENTO:
I João 3.16-17. Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos. Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitando, lhe fechar o seu coração, como permanece nele o amor de Deus?
A - TEXTO BÍBLICO HISTÓRICO-AUXILIAR:

Gl. 2.1.ss. Depois, passados catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo a Tito. E subi devido a uma revelação, e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios, mas em particular aos que eram de destaque, para que de algum modo não estivesse correndo ou não tivesse corrido em vão...antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me fora confiado, como a Pedro o da circuncisão (porque aquele que operou a favor de Pedro para o apostolado da circuncisão, operou também a meu favor para com os gentios), e quando conheceram a graça que me fora dada, Tiago, Cefas e João, que pareciam ser as colunas, deram a mim e a Barnabé as destras de comunhão, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão; 10 recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres; o que também procurei fazer com DILIGÊNCIA.
B - CONTEÚDO HISTÓRICO:
A história do Apóstolo São Paulo é uma história que, é demonstrada na Bíblia à partir da morte de Estevão.
Esta singular figura da história da Igreja Primitiva demonstra que, ao ser chamado por Jesus Cristo, a caminho de Damasco toma conta do cenário do livro escrito pelo detalhista Lucas, a quem ele depois chama do médico amado.
Sempre ensino que, para se estudar a história de Paulo na Bíblia Sagrada é necessário, permear o estudo com acuidade de diversos pontos, em cada de suas Epístolas, e até mesmo fora delas. Como sou um inconteste admirador de Paulo, tenho procurado faze-lo, muito embora, ainda não tenha obtido, pelo menos historicamente, pois, canonicamente o é impossível dada a questão divina das revelações da Palavra, compreender a vida de Paulo e conhecer onde esteve e onde andou, o que acho ainda um grande mistério pela grandeza do Próprio.
I Co. 16. 14. Todas as vossas obras sejam feitas em amor.
Paulo é alguém que transcende a suas próprias Epístolas e Escritos, por isto é interessante esta semana em particular nesta Lição da EBD – CPAD.
C - A situação social das Igrejas da Missão Paulina:
Chefe de sinagoga – Crispo –
At. 18. 8. Crispo, chefe da sinagoga, creu no Senhor
com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo, criam e eram batizados.
Erasto – alto funcionário público.
Rm.16.23. Saúda-vos Erasto, tesoureiro da cidade...
Áquila e Priscila – fazedores de tenda.
At. 18.1-3.
Depois disto Paulo partiu de Atenas e chegou a Corinto...encontrando um judeu por nome Áqüila, natural do Ponto, que pouco antes viera da Itália, e Priscila, sua mulher...foi ter com eles, e, por ser do mesmo ofício, com eles morava, e juntos trabalhavam; pois eram, por ofício, fabricantes de tendas.
Febe – numa comunidade da época ter condições de abrigar a muitos indicava uma boa posição social.
Rm. 16.1-2. Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que é serva da igreja que está em Cencréia; para que a recebais no Senhor, de um modo digno dos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque ela tem sido o amparo de muitos, e de mim em particular...
D - Destaque:
Um destaque para a posição de Paulo, Áquila e Priscila trabalharem:Como dito no CH-CNV-CPAD, pág.341: Os famosos rabinos Shammai [cresceu à sombra da opressão de Herodes, e acreditava sempre que era necessário ter uma postura firme para lidar com os adversários da tradição judaica.]e Hillel [considerado o maior sábio do período do segundo Templo], que viveram no primeiro século, apesar de serem mestres-doutores no ensino, praticavam as suas profissões, sendo Shammai, carpinteiro e Hillel, prestador de serviços, bem como, Eleazar Zadoq e Abba Saul Batnith eram comerciantes em Jerusalém, sem deixar de se dedicar ao ensino, então o fato de Paulo muitas vezes se contrapor a receber ofertas monetárias e trabalhar fazendo tenda, não era uma posição de inferioridade, pelo contrário, digo eu, era mais forte a sua independência, muito embora, realizasse seu trabalho em meio a comunidade helênica, mas como a vida da Igreja passava pela sociedade sinagonal não causava-lhe tanto incomodo, mesmo na Acaia.
I Co. 9. 18. Logo, qual é a minha recompensa? É que, pregando o evangelho, eu o faça gratuitamente, para não usar em absoluto do meu direito no evangelho.
Ele declara sem medo: “o obreiro é digno de seu salário” e agradece a todos que o ajudaram em suas necessidades, em quase todas as suas Epístolas.
INTRODUÇÃO:
Como Paulo aprendeu a ajudar os necessitados?
A prévia sobre a vida de Paulo, após a sua revelação serve para introduzir a questão da sua própria Teologia, ou seja, a Teologia Paulina, como o Evangelho que Paulo pregava, sem conotação contemporânea com nossos dias, mas sim sob a sua ótica escatológica antioquena.
Desta forma, O Apóstolo Paulo, passado quatorze anos sobe a Jerusalém para encontrar-se, com as colunas da Igreja, a fim de obter ou constatar se como ele mesmo diz: “se não houvera trabalhado em vão, como socando o ar”.
Eis aí nesta frase, uma das facetas do pensamento contemporizador, às vidas que lhe cercavam, que conheciam muito bem o seu mundo.
Paulo ao chegar em Jerusalém, procurou as colunas para dar um relato do que andara realizando na obra do evangelho, na Ásia e recebeu um sim dos mesmos.
Mas, mesmo assim, numa demonstração de humildade e para nos ensinar que devemos sempre estar aprendendo ele declara que procurou fazer com diligencia o que lhe fora recomendado pelas colunas da Igreja Primitiva: “recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres; o que também procurei fazer com DILIGÊNCIA”.
Será que Paulo estava esquecido desta importante coisa?
Creio que sim.
Pelas datas das Epístolas Paulinas, vemos, que Gálatas é considerada escrita no período que, vai de 49 d.C. sendo anterior as Epístolas aos Coríntios, portanto, a Epístola aos Gálatas é o mais antigo testemunho da luta antijudaizante, contudo Paulo respeita a liderança e aprende com ela - Tiago, Cefas e João.
Pode ser um pensamento ousado, mas creio que, seja real, o aprendizado de Paulo com as colunas do Caminho, nesta questão, em atender a necessidade dos santos.
A Igreja de Jerusalém a mãe de todas as igrejas cristãs estava empobrecida pelo momento socioeconômico gerado pela perseguição e invasão dos romanos, os que ali residiam estavam todos juntos e era uma grande multidão, que precisava de tudo para ser abastecida.
Assim, as Igrejas filhas do Ministério de Paulo aprenderam com a mãe, Jerusalém, a servir com alegria aqueles que estavam necessitados.
O livro de atos dos Apóstolos ensina sobre a koinonia na Igreja de Jerusalém – At.2.42.ss
Veja a separação dos diáconos para um serviço de atender aos necessitados, viúvas emprincipal.
At. 6. 5. O parecer agradou a todos, e elegeram a Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas, e Nicolau, prosélito de Antioquia...
Esta foi uma etapa singular da Igreja, em que estavam reunidos numa mesma mesa todos os tipos sociais e intelectuais, assim como na Igreja de Antioquia – At.13. 1. Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo.
Esta mescla social levou a Igreja a ser um local de abrigo e de atendimento das necessidades, não só da Obra de Deus, mas também dos necessitados de toda a espécie.
Paulo pode dizer muito bem: Fp. 4. 10. ss. Ora, muito me regozijo no Senhor por terdes finalmente renovado o vosso cuidado para comigo; do qual na verdade andáveis lembrados, mas vos faltava oportunidade. Não digo isto por causa de necessidade, porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre. Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece.
Creio, que não haveria ninguém em especial com poder de síntese como Paulo para demonstrar esta questão prática da vida cristã como: Ajudar aos Necessitados!
II - O TEMPO DE AJUDAR:

Na citação de Filipenses, acima, Paulo declara explicitamente a questão do tempo de ajudar.
Não adianta-nos pregar e ensinar se não tiver um coração doador de beneficência, fora de tempo.
Muitos querem em nossos dias ensinar ou dirigir aquilo que entregam para a Obra de Deus, se você entregou deixe nas mãos de quem Deus colocou como governo.
Se você não entregou ainda há um tempo para você atender as carências da Obra de Deus e de seu Povo.
II Co. 9.9. conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres...
Rm. 12. 11 não sejais vagarosos no cuidado;
O frio não espera.
A fome desespera.
A doença leva a sepultura.
A febre enlouquece e causa desvarios.
A dor não cessa sem remédio. [estamos contextualizando, em termo físico, crendo que, Jesus cura]
ENTÃO é tempo de atender as carências do povo.

Como diz Tiago: 2.15-16. Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso?
O atendimento tem que ser na hora da necessidade.

Muitos desprezam o serviço diaconal da assistência social e se limitam a doar cestas básicas, em dia e tempo determinado, uns ainda chamam os pedintes necessitados de “incapazes”, quando a barriga da criança sente falta de alimento é a cabeça do pai e da mãe que dói, tanto quanto.
Se este trabalho não fosse importante, a aula é sobre ajuda, mas é preciso dizer certas coisas.
Se este trabalho não fosse importante as Colunas Tiago, João e Cefas e os demais Apóstolos, não teriam sido dirigidos pelo Espírito Santo para levanta-lo, no seio da Igreja.
Rm. 15. 26-28. Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia levantar uma oferta fraternal para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Isto, pois lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir a estes com as materiais. Tendo, pois, concluído isto, e havendo-lhes consignado este fruto, de lá, passando por vós, irei à Espanha.
I Co. 16. 1-3. Ora, quanto à coleta para os santos fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galiléia. No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar. E, quando tiver chegado, mandarei os que por carta aprovardes para levar a vossa dádiva a Jerusalém;Vai aqui um ensinamento sobre os valores forçados por alguns ao rebanho do Senhor....
II Co. 8.1.ss. Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus que foi dada às igrejas da Macedônia; como, em muita prova de tribulação, a abundância do seu gozo e sua profunda pobreza abundaram em riquezas da sua generosidade.Porque, dou-lhes testemunho de que, segundo as suas posses, e ainda acima das suas posses, deram voluntariamente, pedindo-nos, com muito encarecimento, o privilégio de participarem deste serviço a favor dos santos; e não somente fizeram como nós esperávamos, mas primeiramente a si mesmos se deram ao Senhor
II - 1 - A CONTRIBUIÇÃO E SUAS FORMAS:
Organização e sistematização programática:
- II Co. 9.5. Portanto, julguei necessário exortar estes irmãos que fossem adiante ter convosco, e preparassem de antemão a vossa beneficência, já há tempos prometida, para que a mesma esteja pronta como beneficência e não como por extorsão.
II Co. 9.1. Pois quanto à ministração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos;
A Obrigação Ministerial em exortar [em ambos sentidos: animar, encorajar e disciplinar a ação] o rebanho a contribuir com a Obra meritória da Ajuda aos Necessitados é um fundamento do exercício do mesmo.
Assim foi ensinado aos primeiros líderes apostólicos por Jesus Cristo, ensinado pelos Apóstolos aos demais, inclusive ao Apóstolo Paulo, e por este transmitido a todas as Igrejas da Ásia Menor, incluindo a de Corinto.
A ação atual das Igrejas nesta área ainda é algo tímido, embora existam exceções pontuais.
A ação da Ajuda aos Necessitados deve ser:
Preparada com antemão –
significa deve ter uma estrutura para não ser um serviço caracterizado, apenas pela necessidade eventual, como em casos de calamidades.
Isto significa disciplinar a ação, ou seja, ter métodos, ter sistematização, ter organização.
A Bíblia Sagrada, as Paulinas, e a Organização do Sistema ou Entidade Eclesial de Ajuda aos Necessitados:
I Tm. 5.3.ss.
Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas.Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família [deve ser atendidas pela sua própria família], e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus.Ora, a que é verdadeiramente viúva e desamparada espera em Deus, e persevera de noite e de dia em rogos e orações; Manda, pois, estas coisas, para que elas sejam irrepreensíveis.Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel.Nunca seja inscrita viúva com menos de sessenta anos[Paulo considerava a capacidade laboral ou física e a possibilidade de um novo casamento – veja vs.5-7], e só a que tenha sido mulher de um só marido;Tendo testemunho de boas obras: Se criou os filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos, se praticou toda a boa obra.
Neste texto Paulo considera alguns parâmetros para ajuda aos da koinonia da fé.
No caso das viúvas ele exercita o mesmo rigor que aplicou aos tessalonicenses ao dizer “quem não trabalha, também não coma”.
Esta maneira de disciplinar, ou colocar parâmetros era necessário, para não existir casos, como o filho que diz que o que tem é “corbã”, e assim ficar livre de ajudar aos pais debilitados pela idade, e isto ocorre até hoje, muitas famílias, descrentes ou crentes, tem se valido da generosidade das Igrejas para entregar os debilitados da família, nas mãos da Igreja local e ainda acusam o Ministério de descaso.
No próprio ministério Apostólico houve a necessidade de levantar a diakonia, para atender as viúvas gregas que não estavam sendo atendidas.
A Ajuda aos Necessitados deve começar, no lar do Ministro, passar pelo seio da família e depois atingir a Igreja, o exercício da piedade é Ministerial, Familiar e Eclesiástico!
1- PRONTIDÃO:

A operação, com base na vida espiritual:
A vida do cristão é baseada na voluntariedade, que leva a uma vida de ser pronto, ou seja, prontidão.
- II Co. 9.2. porque bem sei a vossa prontidão - se há prontidão de vontade...
Prontidão
aumenta a conscientização sobre os necessitados e a necessidade de ajudar as ações contextualizadas para cada grupo de pessoas específicas, em parceria. Quando a Prontidão alcança seu resultado desejado, igrejas, ajudadores, e equipes de ajuda, incluindo as Entidades eclesiais estão CIENTES de que:
O chamado de Deus em suas vidas, os grupos de pessoas à sua volta que carecem de Jesus, mas também de sua prontidão ou presteza em serem atendidos.
Prontidão fala de serviço:
Para o que Deus as está chamando.
Quero passar a visão de que a Ajuda aos Necessitados é uma ação espiritual.
Por isto a Prontidão inclui itens tais como, preparação espiritual, conhecimento do lugar ou contexto da social da Igreja e seus membros, descobrimento dos grupos de pessoas, aproximação de pessoas e medição e desenvolvimento da receptividade entre o grupo selecionado para o atendimento e enraizamento no Evangelho.
2- CONTRIBUIÇÃO:
- Cada um contribua segundo propôs no seu coração
I Co.16. 1
Ora, quanto à coleta para os santos fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galiléia.
Esta é uma faceta singular e conhecida, tratada doutrinariamente pela Bíblia Sagrada.
Mas, Paulo faz questão de que seja de acordo com o coração.
- Não há nenhum contratempo a agir com o coração na ação de dar ou ajudar, se o cristão tiver uma vida espiritual racional e não simplesmente agir sem senso de racionalidade, assim: Cada um contribua segundo propôs no seu coração, e segundo o que tem.
Deus não quer que, você seja um emocional ajudador, lógico que isto pode ser utilizado segundo o próprio querer de Deus se Ele tiver impulsionado você, Ele vai supri-lo em tudo!
II Co. 8. 11-15. Agora, pois, levai a termo a obra, para que, assim como houve a prontidão no querer, haja também o cumprir segundo o que tendes. Porque, se há prontidão de vontade, é aceitável segundo o que alguém tem, e não segundo o que não tem. Pois digo isto não para que haja alívio para outros e aperto para vós, mas para que haja igualdade, suprindo, neste tempo presente, na vossa abundância a falta dos outros, para que também a abundância deles venha a suprir a vossa falta, e assim haja igualdade; como está escrito: Ao que muito colheu, não sobrou; e ao que pouco colheu, não faltou.
II Co. 9.10. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça.
Todos podem contribuir:
As Igrejas da Macedônia foram generosos mesmo em sua pobreza. Ver o texto bíblico de II Co.8.1,2.
3- ZELO:

- II Co. 9.2. e o vosso zelo tem estimulado muitos.
Zelo é um dos atributos comunicáveis de Deus a Igreja, aos homens que N’Ele crêem.
Assim tudo que fizermos sempre deverá ser com todo o zelo, ou seja, de forma cuidadosa com os necessitados.
Zelo infere cuidado particular, cuidado extremado.
Mas, por que?
É necessário incutir a questão do zelo como, cuidado em não constranger os que em algum momento necessitam de ajuda ou são necessitados.
Não se deve proclamar a ajuda.
Não se deve externar a ajuda como algo próprio de alguma família do seio eclesial ou do nosso círculo de conhecimento.
Zelo infere Caridade, ou seja, Amor.
4- LIBERALIDADE:
- II Co. 9.13.
Liberalidade da vossa contribuição
O liberal é o oposto do avaro, ele dá e pratica o seu projeto de vida com o pensamento devotado em ajudar.
Is. 32.5-8. Ao vil nunca mais se chamará liberal; e do avarento nunca mais se dirá que é generoso. Porque o vil fala obscenidade, e o seu coração pratica a iniqüidade, para usar hipocrisia, e para proferir mentiras contra o Senhor, para deixar vazia a alma do faminto, e fazer com que o sedento venha a ter falta de bebida.Também todas as armas do avarento são más; ele maquina invenções malignas, para destruir os mansos com palavras falsas, mesmo quando o pobre chega a falar retamente.Mas o liberal projeta coisas liberais, e pela liberalidade está em pé.
O justo é liberal:
Tudo que é fruto do amor em Cristo se torna mais fácil de ser entregue, sem peso ou avaliação de quanto vai ser ofertado.
5- AFETO:
Aconchego aos necessitados.
- II Co. 9.14. Afetuosamente: ardente afeto que vos têm.
6- PRIVILÉGIO:
Ajudar aos necessitados é caracterizado pó Paulo como um privilégio.
- II Co. 8..4. o privilégio de participarem deste serviço a favor dos santos.
7- GOZO:

- II Co. 8.2. a abundância do seu gozo.
Eu sempre digo que, a Bíblia nos ensina a fazer os outros felizes.
Aliás, o grande prazer de Deus é nos fazer o bem, para que sejamos felizes. Jr.29.11
A Bíblia nos ensina a chorar com os que choram e alegrar-se com os que se alegram.
8- A RACIONALIDADE DA AJUDA:
O próprio texto nos ensina!
- II Co. 8.13. Pois digo isto não para que haja alívio para outros e aperto para vós...
9- IGUALDADE:
- II Co. 8..14. Mas para que haja igualdade
A sociedade moderna, como também, a sociedade coríntia carece de igualdade social.
Muito embora, o Texto Bíblico afirme a sempre existência dos pobres – “os pobres sempre tereis convosco” – afirmada por Jesus, buscando um contexto social, ao largo do contexto exarado pelo Mestre, esta carência de igualdade, foi um dos desvios da Igreja primitiva, da Doutrina Apostólica, não só em Corinto, mas também em Jerusalém. At.4. 34. Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos.
Assim, temos a obrigação de agir como a Igreja da Macedônia em atender a Jerusalém.
Qual é a nossa, a minha Jerusalém?
A lista acima é um dos retratos da Ajuda aos necessitados, seja no quesito dar, amar, e a forma pela qual se deve dar:
A ajuda aos necessitados é o tema principal desta Lição 12.Embora o assunto resvale para a Contribuição, este é um assunto, que me agrada pelo apelo sincero a contribuição aos necessitados.
10- A AÇÃO FEMININA JUNTO AOS NECESSITADOS:
Pv.31.9;20.Busca lã e linho, e trabalha de boa vontade com suas mãos...Abre a sua mão ao pobre, e estende as suas mãos ao necessitado.
Isto deve servir de incentivo as nossas Febes e Dorcas, ajam sem medo a favor dos necessitados!
Produzindo para uso alheio:
At.9.36,39. Havia em Jope uma discípula por nome Tabita...quer dizer Dorcas, a qual estava cheia de boas obras e esmolas que fazia...e todas as viúvas o cercaram, chorando e mostrando-lhe as túnicas e vestidos que Dorcas fizera...
O que atende e Ajuda ao Necessitado:
Esta Lição nos leva a refletir na nossa situação.
Não temos nenhum mérito em nós mesmos, mas somos carente e dependente de Deus através da ação do Espírito Santo, pelo Sangue de Jesus.
Sl. 40.17. Mas eu sou pobre e necessitado; contudo o Senhor cuida de mim. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus.
Quando pensamos desta forma, nos colocamos no lugar do Necessitado mais premente.
Lembre-se do Nosso Senhor Jesus Cristo, que agiu desta forma: “se fez pobre” – ptocheuo.
Nosso maior exemplo, pois Ele se fazendo pobre pode sentir todas as necessidades dos pobres, pode conviver com pobres, fora dos palácios terrenos e nos ensinou a “vai vende tudo quanto tens, reparte com os pobres, vem e segue-me”.
Aquele que depende em tudo de Deus: seja a vida, seja a eternidade, seja a alma salva...
CONCLUSÃO:
Atos 20. 35. Em tudo vos dei o exemplo de que assim trabalhando, é necessário socorrer...recordando as palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: Coisa mais bem-aventurada é dar do que receber.
Assim como aprendemos a dar, é necessário aprender a comunicar “nossas necessidades com os santos”. Paulo foi um exemplo disto.
Fp. 4.15. ...nenhuma igreja comunicou comigo no sentido de dar e de receber, senão vós somente;
Paulo usa comunicar necessidades, também no sentido de acudir às necessidades alheias, mas aqui e usa comunicar com o sentido de receber o que falta.
Há muitos que se apegam ao texto de Isaías ou mesmo texto de Mateus sobre, o fato verdadeiro que Deus suprirá as nossas necessidades, mas esquecem que é preciso Pedir, comunicar, seja a Deus tanto quanto aos santos - Igreja.
Ainda temos promessa:
Novo Testamento: Fp.4.19. Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus.
Velho Testamento: Pv.28. 27. O que dá ao pobre não terá falta;
Ainda temos mais:
O lugar que Jesus nos foi preparar:
Fp. 3. 20-21. Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória...
Is. 65. 17 Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão...
Ap.7. 17;21.4. porque o Cordeiro que está no meio, diante do trono, os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida;...Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.
Fonte:
Church Planting Village - Batistas do Sul.
Bíblia Chamada
Bíblia Plenitude
Comentário Histórico-Cultural do NV-CPAD
Apontamentos do autor
Paulo – J. Becker
Dicionário Aurélio
Bíblia digital - cortesia tio Sam.
Foto - Projeto mão estendida

sexta-feira, abril 3

CORINTO – UMA IGREJA FERVOROSA, MAS NÃO ESPIRITUAL. Lição 01-CPAD – 2º Trimestre 2009

CORINTO – UMA IGREJA FERVOROSA, MAS NÃO ESPIRITUAL.

Lição 01-CPAD – 2º Trimestre 2009 Autor: Osvarela

TEXTO ÁUREO:

I Co. 3.1: E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo.

Leitura Bíblica Em Classe:

I Co. 3.1-9.

1 E eu, irmãos não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo.

2 Com leite vos criei, e não com manjar, porque não a podíeis suportar; nem tampouco agora podeis;

3 porquanto ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja e contendas, não sois porventura carnais, e não estais andando segundo os homens?

4 Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; não sois carnais?

5 Pois, quem é Apolo, e quem é Paulo, senão ministros pelos quais crestes, e isso conforme o que o Senhor concedeu a cada um?

6 Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.

7 Pelo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.

8 Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho.

9 Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.

Texto devocional:

I Co. 3. 11: Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.

Texto de apoio:

ATOS 18.1.ss: Depois disto Paulo partiu de Atenas e chegou a Corinto.

Os ajudadores:

2. E encontrando um judeu por nome Áqüila, natural do Ponto, que pouco antes viera da Itália, e Priscila, sua mulher (porque Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma), foi ter com eles, e, por ser do mesmo ofício, com eles morava, e juntos trabalhavam; pois eram, por ofício, fabricantes de tendas. Ele discutia todos os sábados na sinagoga, e persuadia a judeus e gregos. Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia...

Deixando os judeus e convertendo judeus:

5.... Paulo dedicou-se inteiramente à palavra, testificando aos judeus que Jesus era o Cristo. Como estes, porém, se opusessem e proferissem injúrias, sacudiu ele as vestes e disse-lhes: O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora vou para os gentios. E saindo dali, entrou em casa de um homem temente a Deus, chamado Tito Justo, cuja casa ficava junto da sinagoga.

8. Crispo, chefe da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo, criam e eram batizados. E de noite disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales; porque eu estou contigo e ninguém te acometerá para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.

Período de formação e ensino em Corinto:

11....E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus.

INTRODUÇÃO:

Neste trimestre temos uma expectativa excelente, quanto ao que estudaremos, primeiro por ser a Palavra de Deus, segundo pelo Livro em estudo e terceiro pelo Comentarista, sem demérito algum, a todos os outros, mas em especial pelo escritor deste trimestre, o eminente Prof. Pr. Antonio Gilberto, decano da Teologia Assembleiana, a quem tive a honra de conhecer desde a minha juventude e com ele poder estudar algumas matérias teológicas, no antigo IBP-RJ, sob a direção do Missº. Lawrence Olsen “in memorian”.

a-O retrocesso da Igreja de Corinto:

A igreja de Corinto estava em franco retrocesso, por ter feito das línguas uma maneira de medir a espiritualidade cristã.

Alguns entendem, contudo, que I Epístola de Paulo aos Coríntios, não é uma epístola de tratamento sistemático, mas de caráter eventual, dado às condições em que foi elaborada, ou seja, em cima de fatos e acontecimentos vivenciados pela Igreja local e ao longo da mesma Paulo apresente doutrinas extraordinárias, que podem fugir do conteúdo dos questionamentos inicias, mas se Paulo assim o fez, o fez, sob a égide do Espírito Santo.

I- Dados sobre a Epístola de I Coríntios:


Estudando um pouco mais, além do nosso estudo publicado no site: http://ebdweb.com.br ,
sob o título Os Caminhos de Corinto - Pr. Osiel Varela , procurei entender melhor a forma ou formato, a linha doutrinária, e principalmente a origem de certas respostas do Apóstolo Paulo, nesta sua resposta aos Coríntios, seja pelo questionamento base para o envio da Epístola, seja pelas questões partidárias que envolveram a Igreja local, seja pela influencia de outros discípulos de Cristo e do próprio Apóstolo Pedro, inserido no contexto da Epístola, mas que foi um marco diferencial e programa´tico no Apostolado Paulino, seja por divergências, seja pela presença no Círculo íntimo de Jesus, seja pela iniciação da pregação entre os gentios.

a-A importância da Comunidade da Antioquia:

Muito embora, nenhuma outra cidade fosse tão importante para o cristianismo, como foi a cidade de Jerusalém, nos primeiros vinte anos da fé cristã, a cidade de Antioquia foi o grande centro secundário para propagação da fé cristã, pela sua independência apostólica e da Lei, pois se desagregou rapidamente da Sinagoga.

A comunidade antioquena local onde procedeu o ministério Paulino é fundamental no entendimento das propostas teológicas para a ação de Paulo entre os Coríntios.

Há um caminho de Antioquia a Corinto, com passagem marcante por Jerusalém, e pela pessoa de Pedro.

A presença de Pulo por doze anos nesta comunidade permitiu ao mesmo, desenvolver através da revelação de Jesus Cristo uma teologia desassociada da presença que, o brilho do ministério de Jerusalém trazia consigo, da força da presença judaica, muito embora, isto não quer dizer que não houvesse uma forte presença hebraica ou judaizante entre aqueles de Corinto, basta ver pontos abaixo, esta força inicial, a scintilla, é também um dos motivos da dureza e o desencadear da desordem na Igreja de Corinto.

A autonomia apostólica paulina carecia de sua voz e isto é demonstrado na Igreja de Corinto, após a passagem de vários Obreiros por ela, nisto Paulo é o primeiro a falar, não só aos coríntios, mas a outras Igrejas, tanto o faz se preocupar que ele elege Timóteo, Tito e outros para continuarem a ministrar aquilo que plantara.

A obra antioquena foi resultado da dura perseguição á Igreja, ao Caminho, mas por esta perseguição o evangelho de Cristo se propagou para aquelas partes do mundo oriental, de tal forma, que a Obra de Antioquia servirá para ensinar aos Corinto sobre muitas atividades da Igreja, entre elas, sobre ofertas e ajuda [Atos 13.29,30: E os discípulos resolveram mandar, cada um conforme suas posses, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia; o que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e Saulo.].

b-A escolha de Paulo e Barnabé em Antioquia:

A dispersão causou a disposição de evangelizar outras partes, tudo como Jesus previra e ensinava.

Atos 11.19.ss: Aqueles, pois, que foram dispersos pela tribulação suscitada por causa de Estêvão, passaram até a Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. Havia, porém, entre eles alguns cíprios e cirenenses, os quais, entrando em Antioquia, falaram também aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. Chegou a notícia destas coisas aos ouvidos da igreja em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia; Partiu, pois, Barnabé para Tarso, em busca de Saulo; e tendo-o achado, o levou para Antioquia.

Esta parceria Paulo-Barnabé, ou disputa antioquena, acabou indo parar no Concílio entre disputas sobre práticas judaizantes e posteriormente pela presença de João Marcos na caravana de pregadores, veio a ser desfeita.

Atos 15.36: Decorridos alguns dias, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar os irmãos por todas as cidades em que temos anunciado a palavra do Senhor, para ver como vão. Ora, Barnabé queria que levassem também a João, chamado Marcos. Mas a Paulo não parecia razoável que tomassem consigo aquele que desde a Panfília se tinha apartado deles e não os tinha acompanhado no trabalho. E houve entre eles tal desavença que se separaram um do outro, e Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. Mas Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu encomendado pelos irmãos à graça do Senhor. E passou pela Síria e Cilícia, fortalecendo as igrejas.

c-O colégio de Mestres e profetas de Antioquia:

Antioquia tinha um invejável corpo de Obreiros, mestres e doutores, gente da alta classe social realmente convertidos a Jesus Cristo e se dispuseram a trabalhar sem medir esforços na propagação do evangelho.

Assim sendo, Antioquia tem um caráter de rudimento na história da Igreja de Corinto, inclusive sobre os questionamentos realizados pela comunidade local, ao Apóstolo Paulo.

ATOS 15.1,2: Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos. Tendo Paulo e Barnabé contenda e não pequena discussão com eles, os irmãos resolveram que Paulo e Barnabé e mais alguns dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, por causa desta questão.

ATOS 13.1: Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo.2 Enquanto eles ministravam perante o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.

d-A FÉ PRÉ-CORÍNTIA:

I Co 8.6: todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também.

A partir, da Antioquia, mas deve-se procurar entender que estes fundamentos e tradições utilizadas por Paulo pertencem ao patrimônio da comunidade de orientação, cristã-gentílica da Antioquia, a despeito dos cristãos-judeus ali estabelecidos.

É importante este entendimento, haja vista a questão das divisões apontadas no capítulo primeiro e na Leitura bíblica em classe de nossa lição deste domingo.

e-A questão Pedro:

Uma questão judaico-cristã e uma questão gentílica-cristã.

Pedro era pertencente ao círculo íntimo de Jesus, foi exortado a cuidar do rebanho, foi exortado a iniciar a pregação sem acepções de raça, línguas ou nações.

Pedro no Concílio de Jerusalém se proclama, com todo direito, Pregador dos gentios [ veja Atos 10.9-30], mas foi fundamental a sua fala durante o Concílio, pois dali se estabeleceu uma nova jornada para o Apóstolo Paulo da Igreja antioquena e seus demais companheiro, o que levou Paulo a disassociar-se, por anos da Igreja de Jerusalém e posteriormente iniciar sua jornada solo, óbvio, que acompanhado de ajudadores, mas que acaba desembocando ou desaguando, nesta sua etapa pós-antioquia, na Evangelização de cidades importantes e capitais, incluindo neste jornadear a cidade de Corinto, após deixar a Via Egnatia,.

Sendo assim surgem num espaço de aproximadamente três anos desde Antioquia até a Carta aos Tessalonicenses escrita em Corinto, as comunidades na Galácia [antiga Ancira – hoje Ancara], Filipos, Tessalônica [Via Egnatia] e a própria Igreja de Corinto – solo da Europa. Leia a literatura lucana de Atos dos Apóstolos.

Deve-se, também destacar neste período a extensão geográfica alcançada pela missão antioquena na pessoa do Apóstolo Paulo e companheiros.

Paulo é agora um missionário universal, não mais preso a Jerusalém, mas respeitando-a como sede da Igreja [leia e veja Gl.2].

f-Período da escrita de Coríntios:

Todo a escrita da correspondência epistolar de Paulo aos coríntios situa-se no período em que o mesmo encontra-se em Éfeso.

II - Abordando o Tema:

A teologia da cruz que Paulo ensinou aos coríntios foi e é seguidamente ressaltada por ele como base de sua pregação e ensino.

I Co.1.17,18: Porque Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho; não em sabedoria de palavras, para não se tornar vã a cruz de Cristo. Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

I Co.6.11: mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.

Primeiro ter a Sabedoria de Deus:

I Co 2.4.ss: A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder; para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. Na verdade, entre os perfeitos falamos sabedoria, não porém a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que estão sendo reduzidos a nada; mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, que esteve oculta, a qual Deus preordenou antes dos séculos para nossa glória;

Paulo ensina sobre como Ele próprio conseguiu aglutinar em Cristo o povo da Acaia, não foi pelo seu próprio poder de persuasão ou das muitas letras, mas foi pelo poder da verdadeira Sabedoria a Sabedoria de Deus.

Sendo assim é um Paulo perplexo e conhecedor da capacidade espiritual existente em Corinto que inicia a sua fala no capítulo primeiro da Epístola:

I Co.1 4.ss: Sempre dou graças a Deus por vós, pela graça de Deus que vos foi dada em Cristo Jesus; porque em tudo fostes enriquecidos nele, em toda palavra e em todo o conhecimento,... de maneira que nenhum dom vos falta... Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que sejais concordes no falar, e que não haja dissensões entre vós; antes sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer. Pois a respeito de vós, irmãos meus, fui informado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós.

Rogar – tentar convencer com pedidos; instar; insistir com rogos.

Paulo começa a descrever a necessidade da sabedoria, uma sabedoria, não do mundo natural, mas a sabedoria dada pelo Senhor.

Há aqui uma necessária tentativa de entender, através do próprio ensinamento, como uma Igreja dotada de tantos dons, se envolveu em si mesmo em contendas, por tão pequenas coisas, se a própria teologia da cruz significava, o Cristo crucificado:

I Co.1. 18;30: Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus....vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; 13 será que Cristo está dividido? foi Paulo crucificado por amor de vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?

Paulo procura lembrar aos coríntios que apenas quase dois anos da sua saída da Igreja ele se afastaram tão celeremente da teologia e ética que aprenderam e se deixaram levar pelo entusiasmo dos dons de charisma que haviam recebido e se achavam suficientemente adultos espirituais.

Paulo não procura jogar culpa alguma sobre outras lideranças, mas ele se propõe a ensinar aos irmãos de Corinto o ser “santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso”.

a-Importante:

A liderança de um homem de Deus é um refúgio quando Igrejas estão em confusão teológica, é bom ter um homem de Deus, com peso espiritual, e Paulo representou, para o bem de Corinto, esta figura.

Ainda nos dias de hoje eu tenho dito:

As Assembléias de Deus chegou até aqui através do joelho de muitos homens convencionais, entre outros da membresia, que entenderam a Igreja como propriedade de Deus e ao abrir de suas bocas, o plenário convencional se cala para ouvi-los.

I Co. 4.1 Que os homens nos considerem, pois, como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus.2 Ora, além disso, o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel.3 Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por qualquer tribunal humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo.4 Porque, embora em nada me sinta culpado, nem por isso sou justificado; pois quem me julga é o Senhor.

Não poderíamos jogar o peso do desvio de comportamento espiritual sobre outros que governaram a Igreja, como Apolo ou Pedro, pois Lucas em Atos 18 fala bem de Apolo.

At. 18. 24.ss: Ora, chegou a Éfeso certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras. Era ele instruído no caminho do Senhor e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão as coisas concernentes a Jesus, conhecendo entretanto somente o batismo de João. Ele começou a falar ousadamente na sinagoga: mas quando Priscila e Áqüila o ouviram, levaram-no consigo e lhe expuseram com mais precisão o caminho de Deus. Querendo ele passar à Acáia, os irmãos o animaram e escreveram aos discípulos que o recebessem; e tendo ele chegado, auxiliou muito aos que pela graça haviam crido. Pois com grande poder refutava publicamente os judeus, demonstrando pelas escrituras que Jesus era o Cristo.

A questão do fervor era uma questão relacionada à questão da liberdade em Cristo e não da orientação de cada líder das facções que existiam em Corinto.

Haja vista que, existia até o grupo dos que “seguiam a orientação de Jesus”, ora, fosse isto verídico, seria inconcebível que, Jesus pudesse dar orientação contrária ao dos seus apóstolos e seria faccioso sobre as mentes, iluminando algumas e deixando em seus absurdos pensamentos sobre o uso dos dons que Ele mesmo dá a Igreja.

O próprio Apóstolo Paulo na mesma Epístola revela como age o Espírito de Deus:

I Co.14.33: porque Deus não é Deus de confusão, mas sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos,

III - A liberdade do Espírito de Deus:

I Co.3. 16: Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?17 Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque sagrado é o santuário de Deus, que sois vós.

Paulo revela que onde o Espírito de Deus habita não há porque ocorrer a destruição, embora o versículo aponte para a questão do corpo como templo do Espírito, podemos utilizar o mesmo para uma reflexão sobre ao uso destrutivo do corpo místico da Igreja com divisões , de tal ordem que a Igreja estava sofrendo uma verdadeira mutação, passando além dos limites do espiritual divino para o místico contaminado pelo anátema.

I Co.4.17:Por isso mesmo vos enviei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor; o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda parte eu ensino em cada igreja. Mas alguns andam inchados, como se eu não houvesse de ir ter convosco. Em breve, porém, irei ter convosco, se o Senhor quiser, e então conhecerei, não as palavras dos que andam inchados, mas o poder. Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder.

Este é o mesmo espírito que tem atuado no meio pentecostal contemporâneo trazendo toda a sorte de confusão e até mesmo escândalo para os de fora, pois há demonstrações diferentes e novas a cada dia, alguns se contorcem, outros rodopiam, outros mudam o rosto, outros entram quase num êxtase místico que nada tem dos Dons dados a Igreja.Havia um inchaço que os coríntios pensavam ser crescimento ou expansão para as coisas espirituais divinas.

I Co.3.18.ss: Ninguém se engane a si mesmo; se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e outra vez: O Senhor conhece as cogitações dos sábios, que são vãs. Portanto ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso;

IV- O Ensino do amor e com Amor:

O Apóstolo Paulo é forte e nominativo, indicando pessoa e problema, família, casais, e liderança, tipos de erros e pecados cometidos, não deixa pedra sobre pedra. Osvarela

Uma das preocupações que deve pairar sobre aquele que gera filhos espirituais, é não trazer exortação ou disciplina, sobre a base da vergonha, ou seja, nunca deve estar apoiado, no ato de trazer juntamente com o ensino, a vergonha, para aquele que:

Primeiro: pede conselho.

Segundo: necessita de ensino.

Terceiro: se dispõe a ouvir e suplicar pela correção, este é um ponto que Paulo e I Coríntios nos ensinam abundantemente, muito embora, Paulo seja forte em alguns momentos, mas é ele usa expressões de um pai, quando necessita corrigir com energia sendo assim Paulo ensina com Amor e também nos ensina a corrigir da mesma maneira.

I Co.4.14: Não escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas para vos admoestar, como a filhos meus amados.

A facção não é parte da Obra de Deus:

A disputa da fervorosa igreja de Corinto é uma demonstração de que havia alguma coisa não espiritual, alguma coisa, não advinda da parte de Deus, agindo entre os irmãos.

Tg. 3 16: Porque onde há ciúme e sentimento faccioso, aí há confusão e toda obra má. Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode acaso uma figueira produzir azeitonas, ou uma videira figos? Nem tampouco pode uma fonte de água salgada dar água doce....Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração...Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica....Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável...sem parcialidade, e sem hipocrisia.

Por que?

I Co.14. 6.ss: E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, de que vos aproveitarei, se vos não falar ou por meio de revelação, ou de ciência, ou de profecia, ou de doutrina? Ora, até as coisas inanimadas, que emitem som, seja flauta, seja cítara, se não formarem sons distintos, como se conhecerá o que se toca na flauta ou na cítara? Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?

Porque eles queriam só demonstrar qual falava mais em línguas estranhas, qual manifestava mais, o que eles entendiam ser os melhores dons, mas ninguém zelou pela integridade do crescimento sólido da Igreja, enfim eles eram realmente “meninos no entendimento”.

Contemporizando estes versículos, ao girar o dial das rádios FM’s “gospel”, é uma verdadeira demonstração de fervor inútil [quase uma babel], ou seja, com fins próprios, esta é a mesma ação que ocorria em Corinto.

Cada qual se achava tão especial e fervoroso que se esqueceram de olhar para todo o tipo de erro que adentrou no seio da Igreja, mesmo com Dons variados.

Não há crentes sem dom nem crente com todos os dons (12:29-31).

Assim como não há membro auto-suficiente no corpo nem membro sem função.

Do começo ao fim Deus está no controle.

A igreja precisa conhecer os seus dons e usá-los corretamente.

O dom é para a edificação e crescimento da igreja e não para orgulho pessoal ou divisão na igreja.

Como uma jovem comunidade cristã em meio a tantas informações helênicas, acostumados a tanta filosofia, é de se supor que, Paulo entendeu o que se passava inter muros na Igreja de Corinto, ele mesmo que disputara no areópago, sabia muito bem o que era passível de suceder.

Mas, felizmente Corinto é alcançada pelos vigilantes da casa de Cloé.

Paulo pode avisa-los: “Mas nós temos a mente de Cristo”.

V - Ensinando sobre a ação do Espírito de Deus:

Paulo procura esclarecer aos coríntios que a espiritualidade exarcebada deve ser analisada pela forma pela qual o que se diz ser espiritual age, até mesmo em suas expressões durante as reuniões:

I CORINTIOS 12.1.ss: Ora, a respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Vós sabeis que, quando éreis gentios, vos desviáveis para os ídolos mudos, conforme éreis levados. Portanto vos quero fazer compreender que ninguém, falando pelo Espírito de Deus, diz: Jesus é anátema! e ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor! senão pelo Espírito Santo.

A discórdia existente era sem dúvida uma fonte amarga de espírito não de paz, mas de ação anátema.

Para entendermos este proceder, sugiro que você leia o texto que é indicado acima para compreender a helenização do culto em Corinto, a qual permitiu uma deformação do entendimento do culto na SABEDORIA DE DEUS em detrimento a uma sabedoria filosófica-cultual helenística.

Tudo isto, fruto da querela iniciada pela fuga da maneira judaizante entre os crentes da Acaia, o que seria de bom alvitre, se tornou um empecilho para a questão espiritual.

No entanto a posição dos coríntios, como disse acima foi uma posição de humilhação.

Queriam uma solução.

Queriam ser ensinados

Queriam ser orientados

Queriam que a Igreja continuasse ser um corpo, o Corpo de Cristo.

Nisto Corinto nos deixa um exemplo de que mesmo com dissensões ou infantilidades, como crianças, a abundancia dos Dons espirituais é um fator positivo no seio da Igreja.

Paulo procurou incentivá-lo na busca dos dons, só que com segurança e não com divisões ou preferências personalísticas:

I Co.12.27: Ora, vós sois corpo de Cristo, e individualmente seus membros.

No capítulo 12 Paulo disciplina, e ordena segundo esta ordem da epístola os dons, classificando-os todos como pertinentes á Igreja, contudo deve-se procurar com ordem, os melhores dons, mas todos são dados para a edificação do Corpo.

I Co.12.4. Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. ...E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum.

As manifestações ou dons do Espírito formam as passagens mais conhecidas sobre o Espírito Santo (caps 12-14).

Mas não devemos fazer vista grossa ao papel do Espírito Santo em revelar as coisas de Deus ao espírito humano de uma maneira que impede todas as bases para o orgulho (2.1-13). Talvez o mais iluminador entre o debate atual da igreja em geral seja a maneira como o apóstolo direciona os coríntios a um equilibrado emprego de falar línguas, afirmando essa prática e recusando qualquer direito de proibi-la (cap 14).

VI- Paulo e a concisão da Igreja de Corinto:

Mesmo em meio a tanta “fervorosidade”, ainda havia espaço para que Deus operasse em Corinto.

Como poderia isto ocorrer:

PAULO SABIA E CONHECIA TODOS, E EXPRESSA ISTO CITANDO NOMES de alguns que ele próprio batizou.

I Co.1.10,11: Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que sejais concordes no falar, e que não haja dissensões entre vós; antes sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer. Pois a respeito de vós, irmãos meus...

Ele sabia que havia ainda um Corpo a ser tratado por Deus, ele conhecia introduzido este pensamento Paulino entre as Igrejas que fundou ou ensinou.

A vida da comunidade de Corinto e das demais Igreja era pensada por Paulo como dois círculos, como foi também o ministério do Senhor Jesus Cristo [os 12 e os 70].

Os dois círculos eram concêntricos, baseados na centralidade da cruz e através da cruz em Cristo.

O círculo interno marcado pelo amor fraternal;

O círculo exterior relacionado aos cidadãos da polis, ou seja, da cidade.

Desta maneira a vaidade do mundo pode atingir a fervorosa Igreja de Corinto, contudo deus agiu através de Paulo para discipliná-los e eles voltarem a ser espirituais e não carnais.

Podemos comparar com o que Jesus fala no Evangelho segundo escreveu São João:

João 17. 12: Enquanto eu estava com eles, eu os guardava no teu nome que me deste; e os conservei, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. Mas agora vou para ti; e isto falo no mundo, para que eles tenham a minha alegria completa em si mesmos. Eu lhes dei a tua palavra; e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.

Assim devemos aprender com Corinto que o fervor é bom e desejável, mas devemos em primeiro lugar pensar na edificação da Igreja e dos membros á nossa volta, com o uso da sabedoria de Deus através dos Dons que nos são concedidos.

Conclusão:

Ser fervoroso não que dizer ser espiritual, isto é, não ser detentor dos Dons, como algo que nos faz maior ou menor entre os irmãos, mas é edificador da Igreja do Senhor com a disponibilidade que ele nos dá para usar os seus Dons, pois ele é quem os dá á sua Igreja para: I Co.12.25. Para que não haja divisão no corpo, mas que os membros tenham igual cuidado uns dos outros.

Fonte:

Apóstolo Paulo – Vida, Obra e teologia – J. Becker

Estudando a Epístola de Coríntios -Uma visão contemporânea e suas Aplicações à Igreja atual. Osvarela

Bíblia Plenitude

Dicionário Aurélio

Lição CPAD

Bíblia explicada – CPAD

Bíblia Plenitude

Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, março 30

I EPÍSTOLA DO APÓSTOLO SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS

I EPÍSTOLA DO APÓSTOLO SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS

Como temos procedido nos últimos trimestres, estamos apresentando uma visão multifacetada da I Epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios, com alguns pontos em destaque.

Um pouco, do aqui apresentado é fruto de conhecimento obtido nos nossos cursos de aperfeiçoamento.

A maioria dos pontos selecionados, no entanto, são compilações de trechos que, considerei importantes de outros autores, mas que servirão ao Professor e ao aluno como base para o Estudo da Lição CPAD, deste trimestre, que é assinada pelo eminente Prof. Pr. Antonio Gilberto, decano da Teologia Assembleiana, a quem tive a honra de conhecer desde a minha juventude e com ele estudar algumas matérias teológicas, no antigo IBP-RJ, sob a direção do Missº. Lawrence Olsen “in memorian”.

A idéia não é apresentar um trabalho parametral, mas dar condições do aluno ou Mestre, realizar uma busca mais profundidade sobre a Epístola assunto do trimestre:
I Coríntios – Os problemas da Igreja e suas soluções.



OS CAMINHOS DE CORINTO:

DETALHANDO I EPÍSTOLA DO APÓSTOLO SÃO PAULO AOS
CORÍNTIOS:

Foco:

Conduta cristã

Alvo:

Igreja de Corinto

Origem inicial da Epístola:

Informações sobre contendas, dadas pela família de Cloé.

Um pedido de esclarecimento com respeito ao matrimônio; 7.1

Comida oferecida aos ídolos; 8.1-12

Origem do problema:

Carnalidade dos membros da Igreja de Corinto

Fruto:

Facções provenientes da escolha das idéias dos líderes

Sabedoria grega ou helênica

Eloqüência

Incesto

Partidarismo à:

Paulo

Apolo

Cefas

Jesus

Outros problemas:

Desordens variadas:

Vaidade

Desprezo aos outros membros

Preferências

Desordens espirituais:

Uso de forma desregulada dos Dons espirituais:

Uso sem objetividade dos dons espirituais.

Línguas estranhas

Profecias

Dons de milagres

Liturgia desvirtuada:

A questão do Véu

Santa Ceia.

Maus costumes que alteraram a liturgia Memorial do Corpo de Cristo - forma do Partir do Pão.

Ponto de vista do escritor:

Apóstolo Paulo.

Defesa de seu Apostolado.

Divisões da Epístola:

Assuntos ouvidos:

Desordens na Igreja – 1.10 a 4.21

Irregularidades sociais – 5 a 6.8

Assuntos escritos:

Irregularidades sociais – 6.9 a 10

Desordens na Igreja – 11 a 16

Doutrinas:

Sabedoria – 1

Fundamentos das Obras: edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira,feno, palha. -3

Ministros de Cristo - 4

Amor – 13

Ressurreição – 15

Ensino sólido:

14.1-28.

Conclusão:

16.5-24.

Observação:

Podemos inferir, de 5.9, que Paulo tinha enviado uma carta anterior à igreja (que não sobreviveu ao passar do tempo) exortando os crentes Coríntios para que se separassem dos cristãos imorais.

Esta carta também deve ter contido um pedido de oferta (16.1-4), e provavelmente outras instruções relacionadas a problemas na congregação.

Esta Epístola de Paulo aos Coríntios demonstra a acuidade de Paulo, mesmo à distância no cuidado com as Igrejas que Ele cuidava.

Ao receber as informações sérias sobre a vida espiritual de Corinto, Paulo envia-lhes esta Epístola com as características necessárias àquele momento da Igreja:

I – enunciando os problemas

II – afirmando a sua autoridade Apostólica

II – corrigindo, pontualmente, sobre o erro os desvios de comportamento moral e espiritual da Igreja.

Divisão

Mal da divisão

Causa da divisão

Disciplinando:

III – ensinando a agir na liturgia

IV – ensinando o uso dos dons

Ordenando os dons

Valorando os dons

Ordenando o culto

V – Corrigindo os erros na vida interna da Igreja:

Matrimônio

Coabitar

Vida social inter-eclesiana.

Casar ou não

VI – Modelo de uso da sabedoria:

Paulo chegou a Corinto depois de sua visita a Atenas (At 17.16-34), uma experiência que havia renovado em sua mente sua convicção da tolice da sabedoria humana.

Evidentemente, este incidente com os filósofos atenienses havia aumentado a determinação de Paulo para com a pregação da mensagem simples da cruz, não importando quão ofensiva fosse considerada por alguns (2.1-5).

De Deus

Da humilhação em detrimento a soberba.

Revelação sobre a Ressurreição

Paulo esclarece no versículo 16.8 que escreveu esta carta quando estava em Éfeso, durante a terceira viagem missionária (53-57 d.C.).

A IGREJA DE CORINTO:

Corinto era uma das maiores cidades do mundo romano e uma das mais corruptas (At 18.1).

Sendo um centro estratégico de comércio, a cidade buscava proporcionar prazeres internacionais. Nesse cenário os cristãos se polarizaram, alguns insistindo que a sua associação com os pecadores era permissível e necessária, e outros argumentando que um certo isolamento era essencial para preservar a santidade.

Essas tendências opostas se descontrolaram em Corinto e ameaçaram o futuro daquela congregação.

Fundação da igreja, em Corinto:

Durante a segunda viagem missionária de Paulo (50-52 d.C.; At 18.1-11).

Como devemos estudar a Epístola.

Observada a distancia “cronos”, devemos estudar esta Epístola de Paulo, com um olhar singular, sob o entendimento de que somos Corpo de Cristo, e isto deve prevalecer em todas as relações sob a ótica do Amor.

Não basta apontarmos o dedo para os erros dos queridos de Corinto, sem procurar entender o mundo que viviam.

Sem conhecer as suas origens culturais e cultuais, helenizadas ou judaizantes, o que veio a formar, um embate interno, levando à discriminação, acepção e diferenças de comportamentos.

Também, não basta sermos acusadores da concupiscência que, ocorreu, se não entendermos a ótica cultural helênica da qual vieram e eram ainda envolvidos [lembre-se de Paulo, no Areópago], em que o ventre foi feito para comida,ou seja, o corpo foi feito – para determinadas funções essenciais, sendo predominantemente carnal, não causando nenhum tipo de implicação ao espírito, este sim, feito para as coisas espirituais e totalmente para o bem.

A igreja de Corinto estava em franco retrocesso, por ter feito das línguas uma maneira de medir a espiritualidade cristã.

Alguns entendem, contudo, que I Epístola de Paulo aos Coríntios, não é uma epístola de tratamento sistemático, mas de caráter eventual, dado as condições em que foi elaborada, ou seja, em cima de fatos e acontecimentos vivenciados pela Igreja local e ao longo da mesma Paulo apresente doutrinas extraordinárias, que podem fugir do conteúdo dos questionamentos inicias,mas se Paulo assim o fez,o fez, sob a égide do Espírito Santo.

Mas, pela canonicidade da escrita, temos para nós que ela tem valor como Ensino Geral e sistemático para Igreja Universal, mesmo não sendo uma epístola universal, pelo poder inerente das Verdades eternas da Palavra de Deus.

Esta epístola é um modelo de ensino teológico e doutrinário, através do qual, o maior ensinador e modelador das doutrinas da Igreja.

É composta de multiplicidade de fatos, ensinos, problemas, tudo numa só comunidade eclesial, a Igreja de Corinto, capital da Acaia.

Procure estudar a história da cidade de CORINTO.

Onde nasceu,

Para onde migrou,

Sua localização à época de Paulo,

Sua localização geográfica em relação ao Mar,

Sua reputação,

Seus costumes cultuais helênicos,

Sua localização e importância comercial.

Procure estudar sobre a Igreja de Corinto:

A sua formação

Fundação

Líderes

Pastores

Religiosa

Espiritual

Cultual

Social

Racial

Financeira

Comunitária

Procure estudar sobre as manifestações religiosas que, predominavam na Região.

Breve relato:

A congregação cristã em Corinto, composta de judeus e gentios, floresceu dramaticamente (At. 18.8-10).

Finalmente o ministério de Paulo em Corinto foi razoavelmente longo (durou mais do que dezoito meses conforme At. 18.11, 18), para um Missionário semeador de Igrejas, ávido em proclamar a Plenitude de Deus, seu único assunto: Jesus Cristo foi um tempo demasiadamente amplo.

Paulo tinha razões para esperar que os cristãos Coríntios tivessem um pouco de maturidade espiritual.

Eventualmente, o apóstolo recebeu relatos de que a igreja em Corinto estava sendo despedaçada pelas divisões internas, especialmente como resultado da ação de alguns na congregação que viam a si mesmos como sendo mais espirituais ou inteligentes do que os outros irmãos (1.11, 12; 3.1-4; 8.1-3).

Paulo também soube de outras coisas:

Críticas feitas a ele,

Imoralidade desenfreada,

E processos judiciais entre cristãos (4.1-4; 5.1; 6.1-6).

Além disso, a própria igreja havia escrito a Paulo pedindo instruções sobre tais questões como:

Casamentos e divórcios,

Comida oferecida aos ídolos,

Dons espirituais,

E o método que Paulo estava utilizando para a sua coleta (7.1, 25; 8.1; 12.1; 16.1).

Eles também pediram uma visita de Apolo (16.12).

O apóstolo havia sido confrontado com uma tarefa enorme, e esta longa carta aos Coríntios foi uma tentativa de tratar o problema.

A igreja de Corinto, em vez de amadurecer nesse período intermediário, desenvolveu uma quantidade espantosa de problemas sérios, tais como:

Divisão,

Desvio da liturgia dos sacramentos,

Desordem durante os cultos,

Problemas teológicos,

E os extremos da falta de escrúpulos

E um ascetismo doentio.

Nesse cenário os cristãos se polarizaram, alguns insistindo que a sua associação com os pecadores era permissível e necessária, e outros argumentando que certo isolamento era essencial para preservar a santidade.

Mas, é na I Epístola aos Coríntios que podemos encontrar a solução de todos os problemas, solução divina só encontrada na manifestação de Deus para com os homens, através do Dom mais excelente:

O Amor.

Preste atenção no quadro, nas questões sobre o Amor; sem amor; Amor é maior que...

Para que você não fique confundido sobre estas posições, que na realidade saltam mais aos olhos ao serem colocadas em disposição lado a lado.





Veja o esboço proposto pelo prof. João Alves dos Santos do Instituto Andrew Jumper - UPM.

Esboço de 1 Coríntios

I. Introdução (1.1-9).

II. O relato da casa de Cloé (1.10—6.20)

A. Divisões na igreja (1.10-4.21).

1. O relato (1.10-17)

2. O evangelho e a sabedoria verdadeira (1.18-3.4)

3. Ministério e apostolado (3.5-4.21)

B. Problemas morais e éticos (capítulos 5 e 6)

1. Um caso de incesto (capítulo 5)

2. Processos de lei (6.1-11)

3. Imoralidade sexual (6.12-20)

III. Resposta à carta dos Coríntios (7.1-16.12)

A. Casamento e divórcio (capítulo 7)

1. O relacionamento conjugal (7.1-9)

2. A questão do divórcio (7.10-24)

3. O problema especial das "virgens" (7.25-40)

B. Comida oferecida aos ídolos (8.1-11.1)

1. O problema e sua solução básica (capítulo 8)

2. A autoridade de Paulo para lidar com o problema (capítulo 9)

3. Os israelitas como exemplo (10.1-22)

4. Conclusões (10.23-11.1)

C. O Culto (11.2-34)

1. O véu (11.2-16)

2. A Santa Ceia (11.17-34)

D. Dons espirituais (capítulos 12-14)

1. Unidade e diversidade (capítulo 12)

2. A grandiosidade do amor (capítulo 13)

3. Profecia e línguas (14.1-25)

4. O princípio da ordem (14.26-40)

E. A ressurreição (capítulo 15)

1. A ressurreição de Cristo é essencial (15.1-11)

2. A certeza da ressurreição (15.12-34)

3. O corpo ressurreto (15.35-49)

4. Conclusão (15.50-58)

F. Sobre a coleta e outros assuntos (16.1-12)

G. Conclusão (16.13-24)

Considerações sobre os Dons espirituais:

Um dos pontos, ainda hoje controversos, é a respeito da operação e uso dos dons do Espírito Santo, entre a membresia das Igrejas, seja numa por falta de conhecimento ou por entender que foi apenas para o Igreja do passado,seja pelo descrédito, ou seja pela posição de entender como os dons atuam no Corpo da Igreja, ou até mesmo sobre a questão de crer ou não no dom da Glossolália, o que, tem sido o canal divisor entre as muitas Igrejas.

1. A natureza dos dons espirituais – v. 4-6

Os dons têm um tríplice aspecto:

São “charismata” = dons

“diakonia” = ministérios

“energémata” = obras.

Com isso, Paulo fala sobre:

Origem dos dons;

O modo como atuam;

A finalidade dos dons.

Quanto à origem dos dons =

Os dons são “chamarismata”, manifestação concreta de “charis” graça divina.

A graça de Deus é a origem de todo dom.

A origem dos dons nunca está no homem, mas na graça de Deus.

Quanto ao seu modo de atuar:

Os dons são “diaconia”, prontidão para servir.

É concentrar não em mim mesmo, mas no outro.

É buscar não minha auto-edificação, mas a edificação do meu próximo.

Quanto à sua finalidade =

Os dons são “energémata”, isto é, obras exteriores.

A igreja é a continuação histórica da encarnação de Cristo.

Somos o corpo de Cristo na terra.

A finalidade do dom é a realização de alguma obra concreta, uma ajuda a alguém, a edificação da comunidade.

2. O propósito divino para os dons – v. 7

Os dons são dados a cada membro do corpo – “a manifestação do Espírito é concedida a cada um”.

Os dons são dados visando um fim proveitoso, ou seja, a edificação da igreja.

3. A variedade dos dons – v. 8-10

Paulo oferece cinco listas de dons espirituais:

Romanos 6:6-8;

1 Coríntios 12:8-10;

1 Coríntios 12:28;

1 Coríntios 14;

Efésios 4:11-13.

Não há crentes sem dom nem crente com todos os dons (12:29-31).

Assim como não há membro auto-suficiente no corpo nem membro sem função.

Alguns estudiosos classificaram os dons registrados em 1 Coríntios 12 como dons de pregação, dons de sinais e dons de serviço.

4. A soberania do Espírito na distribuição dos dons – v. 11

O Espírito Santo distribui os dons a cada um, ou seja, não existe membro do corpo de Cristo sem pelo menos um dom espiritual.

O Espírito Santo é: livre e soberano na distribuição dos dons.

No texto temos quatro verbos chaves que ilustram essa soberania:

No verso 11, Deus distribui;

No verso 18, Deus dispõe;

No verso 24, Deus coordena e

No verso 28 Deus estabelece.

Do começo ao fim Deus está no controle.

A igreja precisa conhecer os seus dons e usá-los corretamente.

O dom é para a edificação e crescimento da igreja e não para orgulho pessoal ou divisão na igreja.

Notas de Rodapé da Bíblia de Genebra

Conheçam alguns destaques das Notas de Rodapé da Bíblia de Genebra sobre, alguns pontos encontrados na Epístola de I Coríntios:

Os destaques apresentados, quase todos, se encontram no capítulo 12:

12.2,3

Como introdução aos dons espirituais praticados em Corinto, Paulo lembra seus leitores acerca do contraste em sua experiência pagã e sua experiência cristã.

Não é claro que alguém estava realmente proferindo maldições contra Jesus (essa declaração pode ter sido apenas uma ilustração), mas o enfoque do terceiro versículo recai sobre o conteúdo da fala religiosa.

14.6-19, mas em conexão com o Cap. 12:

Em vista de 14.6-19, podemos inferir que o apóstolo estava antecipando seu argumento em prol de uma linguagem compreensível. Os pagãos, por igual modo, podem ter experimentado fala miraculosa, mas o que realmente importa é o que é dito nessas ocasiões.

12.4 os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo.

Ao que parece, os crentes coríntios exageravam a importância do dom de línguas, pelo que Paulo lhes lembrou que um e o mesmo Espírito distribui uma variedade de dons entre o seu povo.

As referências adicionadas ao "Senhor", que é o mesmo (v.5), e ao "mesmo Deus" (v. 6), refletem a importância da doutrina da Trindade para Paulo; e essa doutrina também presta apoio à unidade dentro da diversidade.

12.7 visando a um fim proveitoso.

Teremos entendido completamente mal o propósito dos dons do Espírito (aqui chamados de "manifestação") se usarmos esses dons por razões egoístas. Visto que há diferentes necessidades na comunidade cristã, diferentes dons são requeridos em cada comunidade.

Listando os Dons Espirituais:

A Bíblia de Genebra nos lembra que esta lista não é completa, mas somente partes dos dons são listados, de acordo, com a necessidade da Igreja foco:

12.8-10

Esta lista de dons espirituais não pretende ser um catálogo completo (outros dons são incluídos no v. 28); talvez reflita dons que eram especialmente evidentes na igreja de Corinto.

Não precisamos supor que todos os dons eram manifestados em cada igreja.

A lista que vemos em Rm 12.6-8, por exemplo, inclui somente dois dos dons aqui mencionados (profecia e fé), e omite aqueles dons que poderiam ser considerados miraculosos, como as curas e as línguas.

Ao tentarmos determinar o caráter de alguns dos dons aqui mencionados, somos impedidos pela ausência de descrições sobre os mesmos no Novo Testamento.

"A palavra de sabedoria" pode ser a capacidade de resolver problemas espirituais difíceis, e "a palavra de conhecimento" pode ser uma revelação especial de alguma espécie, embora não possamos ter certeza disso.

Também não é claro por que Paulo alistou, em separado, os dons da "fé", das "curas" e das "operações de milagres".

A referência ao "discernimento de espíritos" talvez deva ser entendida à luz de 14.29.

Nossa incapacidade de determinar a função exata de alguns desses dons não é obstáculo para entendermos o impacto desta passagem, cujo alvo não é fornecer instruções detalhadas sobre eles, mas antes, é enfatizar a variedade das graças de Deus à sua Igreja (v. 11).

12.10 a um, variedade de línguas.

A descrição apropriada deste dom tem gerado intensos debates.

De acordo com certo ponto de vista, refere-se a alguma espécie de fala extática, possivelmente relacionadas às "línguas dos anjos", mencionadas em 13.1.

Por outro lado, o Novo Testamento dá evidência explícita e inequívoca de que o Espírito Santo deu aos crentes primitivos a capacidade de falar em línguas humanas estrangeiras (At 2.4-11).

Embora objeções também possam ser levantadas contra essa opinião (14.2, nota), pelo menos ela pode ser apoiada por um precedente bíblico.

12.11 como lhe apraz.

Nota do Editor:

Esta é uma nota que pode causar diferentes entendimentos, tendo em vista o modo como compreendemos o dom da glossolalia, ou seja, falar em línguas estranhas seja as conhecidas entre os homens, bem como, aquelas que são descritas acima no capítulo 13.1, línguas dos anjos.

É sobre isto que a Nota fala que a evidência inicial foi compreendida pelos povos que estavam em Jerusalém, ao ouviremos discípulos falando em línguas e entendendo, cada qual, em seu próprio idioma.

No entanto, aos estudarmos este Dom, veremos que ambas as posições podem ser explicadas e tem base bíblica, seja a da primeira evidencia, tanto quanto a da segunda forma de demonstração do dom de línguas.

Além disto, poderíamos nos aprofundar sobre o “entendiam”, como mais uma manifestação sobrenatural divina em dar entendimento aos que ouviam o barulho, inicialmente sem nexo.

Continuação da nota de rodapé original:

Essa breve cláusula estabelece em sua própria perspectiva a lista anterior de dons espirituais.

Se um indivíduo ou uma igreja possui um dom em particular, não cabe a nós decidirmos.

É o Espírito quem provê soberanamente os dons para o povo de Deus.

Esse fator talvez explique por que nenhuma passagem do Novo Testamento oferece um catálogo completo de dons espirituais, e nem uma definição precisa dos mesmos, visto que podem variar de modo significativo, de acordo com os planos de Deus, em situações mutáveis.

Uma igreja local pode, mui apropriadamente, orar para que Deus conceda dons para satisfazer às suas necessidades, mas essas orações devem ser oferecidas em submissão à sua soberana vontade e em sua perfeita sabedoria.

12.12 o corpo é um.

Ver "A Igreja", em Ef 2.19.

A descrição da Igreja de Cristo como um corpo é um dos ensinos mais distintivos e significativos de Paulo (1.13, nota). De fato, o apóstolo dos gentios diz-nos que lhe foi dada uma revelação especial sobre esse "mistério", que esteve oculto por muitos séculos, a saber, que o povo de Deus, formado tanto por judeus como por gentios convertidos, constitui agora um único corpo, em virtude da exaltação de Cristo (Ef 1.22,23; 3.2-6).

Tanto a existência quanto o crescimento da Igreja derivam-se dessa unidade estabelecida por Cristo, por meio do Espírito (Ef 4.3-6,11-16; Cl 2.19; 3.14,15).

12.13 em um só Espírito, todos nós fomos batizados.

A ênfase que recai sobre a palavra "todos" e a alusão aos sacramentos relembram a descrição similar sobre os israelitas, em 10.2-4 (notas).

Nota do Editor:

Posição da Bíblia de Genebra:

Uma das verdades significada e selada pelo batismo com água é o batismo do Espírito Santo que incorpora os crentes no corpo de Cristo.

Posição do Editor:

O nosso entendimento, com base nos nossos estudos e crença na Palavra de Deus, sob os dogmas da Assembléia de Deus, nos leva a discorrer um pouco mais, sobre esta posição.

Entendemos que o batismo incorpora os crentes no Corpo de Cristo, mas não é no ato do batismo por imersão em águas que, o crente é batizado com Espírito Santo.

No entanto, isto pode, e já vimos ocorrer, ao mesmo tempo.

Ao ser batizado em águas o crente pode receber o batismo com o Espírito Santo.

Logicamente teríamos que discorrer sobre o selo, ou penhor do Espírito Santo, mas que fique claro que, todos que crêem ao receber a Cristo, passam a possuir, dentro de si o Espírito Santo!

Proposta, do editor, para esta nota de rodapé:

“Uma das verdades significada e selada pelo batismo com água é que o batismo incorpora os crentes no corpo de Cristo”.

Continuação da Nota de Rodapé:

O batismo substitui a circuncisão como o sinal de admissão na aliança de Deus (Cl 2.11-14).

De maneira semelhante, tomar parte da mesa do Senhor significa nossa contínua comunhão com Cristo e sua Igreja (10.17; 11.29, nota).

12.14-20:

Tendo afirmado a unidade da Igreja de Cristo, Paulo passa a falar sobre a sua diversidade.

Alguns estudiosos têm comentado que o problema mais fundamental dos crentes de Corinto não era sua rejeição da unidade da Igreja, mas antes, seu fracasso em reconhecer a sua diversidade.

Paulo corrige esse erro através de uma comparação com o corpo humano.

Ele apela para a vontade soberana de Deus, que "dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve" (v. 18; v. 11).

Se os crentes coríntios negassem a validade de certos dons, na realidade eles estariam questionando a autoridade de Deus na distribuição dos dons espirituais.

Paulo tinha salientado a unidade da Igreja, mas não uma uniformidade que fizesse calar formas válidas de diversidade.

12.22,23: mais fracos... menos dignos.

Essa comparação manifesta o problema que vinha ocupando a mente de Paulo pela maior parte desta epístola, a saber, um senso de superioridade espiritual entre alguns dos crentes de Corinto, e seu conseqüente desdém por alguns que pareciam mais "fracos" e menos "dignos".

A desvalorização, por parte deles, de certos dons espirituais (talvez em favor do dom de línguas), é a preocupação de Paulo aqui.

Nota do editor:

Em verdade existia um entendimento pairando na mente dos irmãos de Corinto: quanto mais se falasse em línguas, mais demonstração de poder demonstraria.

Continuação da nota de rodapé:

Este é um fato ainda real em muitas Igrejas de nossos dias.

A manifestação de línguas estranhas, até mesmo para “valorar” uma pregação, é muito utilizada por pregadores, trazendo um estado de comoção entre os ouvintes, não é regra, mas existe.

12.28

Os itens existentes neste versículo são diferentes daqueles nos vs. 8-10 — confirmação do fato de que Paulo não estava interessado em fornecer uma lista completa.

Aqui Paulo começa com os "apóstolos" e os "profetas", aos quais ele considera o alicerce (Ef 2.20), e adiciona uma terceira categoria, a dos "mestres", pelo que essa lista tornou-se similar à de Ef 4.11.

Embora as palavras gregas para "auxílios" e "administrações" não ocorram em qualquer outro lugar do Novo Testamento, provavelmente Paulo tinha em mente os dons daquele que "mostra misericórdia" ou que "preside" (Rm 12.8).

12.29,30

Essas perguntas retóricas levam a um clímax o Argumento Paulino de que não deveríamos esperar que todos tivessem os mesmos dons, visto que Deus os distribui conforme a sua boa vontade (vs. 11 e 18).

12.31 procurai, com zelo, os melhores dons.

O sentido desta sentença tem sido indagado.

Alguns acreditam que estão em pauta dons mais importantes no v. 28 (especialmente a profecia, 14.1); outros argumentam que ela introduz a discussão sobre o amor, no cap. 13.

Mais provavelmente ainda, Paulo está antecipando aquilo que diria mais adiante sobre os dons "para a edificação da igreja" (14.12), isto é, "falar palavras com o meu entendimento, para instruir outros" (14.19).

Um caminho sobremodo excelente.

Antes de explicar quais são esses "melhores dons", conforme ele faria no cap. 14, Paulo precisa indicar qual a condição essencial para o exercício apropriado de qualquer dom — O Amor.

Finalidade:

Espero que este estudo compacto, da I Epístola de São Paulo aos Coríntios, lhe sirva de ajuda no início deste 2º Trimestre das Lições da Escola Bíblica Dominical da CPAD.

Poderíamos concluir que, a Igreja de Corinto, com sua indesejada fraqueza e desordem se tornou um olo de ensinamento através da qual Paulo exercitou toda a Revelação recebida diretamente de Jesus Cristo, e a condensou em sistematização doutrinária através dos erros da Igreja de Corinto.

Há um legado espiritual de Corinto:

A questão essencial não é simplesmente discutir se os dons existem hoje ou não, mais qual deve ser a nossa atitude em relação aos dons. A igreja de Corinto tinha todos os dons (1:7).

Nem por isso era uma igreja perfeita.

Os coríntios permitiram que certos dons se tornassem símbolos de “status” espiritual, principalmente o dom de línguas.

O exemplo de Corinto nos mostra:

Como cultuar com ordem

Como tratar o próximo sem acepção

Saber que somos Corpo de Cristo

Usar a verdadeira Sabedoria

Como conduzir-nos no casamento

Como a concupiscência deve ser evitada

Retirar de nosso meio toda a sensualidade, a fornicação.

Respeitarmos a autoridade dos Pastores, sem tomar posição política, ou preferência por A ou B.

Aprendemos a viver numa nova sociedade, a Igreja, inclusive resolvendo os atos legais, internamente, por mais que isto possa parecer difícil.

Como devemos proceder, deixando a Excelência do Amor permear a Igreja, sem faccionismo, partidarismo, sem modificar os sacramentos memoriais de Cristo, sem imoralidades, sem uso desordenado dos dons espirituais.

Consolida-nos na Esperança da Ressurreição Eterna, com Cristo.

A igreja de Corinto tinha sérios problemas relacionados ao culto cristão.

Um deles era sobre o uso e o abuso dos dons espirituais. Esse é um problema que a igreja contemporânea enfrenta, especialmente em face da crescente influência do pentecostalismo clássico e do movimento carismático.

A dinâmica dos dons espirituais é um dos recursos mais poderosos que Deus providenciou para que a igreja tivesse um crescimento saudável.

Bons estudos.

EDITOR:

Osvarela

30/03/2009

Fonte:

Prof. João Alves dos Santos - Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano Conservador; mestre em Divindade (M.Div.) e em Teologia do AT (Th.M.) pelo Faith Theological Seminary (Filadélfia - EUA) e mestre em Teologia do NT (Th.M.) pelo Seminário Presbiteriano "Rev. José Manoel da Conceição". Bacharel em Direito e em Letras. Professor da área de Novo Testamento do CPAJ (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper), ex-professsor de Grego e Exegese do NT no Seminário "Rev. José Manoel da Conceição”.

Rev. Hernandes Dias Lopes

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