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quinta-feira, abril 16

PARTIDARISMO NA IGREJA - LIÇÃO 03 - CPAD - 2º TRIMESTRE 2009

LIÇÃO 03-CPAD Autor: Osvarela

Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. Sl. 133.1

Leitura Bíblica em Classe:

I Co. 1.10-13; 3.1-6.

10 Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que sejais concordes no falar, e que não haja dissensões entre vós; antes sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer.

11 Pois a respeito de vós, irmãos meus, fui informado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós.

12 Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; ou, Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo.

13 será que Cristo está dividido? foi Paulo crucificado por amor de vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?

1 E eu, irmãos não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo.

2 Leite vos dei por alimento, e não comida sólida, porque não a podíeis suportar; nem ainda agora podeis;

3 porquanto ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja e contendas, não sois porventura carnais, e não estais andando segundo os homens?

4 Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; não sois apenas homens?

5 Pois, que é Apolo, e que é Paulo, senão ministros pelos quais crestes, e isso conforme o que o Senhor concedeu a cada um?

6 Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.

Glossário:

Dissenção do latim dissensione - Divergência de opiniões ou de interesses.

Divisão, do latim divisio (= divisão, em dois); (do latim septum = cerca, divisão)

Partidário

adj partidário, partidária

1 relativo a partido

lutas partidárias

2 ser de opinião

ser partidário de mudanças

subst m partidário pessoa que segue uma idéia ou um grupo

Kernerman Portuguese Learners Dictionary

Texto auxiliar indicado pelo editor:

I Co. 4. 9-15: Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens. Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós desprezíveis. Até a presente hora padecemos fome, e sede; estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos; somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e o suportamos; somos difamados, e exortamos; até o presente somos considerados como o refugo do mundo, e como a escória de tudo. Não escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas para vos admoestar, como a filhos meus amados. Porque ainda que tenhais dez mil aios em Cristo, não tendes contudo muitos pais; pois eu pelo evangelho vos gerei em Cristo Jesus.

INTRODUÇÃO E DISCURSO:

O partidarismo na Igreja primitiva e suas causas:

O comentarista da lição o novel Pastor Prof. Antonio Gilberto utilizou-se da grafia da língua na qual foram escritas as Escrituras vetero-testamentária.

Permito-me a utilizar termo em latim, com base na mais conhecida versão da Bíblia Sagrada, ter também utilizado esta língua.

Sendo assim divisão advém de septo, que significa divisão, mas no sentido de compartimentos separados por cerca ou algo que divide ambientes, ou mesmo como o septo nasal que separa os compartimentos de ventilação e sucção do homem através de suas narinas.

Desta forma podemos entender que, havia uma barreira ou um septo no seio da Igreja de Corinto, impedindo a atuação perfeita da Igreja como um compartimento único, muito embora como nas nossas narinas, o ar ou “pneuma” , fosse inalado a todo o corpo, porém se um dos compartimentos for fechado ou ambos é até possível o Corpo ir à falência por falta do ar, ou sofre danos no seu todo por falta da ventilação.

Sendo assim, espiritualizando o exemplo, a Igreja recebia todo o ar mais cada grupo queria só para si a ação do “pneuma”, aqui como Espírito Santo.

Não pode haver compartimentação da Igreja com partes lacradas ao acesso de todos.

O partidarismo tem sido uma constante na Igreja, desde a Igreja Primitiva até aos nossos dias.

O livro de Atos dos Apóstolos, de autoria de Lucas, demonstra esta face da Igreja.

O partidarismo inicial entre os judaizantes e os que criam que os gentios também poderiam ser alcançados pela Graça.

Fato destacado na relação inicial de Pedro com Cornélio, um homem temente a Deus, conforme a própria voz do Senhor.

Mesmo tendo recebido um arrebatamento de sentidos, e tendo uma visão divina Pedro hesitava em manter uma relação ou pregação da Fé em Cristo, mantendo uma exclusividade.

Atos 10.9.ss: E no dia seguinte..., subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta. E tendo fome, quis comer; e, enquanto lho preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos, E viu o céu aberto...e vindo para a terra.No qual havia de todos os animais quadrúpedes e répteis da terra, e aves do céu.E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come.Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda...Pedro duvidando entre si acerca do que seria aquela visão que tinha visto, eis que os homens que foram enviados por Cornélio pararam à porta...perguntaram se Simão, que tinha por sobrenome Pedro, morava ali.E, pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três homens te buscam.Levanta-te pois, desce, e vai com eles, não duvidando; porque eu os enviei...E Cornélio os estava esperando, tendo já convidado os seus parentes e amigos mais íntimos...E, falando com ele, entrou, e achou muitos que ali se haviam ajuntado.E disse-lhes: Vós bem sabeis que não é lícito a um homem judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame comum ou imundo.Por isso, sendo chamado, vim sem contradizer....E nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos.A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome.E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus.Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo?

A divisão judaizante fundamentalista, que encontramos em Corinto, iniciou outra cruzada divisória:

Passado este primeiro momento, da Igreja Primitiva e da propagação do Evangelho, iniciou-se outra divisão ou separação entre os cristãos ou como inicialmente eram chamados os que professavam a fé em Cristo, os do Caminho.

Atos 15.1: Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.2 Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo e Barnabé, e alguns dentre eles, subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, sobre aquela questão.3 E eles, sendo acompanhados pela igreja, passavam pela Fenícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios;Alguns, porém, da seita dos fariseus, que tinham crido, se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés.6 Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto.7 E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Homens irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem.8 E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós;9 E não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé.10 Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?

A tentativa de obrigar os cristãos não judeus a serem circuncidados, o próprio Apóstolo Paulo, indo a Jerusalém anos depois, narra sobre a questão em Gálatas, capítulo 2.

Gl.2.7.ss: Antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão (Porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios),E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que me havia sido dada, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão; E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível.Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão.E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação.Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?

Demonstramos assim uma divisão dichostasia inter eklesial que, permaneceu ou permeou a vida da Igreja, inclusive atingindo a sua liderança.

Contudo ao longo da existência da Igreja estas posições não atingiram o nível de Corinto, na questão da unidade cristã, nem permitiu Deus que, estas questões evoluíssem para a descaracterização do culto e das liturgias e até mesmo da entrada [até certo ponto] de heresia no seio da Igreja, como aconteceu em Corinto.

A questão partidária em Corinto na realidade

A ação partidária se aplica na Igreja?

O homem é um ser político; é a definição de homem de Aristóteles.

É impossível ter posição sem ser parcial.

É impossível neutralidade política, pois é inerente ao homem enquanto pensador e atuante na sociedade.

Na sociedade, desde a pequena comunidade, mesmo a família, a diversidade representa posição política...por isto é que as diversidades podem se opor e amadurecer decisões.

As definições acima podem ser utilizadas no âmbito da Igreja?

Entendemos que não. Contrariamente ao texto filosófico a Igreja é interpretada como a sociedade dos tirados para fora para uma assembléia – definição de Eclésia – sendo assim, fomos tirados para fora por termos um único e absoluto assunto Jesus Cristo, Fundamento da Igreja.

Eis o pensamento norte da Igreja.

Portanto a idéia de Igreja é formatada no seguinte pensamento divino:

Corpo de Cristo.

Unidade

União

Cabeça

Comunhão

Fraternidade

Ser de Cristo

Mente de Cristo

Um só Senhor

Uma só fé

I Co.10.2:E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar,3 E todos comeram de uma mesma comida espiritual,4 E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo..11 Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.16 Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo?17 Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão.

11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.12 Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.13 Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.14 Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. 25 Para que não haja divisão no corpo...27 Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.28 E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.29 Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos doutores? são todos operadores de milagres?30 Têm todos o dom de curar? falam todos diversas línguas? interpretam todos?31 Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente.

Esta passagem revela certas particularidades da Igreja como Corpo de Cristo:

Formamos um corpo através de Cristo.

Bebemos da mesma pedra espiritual.

Todos temos uma comunhão pelo sangue de Cristo - o cálice de bênção.

Todos nós fomos batizados em um Espírito

Formamos um corpo

Finalidade:

Para que não haja divisão no corpo

As habilidades individuais não são para criar dissensão ou partidarismo no seio da Igreja:

Pôs Deus na igreja:

Primeiramente apóstolos,

Em segundo lugar profetas,

Em terceiro doutores,

Depois milagres,

Depois dons de curar,

Socorros,

Governos,

Variedades de línguas.

Mas nem todos têm, todos os dons, tendo em vista esta idéia, o Apóstolo Paulo explica-nos, o que acontece com o uso destes dons:

Edificação da Igreja, como Corpo e não para disputa de quem fala mais línguas, interpreta mais, etc.

Diversidade não é propriedade:

Porventura são todos apóstolos?

São todos profetas?

São todos doutores?

São todos operadores de milagres?

Têm todos o dom de curar?

Falam todos diversas línguas?

Interpretam todos?

Demonstrando que a diversidade é exatamente para que não haja disputa ou partidarismo, pois os dons são complementares no exercício da fé existente no seio da Igreja, para mantê-la sempre atuante.

I Co. 1.13: será que Cristo está dividido?

União não rima com partidarismo: “e que não haja dissensões entre vós; antes sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer”.

O absalonato ou Síndrome de Absalão:

Muitos obreiros têm sofrido desta síndrome, querem dividir o povo e o povo é atacado por esta doença, separa-se, sede de congregações, sob a alegação que na sede o culto é frio ou formal, nas congregações [caso das Igrejas pentecostais, como as Assembléias de Deus], os cultos são fogo puro; na sede o pastor não olha a forma da membresia se vestir ou se pentear, nas congregações, se mantém a verdadeira “doutrina”, são formas de dividir uma Igreja local, sem o ter no coração o sentimento de que isto esta acontecendo, como aconteceu em Corinto.

Adulam o povo que não é seu, é de Deus, mas está sob a direção do pastor-presidente ou do dirigente da Igreja.

Oferecem uma aparente melhor e futura situação da Igreja, dizem eles “se estivesse sob a minha direção seria diferente”.

Infelizmente muitos dirigentes de congregações, digo no formato assembleiano, quando sua congregação vai bem, ele passa a ter um comportamento junto aos seus membros, posicionando-se como melhor do que o pastor -presidente.

Mas, muitos têm pasta de presidente, terno de presidente, pose de presidente, mas não tem a chamada de presidente. Os objetos indicados aqui são uma metáfora para entendimento da moral da frase, pois não é a roupa, ou objetos, que faz o líder.

Uso aqui a frase que cunhei num dos textos publicados meses atrás:

A paciência é verdadeira forja de um bom líder.

Tem aqueles que dizem:

“Eu não obedeço a homem, só a Deus”.

“AH! Quem vai falar é fulano, deste eu não gosto”.

“Fulano é melhor pregador do que o pastor”.

“Fui numa Igreja este domingo, aquilo sim é que é Igreja, o pastor veio me cumprimentar”.

Lógico o pastor é educado e você é visita, ele tem a obrigação de te cumprimentar.

Mas, basta o pastor da Igreja que o tal freqüenta passar rápido, para resolver um problema e não cumprimenta-lo que ele vai dizer: “não te falei, este pastor agora nem cumprimenta mais ninguém”; aí vem o pastor dirigente de congregação que, não vai resolver nenhum assunto na sede, abraça cumprimenta, afaga, já com a síndrome de Absalão, e ele diz: “este é que devia ser o pastor”.

II Sm. 15.1.ss; Aconteceu depois disso que Absalão adquiriu para si um carro e cavalos, e cinqüenta homens que corressem adiante dele. E levantando-se Absalão cedo, parava ao lado do caminho da porta; e quando algum homem tinha uma demanda para, vir ao rei a juízo, Absalão o chamava a si e lhe dizia: De que cidade és tu? E, dizendo ele: De tal tribo de Israel é teu servo; Absalão lhe dizia: Olha, a tua causa é boa e reta, porém não há da parte do rei quem te ouça. Dizia mais Absalão: Ah, quem me dera ser constituído juiz na terra! Para que viesse ter comigo todo homem que tivesse demanda ou questão, e eu lhe faria justiça. Sucedia também que, quando alguém se chegava a ele para lhe fazer reverência, ele estendia a mão e, pegando nele o beijava... desse modo Absalão furtava o coração dos homens de Israel.

Cuidado com os beija-mãos, que querem dividir o povo de Deus prometem tudo, sem ter nada, pois tudo, a Obra inteira é de Deus. I Co.1.29:...para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus.

I Co.4.1.ss: Que os homens nos considerem, pois, como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel. Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por qualquer tribunal humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque, embora em nada me sinta culpado, nem por isso sou justificado; pois quem me julga é o Senhor. Portanto nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o seu louvor.Ora, irmãos, estas coisas eu as apliquei figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, de modo que nenhum de vós se ensoberbeça a favor de um contra outro.

Estes comportamentos aparentemente, não ocorreram em Corinto, pela iniciativa dos Obreiros que por ali passaram, mas surgiu dentro do povo, talvez incentivado por um líder ou segmentos locais, ou seja, o próprio povo elegeu para si o lado, que lhes parecia melhor estar.

-Uns gostavam da eloqüência de Apolo;

-Outros gostavam da forma adaptável de Pedro, principalmente por estar ao lado daquele que foi do círculo íntimo da Jesus Cristo e judeu como alguns;

-Outros gostavam de se denominar de Jesus Cristo, afinal estavam ao lado do Senhor, mas se esqueciam do fundamento da união e da acepção de pessoas e que Jesus Cristo morreu para arrebentar a parede da separação, entre os povos; Esta posição parece ainda continuar existindo entre membros das nossas Igrejas.

Outros achavam melhor estar ao lado do próprio Paulo, afinal fora ele o “fundador do trabalho”, esquecendo de quem morreu por todos foi Jesus Cristo.

Uma lição de fidelidade para nós:

I Co.1.11: Pois a respeito de vós, irmãos meus, fui informado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós. Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; ou, Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo. será que Cristo está dividido? foi Paulo crucificado por amor de vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?

I Co. 4.1.2: Que os homens nos considerem, pois, como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel.

Meninos mudam de amigos e líderes conforme a semana ou o dia, mas nós os crentes e os de Corinto, são ensinados por Paulo que a vida cristã é uma vida de fidelidade a Deus.

Cada líder teve a sua importância:

Paulo plantou a semente do godspel no coração dos corintos

Ensinou-os por 1 ano e seis meses, pelo caráter de sua missão, ser plantador de Igrejas. Atos 18. 23: E, tendo demorado ali algum tempo, partiu, passando sucessivamente pela região da Galácia e da Frígia, fortalecendo a todos os discípulos.

Apolo com sua eloqüência e conhecimento apurado e poder de convencimento dados por Deus regou a Igreja.

Atos 18. 24.ss: Ora, chegou a Éfeso certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras. Era ele instruído no caminho do Senhor e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão as coisas concernentes a Jesus...Ele começou a falar ousadamente na sinagoga: mas quando Priscila e Áqüila o ouviram, levaram-no consigo e lhe expuseram com mais precisão o caminho de Deus. Querendo ele passar à Acáia, os irmãos o animaram e escreveram aos discípulos que o recebessem; e tendo ele chegado, auxiliou muito aos que pela graça haviam crido. Pois com grande poder refutava publicamente os judeus, demonstrando pelas escrituras que Jesus era o Cristo.

Os Partidos de Corinto e seus escolhidos:

1-O Partido da eloqüência:

Apolo

2-O Partido dos adaptáveis e defensores de uma ligação, com os reconhecidos, por eles, verdadeiros Apóstolos de Jerusalém;

Cefas

3-O Partido dos próximos de Cristo:

Jesus Cristo

4-O Partido dos que reconheciam o ministério apostólico de Paulo:

Apóstolo Paulo - O comissionamento de Paulo como Apóstolo é uma questão chave nesta epístola, no entanto Paulo a minimizou.Preste atenção no texto e veja como isto influenciou a questão do partidarismo em Corinto.O grupo de oposição a Paulo bateu firme na tecla da sua autoridade Apostólica.

I CORINTIOS 15.1.ss: Ora, eu vos lembro, irmãos, o evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual perseverais, pelo qual também sois salvos, se é que o conservais tal como vo-lo anunciei; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, e depois aos doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram; depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos; e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo. Pois eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus.

I Co. 3.21: Portanto ninguém se glorie nos homens;

Não coloque lideres em pedestais, mas olhemos para o alvo que é Jesus Cristo, um dos erros de Corinto.

Hb.12.2: fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus.

Quando o Apóstolo Paulo cita o texto: I Co. 3.7: De modo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, uma só coisa é o que planta e o que rega; e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei eu como sábio construtor, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.

Ele expõe claramente aos coríntios a situação que eles se encontravam, ou seja, criaram partidos no seio da Igreja, sem discernir o corpo do Senhor, desconheciam como meninos mimados a grandeza do sacrifício da cruz e daquele que dá o crescimento á Sua Igreja, Jesus Cristo.

Pela graça;

O fundamento já está posto, Jesus Cristo;

A ação dos outros líderes não foi em vão, mas se não fossem Apolo ou Cefas seriam outros que Deus usaria para dar crescimento ao trabalho, através da sua ação pelo Espírito Santo na vida de quem ele queira ou quisesse usar.

De quem era ou a quem pertence a Igreja:

Seja Corinto, seja no Amazonas, seja no sul ou no norte a Igreja é de Jesus Cristo.

I Co. 1. 30,31: Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.

Lição para nossos dias:

Portanto, não há mérito algum humano, apenas mérito divino na ação de estabelecer a Igreja.

Se os de Corinto entendessem isto não estariam em tão grave situação espiritual, com guerras e porfias internas e até mesmo pecados.

Paulo sabia que o trabalho humano era apenas uma maneira de Deus usar homens espirituais, para semear a sua Graça entre homens carnais. O árduo trabalho de semear Igrejas e apascentá-las era reconhecido apenas por Deus.

I Co. 4. 9: Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens. Até a presente hora padecemos fome, e sede; estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos; somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e o suportamos; somos difamados, e exortamos [nota: podemos ler: animamos]; até o presente somos considerados como o refugo do mundo, e como a escória de tudo.

Quem era o alvo de Deus encaminhar homens com determinadas características era a própria Igreja, no caso a de Corinto.

O desafio era ajudar as pessoas a compreender o pluralismo dos ministérios, sem fazer opções a grupos pessoas, sem fazer julgamento, mantendo o diálogo entre os envolvidos.

Um outro fator que, preocupava Paul, eram as colisões doutrinárias desenvolvidas ao lado das diferentes correntes filosóficas, “verdades” apresentadas no cotidiano, umas radicais outras “liberais” favorecendo contradições de idéias e deflagrando a dissensão entre os corintos.

Mesmo quando Paulo cita direta e por vezes, indiretamente a Apolo, nos versículos 5 ao 11 do capítulo 3, ele não o faz de forma desrespeitosa, mas apenas apresenta como que, um desafio para os líderes das igrejas a terem uma pregação e um ensino sadios.

Soberba cria divisão e partidarismo: “Ora, irmãos, estas coisas eu as apliquei figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, de modo que nenhum de vós se ensoberbeça a favor de um contra outro”.

Conclusão:

Fica para nós a lição, em boa hora, vide Convenção Geral, que o espírito do partidarismo é algo a ser extirpado de nosso meio, pois quem morreu pela Igreja está à dextra de Deus aguardando a Noiva, Jesus Cristo!

Aquele que partidarizar a Igreja corre sério risco de ser considerado pelos seus pares de menino ou para ser menos incisivo de menos espiritual.

O valor da obra de cada um se manifestará no Dia da volta do Senhor.

Cada líder se colocará responsavelmente perante o Senhor – Arquiteto e Sábio Construtor da Igreja.

Mt.16.18:... e sobre esta pedra edificarei a minha igreja

I Co. 3. 12.ss: E, se alguém sobre este fundamento levanta um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será revelada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo, todavia como que pelo fogo.

II Co. 5. 10: Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal.

Fonte:

POLÍTICO X PARTIDÁRIO - Selito Durigon Rubin –

Publicado em Letras Santiaguenses- Ano XI – nº64 – Santiago /RS -julho/agosto- 2006, p.07

TheFreeDictionary

Alcides Alves - Estudante de Filosofia e Ciências da Religião.

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segunda-feira, março 30

I EPÍSTOLA DO APÓSTOLO SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS

I EPÍSTOLA DO APÓSTOLO SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS

Como temos procedido nos últimos trimestres, estamos apresentando uma visão multifacetada da I Epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios, com alguns pontos em destaque.

Um pouco, do aqui apresentado é fruto de conhecimento obtido nos nossos cursos de aperfeiçoamento.

A maioria dos pontos selecionados, no entanto, são compilações de trechos que, considerei importantes de outros autores, mas que servirão ao Professor e ao aluno como base para o Estudo da Lição CPAD, deste trimestre, que é assinada pelo eminente Prof. Pr. Antonio Gilberto, decano da Teologia Assembleiana, a quem tive a honra de conhecer desde a minha juventude e com ele estudar algumas matérias teológicas, no antigo IBP-RJ, sob a direção do Missº. Lawrence Olsen “in memorian”.

A idéia não é apresentar um trabalho parametral, mas dar condições do aluno ou Mestre, realizar uma busca mais profundidade sobre a Epístola assunto do trimestre:
I Coríntios – Os problemas da Igreja e suas soluções.



OS CAMINHOS DE CORINTO:

DETALHANDO I EPÍSTOLA DO APÓSTOLO SÃO PAULO AOS
CORÍNTIOS:

Foco:

Conduta cristã

Alvo:

Igreja de Corinto

Origem inicial da Epístola:

Informações sobre contendas, dadas pela família de Cloé.

Um pedido de esclarecimento com respeito ao matrimônio; 7.1

Comida oferecida aos ídolos; 8.1-12

Origem do problema:

Carnalidade dos membros da Igreja de Corinto

Fruto:

Facções provenientes da escolha das idéias dos líderes

Sabedoria grega ou helênica

Eloqüência

Incesto

Partidarismo à:

Paulo

Apolo

Cefas

Jesus

Outros problemas:

Desordens variadas:

Vaidade

Desprezo aos outros membros

Preferências

Desordens espirituais:

Uso de forma desregulada dos Dons espirituais:

Uso sem objetividade dos dons espirituais.

Línguas estranhas

Profecias

Dons de milagres

Liturgia desvirtuada:

A questão do Véu

Santa Ceia.

Maus costumes que alteraram a liturgia Memorial do Corpo de Cristo - forma do Partir do Pão.

Ponto de vista do escritor:

Apóstolo Paulo.

Defesa de seu Apostolado.

Divisões da Epístola:

Assuntos ouvidos:

Desordens na Igreja – 1.10 a 4.21

Irregularidades sociais – 5 a 6.8

Assuntos escritos:

Irregularidades sociais – 6.9 a 10

Desordens na Igreja – 11 a 16

Doutrinas:

Sabedoria – 1

Fundamentos das Obras: edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira,feno, palha. -3

Ministros de Cristo - 4

Amor – 13

Ressurreição – 15

Ensino sólido:

14.1-28.

Conclusão:

16.5-24.

Observação:

Podemos inferir, de 5.9, que Paulo tinha enviado uma carta anterior à igreja (que não sobreviveu ao passar do tempo) exortando os crentes Coríntios para que se separassem dos cristãos imorais.

Esta carta também deve ter contido um pedido de oferta (16.1-4), e provavelmente outras instruções relacionadas a problemas na congregação.

Esta Epístola de Paulo aos Coríntios demonstra a acuidade de Paulo, mesmo à distância no cuidado com as Igrejas que Ele cuidava.

Ao receber as informações sérias sobre a vida espiritual de Corinto, Paulo envia-lhes esta Epístola com as características necessárias àquele momento da Igreja:

I – enunciando os problemas

II – afirmando a sua autoridade Apostólica

II – corrigindo, pontualmente, sobre o erro os desvios de comportamento moral e espiritual da Igreja.

Divisão

Mal da divisão

Causa da divisão

Disciplinando:

III – ensinando a agir na liturgia

IV – ensinando o uso dos dons

Ordenando os dons

Valorando os dons

Ordenando o culto

V – Corrigindo os erros na vida interna da Igreja:

Matrimônio

Coabitar

Vida social inter-eclesiana.

Casar ou não

VI – Modelo de uso da sabedoria:

Paulo chegou a Corinto depois de sua visita a Atenas (At 17.16-34), uma experiência que havia renovado em sua mente sua convicção da tolice da sabedoria humana.

Evidentemente, este incidente com os filósofos atenienses havia aumentado a determinação de Paulo para com a pregação da mensagem simples da cruz, não importando quão ofensiva fosse considerada por alguns (2.1-5).

De Deus

Da humilhação em detrimento a soberba.

Revelação sobre a Ressurreição

Paulo esclarece no versículo 16.8 que escreveu esta carta quando estava em Éfeso, durante a terceira viagem missionária (53-57 d.C.).

A IGREJA DE CORINTO:

Corinto era uma das maiores cidades do mundo romano e uma das mais corruptas (At 18.1).

Sendo um centro estratégico de comércio, a cidade buscava proporcionar prazeres internacionais. Nesse cenário os cristãos se polarizaram, alguns insistindo que a sua associação com os pecadores era permissível e necessária, e outros argumentando que um certo isolamento era essencial para preservar a santidade.

Essas tendências opostas se descontrolaram em Corinto e ameaçaram o futuro daquela congregação.

Fundação da igreja, em Corinto:

Durante a segunda viagem missionária de Paulo (50-52 d.C.; At 18.1-11).

Como devemos estudar a Epístola.

Observada a distancia “cronos”, devemos estudar esta Epístola de Paulo, com um olhar singular, sob o entendimento de que somos Corpo de Cristo, e isto deve prevalecer em todas as relações sob a ótica do Amor.

Não basta apontarmos o dedo para os erros dos queridos de Corinto, sem procurar entender o mundo que viviam.

Sem conhecer as suas origens culturais e cultuais, helenizadas ou judaizantes, o que veio a formar, um embate interno, levando à discriminação, acepção e diferenças de comportamentos.

Também, não basta sermos acusadores da concupiscência que, ocorreu, se não entendermos a ótica cultural helênica da qual vieram e eram ainda envolvidos [lembre-se de Paulo, no Areópago], em que o ventre foi feito para comida,ou seja, o corpo foi feito – para determinadas funções essenciais, sendo predominantemente carnal, não causando nenhum tipo de implicação ao espírito, este sim, feito para as coisas espirituais e totalmente para o bem.

A igreja de Corinto estava em franco retrocesso, por ter feito das línguas uma maneira de medir a espiritualidade cristã.

Alguns entendem, contudo, que I Epístola de Paulo aos Coríntios, não é uma epístola de tratamento sistemático, mas de caráter eventual, dado as condições em que foi elaborada, ou seja, em cima de fatos e acontecimentos vivenciados pela Igreja local e ao longo da mesma Paulo apresente doutrinas extraordinárias, que podem fugir do conteúdo dos questionamentos inicias,mas se Paulo assim o fez,o fez, sob a égide do Espírito Santo.

Mas, pela canonicidade da escrita, temos para nós que ela tem valor como Ensino Geral e sistemático para Igreja Universal, mesmo não sendo uma epístola universal, pelo poder inerente das Verdades eternas da Palavra de Deus.

Esta epístola é um modelo de ensino teológico e doutrinário, através do qual, o maior ensinador e modelador das doutrinas da Igreja.

É composta de multiplicidade de fatos, ensinos, problemas, tudo numa só comunidade eclesial, a Igreja de Corinto, capital da Acaia.

Procure estudar a história da cidade de CORINTO.

Onde nasceu,

Para onde migrou,

Sua localização à época de Paulo,

Sua localização geográfica em relação ao Mar,

Sua reputação,

Seus costumes cultuais helênicos,

Sua localização e importância comercial.

Procure estudar sobre a Igreja de Corinto:

A sua formação

Fundação

Líderes

Pastores

Religiosa

Espiritual

Cultual

Social

Racial

Financeira

Comunitária

Procure estudar sobre as manifestações religiosas que, predominavam na Região.

Breve relato:

A congregação cristã em Corinto, composta de judeus e gentios, floresceu dramaticamente (At. 18.8-10).

Finalmente o ministério de Paulo em Corinto foi razoavelmente longo (durou mais do que dezoito meses conforme At. 18.11, 18), para um Missionário semeador de Igrejas, ávido em proclamar a Plenitude de Deus, seu único assunto: Jesus Cristo foi um tempo demasiadamente amplo.

Paulo tinha razões para esperar que os cristãos Coríntios tivessem um pouco de maturidade espiritual.

Eventualmente, o apóstolo recebeu relatos de que a igreja em Corinto estava sendo despedaçada pelas divisões internas, especialmente como resultado da ação de alguns na congregação que viam a si mesmos como sendo mais espirituais ou inteligentes do que os outros irmãos (1.11, 12; 3.1-4; 8.1-3).

Paulo também soube de outras coisas:

Críticas feitas a ele,

Imoralidade desenfreada,

E processos judiciais entre cristãos (4.1-4; 5.1; 6.1-6).

Além disso, a própria igreja havia escrito a Paulo pedindo instruções sobre tais questões como:

Casamentos e divórcios,

Comida oferecida aos ídolos,

Dons espirituais,

E o método que Paulo estava utilizando para a sua coleta (7.1, 25; 8.1; 12.1; 16.1).

Eles também pediram uma visita de Apolo (16.12).

O apóstolo havia sido confrontado com uma tarefa enorme, e esta longa carta aos Coríntios foi uma tentativa de tratar o problema.

A igreja de Corinto, em vez de amadurecer nesse período intermediário, desenvolveu uma quantidade espantosa de problemas sérios, tais como:

Divisão,

Desvio da liturgia dos sacramentos,

Desordem durante os cultos,

Problemas teológicos,

E os extremos da falta de escrúpulos

E um ascetismo doentio.

Nesse cenário os cristãos se polarizaram, alguns insistindo que a sua associação com os pecadores era permissível e necessária, e outros argumentando que certo isolamento era essencial para preservar a santidade.

Mas, é na I Epístola aos Coríntios que podemos encontrar a solução de todos os problemas, solução divina só encontrada na manifestação de Deus para com os homens, através do Dom mais excelente:

O Amor.

Preste atenção no quadro, nas questões sobre o Amor; sem amor; Amor é maior que...

Para que você não fique confundido sobre estas posições, que na realidade saltam mais aos olhos ao serem colocadas em disposição lado a lado.





Veja o esboço proposto pelo prof. João Alves dos Santos do Instituto Andrew Jumper - UPM.

Esboço de 1 Coríntios

I. Introdução (1.1-9).

II. O relato da casa de Cloé (1.10—6.20)

A. Divisões na igreja (1.10-4.21).

1. O relato (1.10-17)

2. O evangelho e a sabedoria verdadeira (1.18-3.4)

3. Ministério e apostolado (3.5-4.21)

B. Problemas morais e éticos (capítulos 5 e 6)

1. Um caso de incesto (capítulo 5)

2. Processos de lei (6.1-11)

3. Imoralidade sexual (6.12-20)

III. Resposta à carta dos Coríntios (7.1-16.12)

A. Casamento e divórcio (capítulo 7)

1. O relacionamento conjugal (7.1-9)

2. A questão do divórcio (7.10-24)

3. O problema especial das "virgens" (7.25-40)

B. Comida oferecida aos ídolos (8.1-11.1)

1. O problema e sua solução básica (capítulo 8)

2. A autoridade de Paulo para lidar com o problema (capítulo 9)

3. Os israelitas como exemplo (10.1-22)

4. Conclusões (10.23-11.1)

C. O Culto (11.2-34)

1. O véu (11.2-16)

2. A Santa Ceia (11.17-34)

D. Dons espirituais (capítulos 12-14)

1. Unidade e diversidade (capítulo 12)

2. A grandiosidade do amor (capítulo 13)

3. Profecia e línguas (14.1-25)

4. O princípio da ordem (14.26-40)

E. A ressurreição (capítulo 15)

1. A ressurreição de Cristo é essencial (15.1-11)

2. A certeza da ressurreição (15.12-34)

3. O corpo ressurreto (15.35-49)

4. Conclusão (15.50-58)

F. Sobre a coleta e outros assuntos (16.1-12)

G. Conclusão (16.13-24)

Considerações sobre os Dons espirituais:

Um dos pontos, ainda hoje controversos, é a respeito da operação e uso dos dons do Espírito Santo, entre a membresia das Igrejas, seja numa por falta de conhecimento ou por entender que foi apenas para o Igreja do passado,seja pelo descrédito, ou seja pela posição de entender como os dons atuam no Corpo da Igreja, ou até mesmo sobre a questão de crer ou não no dom da Glossolália, o que, tem sido o canal divisor entre as muitas Igrejas.

1. A natureza dos dons espirituais – v. 4-6

Os dons têm um tríplice aspecto:

São “charismata” = dons

“diakonia” = ministérios

“energémata” = obras.

Com isso, Paulo fala sobre:

Origem dos dons;

O modo como atuam;

A finalidade dos dons.

Quanto à origem dos dons =

Os dons são “chamarismata”, manifestação concreta de “charis” graça divina.

A graça de Deus é a origem de todo dom.

A origem dos dons nunca está no homem, mas na graça de Deus.

Quanto ao seu modo de atuar:

Os dons são “diaconia”, prontidão para servir.

É concentrar não em mim mesmo, mas no outro.

É buscar não minha auto-edificação, mas a edificação do meu próximo.

Quanto à sua finalidade =

Os dons são “energémata”, isto é, obras exteriores.

A igreja é a continuação histórica da encarnação de Cristo.

Somos o corpo de Cristo na terra.

A finalidade do dom é a realização de alguma obra concreta, uma ajuda a alguém, a edificação da comunidade.

2. O propósito divino para os dons – v. 7

Os dons são dados a cada membro do corpo – “a manifestação do Espírito é concedida a cada um”.

Os dons são dados visando um fim proveitoso, ou seja, a edificação da igreja.

3. A variedade dos dons – v. 8-10

Paulo oferece cinco listas de dons espirituais:

Romanos 6:6-8;

1 Coríntios 12:8-10;

1 Coríntios 12:28;

1 Coríntios 14;

Efésios 4:11-13.

Não há crentes sem dom nem crente com todos os dons (12:29-31).

Assim como não há membro auto-suficiente no corpo nem membro sem função.

Alguns estudiosos classificaram os dons registrados em 1 Coríntios 12 como dons de pregação, dons de sinais e dons de serviço.

4. A soberania do Espírito na distribuição dos dons – v. 11

O Espírito Santo distribui os dons a cada um, ou seja, não existe membro do corpo de Cristo sem pelo menos um dom espiritual.

O Espírito Santo é: livre e soberano na distribuição dos dons.

No texto temos quatro verbos chaves que ilustram essa soberania:

No verso 11, Deus distribui;

No verso 18, Deus dispõe;

No verso 24, Deus coordena e

No verso 28 Deus estabelece.

Do começo ao fim Deus está no controle.

A igreja precisa conhecer os seus dons e usá-los corretamente.

O dom é para a edificação e crescimento da igreja e não para orgulho pessoal ou divisão na igreja.

Notas de Rodapé da Bíblia de Genebra

Conheçam alguns destaques das Notas de Rodapé da Bíblia de Genebra sobre, alguns pontos encontrados na Epístola de I Coríntios:

Os destaques apresentados, quase todos, se encontram no capítulo 12:

12.2,3

Como introdução aos dons espirituais praticados em Corinto, Paulo lembra seus leitores acerca do contraste em sua experiência pagã e sua experiência cristã.

Não é claro que alguém estava realmente proferindo maldições contra Jesus (essa declaração pode ter sido apenas uma ilustração), mas o enfoque do terceiro versículo recai sobre o conteúdo da fala religiosa.

14.6-19, mas em conexão com o Cap. 12:

Em vista de 14.6-19, podemos inferir que o apóstolo estava antecipando seu argumento em prol de uma linguagem compreensível. Os pagãos, por igual modo, podem ter experimentado fala miraculosa, mas o que realmente importa é o que é dito nessas ocasiões.

12.4 os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo.

Ao que parece, os crentes coríntios exageravam a importância do dom de línguas, pelo que Paulo lhes lembrou que um e o mesmo Espírito distribui uma variedade de dons entre o seu povo.

As referências adicionadas ao "Senhor", que é o mesmo (v.5), e ao "mesmo Deus" (v. 6), refletem a importância da doutrina da Trindade para Paulo; e essa doutrina também presta apoio à unidade dentro da diversidade.

12.7 visando a um fim proveitoso.

Teremos entendido completamente mal o propósito dos dons do Espírito (aqui chamados de "manifestação") se usarmos esses dons por razões egoístas. Visto que há diferentes necessidades na comunidade cristã, diferentes dons são requeridos em cada comunidade.

Listando os Dons Espirituais:

A Bíblia de Genebra nos lembra que esta lista não é completa, mas somente partes dos dons são listados, de acordo, com a necessidade da Igreja foco:

12.8-10

Esta lista de dons espirituais não pretende ser um catálogo completo (outros dons são incluídos no v. 28); talvez reflita dons que eram especialmente evidentes na igreja de Corinto.

Não precisamos supor que todos os dons eram manifestados em cada igreja.

A lista que vemos em Rm 12.6-8, por exemplo, inclui somente dois dos dons aqui mencionados (profecia e fé), e omite aqueles dons que poderiam ser considerados miraculosos, como as curas e as línguas.

Ao tentarmos determinar o caráter de alguns dos dons aqui mencionados, somos impedidos pela ausência de descrições sobre os mesmos no Novo Testamento.

"A palavra de sabedoria" pode ser a capacidade de resolver problemas espirituais difíceis, e "a palavra de conhecimento" pode ser uma revelação especial de alguma espécie, embora não possamos ter certeza disso.

Também não é claro por que Paulo alistou, em separado, os dons da "fé", das "curas" e das "operações de milagres".

A referência ao "discernimento de espíritos" talvez deva ser entendida à luz de 14.29.

Nossa incapacidade de determinar a função exata de alguns desses dons não é obstáculo para entendermos o impacto desta passagem, cujo alvo não é fornecer instruções detalhadas sobre eles, mas antes, é enfatizar a variedade das graças de Deus à sua Igreja (v. 11).

12.10 a um, variedade de línguas.

A descrição apropriada deste dom tem gerado intensos debates.

De acordo com certo ponto de vista, refere-se a alguma espécie de fala extática, possivelmente relacionadas às "línguas dos anjos", mencionadas em 13.1.

Por outro lado, o Novo Testamento dá evidência explícita e inequívoca de que o Espírito Santo deu aos crentes primitivos a capacidade de falar em línguas humanas estrangeiras (At 2.4-11).

Embora objeções também possam ser levantadas contra essa opinião (14.2, nota), pelo menos ela pode ser apoiada por um precedente bíblico.

12.11 como lhe apraz.

Nota do Editor:

Esta é uma nota que pode causar diferentes entendimentos, tendo em vista o modo como compreendemos o dom da glossolalia, ou seja, falar em línguas estranhas seja as conhecidas entre os homens, bem como, aquelas que são descritas acima no capítulo 13.1, línguas dos anjos.

É sobre isto que a Nota fala que a evidência inicial foi compreendida pelos povos que estavam em Jerusalém, ao ouviremos discípulos falando em línguas e entendendo, cada qual, em seu próprio idioma.

No entanto, aos estudarmos este Dom, veremos que ambas as posições podem ser explicadas e tem base bíblica, seja a da primeira evidencia, tanto quanto a da segunda forma de demonstração do dom de línguas.

Além disto, poderíamos nos aprofundar sobre o “entendiam”, como mais uma manifestação sobrenatural divina em dar entendimento aos que ouviam o barulho, inicialmente sem nexo.

Continuação da nota de rodapé original:

Essa breve cláusula estabelece em sua própria perspectiva a lista anterior de dons espirituais.

Se um indivíduo ou uma igreja possui um dom em particular, não cabe a nós decidirmos.

É o Espírito quem provê soberanamente os dons para o povo de Deus.

Esse fator talvez explique por que nenhuma passagem do Novo Testamento oferece um catálogo completo de dons espirituais, e nem uma definição precisa dos mesmos, visto que podem variar de modo significativo, de acordo com os planos de Deus, em situações mutáveis.

Uma igreja local pode, mui apropriadamente, orar para que Deus conceda dons para satisfazer às suas necessidades, mas essas orações devem ser oferecidas em submissão à sua soberana vontade e em sua perfeita sabedoria.

12.12 o corpo é um.

Ver "A Igreja", em Ef 2.19.

A descrição da Igreja de Cristo como um corpo é um dos ensinos mais distintivos e significativos de Paulo (1.13, nota). De fato, o apóstolo dos gentios diz-nos que lhe foi dada uma revelação especial sobre esse "mistério", que esteve oculto por muitos séculos, a saber, que o povo de Deus, formado tanto por judeus como por gentios convertidos, constitui agora um único corpo, em virtude da exaltação de Cristo (Ef 1.22,23; 3.2-6).

Tanto a existência quanto o crescimento da Igreja derivam-se dessa unidade estabelecida por Cristo, por meio do Espírito (Ef 4.3-6,11-16; Cl 2.19; 3.14,15).

12.13 em um só Espírito, todos nós fomos batizados.

A ênfase que recai sobre a palavra "todos" e a alusão aos sacramentos relembram a descrição similar sobre os israelitas, em 10.2-4 (notas).

Nota do Editor:

Posição da Bíblia de Genebra:

Uma das verdades significada e selada pelo batismo com água é o batismo do Espírito Santo que incorpora os crentes no corpo de Cristo.

Posição do Editor:

O nosso entendimento, com base nos nossos estudos e crença na Palavra de Deus, sob os dogmas da Assembléia de Deus, nos leva a discorrer um pouco mais, sobre esta posição.

Entendemos que o batismo incorpora os crentes no Corpo de Cristo, mas não é no ato do batismo por imersão em águas que, o crente é batizado com Espírito Santo.

No entanto, isto pode, e já vimos ocorrer, ao mesmo tempo.

Ao ser batizado em águas o crente pode receber o batismo com o Espírito Santo.

Logicamente teríamos que discorrer sobre o selo, ou penhor do Espírito Santo, mas que fique claro que, todos que crêem ao receber a Cristo, passam a possuir, dentro de si o Espírito Santo!

Proposta, do editor, para esta nota de rodapé:

“Uma das verdades significada e selada pelo batismo com água é que o batismo incorpora os crentes no corpo de Cristo”.

Continuação da Nota de Rodapé:

O batismo substitui a circuncisão como o sinal de admissão na aliança de Deus (Cl 2.11-14).

De maneira semelhante, tomar parte da mesa do Senhor significa nossa contínua comunhão com Cristo e sua Igreja (10.17; 11.29, nota).

12.14-20:

Tendo afirmado a unidade da Igreja de Cristo, Paulo passa a falar sobre a sua diversidade.

Alguns estudiosos têm comentado que o problema mais fundamental dos crentes de Corinto não era sua rejeição da unidade da Igreja, mas antes, seu fracasso em reconhecer a sua diversidade.

Paulo corrige esse erro através de uma comparação com o corpo humano.

Ele apela para a vontade soberana de Deus, que "dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve" (v. 18; v. 11).

Se os crentes coríntios negassem a validade de certos dons, na realidade eles estariam questionando a autoridade de Deus na distribuição dos dons espirituais.

Paulo tinha salientado a unidade da Igreja, mas não uma uniformidade que fizesse calar formas válidas de diversidade.

12.22,23: mais fracos... menos dignos.

Essa comparação manifesta o problema que vinha ocupando a mente de Paulo pela maior parte desta epístola, a saber, um senso de superioridade espiritual entre alguns dos crentes de Corinto, e seu conseqüente desdém por alguns que pareciam mais "fracos" e menos "dignos".

A desvalorização, por parte deles, de certos dons espirituais (talvez em favor do dom de línguas), é a preocupação de Paulo aqui.

Nota do editor:

Em verdade existia um entendimento pairando na mente dos irmãos de Corinto: quanto mais se falasse em línguas, mais demonstração de poder demonstraria.

Continuação da nota de rodapé:

Este é um fato ainda real em muitas Igrejas de nossos dias.

A manifestação de línguas estranhas, até mesmo para “valorar” uma pregação, é muito utilizada por pregadores, trazendo um estado de comoção entre os ouvintes, não é regra, mas existe.

12.28

Os itens existentes neste versículo são diferentes daqueles nos vs. 8-10 — confirmação do fato de que Paulo não estava interessado em fornecer uma lista completa.

Aqui Paulo começa com os "apóstolos" e os "profetas", aos quais ele considera o alicerce (Ef 2.20), e adiciona uma terceira categoria, a dos "mestres", pelo que essa lista tornou-se similar à de Ef 4.11.

Embora as palavras gregas para "auxílios" e "administrações" não ocorram em qualquer outro lugar do Novo Testamento, provavelmente Paulo tinha em mente os dons daquele que "mostra misericórdia" ou que "preside" (Rm 12.8).

12.29,30

Essas perguntas retóricas levam a um clímax o Argumento Paulino de que não deveríamos esperar que todos tivessem os mesmos dons, visto que Deus os distribui conforme a sua boa vontade (vs. 11 e 18).

12.31 procurai, com zelo, os melhores dons.

O sentido desta sentença tem sido indagado.

Alguns acreditam que estão em pauta dons mais importantes no v. 28 (especialmente a profecia, 14.1); outros argumentam que ela introduz a discussão sobre o amor, no cap. 13.

Mais provavelmente ainda, Paulo está antecipando aquilo que diria mais adiante sobre os dons "para a edificação da igreja" (14.12), isto é, "falar palavras com o meu entendimento, para instruir outros" (14.19).

Um caminho sobremodo excelente.

Antes de explicar quais são esses "melhores dons", conforme ele faria no cap. 14, Paulo precisa indicar qual a condição essencial para o exercício apropriado de qualquer dom — O Amor.

Finalidade:

Espero que este estudo compacto, da I Epístola de São Paulo aos Coríntios, lhe sirva de ajuda no início deste 2º Trimestre das Lições da Escola Bíblica Dominical da CPAD.

Poderíamos concluir que, a Igreja de Corinto, com sua indesejada fraqueza e desordem se tornou um olo de ensinamento através da qual Paulo exercitou toda a Revelação recebida diretamente de Jesus Cristo, e a condensou em sistematização doutrinária através dos erros da Igreja de Corinto.

Há um legado espiritual de Corinto:

A questão essencial não é simplesmente discutir se os dons existem hoje ou não, mais qual deve ser a nossa atitude em relação aos dons. A igreja de Corinto tinha todos os dons (1:7).

Nem por isso era uma igreja perfeita.

Os coríntios permitiram que certos dons se tornassem símbolos de “status” espiritual, principalmente o dom de línguas.

O exemplo de Corinto nos mostra:

Como cultuar com ordem

Como tratar o próximo sem acepção

Saber que somos Corpo de Cristo

Usar a verdadeira Sabedoria

Como conduzir-nos no casamento

Como a concupiscência deve ser evitada

Retirar de nosso meio toda a sensualidade, a fornicação.

Respeitarmos a autoridade dos Pastores, sem tomar posição política, ou preferência por A ou B.

Aprendemos a viver numa nova sociedade, a Igreja, inclusive resolvendo os atos legais, internamente, por mais que isto possa parecer difícil.

Como devemos proceder, deixando a Excelência do Amor permear a Igreja, sem faccionismo, partidarismo, sem modificar os sacramentos memoriais de Cristo, sem imoralidades, sem uso desordenado dos dons espirituais.

Consolida-nos na Esperança da Ressurreição Eterna, com Cristo.

A igreja de Corinto tinha sérios problemas relacionados ao culto cristão.

Um deles era sobre o uso e o abuso dos dons espirituais. Esse é um problema que a igreja contemporânea enfrenta, especialmente em face da crescente influência do pentecostalismo clássico e do movimento carismático.

A dinâmica dos dons espirituais é um dos recursos mais poderosos que Deus providenciou para que a igreja tivesse um crescimento saudável.

Bons estudos.

EDITOR:

Osvarela

30/03/2009

Fonte:

Prof. João Alves dos Santos - Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano Conservador; mestre em Divindade (M.Div.) e em Teologia do AT (Th.M.) pelo Faith Theological Seminary (Filadélfia - EUA) e mestre em Teologia do NT (Th.M.) pelo Seminário Presbiteriano "Rev. José Manoel da Conceição". Bacharel em Direito e em Letras. Professor da área de Novo Testamento do CPAJ (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper), ex-professsor de Grego e Exegese do NT no Seminário "Rev. José Manoel da Conceição”.

Rev. Hernandes Dias Lopes

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