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sexta-feira, agosto 28

DISSERTANDO - Aprovado Acordo Brasil e Santa Sé -Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil

Câmara aprova Estatuto da Igreja Católica e regulamenta o direito à liberdade religiosa.
Temos acompanhado este Acordo entre o Estado brasileiro e o Estado do Vaticano, e só nos resta lamentar que tenha sido aprovado.
Para quem estar acompanhando o caso deve estar como eu, preocupado com este fato, pela série de fatores que serão desencadeados.
Como será a nova relação Igrejas-Estado?
Este acordo incorrerá em Regulamentação de vários pontos do Acordo, que em extensão deverão atingir:
Ensino religioso nas escolas seculares
Apologia das religiões
Consagração de Novos Ministros das religiões
O Ensino Teológico e seus desdobramentos
Atividades extra Templo
Espaço para Cultos
Trechos do Acordo:
“3. Em 30 de março de 2007 o Ministério das Relações Exteriores apresentou ao Núncio Apostólico em Brasília a contraproposta do Governo brasileiro ao referido texto, com vistas a sua eventual assinatura por ocasião da visita ao Brasil do Papa Bento XVI, em maio de 2007. A contraproposta brasileira, além de adequação da linguagem jurídica no que se refere às relações do Brasil com a Santa Sé e com a Igreja Católica, continha poucas modificações substanciais ao texto proposto pela Santa Sé”.
O texto proposto pelo Vaticano sofreu poucas alterações, ou seja, a Proposta foi quase integralmente aceita, sem maiores contestações do Estado Brasileiro, em seu Fundamento.
Desde quando está sendo Estudado por Comissão do Governo Brasileiro:
- Somente em 13 de setembro de 2007, a Nunciatura Apostólica em Brasília apresentou ao Itamaraty a reação da Santa Sé ao texto proposto em 30 de março daquele ano.
Constituição Brasileira e o acordo:
“As diretrizes centrais seguidas pelas autoridades brasileiras na negociação do Acordo com a Santa Sé foram a preservação das disposições da Constituição e da legislação ordinária sobre o caráter laico do Estado brasileiro, a liberdade religiosa e o tratamento eqüitativo dos direitos e deveres das instituições religiosas legalmente estabelecidas no Brasil”.
Ora se temos uma Constituição se o Brasil é signatário do Tratado ou Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, por que realizar este Termo? Se somos um Estado em que a laicidade constitucionalmente é garantida e tem sido preservada?
Muito embora, em várias fases da curta vida do País, com interferências agudas da Igreja Católica Apostólica Romana, haja vista, que em quase todas as inaugurações, são os Bispos desta Igreja que dão a Benção sobre as instalações inauguradas ou em eventos nacionais.
Art. 2 - o Brasil reconhece à Igreja Católica o direito de desempenhar sua missão apostólica;
Será necessário que as outras Igrejas tenham que ter o mesmo reconhecimento para exercício de missão apostólica?
Preste atenção neste artigo:
Artigo 4º:A Santa Sé declara que nenhuma circunscrição eclesiástica do Brasil dependerá de Bispo cuja sede esteja fixada em território estrangeiro.
Nós Evangélicos, que temos Igrejas Centenárias, ou não, com Sede em outros países, temos que nos adequar?
A Economia e Finanças do Estado Brasileiro poderá ser usada pela Igreja Católica, na proteção de seus Bens?
Arts. 6 e 7 - dispõem sobre o patrimônio histórico e cultural da Igreja Católica no Brasil, assegurando a proteção dos lugares de culto e a cooperação entre Igreja e Estado com vistas a salvaguardar e valorizar esse patrimônio (incluindo documentos em arquivos e bibliotecas), bem como facilitar o acesso a todos que queiram conhecê-lo e estudá-lo;
Assistência espiritual a doentes internados em hospitais:
Art. 8 - o Brasil assegura a prestação de assistência espiritual pela Igreja a fiéis internados em estabelecimentos de saúde ou prisional que a solicitarem, observadas as normas das respectivas instituições;
Já é constitucional, será, mais uma vez, pergunto necessária a anuência através de documento próprio para acesso de Ministros de outras religiões aos Hospitais em visita de assistência espiritual?
Algum Hospital poderá requerer um documento de igual teor antes de permitir o acesso aos Ministros de Igrejas sem tal tipo de Acordo.
Vamos continuar estudando o Tema?
Aguarde outros Textos....
Agência Câmara - Folha Online
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou no fim da noite desta quarta-feira o texto do PDL (Projeto de Decreto Legislativo) sobre o acordo entre Brasil e Vaticano que cria o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no país.
O plenário também aprovou o projeto de lei que regulamenta o direito constitucional de livre exercício de crença e cultos religiosos.
O acordo entre Brasil e Vaticano foi assinado em 2008. O texto estabelece normas, entre outros assuntos, sobre o ensino religioso, o casamento, a imunidade tributária para as entidades eclesiásticas, a prestação de assistência espiritual em presídios e hospitais, a garantia do sigilo de ofício dos sacerdotes, visto para estrangeiros que venham ao Brasil realizar atividade pastoral.
O acordo também reforça o vínculo não-empregatício entre religiosos e instituições católicas, ratificando regras já existentes.
O projeto será enviado agora para o Senado. Leia a íntegra da proposta.
Crítica
Em voto em separado contra o projeto, o deputado Regis de Oliveira (PSC-SP) apontou o que seriam inconstitucionalidades da proposta. Segundo ele, ao ser aprovado o acordo ganha status de lei ordinária, mas seu texto entraria em conflito com outras leis já existentes.
Oliveira criticou, por exemplo, a determinação de que os municípios reservem espaços em seus territórios para fins religiosos. O tratado estabelece que esses espaços serão previstos "nos instrumentos de planejamento urbano a serem estabelecidos no respectivo plano diretor" - o que seria, portanto, uma interferência nas leis dos municípios.
Antes de ir a plenário, o acordo já havia sido aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, com parecer favorável do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG).
Manifesto
Na terça-feira, a Associação Vitória em Cristo e o Cimeb (Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil) divulgaram um manifesto contra o acordo.
Lembro, eu o editor deste texto que: Somente em 13 de setembro de 2007, a Nunciatura Apostólica em Brasília apresentou ao Itamaraty a reação da Santa Sé ao texto proposto em 30 de março daquele ano
Segundo o manifesto, o acordo dará à Santa Sé, por meio da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), "plenas condições de fechar acordos com o governo brasileiro, sem que jamais tenham de passar pelo Congresso Nacional'. 'É um verdadeiro "cheque em branco" para a Igreja Católica. Isto é uma vergonha!", diz a nota.
Na semana passada, a CNBB defendeu o acordo e diz ele não viola a Constituição nem concede privilégios à Igreja Católica.
Em nota, a CNBB chamou de "desinformados" os que criticam o convênio, e disse que, "longe de ferir a Constituição, [o acordo] ratifica uma relação que sempre existiu e, inclusive, abre perspectivas para outras religiões no país".
Liberdade religiosa
A Câmara também aprovou o substitutivo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para o Projeto de Lei 5598/09, do deputado George Hilton (PP-MG), que regulamenta o direito constitucional de livre exercício de crença e cultos religiosos.
A votação foi simbólica, mas não houve consenso entre as bancadas. O PSOL encaminhou a votação contra o projeto. O PDT, PV, PR e o PSDB liberaram suas bancadas.
O texto segue agora para o Senado.
Posição da Entidades:
AMB – Associação dos Magistrados do Brasil:
A AMB ressalta que o "modelo constitucional vigente instituiu a laicidade do Estado brasileiro, garantindo a liberdade religiosa a toda cidadania".
"O acolhimento do acordo pelo Congresso Nacional implicará em grave retrocesso ao exercício das liberdades e à efetividade da pluralidade enquanto princípio fundamental do Estado. Rogamos que as autoridades legislativas atuem nesta questão com rigorosa conduta constitucional", diz a nota, assinada pelo presidente da AMB, Mozart Valadares Pires.Leia mais...
Continua...

quinta-feira, abril 23

DESPENSEIROS DOS MISTÉRIOS DE DEUS. LIÇÃO 04 - CPAD

DESPENSEIROS DOS MISTÉRIOS DE DEUS.

Lição 04 – CPAD Autor: Osvarela


Texto áureo: I Co. 4.1: QUE os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus.
Leitura bíblica em classe:
I Co. 4.1-5; 14-16

1 QUE os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus.
2 Além disso requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel.
3 Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por algum juízo humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo.
4 Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o Senhor.
5 Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor.
14 Não escrevo estas coisas para vos envergonhar; mas admoesto-vos como meus filhos amados.
15 Porque ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo.
16 Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores.
Texto bíblico auxiliar:
II Tm.2.8.ss: Lembra-te de que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dentre os mortos, segundo o meu evangelho; Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa. Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna. Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo.
Verbetes:
Revelação. Do latim revelatio, de revelare (descobrir, desnudar, desvendar) entende-se a divulgação de fato ou coisa que se mantinha em segredo ou que era ignorada. Consiste na narração ou na informação de fato ou assunto de que não se tinha conhecimento ou notícia.
Ministério. Do latim ministerium, em amplo conceito, quer dizer todo ofício, cargo ou função que se exerce.
A palavra ministério vem do grego “Diakonia” que significa serviço, porém, revelando o indivíduo como alguém "preparado e vocacionado" para servir.
Vocábulos na língua grega que definem a palavra servo.
Oikonomos. É traduzido como despenseiros. Em relação aos escravos, um supervisor; em relação ao Senhor, um servo; em relação aos bens um mordomo ou administrador. Os bens são os "mistérios" (a Palavra) de Deus. I Co.4.1.
"oikonomos misterion Théos" = despenseiros dos mistérios de Deus;
-"diakonous Kainês diathekes" = ministros de uma nova aliança;
-"diakonous en Kurios" = ministro do Senhor.
- "huperetas Christós" = ministros de Cristo
; alguém inteiramente submisso à vontade de outrem – I Co. 4.1.
Doulos.
Possui em si um "duplo significado", que claramente é revelado em Rm. 6.17,18,20,22. Os versos 17 e 20 revelam "doulos" no sentido mais específico da mais inferior, da mais baixa forma de escravidão ("doulos tes amartias" = escravos do pecado) que o ser humano pode ser submetido.
Já nos versos 18 e 22, "doulos" revela a idéia de TROCA DE SENHOR, isto é, traz a idéia de uma "escravidão espontânea", a serviço de um NOVO SENHOR - Jesus Cristo ("edoulóthete te dikaiosune" = servos da justiça; e, "doulothentes de to théos" = servos de Deus);
As vezes a palavra ministério é exemplificada pela palavra grega “Doulos” que quer dizer escravos(servos).Independente da forma que a palavra ministério seja utilizada, ela sempre está associada a serviço.
Qualquer que seja o tipo de ministério (serviço) que se exerça, ele deve estar intimamente ligado a vocação(talento dado por Deus) para que se obtenha um melhor resultado na sua execução.
Todos os ministérios (serviços) são importantes, não existe um ministério (serviço) que seja completo e não precise do outro(I Co. 12:4-31).
Todo ministério (serviço) requer amor, compromisso, dedicação, preparação, santidade, esforço, constância, renúncia e caráter.
Ofício. Do latim officium, originariamente quer exprimir o dever, a obrigação ou tudo que se deve fazer por obrigação.
I - DESPENSEIRO:
Definição literal: O encarregado da despensa.
Despensa: local da casa onde se guardam os mantimentos para a subsistência da família. Definição adaptada do Dicionário Aurélio pelo editor e autor do texto.
“É preciso o sentimento de “doulos” para ser um bom despenseiro”.
Osvarela

O primeiro pensamento que me ocorreu sobre esta lição foi exatamente:
Descobrir o que é um despenseiro.
Pensei em ver, como procurei em meus apontamentos sobre a origem da palavra ministro ou mesmo sobre a palavra despenseiro.
Mas, pareceu-me mais profundo a visão do sentimento que deve dominar o despenseiro o sentimento de um doulos.
Mas que tipo de servo é este, que ministro é este, pela própria etmologia da palavra , derivado de “minus” ou menor, não de “magister”, de onde vem magistrado, que não se atem a seu cargo, mas está pronto a servir a todos, na Igreja de Cristo, em detrimento do próprio eu ou de sua vida pessoal, diuturnamente.
Quais exemplos se podem encontrar, na Bíblia, destes homens que se dispuseram a tal exercício, uns em detrimento de posição palaciana, outros a cargos de príncipes da sinagoga, outros em detrimento de seus comércios, posições de relevo na sociedade, outros perdendo a própria vida, mas nunca deixando de executar o serviço de despenseiros de Deus, com reconhecimento ou não dos homens, muito embora, este reconhecimento existisse, os homens aos quais eles falavam, preferiam deixa-lo fora do contexto destes despenseiros, a fim de darem vazão as suas próprias paixões e erros.
a-O pensamento dominante no coração do “doulos” deve ser:
Atender com fidelidade ao seu Senhor, para que possa cada vez mais alcançar maior proximidade da administração dos bens do seu Senhor, até a ponto de se tornar um damasceno, como Eliezer foi para Abraão.
Ser como José, de escravo a despenseiro [como tipo] de uma Nação ou de toda a Humanidade de sua época, ou seja, de todo o Mundo:
Gn.39.1.ss: E JOSÉ foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda, homem egípcio, comprou-o da mão dos ismaelitas que o tinham levado lá. E o Senhor estava com José, e foi homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.Vendo, pois, o seu senhor que o Senhor estava com ele, e tudo o que fazia o Senhor prosperava em sua mão.
Ser como José:
- de administrador da casa do capitão Potifar, sair da prisão, para administrar a despensa real e geral de toda uma Nação.

Não esperem os aspirantes e os que estão como despenseiros que, não deixarão de encontrar as mulheres de Potifar, os espinhos na carne de Paulo, as perseguições e prisões de Paulo, mas tudo como conseqüência de sermos despenseiros fiéis.
Ou seja, o despenseiro fiel dos mistérios de Deus, deve pensar que precisa cada vez estar mais próximo da fidelidade requerida pelo rei para ser mais graduado, até poder entrar no lugar mais valioso para retirar e servir o mais fino prato, com anuência do rei.
b-Despenseiros dos mistérios de Deus precisam de unção divina?
Como água ao sedento no deserto o despenseiro precisa cavar poços no deserto até achar água cristalina que jorre do trono de Deus.
c-Como ser um despenseiro que ministra de modo agradável ao Senhor sem unção?
Todos nós precisamos da unção divina.
Os apóstolos de Jesus Cristo, como ministros ungidos, andaram expelindo demônios e curando “inúmeros enfermos, ungindo-os com óleo”. (Mc. 6.13).
Ter sobre si a unção divina é ter o ministro, ou os ministros, o ungüento, o perfume da presença santa e deliciosa de Deus e a efetiva aplicação do poder consolador do Espírito Santo.
A unção tem seu início na regeneração e deve ser plena no ministério dos despenseiros dos mistérios do Senhor.
II- DESPENSEIRO DEVE SE CONSIDERAR SEMPRE COMO SERVO COM PENSAMENTO:
DE SERVO
SERVIR
SERVIR COM QUALIDADE
SERVIR A TODOS SEM PREFERENCIAS
SERVIR A NOIVA DO CORDEIRO

Um servo só faz o que o seu senhor lhe manda fazer!

Além disso...esta expressão torna o conteúdo do versículo primeiro muito mais forte e responsabiliza-nos, como ministros de Deus, pois a consideração dos homens para conosco é um fator necessário, para sermos ministros de Cristo.
II Rs.4.9 . E ela disse a seu marido: Tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus.
Segundo os homens tem que achar em nós qualidades, não só de ministros, mas com capacidade de algo místico, não encontrado nos demais, algo sobrenatural que nos torna maiores do que ministros.
II Rs.4. 20. e o menino esteve sobre os joelhos dela até o meio-dia, e então morreu. Ela subiu, deitou-o sobre a cama do homem de Deus e, fechando sobre ele a porta, saiu. Então chamou a seu marido, e disse: Manda-me, peço-te, um dos moços e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus e volte. Disse ele: Por que queres ir ter com ele hoje? Não é lua nova nem sábado. E ela disse: Tudo vai bem.
Eles devem achar qualidade superior que demonstre, de forma natural, que nós termos algo incomum que desperta nos que a nós se achegam.
Aquilo que eles necessitam e não conseguem obter, mesmo como crentes, ou homens comuns, que buscam algo das regiões celestiais em Cristo e vêem em nós, esta qualidade: de alguém que pode confortar, os aflitos, os feridos, os tristes, os desvalidos, os debilitados, os enfermos.
E no abrir de nossas bocas, ou em um simples gesto, é ressaltado a qualidade de despenseiros dos mistérios de Deus, a nós conferidos e a eles encobertos.
Você já viveu esta experiência?
Eu e você precisamos experimentar isto.

III- Fidelidade é a qualidade do despenseiro fiel:
Parece redundante, mas é fato incondicional.
“Requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel”. Note a colocação, que cada um, é um requisito individual.
Quesito fundamental na qualificação do despenseiro:
Fidelidade.
Porque Deus é fiel, seus ministros também devem manter esta qualidade comunicável do Espírito de Deus, em suas ações ministeriais.
Uma vez que mesmo sejamos infiéis Ele não pode negar esta inerente qualidade pessoal divina.
a-O pensamento nos remete a premissas importantes:
Fiel é aquele que tem fé.
Fé para ser fiel.
Paulo podia orientar a ser fiel despenseiro, pois ele mesmo havia sofrido todo tipo de duras penas para manter a fidelidade de “doulos” de Jesus Cristo.
II Tm. 2. 9,10: Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa. Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna.
b-O despenseiro deve estar apto para:
Sofrimentos
Lutas
Desprezo
Insatisfações
Lutas contra as suas ações
Desterro
Ficar sozinho Elias – I Rs.17.24.
Então a mulher disse a Elias: Agora sei que tu és homem de Deus, e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.
Prisões - Paulo – Cl .4. 3. orando ao mesmo tempo também por nós, para que Deus nos abra uma porta à palavra, a fim de falarmos o mistério de Cristo, pelo qual também estou preso,
Insultos –
Em Atenas
existe um monumento em pedra, no qual está transcrito o texto de Atos 17, as palavras de Paulo ensinando aos epicureus a Revelação do Deus que ele servia, por esta fala Paulo foi chamado de “paroleiro”, ou seja, um tagarela.
Atos 17. 18. Ora, alguns filósofos epicureus e estóicos disputavam com ele. Uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece ser pregador de deuses estranhos; pois anunciava a boa nova de Jesus e a ressurreição.
c-O Apóstolo Paulo nos ensina que, há um caminho mais excelente, para obtenção dos mistérios de Deus, em toda a sua plenitude:
Amor
Comunhão
Ânimo –
Cl. 2. 2-2.
para que os seus corações sejam animados, estando unidos [comunhão] em amor, e enriquecidos da plenitude do entendimento para o pleno conhecimento do mistério de Deus-Cristo, no qual estão escondidos [mistérios] todos os tesouros da sabedoria e da ciência.
Perseverança e fé –
Cl. 1. 23.
se é que permaneceis na fé, fundados e firmes, não vos deixando apartar da esperança do evangelho que ouvistes, e que foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, fui constituído ministro.
Idoneidade –
Cl. 1. 12.
dando graças ao Pai que vos fez idôneos...
Paulo sempre diz que o único assunto de seu ministério de despenseiro é Cristo, e nos prova com estas excelentes e santas palavras o seu compromisso selado no Caminho de Damasco e na Arábia.
Ef. 3. 4, 9. pelo que, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do mistério de Cristo, demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou..
IV- Qualificação dos despenseiros dos Mistérios de Deus – Ministros:
a-Irrepreensíveis –
este é um ponto que nos sensibiliza, mas em Cristo pelo mistério da Ação Do Espírito Santo pelo sangue de Jesus Cristo, nos torna irrepreensíveis, muito embora, o texto denote ação humana, cremos que esta ação se dá pela ação da nossa comunhão e envolvimento com o Santo Espírito, cada vez que, procuramos nos aproximar D’ele mais irrepreensível ficamos, pois nos tornamos mais sensíveis espiritualmente, pela proximidade com Deus.
Cl. 1. 22. ... agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de perante ele vos apresentar santos, sem defeito e irrepreensíveis...
b-Não ser:
Indolente:

O autor das Cartas aos Hebreus é claro, ao definir, quanto uma desqualificação não aceitável para os Despenseiros dos mistérios de Deus:
Hb. 6.12. para que não vos torneis indolentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas.
Estou inserindo um trecho que li e achei pertinente ao assunto:
c- Sinceridade do ministro – sem deterioração:
Uma palavra bíblica é traduzida por “sinceridade” no seguinte comentário de Paulo:
“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus, antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus”. (II Co 2:17).
O termo grego aí empregado é gensios, que quer dizer “legítimo, genuíno”.
A palavra “sincero” provém do termo latino sincerus, formado pela aglutinação de dois outros:
sin, “sem”, e caries, “deterioração”. Portanto o significado básico de “sincero” é “sem deterioração”.No passado, os negociantes de metais preciosos costumavam promover sua mercadoria afirmando que ela era “sincera”, isto é, “sem cera ou enchimento”.
Era muito comum o artífice desonesto encobrir as falhas de um produto aplicando-lhe uma cera da mesma cor, que lhe dava a aparência de acabamento perfeito. Mas se alguém chegasse o artigo ao fogo, a cera derretia e escorria, e a falha era exposta. Quando algum negociante anunciava um produto “sincero” queira dizer que ele não fora retocado com cera.
V- Desconsiderações humanas:
Exemplos de despenseiros de Deus:
1-Jeremias –
Jr. 37. 4.ss.
Ora, Jeremias entrava e saía entre o povo; pois ainda não o tinham encerrado na prisão. E...estava à porta de Benjamim, achava-se ali um capitão da guarda...o qual prendeu a Jeremias, o profeta, dizendo: Tu estás desertando para os caldeus. E Jeremias disse: Isso é falso...Mas ele não lhe deu ouvidos...prendeu a Jeremias...E os príncipes ficaram muito irados contra Jeremias, de sorte que o açoitaram e o meteram no cárcere...
2-Isaías –
Hb.11. 36-37.
e outros experimentaram escárnios e açoites, e ainda cadeias e prisões. Foram apedrejados e tentados; foram serrados ao meio; morreram ao fio da espada;
3-Micaías –
I Rs. 22. 8.ss.
Então disse o rei de Israel a Jeosafá: Ainda há um homem por quem podemos consultar ao Senhor-Micaías, filho de Inlá; porém eu o odeio, porque nunca profetiza o bem a meu respeito, mas somente o mal. Então disse ele: Vi todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor...Disse o rei de Israel a Jeosafá: Não te disse eu que ele não profetizaria o bem a meu respeito, mas somente o mal? Então Zedequias...chegando-se, feriu a Micaías na face...Então disse o rei de Israel: Tomai Micaías, ...Assim diz o rei: Metei este homem no cárcere, e sustentai-o a pão e água, até que eu volte em paz. Replicou Micaías: Se tu voltares em paz, o senhor não tem falado por mim.
4-Moisés –
Hb. 3. 5.
Moisés, na verdade, foi fiel em toda a casa de Deus, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;
Fala-nos das revelações de Deus dadas a Moisés durante sua caminhada com Deus até Pisga.
Ex.16. 2. E TODA a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto. 17. 3,4. Mas o povo, tendo sede ali, murmurou contra Moisés...Pelo que Moisés, clamando ao Senhor, disse: Que hei de fazer a este povo? Daqui a pouco me apedrejará.
5-Paulo – sem dúvida o escritor da Epístola aos Coríntios foi um exemplo, a ser imitado por todos que se dispuserem a ser despenseiros.
I Co.11. 1. Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo.
A ele foram entregues mistérios, ou revelações ocultas aos demais Apóstolos, e mesmo com o espinho na carne, quatro quarentenas de chicotadas, menos uma, não o limitaram a ser apenas um despenseiro, mas, O Exemplo do Despenseiro Fiel, ao qual foram revelados os mistérios de Deus com intensa profundidade, que aos homens não foi lícito que, ele descrevesse.
Hoje querem imitar a alguns famosos, com aparência, tipos, tiques de fala, expressões cunhadas para alvoroçar o povo, ternos elegantes, e outras coisas.
5.a-Sobre o mistério entre Cristo e a Igreja:
Ef.5.32.
Grande é este mistério, mas eu falo em referência a Cristo e à igreja.
5.b-Sobre o Arrebatamento:
I Co. 15.51.
Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados,
Ele ensina a Timóteo como ser um despenseiro dos mistérios de Deus:
I Tm.3.9. guardando o mistério da fé numa consciência pura. 16 E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, e recebido acima na glória.
6- João – o Apóstolo:
Para ter acesso ao mais profundo patamar dos maiores mistérios já revelados por Deus aos homens, e ainda indecifráveis na sua plenitude, A Revelação de Jesus Cristo, sobre os mistérios das últimas coisas, que viu, viriam e as que hão de vir, João – O Apóstolo, teve que ser isolado na Ilha de Patmos.
Ap.1. 1-9. Revelação de Jesus Cristo... Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. 20. Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra...
Ap.10. 7. Ao que o anjo me disse: Por que te admiraste? Eu te direi o mistério...
Tiago -
7- João o Batista – Mc. 6. 27. O rei, pois, enviou logo um soldado da sua guarda com ordem de trazer a cabeça de João. Então ele foi e o [degolou] no cárcere...
A revelação do despenseiro do Arrependimento:
Lc.3.15.ss
. Ora, estando o povo em expectativa e arrazoando todos em seus corações a respeito de João, se porventura seria ele o Cristo, respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, vos batizo em água, mas vem aquele que é mais poderoso do que eu, de quem não sou digno de desatar a correia das alparcas; ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo. A sua pá ele tem na mão para limpar bem a sua eira, e recolher o trigo ao seu celeiro; mas queimará a palha em fogo inextinguível.
a- A Grande revelação ao Mundo:
João. 1. 29.ss.
No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é aquele de quem eu disse: Depois de mim vem um varão que passou adiante de mim, porque antes de mim ele já existia.
Confirmando a revelação, como tal, ou seja, algo desconhecido revelado por Deus:
Eu não o conhecia; mas, para que ele fosse manifestado a Israel, é que vim batizando em água. Eu não o conhecia; mas o que me enviou a batizar em água, esse me disse: Aquele sobre quem vires descer o Espírito, e sobre ele permanecer, esse é o que batiza no Espírito Santo.
VI- Uma demonstração da preparação para a futura ação ministerial dos Apóstolos, como despenseiros de Deus:
Mc. 4.34. mas em particular explicava tudo a seus discípulos..
Todos o grupo dos discípulos do círculo dos Apóstolos de Jesus – os discípulos de Jesus, os doze, quase todo os fins de dia se encontravam ao redor do mestre para entender e buscar ensinamentos sobre alguma parábola dita ao povo.
Neste instante Jesus mestre por excelência lhes revelava os mistérios ocultos nas parábolas, aliás uma demonstração de que ele era o Cristo que havia de vir [ Mt. 13. 34,35. Todas estas coisas falou Jesus às multidões por parábolas, e sem parábola nada lhes falava; para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Abrirei em parábolas a minha boca; publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo.].
Mc. 4.11. E ele lhes disse: A vós é confiado o mistério do reino de Deus, mas aos de fora tudo se lhes diz por parábolas;
Lc. 8. 10. Respondeu ele: A vós é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; mas aos outros se fala por parábolas; para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam.
VII- A sabedoria do despenseiro:
Paulo ao falar sobre a sabedoria do despenseiro está demonstrando uma qualidade sobrenatural dos verdadeiros despenseiros, estes recebem de Deus a SABEDORIA divina, como parte compreensível de que neles ela está fluindo, o que os torna capazes de serem identificados pelos homens, como algo peculiar de um despenseiro.
A estes pertencem os conhecimentos dos mistérios da sabedoria revelados pelo Espírito Santo:
I Co.2.7. mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, que esteve oculta, a qual Deus preordenou antes dos séculos para nossa glória;
CONCLUSÃO:
Para sermos considerados despenseiros reais dos mistérios de Deus, só podemos exercer nossas atividades, sob a égide do Espírito Santo:
Sob a luz da Bíblia Sagrada;
Sob a direção de Deus;
Sob a Oração;
Sob a obediência dos nossos líderes;
Sob a necessidade da Igreja; lembre-se nos somos doulos.
Sobre os joelhos dobrados diante de Deus, às madrugadas;
Sobre o rudimento da Igreja, e firme fundamento que é Cristo.
Se agirmos assim, seremos considerados por nós mesmos, e pelos homens, verdadeiros Despenseiros dos Mistérios de Deus.

Porém atentemos para o versículos 3-6, do capítulo 4, não devemos julgar aos nossos companheiros ou como membros nossos irmãos que atuam na seara do Mestre, como também não nos devemos ensoberbecer como neófitos se pregamos bem, se ensinamos bem, se ministramos bem, porque após tendo feito tudo que nos foi mandado, devemos dizer e nos considerados servos inúteis, pois fizemos somente o devíamos fazer. Lc.17.10.
I Co.4.3.ss: Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por qualquer tribunal humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque, embora em nada me sinta culpado, nem por isso sou justificado; pois quem me julga é o Senhor. Portanto nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o seu louvor. Ora, irmãos, estas coisas eu as apliquei figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, de modo que nenhum de vós se ensoberbeça a favor de um contra outro.
Fonte:
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal – CPAD
Bíblia Plenitude – SBB
Bíblia digital – cortesia tio Sam
Dicionário Aurélio
Min. Anunciai
DIGRESSÕES SOBRE A VIOLAÇÃO DO SEGREDO PROFISSIONAL
Alexandre Sturion de Paula
Igreja em vitória
22º Congresso da Associação dos Músicos Batistas do Brasil
Lição CPAD
IBVN
APONTAMENTOS DO EDITOR.

segunda-feira, junho 2

AINDA SOBRE AS CÉLULAS-TRONCO.FRASES DOS MINISTROS DO STF.

A Revista Veja, desta semana - 01/06/2008 - traz uma reportagem repercutindo, a votação sobre a Lei da Bio-Segurança, em relação ao seu Art. 5.º, que trata da manipulação e descarte de embriõs humanos.
Parece-me que em certo ponto da matéria, a mesma foi feliz, como no ponto em que apoia a fala do Ministro Carlos Alberto Direito e suas convicções.
Fiquei imaginando uma Câmara Superior, em que os seus membros, não pudessem, de maneira inconstitucional, dar voz aos seus pensamentos, norteados por suas convicções familiares, pensamentos estes formados por sua formação como ser humano.
Todo homem é resultado final da somatização de sua formação familiar, religiosa e social, se não fora assim, seríamos meros autômatos ou "robots", as Sociedades de todas as eras não teriam discutido ou sobrevivido ou não teriam razão em pensar a sua cosmogonia ou religiosidade, (sem fazer juízo de valor, sobre as mesmas) mas, seriam apenas um amontoado de homens frios e gélidos quanto a sua consciência, que é afinal o que nos faz tomar decisões sobre o que somos, o que seremos e o que desejamos para a sociedade em que vivemos.
Não teríamos homens que revolucionaram técnicas, afrontaram Fortalezas de toda a ordem [Igreja (Lutero; Galileu Galilei, Frei Boff), Governos (Lula, Ulisses, Pr. presbiteriano e ex-deputado Lisâneas Dias Maciel), Impérios (Tiradentes,Paulo, Pedro, Jesus)], em busca de preservar seus pares e seu povo, por conta, da verdade e de suas convicções.Fiquei gratamente feliz, pois a reportagem corrobora a minha tese sobre o fato de que, o direito de manifestação é totalmente constitucional e que a ética, pode sim, ser formada nos fundamentos da família e dos valôres cristãos, sem ferir a laicidade do Estado.Além do fato citado em outra matéria, aqui deste editor, sobre, o possível comércio da genética.
Leia alguns trechos:
Defendendo a Posição dos Ministros Direito e Fontele:
'Direito e Fonteles são notoriamente católicos. No curso do processo, foram acusados de obscurantismo, de tentar sobrepor preconceitos religiosos à razão. São acusações injustas. Primeiro, porque o argumento da Igreja – o de que a vida é um bem sagrado, um valor absoluto e inviolável do primeiro instante até o suspiro finalnão tem nada de absurdo do ponto de vista da ética. Ao longo dos séculos, inúmeras conquistas da civilização se deram graças a esse raciocínio. Em segundo lugar, porque ambos sabem que ética e direito são reinos vizinhos, mas não coincidentes. Eles não trouxeram a fé para o debate e raciocinaram de acordo com princípios do direito brasileiro.'
A defesa da liberdade de pensamento e de trabalho científico:
'O julgamento também teve muito a ver com a defesa da liberdade de pensamento e de trabalho científico. Quase todos os ministros ressaltaram que é preciso vigiar para que as pesquisas não enveredem por caminhos bisonhos ou perigosos – como a eugenia, a mistura de células de homens e animais e a clonagem reprodutiva. Também foi comum uma certa crítica à arrogância científica. "Será razoável acreditar que a ciência tudo pode?", perguntou o ministro Direito. Eros Grau foi mais incisivo: "Este debate não opõe ciência e religião, porém religião e religião. Alguns dos que falam pela ciência são portadores de mais certezas do que os líderes religiosos mais conspícuos. Portam-se com arrogância que nega a própria ciência"'.
A Ciência e a ideologia e o comércio:
Por trás desse tipo de discurso há um certo pensamento teórico que ficou mais claro no voto do ministro Lewandowski, que citou os filósofos Marx, Gramsci e Lukács para dizer que a ciência é "uma ideologia que encobre valores e interesses" e que muitas vezes "faz das pessoas mercadorias".
COMO VOTARAM OS MINISTROSDO SUPREMO
A minoria, no placar de 6 a 5, tentou criar novas condições para as pesquisas sobre células-tronco com suas sentenças.
Destaco as frases marcantes de cada grupo de voto:
Pela liberação das pesquisas
Fotos Ana Araujo
Carlos Ayres Britto"Como se trata de uma Constituição que, sobre o início da vida humana, é de um silêncio de morte (permito-me o trocadilho), a questão reside em saber que aspectos ou momentos dessa vida estão validamente protegidos pelo direito."
Ellen Gracie"O aproveitamento dos embriões nas pesquisas científicas com células-tronco é infinitamente mais útil e nobre do que o descarte vão dos mesmos."
Cármen Lúcia"Se os embriões não forem colocados no útero de uma mulher, eles serão descartados. E, ao descartá-los, estaríamos criando lixo humano."
Celso de Mello"Não vamos incidir no mesmo erro que o tribunal do Santo Ofício, que constrangeu Galileu Galilei, que tinha informações cientificamente corretas, mas incompatíveis com a Bíblia."
Joaquim Barbosa"A lei respeita três primados fundamentais da República: laicidade, respeito à liberdade individual e liberdade de expressão da atividade intelectual e científica."
Marco Aurélio Mello"No mundo científico, é voz corrente que as células embrionárias não são substituíveis, para efeito de pesquisa, por células adultas, uma vez que estas últimas não se prestam a gerar tecidos nervosos, a formar neurônios."
Com restrições às pesquisas
Carlos Alberto Direito"Se pelo bem praticamos o mal, se para salvar uma vida tiramos outra, sem salvação ficará o homem."
Ricardo Lewandowski"A ciência e a tecnologia, embora tenham, de modo geral, ao longo de sua história, trazido progresso e bem-estar às pessoas, não constituem atividades neutras, nem inócuas quanto aos seus motivos e resultados. Elas tampouco detêm o monopólio da verdade, da razão ou da objetividade."
Eros Grau"O embrião - insisto neste ponto - faz parte do gênero humano, já é uma parcela da humanidade."
Antonio Cezar Peluso"Os embriões congelados não são portadores de vida nem equivalem a pessoas, não vejo como as pesquisas ofendem o chamado direito à vida."

Gilmar Mendes"O artigo 5º deve ser interpretado no sentido de que permissão deve ser condicionada a prévia autorização a comitê vinculado ao Ministério da Saúde. Isso atende ao princípio da proporcionalidade."
Reportagem de : Carlos Graieb -Veja 523

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"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

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A declaração de fé da Igreja Evangélica Assembléia de Deus não se fundamenta na teologia liberal, mas no conservadorismo protestante que afirma entre outras verdades principais, a crença em:
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