Mostrando postagens com marcador aMOR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aMOR. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, junho 15

O que Muda No Egito? - Irmandade Muçulmana - União de Seita Muçulmana se torna Partido...Antes, eles diziam que não queriam o Poder Político...

Partido da Irmandade Muçulmana é legalizado no Egito.
Em 1971, Anwar el-Sadat, que sucedeu a Nasser, libertou a Irmandade, proclamando anistia geral.
Mas seus membros viveram muito mal a reviravolta de Sadat e a assinatura dos acordos de paz com Israel.  
Em 1981, Sadat foi assassinado por antigos membros da Irmandade
Da AFP
Perigo?
Para os que se lembram de minhas postagens, à época do pico das manifestações, que varreram o Oriente médio, destaque para as nações muçulmanas, e o Egito, sabem bem, que este escritor tinha uma posição cética quanto ao futuro e a relação religiosa nas mesmas, principalmente, no Egito, em relação a Irmandade dos Irmãos da Irmandade Muçulmana, naquele isntanyte, apenas uma Confraria de identidade político-religiosa impedida de se manifestar no regime derrubado, com sua ajuda.
Agora, passado o fulgor dos movimentos, ainda, com fogo ainda forte, na Líbia e Iemem, e no Egito com o julgamento da família de Hosni Mubarack, começa a crescer a ponta político-religiosa da antiga Confraria.
Ele pediram e conseguiram a autorização da Justiça Eleitoral, e das Autoridades para constituírem um novo partido político.


O que Muda No Egito?
Segundo seus fundadores, o novo partido é "civil, mas apoiado nos princípios da sharia (lei islâmica)". 
Membros Sêniores da Irmandade Muçulmana do Egito Saad el Katatni, direita, Mohamed Morsi, centro, e Essam el Erian realizam uma conferência de imprensa sobre a recente sitação no Egito, no Cairo, quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011.
Não há 'liga' de pensamento de uma sharia com o amor demonstrado por Jesus na passagem da mulher adúltera.

quarta-feira, março 23

Deus... Amor E Juízo com Justiça...Pensando sobre Deus ...uma de suas ações...

Que Deus é este?
Um Deus que cumpre suas promessas.
Ef.2.4.Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,

Se você crer em Deus apenas pelo que ele lhe dá, agora, imagine o que lhe espera no futuro.
Ef. 2.6,7. E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.
Nós do presente momento da Igreja.
8. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Do que nos podemos gloriar, se Deus fez tudo por si só.
O Pai

O Filho

O Espírito Santo
9. Não vem das obras, para que ninguém se glorie;
Lc.17.10. Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.
Devemos fazer a vontade de Deus:
Não se esquecer da Aliança com Deus.
Fogo.
Dt.4.24.Porque o Senhor teu Deus é um fogo que consome, um Deus zeloso.
Misericordioso.
Está aflito? Deus ouve tua oração, agora!

quarta-feira, julho 29

A FORÇA DO AMOR - LIÇÃO 05 - CPAD -

Lição 05 – CPAD Autor:Osvarela

TEXTO ÁUREO: “Um novo mandamento vos dou: Que vos amei uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns ao outros vos amei”. João 13.34.
Leitura Bíblica em Classe:
I João 2.7-11.
I João 3.14-18.
Para pensar:
Por falar em Gnose:
George Herbert: “O conhecimento não passa de tolice, se não for guiado pela graça.”.
“Parece-nos, é que essa carta, apesar de poder ser aplicada de certa forma aos gnósticos do primeiro século, também foi escrita para se defender daqueles que se diziam judeus, e não eram, que afirmavam que O CRISTO não havia vindo em carne”.
“Não seja a nossa religião um culto dos mortos... Pois, se viveram vidas santas, não devemos supor que estavam à procura de tais honras; ao contrário...que adoremos aquele por cuja iluminação eles se alegraram de que sejamos conservos dos seus méritos”. Santo Agostinho.Hb.11.

I - A Lei e o Mandamento sob a visão do Cristo de Deus:

É necessário estudar sob esta ótica, o que Jesus dizia ao expressar as palavras Lei e “Meus mandamentos” ou “Meu mandamento”.
Uma questão significativa é que a palavra “mandamento” não só tem o significado de Mandamento do Pai para Jesus, mas também do Mandamento de Jesus para os seus discípulos, vejamos:
“Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros " João 13:34

“Se me amais, guardareis meus mandamentos”. João 14:15.
"Aquele que tem meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama". João 14:21
“Se guardardes meus mandamentos permanecereis no meu amor...”. João 15:10
O meu mandamento é este: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" João 15:12
“Vós sois meus amigos se vos fizerdes o que eu vos mando”. João 15:14
Gutbrod
declara que João “não tem nenhum interesse particular na Lei como uma possibilidade para regular o ser humano ou até mesmo para prática Cristã”.
Ele também diz que em João “a Lei nunca é usada como a regra de conduta Cristã para a igreja”. Deste pensamento podemos inferir junto a esta Lição que a regra revelada nas páginas canônicas de I João é o Amor, sendo o Mandamento Novo sob o padrão Cristo. I João 3.16. Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.
João 13.34.
Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros;
Por outro lado, no Evangelho segundo escreveu São João, Jesus repetidamente deseja que seus discípulos obedeçam aos seus mandamentos.
Em todos, excetuando-se apenas uma vez, o termo lei aparece acompanhado de artigo definido. Sempre aparece o termo "a lei", veja:
"A Lei foi dada por intermédio de Moisés." João 1:17.
“Felipe achou a Natanael, e disse-lhe: Acabamos de achar aquele de quem escreveram Moisés na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José". João 1:45.
A "Lei" em pauta, é claro, se refere à Lei de Moisés.
O fim da Lei é Cristo.

A Lei aponta para Cristo, que é o cumprimento da Lei.
Jesus é a revelação final de Deus. Hb.1.1

A Lei ao passar por Jesus toma um sentido final mais do que regrar o viver, mas o sentido de vivê-la pela vida de Cristo, no uso da Lei.
A revelação suprema de Deus não veio com Moisés, mas com o Filho de Deus.
A Lei e a Cristologia Joanina:

João evita usar o termo “ lei” ou " nova lei" para o Novo Testamento que veio por Jesus Cristo. Ao invés disso, ele usa a palavra " mandamento" .
João não usa a expressão "a lei" nem nas suas epístolas, no evangelho ou no livro do Apocalipse. Parece que ele abandona a termo " lei " ao tentar expressar nossa obrigação para obedecer a Palavra de Deus. Nos escritos de João, Jesus, não define um código novo de regulamentos para a comunidade Cristã. E Paulo tampouco dá detalhes sobre a ética cristã. O ensino deles é profundamente espiritual. É centrado na mesma pessoa de Cristo.
II -A questão:

Não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo;
Outra vez vos escrevo um mandamento novo...
Qual era o mandamento antigo?
Qual era o mandamento novo?
A etimologia de “novo” no grego:

A aparente desconexão entre o mandamento, se era novo, como podia ser antigo e vice-versa, pode-se explicar como:
Isto é, o Mandamento do Amor, não era do desconhecimento deles e o “novo (kainós)”, isto é, deveria ser entendido na extensão do Amor, na forma da revelação dada por Cristo, em seu Ministério Terreno, outrora acompanhado por João.
Há dois termos gregos principais, vertidos como “novo” em nossas Bíblias: néos e kainós.
O primeiro termo, significando novo com respeito ao tempo, isto é, recente, que não existia antes, ou novo em contraste com o velho que o novo substitui; Ec. 3. 15. O que é, já existiu; e o que há de ser, também já existiu; e Deus procura de novo o que já se passou.
Assim encontramos Paulo dizendo:
I Tm.3. 6. não neófito
, para que não se ensoberbeça e venha a cair na condenação do Diabo.
O segundo termo se prendendo mais à qualidade, ou forma, ou sentido daquilo que se diz novo.
Em outras palavras, algo que é dito ser kainós não significa absolutamente que não existia antes, mas que agora se projeta numa nova feição, ou dimensão, ou sob a forma de uma qualidade desconhecida que se apresenta ou brota num determinado instante, mas é necessário que ele possa agir em nossos corações, como o Mestre ensinou:
Mt.22. 34-40.
Os fariseus, quando souberam, que ele fizera emudecer os saduceus reuniram-se todos; e um deles, doutor da lei, para o experimentar, interrogou-o, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
Jesus coloca em igualdade o amor em geral dispensando o entendimento que ao amar o próximo você obrigatoriamente ama a Deus.
E sem amar o próximo você jamais conseguirá amar a Deus.
Este o “novo” de João em relação ao “antigo” da Lei.
Tudo depende do amor sob a ótica do novo mandamento, antigo.
Mc.12. 28-31.
Aproximou-se dele um dos escribas que os ouvira discutir e, percebendo que lhes havia respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? Respondeu Jesus: O primeiro é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças. E o segundo é este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que esses.
Ora, Jesus ensina uma novidade para o entendimento [ou um “kainós”] da Lei, e os que o interrogavam tiveram que aceitar, sem poder responder palavra alguma.
É importante esta introdução para que possamos avançar no estudo da Lição sem devaneios sobre as palavras utilizadas de maneira sábia e Reveladas a João.
I João 2. 8. ...
Outra vez vos escrevo um mandamento novo
João 13.34.
Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros.
Jo 13:35.
“Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”
Lv. 19.18,19
. ...mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor. Guardareis os meus estatutos.
João marca sua mensagem com a novidade que tinha ouvido, aprendido e exercitado junto ao Senhor Jesus.
Ele desafia a nós os crentes a entendermos que o mandamento antigo não é só a letra fria da Lei mosaica, como assim exercitavam-se os fariseus ou os gnósticos ou os falsos profetas, ele quer que entendamos que o Antigo mandamento, tem agora uma forma maior que a letra, é a ação do Amor em sua plenitude de movimento de uns para com os outros da Igreja de Cristo.
Amar não só, a si mesmo, mas como Cristo nos amou.
Como Pedro fala da mesma fonte em que João bebeu:
I Pe.1.22.
Já que tendes purificado as vossas almas na obediência à verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, de coração amai-vos ardentemente uns aos outros...
Ou o próprio João escreveu, em seu Evangelho, as palavras ditas por Jesus.
João 15. 12.
O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
Não basta falar que ama, precisa demonstrar que “ama”!
Parece simples, mas aí é onde encontramos o verdadeiro: Entre irmãos.
Rm. 12. 10.
Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros;
Será que podemos ler sem restrições o que João escreve na sua epístola primeira?
I João 3. 14.
Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte. Todo o que odeia a seu irmão é homicida; e vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele. Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos. Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitando, lhe fechar o seu coração, como permanece nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade. Nisto conheceremos que somos da verdade, e diante dele tranqüilizaremos o nosso coração;
O mandamento de Jesus é um mandamento novo em sentido ativo e dinâmico: porque «renova», torna novo, transforma tudo.
Aliás, aqui está a grande explicação, a qual João queria que nós, e as Igrejas da Ásia entendessem:

Jesus veio para renovar conceitos e Revelar a Profundidade da Lei, além do uso e costume, que era o que ela se tornara, após 400 anos sem Deus falar ao seu povo.
O Novo de Jesus não se opunha ao Antigo, mas era a Revelação da Plenitude da vontade de Deus, através do Verbo.
Mt. 5.17. 17.
Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim abrogar, mas cumprir.
«É este amor que nos renova, fazendo-nos homens novos, herdeiros do Testamento novo, cantores do cântico novo» (Santo Agostinho-(354-430), bispo de Hipona e doutor da Igreja).
João coloca-nos em permanente posição de sermos como Cristo, pois somos cristãos, devemos dar a nossa vida por amor a vida de nossos irmãos.
Não que isto seja uma condição de salvação, mas esta é uma condição da Salvação: amar aos irmãos a ponto de darmos a nossa vida por eles.
É importante que isto possa ser realizar por várias vias da nossa Comunhão e Conduta Eclesial:
-Pelo trabalho junto aos necessitados
-Pelo trabalho de evangelizarmos
-Pelo trabalho de alcançarmos os que precisam de uma Palavra de Deus
-Pelo trabalho missionário
-Pelo trabalho voluntário de dedicar-nos inteiramente a Obra de Deus. [Gl.2.19. 20. Pois eu pela lei morri para a lei, a
fim de viver para Deus.Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.]
Ou como em Fp.1. 14-21. ...a maior parte dos irmãos no Senhor, animados pelas minhas prisões, são muito mais corajosos para falar sem temor a palavra de Deus...outros o fazem de boa mente; estes por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho; ...e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo, segundo a minha ardente expectativa e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a ousadia, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro.
A nova do Amor obriga-nos até a: “Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam”. [Lc.6.27,27]
Ao escrever este texto, não me preocupei com a etimologia e diversas formas de entendimento das palavras e verbos ligados a expressão AMOR.
Pareceu-me que a perspectiva do Pr. Eliezer de Lira e Silva era demonstrar a Força e poder do amor na vida comunal e na esperança certeza de vida eterna que tem o que ama.
Ou caso contrário, a inexistência do verdadeiro Amor marcará a desfiliação divina daquele que é falto neste sentimento comunicável do Pai.
Mas, sobre tudo o “velho” Apóstolo João orienta a todos das igrejas a verdadeira forma do comportamento cristão para que através do Amor não sejamos reprovados, condenados como homicidas, impiedosos [faltos da piedade e caridade cristã]. Tudo isto proveniente da mudança que sofremos, se é que passamos pela mudança, cada um sabe em seu coração, da morte para a vida.
Tendo por exemplo, o divino e humano sacrifício de Jesus Cristo na Cruz:
I João 3.
16 Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.
A- Este É O Discurso Central!

Era uma nova Força o Amor pregado por João. Aquilo que Ele ouvira precisava ser exercitado nas Igrejas da Ásia para que o verdadeiro Godspel fosse proclamado e lançasse fora todo o medo da:
Disputa
Do conhecimento superior de qualquer vento de doutrina
Do agir dos falsos profetas
Da ação dos gnósticos, como ensinadores ou detentores do “conhecimento”, os quais procuravam minar as bases lançadas pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo,proclamado entre eles pelo Apóstolo do A mor João – filho de Boanerges e do trovão.

III – O Homicídio/Assassinato de vidas, na visão de João:
Homicida
- João 8: 44: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.”
Significa no grego: matar homens
.
Veja Heb 2:14.

O seu maior desejo é destruir os filhos de Deus, de provocar a morte , assassinatos, abortos, guerras, todo tipo de violência, agressividades, pois para ele a morte é perder a glória de Deus.

Homicídio é uma palavra dura de expressar e até mesmo de ouvir.
Se no mundo secular já é forte falar da morte de um ser humano por outro, imagine no ambiente eclesial?
Homicídio é a morte de um ser humano, por outro ser humano. A palavra morte
tem características próprias por causa da ação fonética em cada língua, veja os exemplos abaixo:
Uma análise lingüística nos revela que a palavra morte não apresenta fonema nem grafia uniformes conforme se nota nessa comparação: Em francês: mort; inglês: death; alemão: Tod; espanhol: muerte; hebraico: mawet (); grego: thanatos (mrt_grg.jpg (3295 bytes)); latim: mors. Esse fenômeno já indica, de antemão, que a morte, em cada cultura, tem uma configuração peculiar.
Em cada uma dessas línguas, a palavra ganha uma conotação diferente de acordo com o grau de especificidade do sentido. Na Coréia, por exemplo, há uma curiosa superstição em relação ao número quatro. Há prédios modernos que "não têm" o quarto andar. É que a palavra quatro, em coreano, soa igual à palavra morte.
Na língua portuguesa

A palavra morte,
na língua portuguesa, não tem qualquer especificidade. Aplica-se a mesma característica em muitas outras línguas, tal qual a italiana em que a palavra morte indica "um fato natural como todos os outros e não tem, para o homem, um significado específico". Morte e fim são palavras sinônimas e ambas pedem um complemento nominal. A Morte é sempre a morte de algo.
I João 2.15. Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele.
Para João a morte
era uma questão do transcendente à vida material era a morte eterna, ou mesmo a morte espiritual do irmão que como conseqüência levava a morte dois cristãos, um por ser homicida e o outro por ser assassinado espiritualmente!
Na língua portuguesa, as palavras que parecem indicar fim ou morte, contudo, com mais precisão, são: extinção, estrago, cessação, corrução, falecimento, destruição, esquecimento, ceifação, perda, terminação, entorpecimento, paralisação, apagamento, inércia, parada e separação.
A palavra morte no hebraico antigo.

No hebraico antigo, a palavra morte aproxima-me bastante do conceito de morte humana na medida em que está atrelada à idéia de separação.
Neste aspecto João aponta para este fato, pois há uma separação de Deus de todo que se torna homicida espiritual!
Levando a visão de João para o lado da Luz e Trevas, sob a visão de que a Luz é fundamental para a mantença da vida aquele que não ama se torna homicida, está morto e se encontra em Trevas, região da sombra[sem destino espiritual] e da Morte.
I João 2.11.Mas aquele que odeia a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos.

A Morte é a separação entre o corpo físico e o elemento sutil refraim (sombras) ou espírito, nas versões menos arcaicas. O conceito de separação é sugerido nas palavras decomposição (fim de um ser composto quando ocorre a separação dos elementos que o formavam) e expiração (fim que ocorre pela separação em forma de esvaziamento do corpo com a retirada do sopro vital).
É interessante notar como as palavras morte e pecado também estão unidas no aramaico para representar a separação entre Deus e o homem. Após a morte, o refraim ia para o sheol, uma região subterrânea que significa "ser oco". Vide o som da palavra inglesa hell (inferno).
A palavra morte na língua latina.

No latim, mors tem dois sentidos: num primeiro, significa "fim da existência". A palavra existir tem o prefixo "ex" que significa aparecer, sair, mostrar. Nesse sentido, existir é mostrar-se, vir à luz. O começo da existência é o momento em que a luz toca na superfície do corpo no momento do nascimento e o fim da existência é o momento em que não há mais luz sobre o corpo por este já estar submerso na terra escura ou sob qualquer situação onde a luz não lhe chegue. É claro que um cadáver a céu aberto era tido como não-existente, mas uma não-existência bizarra, anormal, pois a sepultura era direito natural do não-existente.
Num segundo sentido, mors é a antítese de “inter homines” esse. Em latim, a palavra 'viver' sempre coincidiu com “inter homines” esse, 'estar em companhia de homens'. Mors é solidão.
Crente solitário é a antítese da Igreja, eu diria que está morto, pois “eklésia” significa: tirados para fora com um propósito assembleiano, ou seja, para participar de um ato em comum, sendo assim não há como ser crente solitário.
Para ser verdadeiro crente tem que viver em amor, que é a unção da Graça de Deus por seu Filho Jesus Cristo, nosso elo comum, seja aqui ou em qualquer parte do mundo até mesmo nos Céus. Aleluia!
Em ambos sentidos - hebraico e latino - há um convite para o estudo do objeto mais privilegiado da morte: o homem.
Como vimos, assassinato, ou homicídio, está relacionado com várias questões.
Assim pode estar relacionado com:

Primeiro:

Particularmente com o texto bíblico, o primeiro homicídio aconteceu na ação por desamor, ou inveja de um amor por outro irmão.
Segundo:

Causou o desterro e separação do homicida do seio de sua família.
Terceiro:

Causou a primeira separação familiar e a tristeza na comunhão do lar de Adão e de sua mulher Eva, nossa antropológica mãe.
Assim, homicídio é um fato narrado nas páginas bíblicas, mas íntimamente ligado ao desprezo pela vida de outro, através de um ato de desamor, contrário a tudo, que as linhas e letras do Apóstolo São João impregna em sua I Epístola Universal.
João fala deste desesperado homicida atingido pelo maligno:
I João 3.12. Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas.

Na expressão do versículo em Gênesis, [“eis aí, o mal te espera”] quando Deus orienta a Caim, a não executar tal plano, urdido nas sombras do maligno em seu coração. A palavra usada significa “um demônio à espreita à porta esperando o momento de agir sobre o homem”.
Na expressão “inter homines” [“estar em companhia de homens”] esse ato – “Mors” é uma forma de quebrar relacionamentos, é viver em solidão [Mors é solidão], a Igreja é um local de koinonia, é local de comunhão, antônimo de solidão;
Homicídio
- João 8:44 – é um elemento de personalidade do mal, satanás ou diabo [Satanás -52 vezes: Jó 1:6; 2:1; I Cron. 21:1; Sal 109:6; Zac 3:1. Significa aquele que odeia, inimigo ou adversário.], do qual João diz:
Homicida
- João 8:44 - significa em grego: matar homens. Strong's (#443). Ver Heb 2:14.
A degeneração humana iniciada por Caim é um fator que não passou despercebido por alguns autores:

Em outras sociedades, apartado de seu grupo, o criminoso pôde revestir-se de um caráter sobre-humano, sagrado, ainda que impuro. Hubert e Mauss (1981, pp. 189-90)
Ao tratamento dispensado aos homicidas nas cidades gregas: Segundo J-P Vernant (1984, especialmente caps. 4 e 5), na polis grega o assassinato inspirava um ‘horror religioso”.
Gl. 2.20.
Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.
Na vida, que agora vivemos é uma vida de alegria em Cristo.
Esta frase sacada de um texto sobre a ação quase religiosa sobre a morte praticada, como nos dias de hoje por grupos suicidas, demonstra que no contexto grego, no qual se situavam a Igrejas da Ásia menor, às quais João escreveu, poderiam entender muito bem o que ele estava dizendo sobre homicídio e pecado e ser participante das ações do diabo. I João 3.8. Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.
João entendia que:
os gregos tinham conhecimento gnósticos culturais que exigiam a realização de ritos catárticos, expiatórios e purificadores, a um só tempo mágico-religiosos e jurídicos.
“Os sábios - magos purificadores, homens que já se colocavam nas fronteiras da sociedade - competia presidir os ritos expiatórios que tinham por finalidade livrar a cidade do miasma, das forças maléficas e disruptoras, liberadas - acreditava-se - após cada assassinato”. Como diz Vernant (op. cit., pp. 40-1):
Estes não poderiam, jamais, ser comparados com a Propiciação ou Expiação realizada na Cruz pelo Senhor Jesus Cristo.
B - A força de um homicídio:

O homicídio coloca em jogo ou dramatiza temas muito caros à nossa cultura, como o da liberdade humana – livre arbítrio -, da singularidade individual “tudo que o homem fizer através do corpo”, da criação “a criação geme pela redenção dos filhos de Deus”, da mudança “agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus , mas passaram da MORTE para a vida”. Todos esses temas poderiam ainda ser relacionados à nossa própria experiência acontecimental da temporalidade.
Os ‘homicídios [assassinatos] que se contam’ parecem nos lembrar sempre, que nada no Reino dos homens - mundo e sua concupiscência - é eterno, nada é imutável, nada é sagrado, “mas no Reino de Deus é Paz, Vida Eterna e Alegria em Cristo”.
Gl. 5.13. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.
Vídeo: Chorar e sorrir com você - Nani Azevedo

A FORÇA DO AMOR:
ESTA FORÇA
sempre será superior à força da Morte, pois o que a inseriu nas relações divino-humana, foi alguém que a Bíblia chama de Filho do Amor de Deus.
IV - Falando de Amor para deixar o erro do desamor ou da Morte:
Gl. 5.
14-21.
Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros. Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia,Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
Rom 6:4 -
De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
Rom 7:6 -
Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra. Observe a questão do “novo” [novidade e antigo [velhice].
I João 2.6.
Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou.
Uma passagem ou transição espiritual do mundo carnal para o espiritual-celeste com Cristo, pelo Amor:
I João 1.7. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.

O Amor na Essência do Pensamento Cristológico de João, é viver, andar, ter e estar com Deus em nossas vidas.
Lc.9.23. E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e
tome cada dia a sua cruz, e siga-me.
Quem assim consegue, e só o consegue por Jesus Cristo [Ap. 3.20. Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.], pode ter certeza que está assentado nas regiões celestiais com Cristo Jesus.
Gl 5. Andai em Espírito
, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis.
Ef. 2.6. E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;

A – A manifestação dos Filhos de Deus, segundo o Apóstolo São João:
I João 3.10,11.
Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus. Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros.
Os verdadeiros Filhos de Deus são marcados pela manifestação contínua do amor uns para com os outros e até mesmo por seus inimigos.
Conclusão:

O Apóstolo nos ensina que não há vida cristã verdadeira no exercício apenas corporal do culto, mas devemos vivenciar a todo o momento a vida de Cristo em nós, para que haja prova da ação do mandamento de Deus em nós sob a forja da nova aliança de Deus para com os Homens, Jesus Cristo, o Filho de Seu Amor.
Amor demonstrado em João 3.16 e pelo qual João nos aconselha a permanecer neste amor todo o dia, todo momento, toda hora.
Há um momento, o qual João cita em sua Primeira Epístola Católica, em que sabemos em nosso coração que passamos a Amar:
I João 3.14 Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos.

Se você e eu, ainda não aprendemos a nos desprender das mágoas, da raiz de amargura, do não perdoar, ainda não nascemos de novo, mas Cristo ainda está com Jubileu [tempo de remissão] do amor em pleno exercício, como Sacerdote Eterno nos esperando a exercitar o Amar, como ele nos amou.
Fonte:

Monergismo
Crédito imagem - Ev. Luis henrique - ebdeweb

Prof. Paulo Cristiano- Presbítero da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, professor de religiões, vice-presidente do CACP e escritor.
Igreja Batista de Catanduva;
2002. Israel de Alexandria
Pr BRÁS CLÁUDIO – Igreja Congregacional de Itaguaí
Fr. Cantalamessa
O Diabo - Missionário Calvin Gardner- Correção ortográfica e gramatical: Albano Dalla Pria 11/00
Singularidade, igualdade e Transcendência: Um ensaio sobre o significado social do Crime - Sérgio Carrara – ANPOCS . Org
Nota:

Visão de transgressão por Carrara: “como transgressão estarei pensando particularmente em rupturas provocadas pelo comportamento de indivíduos ou grupos em relação aos sistemas de valores, normas e regras sociais. Para não me distanciar muito de meu objeto, evitei pensar a transgressão no sentido amplo de `desordem' ou de `impureza', conforme elaborado por M. Douglas (1976).” Sérgio Carrara.
A visão de João é transgressão do Amor como regra áurea para a vida comunal.

A ruptura no seio eclesial é provocada fundamentalmente pela falta do Verdadeiro Amor – O amor derramado por Deus através de seu Filho Jesus Cristo.

quinta-feira, julho 2

LIÇÃO 01 - CPAD - 3º TRIMESTRE - A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO.
A PRIMEIRA EPÍSTOLA UNIVERSAL DO APÓSTOLO SÃO JOÃO.
LIÇÃO 01 – CPAD – 3.º TRIMESTRE – Autor: Osvarela
Comentarista CPAD do 3º Trimestre:
Pr. Eliezer de Lira e Silva.
Texto Áureo:II Tm. 3.16.Toda a escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, pararedarguir, para corrigir, para instruir em Justiça”.
Leitura bíblica em Classe: I João 1.1-4.
Destaque visual:
Capa deste trimestre.
NOSSO COMENTÁRIO:
Exórdio:
Podemos utilizar o nome Primeira Epístola Universal do Apóstolo São João, em razão da característica Universal da Epístola.
A utilização do termo Carta, não trás nenhum problema à aplicação e uso deste texto canonico, em virtude da exceção no modo de escrita da mesma, sem cabeçalho ou saudação e sem a afirmação do autor apostólico no final da mesma, como costume das cartas apostólicas, as chamadas epístolas, creio que se deva, ao conhecimento do Autor, pelos destinatários, à época, ilação minha, derivado da durabilidade do mesmo, em relação aos demais Apóstolos [A data provável que esta epístola tenha sido escrita seria entre os anos 85 e 90 dC.- há defecções - Em éfeso].
Autoria: A Primeira Epístola de João, o quarto dos católicos ou Epístolas "gerais".
Foi evidentemente escrita por João evangelista, e provavelmente também em Éfeso, e quando o escritor estava em idade avançada, com cêrca de 94 anos de idade.
São João
João era irmão de Tiago o Maior.
Foi bispo da igreja de Éfeso.
Esteve exilado na ilha de Patmos entre os anos de 93 a 98, onde escreveu o Apocalipse. Depois de libertado regressou a Éfeso.
Morreu quase centenário e foi o único discípulo a ter morte natural.
Recebeu diversas agressões durante a vida, segundo a tradição, inclusive um cálice envenenado, do qual escapou milagrosamente.
A Igreja de Éfeso -
Essa foi a igreja em que Paulo trabalhou por três anos. Também dirigiram essa igreja, Áquila e Priscila, Timóteo e João. ...
Expressões sobre os destinatários:
-Meus filhinhos;
-Filhinhos;
-Irmãos;
-Amados.

I - GEOGRAFIA SITUANTE DO CONTEXTO DA EPÍSTOLA:
Anatólia : A Anatólia está situada ao leste do Bósforo, entre o Mar Negro e o Mar Mediterrâneo.
Anatólia (ou península anatoliana) é uma região do extremo oeste da Ásia que corresponde hoje à porção asiática da Turquia.
É também freqüentemente chamada pelo nome latino de Ásia Menor, que deriva do grego Mikra Asia.
O nome deriva do grego Aνατολή (Anatolē) ou Aνατολία (Anatolía), que significa "brilho do sol" ou "leste". A forma turca Anadolu deriva da versão grega original e é freqüentemente associada com ana ("mãe") por etimologia popular.
Helenística: Sem bases políticas seguras, a região foi desmembrada em vários reinos helenísticos, como por exemplo o dos Gálatas, o de Pérgamo, o da Cária, o da Lícia, o da Psídia, o da Bitínia, e o do Ponto, embora os gregos se tornassem o componente étnico e cultural dominante em todos esses reinos, e com dezenas de cidades prósperas na região central da península. A unidade política viria com o Império Romano.
Roma: O domínio Romano na Anatólia teve seu início quando o reino de Pérgamo passou ao controle de Roma em 133 a.C. Desde então, os demais reinos da Anatólia foram sendo conquistados por Roma, que passou a usar a península como base para as contínuas (e freqüentemente inconclusivas) campanhas contra o Império Parto, estado sucessor da Pérsia.
ÉFESO’’: significa “desejável’’.
Era a principal província romana da Ásia.
É a igreja que começou bem, mas havia perdido o que lhe deu o conceito de desejável - o amor. Uma igreja sem amor é uma igreja em decadência total (ICo 13).
A igreja de Éfeso foi muito bem estabelecida na doutrina apostólica. Paulo ensinou a Palavra de Deus ali, durante três anos (At 20.31).
Todos os ensinos básicos lhe foram ministrados. “PORQUE JAMAIS DEIXEI DE VOS ANUNCIAR TODO O DESÍGNIO DE DEUS” (At 20.27).
Pelo teor e conteúdo da Epístola de Paulo aos Efésios, observa-se que aquela igreja era espiritual.
Ela foi à igreja que João pastoreava quando foi desterrado para a solitária Ilha de Patmos, nos primeiros séculos.
II - Etimologia:
Redargüir – responder a uma pergunta oral [argüir]; definição do autor do texto.
Unção – chrisma. do grego "chrismon", que significa ungüento
Nos purifica – katharise – purificar, ou limpar.
Harmatian echein – ter pecado.
Confessar – homologeo – reconhecer, admitir.
Pseutes estin – é um mentiroso.ver pseudo.
Mundo – kosmos – sistema ou ordem. – conjunto da sociedade humana com suas concupiscencias, pecados e emoções incontroláveis; sistema de trevas – Ef.6.12.; operando sob princípios malignos.Este siatema tem um príncipe – satanás.sistema dualista do mal contra o Poder de Deus. Definição Adaptada do autor.
Católicos – Universais ou Gerais.
III- AMBIENTE OBJETIVO:
A interferencia Gnóstica nas Igrejas da Ásia Menor.
Ao enviar esta Epístola o Apóstolo João estava revivendo nos corações e mentes dos cristãos, sobre a verdadeira doutrina e os orientando sobre os falsos pastores, sobre a atuação do anti-cristo.
Anti-cristo na Epístola de João tem um significado mais amplo do que a figura do filho da perdição segundo Paulo ensinou.
Aqui nesta Epístola João leva o termo às conseqüências da atuação de homens que se colocam contra os atributos da divindade, tais como, encarnação de Jesus, com a amplitude de ser este mesmo Jesus homem, o Deus encarnado, homem e ao mesmo tempo Deus[Evangelho de João 1.14.ss. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. Pois todos nós recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça. Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer. – I João 1.1 O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida; o sangue de Jesus seu Filho...].
Ele nos orienta sobre como identificar aqueles, que tem outro espírito, que o Espírito de Deus.
A-Localização do autor:
Éfeso, onde foi Bispo até sua morte.
B-Caracteristicas especiais do autor da Epístola:
1) A familiaridade do autor com a pessoa de Cristo. João 19. 25-27. Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena. Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e ao lado dela o discípulo a quem ele amava, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.
2) Policarpo - Foi discípulo do apóstolo João, amigo e mestre de Irineu, tendo ainda conhecido Inácio, sendo consagrado bispo da igreja de Esmirna. Segundo Tertuliano, Policarpo teria sido ordenado bispo pelas mãos do próprio apóstolo João.
3) Um dos filhos do trovão. Mc. 3. 17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão.
4) Pescador, irmão de Tiago e filho de Zebedeu. Mateus 4:21. E, passando mais adiante, viu outros dois irmãos Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, no barco com seu pai Zebedeu, consertando as redes; e os chamou.
5) Exilado na ilha de Patmos.Ap.1. 9. Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
6) Era conhecido dos Sumo-Sacerdotes: Anás e Caifás, responsáveis pelo julgamento de Jesus de Nazaré. Tinha tanto conhecimento que livrou Pedro de continuar dando vexame sobre o seu relacionamento com Jesus Nazareno.
João 18. 15,16. Simão Pedro e outro discípulo seguiam a Jesus. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote, e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote, enquanto Pedro ficava da parte de fora, à porta. Saiu, então, o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, falou à porteira, e levou Pedro para dentro.
7).Foi o único, segundo a tradição, Apóstolo de Jesus, que morreu de morte natural, muito embora, tenha sido afligido, com diversas torturas, e preso na Ilha de Patmos: uma ilha com víboras peçonhentas em quantidade.
IV - A Composição da Epístola em Volume:
A brevidade da carta:
105 versos divididos em Cinco Capítulos.
Texto de Devocional da Epístola:
I João 4.18. No Amor não há medo.Antes o perfeito Amor lança fora o medo, porque o medo produz tormento.Aquele que teme não é aperfeicoado em Amor.
V -Texto de Dourado da Epístola:
I João 4.16. E nós conhecemos, e cremos no Amor que Deus tem por nós. Deus É AMOR. Quem está em Amor está em Deus, e Deus nele.
VI -Uma palavra em destaque:
Sabemos!

I João 2.3. E nisto sabemos que o conhecemos; se guardamos os seus mandamentos.
I João 2.5. mas qualquer que guarda a sua palavra, nele realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E nisto sabemos que estamos nele;
I João 3.2. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos.
I João 3.14. Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte.
I João 5.15. e, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que já alcançamos as coisas que lhe temos pedido.
João ressalta sempre:
Nós SABEMOS ou nós temos conhecimento ou temos conhecido, para que os leitores de sua carta estejam cientes do que lhes fora notificado pelo velho Apóstolo, durante seu Apostolado, presbitério em suas lides ministeriais apostólicas.
5.20. E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro;
Era como um alerta para que se lembrassem do que haviam aprendido sobre Cristo, sobre o Amor, sobre o pecado, sobre os Mandamentos, sobre a Vida eterna, sobre o poder da Palavra, sobre pedir e receber, pois eram ouvidos por Deus e por fim sobre o aperfeiçoamento na Parousia.
1-Por que Sabemos?
Porque temos a Unção.
Unção que nos é dada pelo Espírito de Deus, conforme Isaías 11.2, esta presença do Espírito concede a sabedoria, o conhecimento, através dos Os sete dons do Espírito Santo são: Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Conhecimento, Temor de Deus.
Sabedoria. Não é a sabedoria que se aprende nos livros, escolas e cursos (embora a inteligência seja um dom de Deus). A verdadeira Sabedoria é o Conhecimento de Deus. Sábio segundo o Espírito é aquele que conhece o Amor de Deus e experimenta a sua bondade, praticando a justiça. O verdadeiro sábio é justo.
2-Pensamento de João:
Muito embora, o AMOR
, seja a maior expressão destacada no Canone joanino, há outros temas candentes nos seus escritos.
Luz
Falsos cristos
Anti-cristos
Poder do Sangue de Jesus Cristo
Confissão
Koinonia –
Com Deus;
E com os demais da Fé.
Eclesiologia do Amor
A Advocacia de Cristo.
Apologética anti-gnóstica.
Doutrina sobre a atividade dos espíritos:
De Deus
E os não de Deus.
VII - A DIVINDADE DE CRISTO:
O pensamento da divindade, particular de João é uma das qualidades místicas do autor.
Creio que , isto tenha sido desenvolvido, por alguns fatores:
A intimidade pessoal com o Cristo;
A particular percepção da divindade mística do Filho do homem;
A diferença do seu Apostolado
, o que podemos ver por inferencia, através dos escritos de seus discípulos e contemporaneos, criando uma escola doutrinária com umpensamento místico mais abragente do que os fatos ou milagres, ou a convivencia com Jesus, mas indo além, atingindo com certa clareza pensamentos cristológicos mais profundos, seja, no Evangelho, tanto quanto, nas Epístolas.
Quando pensamos teológicamente, em termos hermenuticos, entendemos pelas evidencias externas a preciosidade deste pensamento.
Pode-se ter esta visão de Escola Joanina, quando lemos o texto extraído de estudo e informações sobre o velho João:
O peso de evidências externas pode favorecer a autoria joanina, pois existem possíveis alusões a I João nos escritos de Clemente de Roma [Alguns pais, como Orígenes, Eusébio de Cesaréia, Jerônimo, Irineu de Lião, entre outros, aceitaram como verdadeira a identificação de Clemente de Roma como colaborador do apóstolo Paulo.], e Inácio”.
Além de Papias e outros de seus discípulos Pais da Igreja, ou seja, a segunda leva de Ministros seguidores dos Apóstolos.
1-Pode-se ler nos escritos de:
Policarpo;
Barnabé;
Clemente;

Primeiro ele reforça os seus escritos sobre tudo se comparados entre si:
Evangelho Segundo ele São João escreveu.
As Epístolas católicas que escreveu.
Muito embora as epístolas tenham um curto conteúdo, no entanto, o são extremamente definidoras de Doutrinas Eternas, tais como:
Poder do Cristo.
Poder da Comunhão.
Poder da Luz
Poder do Amor de Deus.
Poder do Amor
.
VIII – ESTRUTURA DA EPÍSTOLA:
Segundo nossa visão apresentamos a estrutura da I Epístola do Apóstolo São João:
CAPÍTULO 1.

No capítulo 1 encontramos o assunto recorrente do Apóstolo do Amor.
1 João 1. 1.
O QUE era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida
A Revelação do mesmo sobre a divindade de Jesus Cristo como o VERBO da Vida, correlacionado com a entrada da Luz no Mundo, remetendo a Eternidade com Deus do Filho.
I João 1.5. Deus é Luz N’Ele não há treva nenhuma!
A ação do Verbo trouxe e traz Luz ao Mundo.
A ação do Verbo na produção da Luz do entendimento de Deus.
A ação do Verbo na Comunhão:
I João 1.7. Mas, se andarmos na luz como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
- PECADO E CONFISSÃO.
9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.
- A QUESTÃO DO PECADO É DESTAQUE NESTA EPÍSTOLA.
8,10. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.
ANTES DE TUDO, João é único em determinar a Doutrina sobre a natureza geral do pecado adâmico, com todas as suas implicações.
Pode parecer estranho, tendo em vista que as paulinas falam sobre esta questão doutrinaria da hamartia com grande extensão de linhas.
Porém João esclarece que, o homem, mesmo o salvo nunca pode dizer: “não tenho pecado, ou não peco”.
É uma doutrina “hamartista” de grande profundidade sem, contudo, deixar de expressar a solução deste axioma espiritual, conforme a citação, acima, do versículo 9, de Confissão.
Esta doutrina serve-nos como uma forma de combater os chamados “super-crentes”, aqueles, que se consideram superiores aos demais crentes em sua forma de ser, além de nos levar a ter uma visão de “basta a cada dia o seu mal”, vencendo cada dia os males do pecado e ainda se formos tentados, podermos confessar e deixar os nossos erros.
CAPÍTULO 2:
- A Advocacia Cristológica.
2. 1.
MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.
A ação intercessória na vida do cristão é dupla, uma pela ação do Espírito Santo e a outra pela ação do próprio Cristo, que advogou a nossa salvação, a qual nos imputou, aqui um termo legal ou jurídico, justiça, nos tornando justos e nos absolvendo de toda culpa.
- Amor e Comunhão:
a-Um mandamento:

O Amor, sua existência e contemporaneidade, seja nos tempos joaninos, como nos dias atuais.
Muitos desprezam este mandamento, mas ele continua vigindo no seio da Igreja.
João explica, conforme o que aprendeu com o Mestre, que o mandamento atuante, no qual se resume toda a nomia, é o Amor.
2.7. Irmãos, não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que desde o princípio ouvistes.
2.8. Outra vez vos escrevo um mandamento novo, que é verdadeiro nele e em vós; porque vão passando as trevas, e já a verdadeira luz ilumina.
2.9.
Aquele que diz que está na luz, e odeia a seu irmão, até agora está em trevas.
Tal qual, o Senhor Jesus, João nomeia o Amor como a excelência que estava descrita desde o passado na lei, mas, que sob Jesus tem uma nova interpretação, sem desfazer o que a lei escreveu, mas confirmando-a, pois a rigidez dos nomistas o fez estar entrenebrecido, mas a luz iluminou e o mostrou como a excelência da comunhão entre nós.
2.10. Aquele que ama a seu irmão permanece na Luz...
b-Anomia – Iniquidade:
Capítulo 3.4. Todo aquele que comete pecado, a lei, pois o pecado é a transgressão da lei.
- Nomia Cristológica.
2. 1. ....Se, porém, alguém pecar, temos um Advogado, para com o PAI, Jesus Cristo, o justo.
Lei - Nomia.
- A Nomia Cristológica não aceita:
O Ódio, é um sentimento contrário a natureza do cristão que ama:
Ódio traz trevas;
Ódio produz cegueira.
c-A afirmação daVitória:
- Família Vencedora.
- Tres instancias da Vitória na Família:
2. 12-14. Filhinhos, escrevo-vos, porque pelo seu nome vos são perdoados os pecados.Pais, escrevo-vos, porque conhecestes aquele que é desde o princípio. Jovens, escrevo-vos, porque vencestes o maligno. Eu vos escrevi, filhos, porque conhecestes o Pai.Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.
- Analisando a Epístola temos convicção que, João ao escrever tinha em mente duas famílias:
A Família dos filhos de Deus, e a família terrena que tem Deus por sua base estrututal rudimentar.
- Por isto lemos:
- Primeira Família:
- Formada por:
Filhinhos;

Este primeiro grupo são os, que João conhecia como seus discípulos santificados pelo sangue e iluminados pela Luz – Jesus Cristo.
Os quais ele mesmo ensinou, discipulou, converteu, ministrou, como Bispo e Apóstolo.
- Segunda Família:
Este segundo grupo, são os que, João apascentava como família queridas e integrantes das Igrejas, mormente Éfeso, tal qual, Paulo cita em I Coríntios e outras cartas, precisamos entender o contexto da koinonia da Igreja primitiva, baseada nas famílias que se reunião em casas que abrigavam a Igreja dos cristãos do Caminho.
- Formada por:
Pais;
Maduros.
Filhos;
Jovens.
Por conhecer ao Pai:
É pelo Filho que conhecemos ao Pai, isto nos torna vitoriosos poque cremos no Unigenito d’Ele.
- VITÓRIA SOBRE:
a-O Pecado;
2.12. Filhinhos...pelo seu nome vos são perdoados os pecados.
2.13. Pais...porque conhecestes aquele que é desde o princípio.

b-O Maligno:
13.b. ....Jovens, escrevo-vos, porque vencestes o maligno.
13.c. ....Eu vos escrevi, filhos, porque conhecestes o Pai.

14. ...Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.
c-Anticristos: saíram de nós, tal qual em nossos dias, a ação de certos cristãos pode ser comparada com a ação de pseudo-cristãos que cheios de toda a doutrina gnóstica se infiltraram no seio das Igrejas, ou saíram do meio das mesmas para proclamarem uma nova doutrina cheia de erros e com a mistura da falsa sabedoria que regurgitava do seio helenista.
d-Como descobrir a a Ação destes:
Rejeitam e negam o Pai;
Rejeitam e negam o Filho;
Não tem a Unção do Santo.

Assim como João ensinava em sua Epístola, devemos estar aptos a ensinar aos nossos alunos sobre esta questão.
A visão e uso da palavra anticristos não é o uso comum, utilizado para a figura futura do ser Anticristo, que aparecerá no tempo final.
Aqui a palavra é utilizada como Paulo a utiliza, aqueles que se fazem anticristos, pela ação deste espírito que é contrário a Deus e já está no Mundo.
Porque João declara, que “é já a última hora”. Após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo a última hora já se iniciou, como um tempo do fim escatológico.
A ação dos anticristos, era negar a divindade de Cristo, com base no conhecimento gnóstico, de que na carne nenhum bem poderia existir, ela é a sede de todo mal, assim Cristo não poderia ter encarnado.
24. Portanto, o que desde o princípio ouvistes permaneça em vós.
2. 18.26: Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora.Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós.E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo.Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade.Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai.Portanto, o que desde o princípio ouvistes permaneça em vós. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no Filho e no Pai.E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna.Estas coisas vos escrevi acerca dos que vos enganam.
- A Atividade do Espírito Santo na Epístola:
a-Derramar do Espírito.
2.27.E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis.
3.24. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem deu.
A palavra unção tem significado, como lemos acima, advindo de “chrisma”, que simboliza a impregnação da Igreja pelo Espírito Santo.
b-Recebimento da Unção.
Comparar com:
Evangelho segundo São João 16.8.13.E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.Do pecado, porque não crêem em mim;Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais;E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.
CAPÍTULO 3.
- AMOR.

a-Amor de Deus;
b-Amor fraternal;
c-Amor para com Deus.
d-O Amor do Pai:

Cap. 3.1,3.VEDE quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.
Tema recorrente e fundamental do autor, o Amor do Pai é destaque importante nesta epístola, servindo como linha mestre para os seus leitores e para nós Igreja de Cristo.
Para João o amor do Pai refletido na ação do Filho, impetrado na Igreja pela presença da Unção do Santo, é o que nos garante o Verdadeiro conhecimento da presença de Deus entre nós e nos assegurou a filiação divina ao lado de Jesus Cristo.
- Tamanho do Amor:
Grande;
Alcance:
A todos, incluindo-nos.
- Efeito:
Fazer-nos filhos D’Ele
.
Restaurar a nossa imagem e semelhança, perdidas pela ação do pecado. Seremos semelhantes a Ele.
- Amor ao Próximo:
I João 3.11-23. Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros...E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento.
No capítulo três, João destaca a necessidade do Amor ao próximo como uma necessidade compulsória, sem o qual nós podemos nos tornar em assassinos [fratricidas espirituais].
- O Altruísmo na ação do Amor do Pai:
Através do Filho que deu a sua vida. 3.16. Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós...
- O Amor nos leva a sermos doadores de vida, a exemplo de Cristo:
3.16. b. e nós devemos dar a vida pelos irmãos.
- Falta de amor:
Cria assassinos espirituais;
3.15. Qualquer que odeia a seu irmão é homicida.
- A falta de Amor destrói a esperança e impede alcançarmos a vida eterna:
15 Qualquer que odeia a seu irmão é homicida.
A forma certa do amor aos irmãos:
Amamos de palavra ou por ações?
Esta é a imperiosidade do ato de Amar. Requer além de palavras de amor, algo mais: ações que tornem isto em ato e fato.
Amar é muito mais factual, do que verbal.
3.18
Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.
Ainda que haja dúvidas em nosso coração, contudo o Amor de Deus supre esta carência em não podermos realizar mais do que seria necessário e inalcançável ao homem ainda nesta vida, no ato de amar ao irmãos
CAPÍTULO 4.
- Discernindo os espíritos.
João – O Apóstolo discorre sobre esta necessidade, em discernir se os espíritos são de Deus.
Uma mensagem, e ensino atualíssimo, quando vemos tantos movimentos em nome de Deus agindo e atuando sobre a carência do povo e sobre a fé sem direção que se direciona para o que lhes é mais tangível.
João vai de maneira direta a forma de discernir os espíritos. Ele demonstra, com base na mensagem da cruz e na mensagem dos santos profetas, que escreveram as Escrituras, que a realização das mesmas em Jesus de Nazaré, demonstrou a plenitude do evento Proclamado pelo próprio Deus no Éden.
A Encarnação de Deus como semente da mulher, como forma de tornar factível a realização na carne do mal contra a carne.
- A Humanidade de Cristo é esta confirmação.
a-Testando os espíritos.
Cap. 4.1-3.
AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;
E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.
João estava se referindo aos Gnósticos, como já descrevemos neste texto.
b-Falsos profetas:
Para que a Igreja pudesse, discernir a introdução destes homens, saídos da própria Igreja, é denunciada pelo Apóstolo João.
4.4-6. Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo.Do mundo são, por isso falam do mundo, e o mundo os ouve. Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro.
Na seqüência desta forma de discernir estes falsos profetas, João ensina-nos de maneira inteiramente inerente a sua visão sobre a Ação espiritual no seio da Igreja, que tudo isto só pode ser conseguido pela ação do seu tema principal: O Amor!
Para discernir os falsos profetas e espíritos que não são de Deus, basta termos o Amor de Deus, isto é, conhecermos de fato e de coração à Deus, assim jamais seremos enganados.
4.7. Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
c-Plenitude do Amor:
4.7-19... Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.
d-Mentira de Amor.
Somos mentirosos?
Será possível isto?
4.20. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?
Aí está. Muitos de nós podemos dizer que amamos, mas nossas atitudes são desconexas deste versículo, segundo a visão do Apóstolo do Amor.
Tomé só ama o que vê.
Quando só cremos no que vemos há impedimento para vermos o que é revelado e místico.
e-Axioma do amor:
Se eu amo a Deus posso não amar o meu irmão?
Solução do axioma:
Há um mandamento do Amor, a ser aprendido e ele nos da a resposta.
21. E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão.
CAPÍTULO 5.

Em correlação com o capítulo 4[1-6].
a-Palavras-chaves:
Crer
Amar
Testificar
b-As três testemunhas místicas e metafóricas.
5.6-12: Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade.Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num. Leia Evangelho Segundo São João 5.32-36: Há outro que testifica a meu respeito, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro...Leia ainda no mesmo, livro citado, João 1.29-32.
Nota:
Sobre este trecho da Epístola você poderá encontrar quem o descarte ou o coloque sob dúvidas. Veja este assunto em Comentários do Novo testamento ou em outras matérias como Introdução ao Novo Testamento.
Certamente que teremos oportunidade de estudar melhor o assunto [Lição 12], pois é necessário espaço, do qual não dispomos nesta oportunidade.
Mas, nós temos crença no texto de toda a Bíblia Sagrada, o fato de alguns manuscritos não conterem, alguns trechos,não diminuem em nada a veracidade da Palavra, tendo por foco o Ensino Geral nela Contido.
c-Novo nascimento:

5.1.TODO aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido.
João como bom discípulo do Mestre Jesus Cristo ensina que , o Amor regenera ao pecador e o faz nascer de novo, desculpem a redundância.
Assim o amor é agente de uma ação regeneradora do velho homem nascido em Cristo pelo poder do Amor.
Esta ocorrência em nossas vidas nos garante, vitória sobre o pecado, sobre tudo nos torna livre da ação do Maligno. [vide capítulo 1.7-9]
18. Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.
Porque temos proteção de Deus.
d-Pecados:
Uma discussão interessante se passa neste capítulo.
Muitas vezes usamos o jargão: “não há pecadinho e pecadão”, mas à luz de João há distinção sobre tipos de pecado.
João discorre sobre tipos de pecados que inferem em perdão e em morte.
Embora o “salário do pecado é a morte”, João discursa sobre o assunto com muita propriedade, em toda a sua I Epístola, nos trazendo revelações, que detalham a questão dos pecados, aliás, tema que é recorrente em toda a Epístola, sempre em função da ação do verdadeiro Amor.
Assim João ensina-nos:
Todo pecado é iniqüidade,mas....
Há pecados não para a morte:
Pelos quais podemos orar para sermos livres deles.
Há pecados para a morte:
E pecados que não precisamos mais orar, pois são para morte.
e-Certeza da vida Eterna:
Vs.14.
f-Poder da Oração:
Garante nos ouvir e responder.
Determinantes do pedido:
Ter o Filho.
Ter a vida.

Sermos ouvidos, isto é, obtermos resposta, significa: Confirmação de vida eterna.
Segundo a Vontade D’Ele!
Sob estes parâmetros conforme a seqüência do registro canônico, ele nos ouve todas as petições, ou seja, há registro de tudo que lhe pedirmos e estarão sujeitas as condições imposta pelo texto.
Assim é necessário, que este ensino seja a razão de nossas prédicas e proclamação do Evangelho, para que, combatamos os falsários da Palavra, que a utilizam para: determinar, encostar a divindade na parede[divindade-proposital o uso do termo], troca de favores com o sobrenatural, pontos de toque[copos d’água, rosas, sal grosso...].
5.12-15. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus.E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos.
g-Poder da fé:
Este foi para mim um dos mais difíceis versículos de entender. Que significa a Fé como vitória sobre o mundo, é um agente ou um instrumento?
4. ...esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.
A forma gramatical dificulta o entendimento?
Ou, nós somos ignotos na questão da fé?

Na realidade o que nos leva a vencer ao Mundo é: nascer de Deus. Para que isto aconteça, é necessária a ação da Fé, que nos leva a aceitar a ação da regeneração do novo nascimento, transformando-se este em uma vitória sobre o Mundo. 4. Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.
ANEXO:
Particularidades de escrita entre o Evangelho segundo São João e a I Epístola Universal de São João:
As grandes semelhanças entre e o Evangelho de João e a I Epístola de João.




O testemunho de Westcott a respeito das passagens paralelas, é conclusivo, ele argumenta que existem conceitos fundamentais semelhantes, porém, são apresentadas na epístola e no evangelho, com algumas diferenças. “O evangelho nos deu a revelação histórica, a epístola nos mostrou como a revelação foi recebida e vivida pela igreja e pelo crente”. A forte correlação entre ambas favorece a autoria comum.
Capítulos:
1 João1:2-3*João 3:11;
1 João 1:4*João 16:24;
1 João 2:11* João 12:35;
1 João 2:14*João 5:38;
1 João 2:17*João 8:35;
1 João 3:5*João 8:46;
1 João 3:8*João 8:44;
1 João 3:13*João 15:18;
1 João 3:14*João 5:24;
1 João 3:16* João 10:15;
1 João 3:22*João 8:29;
1 João 3:23*João 13:34;
1 João 4:6*João 8:47;
1 João 4:15*João 6:56;
1 João 4:16* João 6:69;
1 João 4:16*João 15:10;
1 João 5:4*João 16:33;
1 João 5:9* João 5:32;
1 João 5:20*João 17:3
Fonte:
http://www.mb-soft.com/believe/tts/johnepis.htm
Bíblia do Ministro – Editora Vida – Edição Contemporânea de Almeida.
http://www.ielb.org.br/old/recursos/rec_liturgia/escudos.htm
Wikipédia.
Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento – CPAD. Lawrence O Richards.
Escorcio Sousa.
As sete igrejas do apocalipse
Anotações do autor.
Bíblia Chamada.
Bíblia Plenitude.
Bíblia digital; cortesia Tio Sam.
FATEC – I Epístola de São João.
Epístolas Gerais:: Ev. José Ferraz
Estudo bíblico comentário por James M. Gray
Outros.

sexta-feira, junho 26

AMOR, A VIRTUDE SUPREMA - LIÇÃO 13 - CPAD - 2º TRIMESTRE 2009

AMOR, A VIRTUDE SUPREMA.
Lição 13 – CPAD Autor: Osvarela
Texto Áureo: Rm. 5.5 - E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
Leitura Bíblica em Classe: I Co. 13.1-8,13.
Trecho complementar, em conteúdo:

I Co. 13.9. Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
10 Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Pensamento Devocional:
O evangelho de Cristo exala o Espírito de amor santo, ou seja: O amor é o cumprimento de todos os preceitos dos evangelhos. O amor é a garantia de todas as alegrias do evangelho. O amor é a evidência do poder do evangelho. O amor é o fruto maduro do Espírito (Gálatas 5.22-23)”. Ernest Reisinger
1- Pequeno glossário:
Etimologia da palavra: “Leviano” tem a mesma origem etimológica de “leve”. Encontramos o mesmo sentido no uso da expressão inglesa “to take it lightly” ou da francesa “prendre à la légère”, ambas literalmente “tomar com leveza”. Sau`loz: delicado, leviano, vacilante. cf. ISIDRO,
INVEJA: s.fm.- Desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem; desejo violento de possuir o bem alheio. (AURÉLIO).
O verbo lisonjear, empregado no texto, pode também significar: elogio para obter estima ou prestígio; louvor a si mesmo com interesse.
Pleroma - número completo, complemento total; medida completa;abundância, plenitude, o que foi completado;enfatiza a plenitude / perfeição.
Pleroma tõn kairõn – plenitude dos tempos. Ef. 1,10.Cumprimento das intervenções histórico-redentivas de deus anteriores, no decorrer do tempo do mundo.
Negligência: falta não intencional daquele que se omite no cumprimento de um ato que lhe foi determinado.
Concupiscência dos olhos: ambição; desejo de possuir; atração pelas belezas do mundo — do original kosmos (grego), ou ordem, ornamento (cosmético);
Cioso – adj. Ciumento; zeloso, cuidadoso.
Ciúme – sm. Angústia provocada por sentimento exarcebado de posse.
Zelos – ciúme. Desvelo, por alguém, ou por alguma coisa.
Suspeitoso – adj. Que tem suspeita ou receio.
Soberba, do grego superbios, ou superephanos ou superestimar a si mesmo; altivez; o contrário da humildade;
I – Introdução:
I Tm. 1.5.Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro.
Esta lição final deste trimestre é a Excelência da Vida Cristã: AMOR.
Ela elabora questionamentos em nossa mente, para que, possamos verificar se tudo que praticamos está amparado pelo conteúdo-extrato da vida cristã, conforme o texto acima.
Se conseguirmos viver amparados por Jesus e seu espírito Santo, de tal maneira, que possamos encontrar em nosso viver indicadores de que a nossa qualidade de vida espiritual espelha o que o Capítulo 13 de I Epístola aos Coríntios nos ensina, então poderemos agradecer a deus que através do Seu Santo Espírito nos permitiu com sua Graça _ Jesus, nos fazer cristãos na acepção da Palavra.
Este é o cotejo, que esta lição vai trazer a cada mente e coração, será o sinete comparativo, a balança de nossas ações prescutando o homem interior, atento, dentro de cada um de nós, chamados de cristãos.
Mas, se não passarmos neste crivo, ainda há esperança, pois o Evangelho de Jesus o Evangelho do qual Paulo diz “o meu Evangelho, ou o nosso Evangelho” é um Evangelho do Perdão através do arrependimento em vida de todas s ações que não forem encontradas em nós ao estudarmos esta lição, que só se alcança com a Virtude Suprema – Amor.
Se você não chegou a ser aprovado num primeiro momento, não fique triste que ainda há esperança para nós, ainda não é o teu fim, na é este o fim que Deus deseja para você: Jr.29.11. Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança...
II - O Amor pelas vidas:
Gn. 18:26 – 32. Então disse o Senhor: Se eu em Sodoma achar cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles. E continuou ainda a falar-lhe, e disse: Se porventura se acharem ali quarenta? E disse: Não o farei por amor dos quarenta. - E disse: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor: Se porventura se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei por amor dos vinte. - Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, que ainda só mais esta vez falo: Se porventura se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei por amor dos dez.
O amor na Igreja pode ser demonstrado pelo amor que temos pela salvação daqueles que não têm a Cristo, como Salvador.
Hb. 13:1 - PERMANEÇA o amor fraternal.
O escritor aos Hebreus, em consonância com o contexto deste Trimestre, nos orienta a construir uma ponte no meio da Igreja de Cristo, baseada na ação do Amor Fraternal, ou seja, o amor entre os irmãos, sem a qual, seremos tal qual, como a Igreja de Corinto uma Igreja esfacelada pelas disputas sem fim e sem direção, tal qual crianças birrentas ou como maniqueístas, ou egoístas querendo sempre, ver o lado do meu ego.
Crentes egocentrados não podem usufruir deste benefício do amor fraternal!
Hb. 13.18. ... Orai por nós, porque estamos persuadidos de que temos boa consciência, sendo desejosos de, em tudo, portar-nos corretamente.
1Jo 4:7 - Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
1Jo 4:8 - Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.

III - O que é o Amor definido pela Bíblia Sagrada e Revelado por Paulo em I Co. 1?
Parâmetro da vida cristã.
Parâmetro da divina ação.
Parâmetro da riqueza eterna
Parâmetro das riquezas temporais.
Parâmetro do relacionamento humano
Parâmetro da Graça de Deus.

Parâmetro revelador do Caminho mais excelente, na vida com Deus.
IV - Volto a publicar o quadro sobre o que é o Amor:
Ele, nos fala sobre o Caminho mais Excelente do Amor e suas peculiaridades próprias, em se ter Amor e em não se ter Amor:
Como finaliza o quadro:Amor é um dos termos mais dinâmicos que Paulo emprega Para referir-se à vida santa habilitada pela plenitude do Espírito. Inclui motivação e ação. O amor é característica do cristão maduro.
V – Dar tudo e não ter nada:
Muitos vivem uma vida de pretensa caridade, com doações aos pobres, aliás um ato orientado pelas escrituras, mas o em busca de acalmar o coração pelo sentimento da necessidade de encontrar um caminho para salvação de suas almas.
A famosa dicotomia de Tiago:2.18. Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”.
Mas, Paulo neste texto revela o mistério do verdadeiro amor, não bastam as obras, elas são finitas e perecíveis, sem amor nada seria, seria como o sino que tine, mas seu som se espalha e desaparece nas ondas do ar.
Mas, o Amor é duradouro e produzirá Obras maiores que, serão demonstradas pela ação deste Amor verdadeiro em Obras.
I Co.13.3. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
Mt.19.21. Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me.
Parecem contrastante os dois versículos acima, mas são na realidade consensuais entre si, pois tratam do desprezo, que só o verdadeiro amor, e em especial Amor a Deus pode trazer, ao homem, pelas coisas materiais, pois as espirituais passam a ser mais valiosas do que qualquer bem terreno, quando comparadas com as bênçãos da Salvação, sob a ótica do Amor, como a Virtude Suprema, que nos traz todo o bem, não só nesta vida, mas em especial na vida eterna em Cristo, “charis to teo” ao homem sem esperança.
VII - O QUE NÃO É AMOR:
A- Inveja:

"Ciúme é querer manter o que se tem; cobiça é querer o que não se tem; inveja é não querer que o outro tenha. E que prestem atenção: a inveja é um vírus que se caracteriza pela ausência de sintomas aparentes. O ódio espuma. A preguiça se derrama. A gula engorda. A avareza acumula. A luxúria se oferece. O orgulho brilha. Só a inveja se esconde”. Do texto Inveja- Zuenir Ventura.
4 . o amor não é invejoso;
De todas as características que são vulgares na natureza humana, a inveja é a mais desgraçada. O invejoso não só deseja provocar o infortúnio e o provoca sempre que o pode fazer impunemente, como também se torna infeliz por causa da sua inveja. Em vez de sentir prazer com o que possui, sofre com o que os outros têm”. A Conquista da Felicidade: Bertrand Russel
Prov. 14:30. O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos.
A palavra inveja, em hebraico quinah, significa literalmente ambição.
A inveja é algo tão pernicioso, tão totalmente contrário ao Amor que ela atinge até aos ossos como uma doença destruidora e letal.
Ou é tão amarga que é capaz de incitar a fúria à crueldade, com ímpeto danoso na relação dos santos.
Paulo ao escrever aos Coríntios ministrava, através deste capítulo, algo como um Bálsamo de Gileade, para servir de um antídoto contra o veneno da falta da caridade que dividira a Igreja local e deixara marcas profundas naquela Comunidade cristã.
Eles como muitos de nós, precisamos, incluindo-me, de que a verdadeira caridade penetre nas juntas ossos e medula de nossas vidas para que sejamos crentes de fato e não crentes de forma legal, mas crentes inscritos no Livro da vida e não no rol de membros de nossa Igreja local, mas no rol da membresia da Igreja que será arrebatada e tem seus nomes escritos nos Livros celestiais.
Dn.7.10. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões assistiam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.
Ap. 20:12 - E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.
Lc. 10.20.
Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.
“Cruel é o furor e impetuosa a ira, mas quem pode parar na presença da inveja?” (Pv 27:4)
- Inveja é o desejo por atributos, posses, status, habilidades de outra pessoa. Não é necessariamente associada à um objeto: sua característica mais típica é a comparação desfavorável do status de uma pessoa em relação à outra.
1 -A Inveja tem cor e produz dor!
É comumente associada à cor verde, como na expressão "verde de inveja".
A frase "monstro de olhos esverdeados" (green-eyed monster, em inglês) se refere a um indivíduo que é motivado pela inveja.
A expressão é retirada de uma frase de Otelo de Shakespeare. Nesta famosa peça de teatro OTELO de Shakespeare, a inveja aparece associada ao ciúme.
Outra expressão muito comumente usada no dito popular, para designar a inveja é a dor de cotovelo.
A inveja é um verme que corrói o mérito e a glória”. Francis Bacon, filósofo inglês.
Como a inveja entra no coração:
Sl 36:2b “... e diz que a sua iniqüidade não há de ser descoberta nem detestada”.
A inveja penetra no indivíduo através dos olhos [Concupiscência dos olhos], eleva o ego e traz a glória para si; depois o invejoso julga, diz a Palavra de Deus.
Mt.6. 22,23. A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas!
B - Leviano:
4. O amor não trata com leviandade,
- “Leviano”:

Em português, essa palavra é sempre malvista: isto é, leviana é a pessoa que não pesa devidamente ou não sabe dar o peso devido aos problemas ou situações enfrentadas.
- Leviano [do espanhol leviano] – 1. Leve; que tem pouco peso; que exige pouco esforço. ...
Muitos de nós deixamos nos levar pelas questões da vida e negligenciamos a caridade como um mandamento, tal qual, Paulo nos exorta a ter para com os da Igreja ou nossos próximos.
- Negligência: falta não intencional daquele que se omite no cumprimento de um ato que lhe foi determinado.
C - Soberba:
"Soberba é o sentimento negativo caracterizado pela pretensão de superioridade sobre os demais”.
Segundo São Tomás de Aquino, a soberba era um pecado tão grandioso que, deveria ser tratado em separado do resto e merecendo uma atenção especial.
Aquino tratava em separado a questão da vaidade, como sendo também um pecado, mas a Igreja decidiu unir a vaidade à soberba, acreditando que neles havia um mesmo componente de vanglória, devendo ser então estudados e tratados conjuntamente.
D - Não se ensoberbece.
Salmos 73.6-8.
Por isso a soberba os cerca como um colar; vestem-se de violência como de adorno.Os olhos deles estão inchados de gordura; eles têm mais do que o coração podia desejar.São corrompidos e tratam maliciosamente de opressão; falam arrogantemente
I Co.4.18,20. Mas alguns andam ensoberbecidos, como se eu não houvesse de ir ter convosco. Mas em breve irei ter convosco, se o Senhor quiser, e então conhecerei. Não as palavras dos que andam ensoberbecidos, mas o poder. Porque o reino de Deus não consiste em palavras [que demonstram soberba.], mas em poder [autoridade sobre a soberba].
Soberba da vida: Deus resiste o soberbo, mas concede graça aos humildes (Tg 4.6. Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. 1 Pe 5.5... e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.).
A Lição que Paulo nos quer dar na Revelação sobre a Caridade é que, devemos exercer a caridade como um ato de sujeição uns para com os outros, sem esta posição de humildade, jamais teremos vitória sobre a soberba e nunca exerceremos a verdadeira Caridade.
E - Indecência:
5 Não se porta com indecência,
Paulo ao falar sobre a indecência quer:

Estava apontando quanto à forma como os Coríntios se conduziam como Igreja, falava que lhes faltava o porte de cristão, ou seja, alguém que tem a vida pautada por posições e comportamento que o identifique como um seguidor de Cristo, ou que “ande como Ele andou”.
Isto é ter porte de cristão, é ter um porte decente em todas as atitudes da vida, mormente na Caridade.
- Indecência no porte da vida pautada pela concupiscência;
- Indecência demonstrada pelo desprezo aos outros menos favorecidos;
- Indecência em relação a vida espiritual;
- Indecência suscitada pela falta da caridade;
- Estudando a etimologia da palavra veremos que o prefixo in é uma forma de dizer que tal palavra é o contrário da palavra adiante da qual foi colocado o prefixo in.
- Sendo assim In-decente significa tudo quilo que não é decente, ou seja, aquilo que não se pode propagar de forma aberta, pois fere os padrões normais de comportamento de que preza a verdade.
- Portanto, a vida cristã não pode carecer da falta da caridade e não se pode apregoar contra ela, pois seremos indecentes no nosso modo de agir.
- Sede santo, como Eu o Senhor sou Santo.
A Santidade de Deus é estabelecida sobre parâmetros únicos, sendo o principal deles o Amor.
F - Interesseiro:
5 . Não busca os seus interesses...
A antítese do interesse pessoal.
Rm. 12.10.
Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
“A transgressão fala ao ímpio no íntimo do seu coração; não há temor de Deus perante os seus olhos. Pois em seus próprios olhos se lisonjeia, e diz que a sua iniqüidade não há de ser descoberta nem detestada.” (Sl 36:1-2)
O verbo lisonjear, empregado no versículo acima, pode também significar: elogio para obter estima ou prestígio; louvor a si mesmo com interesse.
G - Irritadiço ou irritante:
5 .Não se irrita...
H - Malicioso:
Salmos 34. 21 .
A malícia matará o ímpio, e os que odeiam o justo serão punidos.
Inseguro ou doente de ciúmes
Não suspeita mal:
I Co. 14. 20. Irmãos, não sejais meninos no entendimento; na malícia, contudo, sede criancinhas, mas adultos no entendimento.
Rm. 1. 29. Estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade;
Salmos 73.6-8. Por isso...Os olhos deles estão inchados de gordura; eles têm mais do que o coração podia desejar.São corrompidos e tratam maliciosamente...
J - Suspeitoso:
5. não suspeita mal... [o amor não é invejoso...]
Como a inveja ou atitudes de ciúmes que, são a causa de mortes, em muitos casos, mas o zelo sendo uma qualidade boa, quando se torna em ciúmes é perniciosa, desta forma precisamos entender que, há formas zelosas e formas zelosas, sim!
Há zelo que se torna em ciúmes e leva a tragédias, até para o povo de Deus. O zelo pode ser negativo ou positivo, porém a inveja é sempre negativa.
Zelo Negativo: A ação do Rei Saul contra os Gibeonitas favoreceu a ira de Deus sobre Israel.
“Houve nos dias de Davi uma fome de três anos consecutivos. Consultou Davi o Eterno, e o Eterno lhe disse: É por causa de Saul e da sua casa sanguinária; porque matou os Gibeonitas. Chamaram o rei os Gibeonitas, e lhes falou (ora, os Gibeonitas não eram dos filhos de Israel, mas do restante dos Amorreus; os filhos de Israel lhes tinham jurado poupá-los, porém Saul procurou destruí-los no seu zelo pelos filhos de Israel e de Judá).” (2 Samuel 21:1-2)
O Apóstolo Paulo, na carta aos Romanos, testemunha que Israel tinha zelo de Deus, mas sem entendimento.
“Irmãos, o desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para que se salvem. Pois lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas que não com entendimento. Visto que não conheceram a justiça de Deus, e procuraram estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à que vem de Deus. O fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”. (Rm. 10:1-4)
Zelo Positivo: Podemos tomar como exemplo o Salmo 69: “... pois o zelo da Tua casa me consome, e as injúrias dos que Te afrontam caem sobre mim”. (
Sl. 69:9)
A Bíblia Sagrada fala do Zelo Positivo em: 2 Co 7:7...e não somente com a sua vinda, mas também pela consolação com que foi consolado de vós, contando-nos as vossas saudades, o vosso choro, o vosso zelo por mim, de maneira que muito me regozijei.”
Seja zeloso, mas não seja ciumento, ou invejoso, ou que suspeite mal, de alguma atitude de seus irmãos ou pares do Ministério, no sentido pelo qual, a palavra se torna um trauma para seu modo de viver, quem sofre de ciúmes transformado em inveja, sofre danos espirituais, ou se torna, um crente inseguro.
K - Injusto:
6 Não folga com a injustiça;
Um exemplo do uso da “justiça” interesseira ou a falsa justiça:
2Sa 15:4 - Dizia mais Absalão: Ah, quem me dera ser juiz na terra, para que viesse a mim todo o homem que tivesse demanda ou questão, para que lhe fizesse justiça!
A verdadeira justiça, ou aquela que deve nos inspirar:
2Sa 8:15 - Reinou, pois, Davi sobre todo o Israel; e Davi fazia direito e justiça
a todo o seu povo.
Dt 33:21 - E se proveu da melhor parte, porquanto ali estava escondida a porção do legislador; por isso veio com os chefes do povo, executou a justiça do Senhor e os seus juízos para com Israel.
No Brasil ecoa o clamor dos injustiçados a procura da Justiça, os legisladores precisam aprender com a Bíblia Sagrada sobre a execução da verdadeira justiça a: Justiça do Senhor!
2Sa 22:21 - Recompensou-me o Senhor conforme a minha justiça; conforme a pureza de minhas mãos me retribuiu.
O exercício da justiça produz um fruto aquele que a exerce, conforme a pureza que a exerceu.
Se você tem algo em suas mãos que pode ser utilizado em benefício de outros e você retira o direito do necessitado, seja, em teu próprio benefício ou para atribuí-lo a alguém por interesse você está sendo um falto de Caridade.
L - Falho ou descumpridor dos contratos:
8 O amor nunca falha;
A maior demonstração de amor foi o de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele deixou a sua Glória divina, no contexto de tê-la como Deus se humilhou e se tornou servo para cumprir o Compromisso do Pai, em resgatar o homem do pecado e da morte.
A confirmação da sua Caridade divina e verdadeira está dita no texto, que só Ele poderia exclamar: “Está Consumado”, ou seja, foi cumprido o que o Pai me ordenou.
a- Finito:
8. Mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão;
Por que Paulo ensina isto?
Porque estes dons foram dados para a edificação da Igreja como utilitários espirituais aqui na Terra.
Sendo assim, não serão mais necessários na vida futura, pois a Igreja ao ser arrebatada terá atingido a Pleroma previsto por Deus, o Pai, na Obra de Seu Filho e na Ação do Espírito Santo, na condução da Igreja aqui na Terra.
VIII - A finalidade do Amor:
A principal questão da ação do Amor, não é a finalidade terrena.
Como não?
A ação do Amor é conseqüência da ação divina eternalizadora que, alcançou o homem, desde a sua Criação.
Quando o homem foi criado havia uma expectativa divina de ter um adorador permanente e um dialogador eterno, mesmo sendo criado sob a qualidade material finita, distante da imaterial ou mística.
O norte de Deus era fazer do homem uma criatura que, andando, com Ele pudesse ser transportada para a vida Eterna pelo relacionamento calcado no Amor de Deus e pelo atributo deste Amor poder ser comunicável através desta relação.
- O exemplo de Enoque:
Veja o caso de Enoque.
Andou com Deus e Deus para si o tomou.
Enoque andando com Deus foi impregnado deste Amor, de tal maneira, que se tornou tão próximo de Deus, que a presença de Deus pelo seu Amor o envolveu e o levou para estar com ele.
Você levaria alguém que você não tivesse afinidade alguma para morar em sua casa para sempre?
Deus dá-nos este exemplo nos permitindo entender que a transcendência do Seu Amor foi tal que Enoque pode habitar com Deus eternamente.
Ele foi:
Justo e justificado pelo Amor.
Enoque foi benigno.
Foi absolutamente cumpridor da Aliança com Deus, por isto ele transcendeu, em seu tempo, e nós também seremos transformados, a finitude da vida física humana será retirada, de nossas vidas.
A inveja apodrece os ossos:
“O coração tranqüilo é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos”. (Pv 14:30)
A melhor maneira de evitar o invejoso é fugir dele:
A inveja é destruidora:
“Cruel é o furor e impetuosa a ira, mas quem pode parar na presença da inveja?” (Pv 27:4)
IX - MENINOS NÃO PODEM AMAR:
I Co. 13.11. Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Ao estudar a Lição 13 deste trimestre deparei-me com o trecho dos versículos de 9 a12, que não faz parte do texto principal escolhido pelo autor deste Trimestre, Mestre Dr. em Teologia Pr. Antonio Gilberto.
Ouvi soar algo em meu coração sobre: meninos não podem amar.
O título da Lição é de um significado excelente:
Amor, A Virtude Suprema – um significado de idoneidade e crescimento maduro e adulto na vida de cada crente que esteve assentado nos bancos das nossas classes da EBD neste trimestre.
Ora, para alcançarmos a maturidade do Amor que a lição, ou melhor, Paulo cita em seu contexto deste capítulo, o que devemos ter?
Sem dúvida nenhuma, Paulo estava dizendo aos de Coríntios, que a situação deles era uma situação tal, que necessitavam de um crescimento, para atingirem a Plenitude necessária àqueles que querem entender, dominar, realizar sonhar, e ter discernimento, das coisas espirituais relacionadas com a “koinonia” cristã, a quais são impossíveis de serem entendidas, por meninos espirituais.
Meninos espirituais, não os nascidos hoje para a Igreja, pela conversão, mas Paulo os colocava como aquela fábula do Peter Pan, os de Corinto queriam continuar meninos a vida toda e não assumirem as suas responsabilidades entre si, no seio da Igreja e perante Cristo.
Isto determinava em suas vidas, um desprezo pela obra Salvadora de Cristo na cruz, pois sem responsabilidade, eles se achavam sempre meninos e meninos não fazem coisas de adulto, ou seja, não tem responsabilidades pelo que fazem, vivem em constantes brigas dentro da família.
I CORINTIOS 3.1. E eu, irmãos não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a
criancinhas em Cristo.
Vocês já viram como um grupo de crianças vê algum brinquedo e todos o querem para si ou brigam por dá cá uma palha ou desatam a rir sem parar, se o pai de família ou a mãe os tenta corrigir, aí é que eles não param mesmo?
Era assim que Paulo via a Igreja de Corinto, um grupo de infantes nas coisas de Deus.
Eles precisavam ter conhecimento próprio de suas dificuldades.
Eles agiam como meninos agem em relação ao colega ou irmão, procurando ser como os irmãos de José.
Ou como aqueles pintinhos que brigam todos por uma mesma minhoca.
É preciso passar a ter pensamento adulto, para poder AMAR, entendendo, o que seja, AMAR como Virtude Suprema, disponibilizada pelo Pai das Luzes, “no qual não há sombra de variação”, ou seja, temos que ter pensamento firmado, estabelecido, maduro para entender, o que seja esta Virtude Comunicável de Deus em nossas vidas.
No dia em que todos os cristãos amadurecerem, não apenas conjugaremos o verbo Amar ou pronunciaremos a palavra AMAR, mas desfrutaremos dela plenamente através de Jesus Cristo, a maior prova do Amor Supremo de Deus! Aleluia!
Aí entenderemos o texto do Apóstolo Paulo:
RM.12.10. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros;
Nada mais poderá impedir que nossos relacionamentos eclesiais, ministeriais, familiares ou com o nosso próximo, seja, descaracterizado por pequenas coisas que, se interpõem para nos impedir continuar amando nossos familiares, amigos, irmãos, companheiros de Ministério, desconhecidos, mendigos de rua, gente que passa por nós e nunca mais as veremos.
Somos enfim maduros, crentes adultos, nada poderá nos separar do Amor que há em Cristo Jesus nosso Senhor!
X - Alicerce para o Amor:
Rm.8.35.ss. quem nos separará do amor de Cristo?
a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.
Porque estamos alicerçados N’Ele!
Adultos, maduros, mas sobre que base nos ESTAMOS EDIFICADOS.

A Bíblia diz que: “aquele que edifica, veja como edifica”.
I Co.3.9.ss. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei eu como sábio construtor, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.
Mt.7. 24,25. Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.
Devemos ser como edifícios espirituais, bem edificados, edifícios que não sofram abalos ou sejam, solapados em sua fundação pelas torrentes das tempestades desta vida.
Conclusão:
Encerrando este estudo, deparo-me com uma questão:
Por que Paulo escreve sobre a Caridade?
Não podemos isolar este lindo hino ao Amor, do contexto Paulino na Primeira Epístola aos Coríntios.
Paulo, no contexto imediato anterior e no contexto seguinte imediato, está falando sobre os dons espirituais.
Portanto, ao ensinarmos esta Lição não desprezemos este conteúdo disciplinador.
Paulo o começa o discurso falando sobre o dom de línguas e diz claramente que nada vale ter estes dons se não tivermos Amor e encerra o texto, mas não o discurso principal, que fala sobre os dons espirituais, com a revelação de que além da fé, esperança a caridade é a maior de todas as coisas permanentes.
Para que entendamos o que estamos descrevendo veja, que o discurso contextual continua no Capítulo 14, e começa exatamente sob a marca da Caridade, assim Paulo quer nos mostrar que, os dons sem a caridade nada valem, e que os coríntios já tiveram como refletir, e a nós também, sobre o tema, sendo possível, continuar explicando, aos mesmos e anos o uso dos Dons Espirituais, sob a ótica da Caridade.
É como um círculo, este contexto, se você voltar ao versículo 1 do
Capítulo 13.
Veja quadro acima.
O Amor só pode ser sólido quando está edificado ou arraigado em nossos corações pela verdadeira convicção em Jesus Cristo Nosso Salvador.
Portanto, não sejamos negligentes em dar atenção neste tempo presente a verdadeira virtude que é o AMOR.
Agradecimentos:
Agradeço A Deus que pelo Senhor Jesus nos iluminou por mais um trimetre na ação divina, do Espírito Santo em nos revelar um pouco da sua Palavra.
Agradeço a todos os leitores, tanto os de nossa página, os nossos seguidores, os editores dos sites dos quais somos colaboradores, “mercê” de Deus.
Agradeço a CPAD - Diterores, editores, revisores, funcionários em geral, pelos ensinos desta Lição.
Agradeço a Deus pela vida do Pastor Antonio Gilberto, pela sua liberalidade em nos ensinar a Palavra genuína de Deus.
Fonte:
Bíblia Plenitude
Bíblia cortesia Tio Sam
José Geraldes - jornalista português
Liceu
A inveja, conforme Sebastián de Covarrubias, gravura do século 16.
Pr. Kenneth Wieske
P.S.J. Dicionário grego-português e português-grego.
4ª. Ed. Porto: Livraria Apostolado da Imprensa, 1969.
DICIONÁRIO Aurélio
Apontamentos do autor
I Coríntios – estudo do autor -
UPM – Andrew Jumper – ENEP
Outros citados no texto ou desconhecidos de origem.
Imagens - blog cultura religiosa.

Seguidores

Geografia Bíblica-Texto-Local!

Para quem estuda a Arqueologia - Mapas do Antigo Testamento e do Novo Testamento.
Viaje à Terra Santa pelo seu PC, ou qualquer lugar citado na Bíblia! Com ela você pode através do texto que está lendo ter acesso ao local onde ocorreu o fato bíblico! Forma gratuita, é só clicar e acessar:

Ser Solidário

Seja solidário
"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

Doutrina


O Credo da Assembléia de Deus
A declaração de fé da Igreja Evangélica Assembléia de Deus não se fundamenta na teologia liberal, mas no conservadorismo protestante que afirma entre outras verdades principais, a crença em:
1)Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
Pacto de Lausanne – Suíça
Teses de Martinho Lutero
95 Teses de Lutero
Clique e acesse todo texto.

Ensino Dominical

União de Blogueiros Evangélicos
Powered By Blogger